Disse que é um erro gastar um milhão de dólares para comprar 'créditos podres' (ativos tóxicos) e deu apoio à proposta da China de substituir o dólar como moeda corrente no comércio mundial, como uma espécie de castigo aos 'brancos de olhos azuis', a quem acha que cabe a culpa pela crise financeira global.
Por Francisco Vianna
27 de março de 2009
Lula fez ontem declarações antiamericanas que questionam o uso de dinheiro público norte-americano na compra de "ativos tóxicos" (ou os chamados 'créditos podres') que tinham sido alvo, na véspera, de críticas extensivas às políticas econômicas da Casa Branca pela União Européia. O presidente brasileiro pôs ontem mais lenha na fogueira ao fazer as declarações que fez, colocando o país numa situação ainda mais difícil para a reunião de cúpula do G20 que deve se realizar no próximo dia 02 de abril. Segundo um relatório da OMC, cresce de forma sensível o protecionismo em todo o mundo, principalmente nos países desenvolvidos e a cúpula do G-20 reunirá os líderes mundiais e as organizações internacionais, incluindo o FMI, que discutirão a reforma do sistema financeiro mundial.
Disse ele: "Não gostaria de opinar sobre a política soberana [do presidente norte-americano, Barack Obama], mas creio que não podemos gastar o dinheiro que nos resta comprando títulos podres", disse Lula numa conferência de imprensa conjunta com o premiê britânico, Gordon Brown, que recebeu o brasileiro na residência oficial - em 10, Downing Street - poucas horas antes de ambos viajarem para o Chile por conta da obscura Cúpula dos ‘Líderes Progressistas’. "Caso esse bilhão de dólares que será usado para comprar ativos podres pudesse ser colocado no comércio, o resultado seria muito melhor", disse o presidente brasileiro. Admitiu também que "não estudou o plano económico de Obama", mas salientou que "o dinheiro que irá para o sistema financeiro não ajudará a recuperação dos fluxos de comércio". "O importante agora é recuperar o crédito para favorecer o intercâmbio das transações comerciais internacionais e domésticas", acrescentou. Mas, conforme ‘ele julga’, “nenhuma das medidas tomadas até o momento (pela administração Obama) terá o efeito de ajudar a recuperação do mercado creditício".
Respaldando a proposta chinesa (de substituir o dólar nas transações internacionais), Lula disse que essa medida - rejeitada pela Casa Branca, França e UE - será bem recebida pelos países ‘em desenvolvimento’. Apesar de admitir que “não conhece a proposição chinesa em profundidade”, afirmou que terá uma reunião, na cúpula do G-20, com o presidente chinês, Hu Jintao, na qual espera abordar o tema. "Em princípio, creio que todos os países emergentes podem ser favoráveis a uma nova moeda e, certamente os Estados Unidos vão estar contra, mas acho que essa discussão é válida e pertinente", disse Lula. "Afinal de contas, o mundo não deve estar subordinado a uma só moeda", reforçou Lula. Depois citou a experiência de substituir parcialmente o dólar no comércio com a Argentina, terceiro sócio econômico do Brasil. "Aprovamos, com a Argentina. o uso de nossas moedas locais (no intercâmbio comercial) porque acreditamos ser possível não ficarmos subordinados à moeda de outro país". "Cremos que é possível, no médio prazo, estabelecer de forma progressiva acordos comerciais bilaterais (com outros países), com base em moedas dos países envolvidos e não, necessariamente, vincular tais acordos ao dólar americano".
Além disso, numa polêmica declaração, que foi interpretada como uma crítica racista às nações ricas, Lula disse: "A crise foi causada por comportamentos irracionais de ‘gente branca de olhos azuis’, que, antes, parecia saber de tudo e agora demonstrou que (como ele mesmo, afinal, costuma dizer) ‘não sabe de nada’". O atual cenário econômico mundial não é responsabilidade de nenhum "negro, índio, ou pobre", segundo vociferou. Por fim, o presidente brasileiro advertiu que, caso a cúpula do G-20 venha a fracassar, as agitações sociais podem se multiplicar. "A reunião em Londres, no dia 2, será histórica, porque dela os povos do mundo esperam muito", acrescentou. Em seguida, prognosticou que, caso não se consiga avançar, nessa reunião, os europeus "começarão a fazer manifestações de rua como ocorrem na França, que começam como simples protestos e logo se transformam numa convulsão social que não se sabe como, quando e onde vai terminar".
Por seu turno, Brown evitou identificar responsáveis pela crise financeira global, mas concordou com Lula em que é necessário reverter a falta de crédito para reativar o comércio internacional, que, segundo se prevê, cairá ainda uns 9% este ano, o pior desempenho desde a Segunda Guerra Mundial. Além disso, anunciou que proporá, na cúpula do G-20, a criação de um fundo especial de 100 bilhões de dólares para que as empresas possam exportar de maneira mais efetiva e sem depender de subsídios domésticos.
O presidente Lula mostrou que estava bem treinado pelas 'eminências pardas' que governam (?) o país por trás de sua caneta estulta. Conseguiu o efeito esquerdopata de espicaçar os americanos, mas manteve-se subserviente aos europeus, a quem acaba se presentear a Reseva indígena Raposa Serra do Sol, ao norte de Roraima e onde jazem mais de 90% das jazidas conhecias de nióbio do mundo, entre outras riquezas minerais e biológicas.
Suas declarações mostram como a esquerda brasileira ignora e violenta os mais conhecidos princípios da geopolítica e da geoeconomia. Ignora que, por exemplo, a moeda americana é adotada como padrão de negócios não pelos estados, mas pelos capitalistas envolvidos nas operações de comércio internacional. O dia em que o dólar não for mais confiável para tal, não serão os governos que substituirão o padrão dólar no mercado global, mas seus próprios agentes econômicos. Fazer negócios com vizinhos sul-americanos com base nas moedas dos países envolvidos não tem nada demais nem de revolucionário em si, apesar da desconfiança que isso gera nos agentes econômicos privados.
Quando Lula afirma que ainda "não estudou o plano econômico de Obama", o que ele quer dizer é que as tais 'eminências pardas' a que me refiro acima, ainda não lhe deram as devidas instruções sobre o que ele, Lula, deve matraquear pelo mundo afora, pois o presidente nunca estudou nada, não estuda nada e tem raiva de quem estuda. É um analfabeto funcional que, mesmo gostando de consumir prodigamente bebidas alcoólicas, ironicamente, assina uma 'lei seca' e ainda, de quebra, vai à Academia Brasileira de Letras, 'lecionar' para uma audiência de "imortais" sobre a lei de reforma ortográfica que acabara de sancionar. Só no Brasil, mesmo...
E qual seria essa 'nova moeda' que Lula diz que deveria ser o padrão monetário das transações internacionais? O Real, talvez? Ou pior, o Peso cubano ou argentino, ou ainda o Yuan chinês? Quem sabe qual o valor real dessas moedas. A própria adoção do Euro seria mais temerária, tendo em vista as variações bruscas da economia européia. Ah, já sei: a ONU estabeleceria uma moeda internacional que não circularia mas seria valor de referência para todas as transações internacionais, inclusive para fixar as contribuições ao FMI. Uau! Como não pensamos nisso antes? Ora, quem acredita na isenção da ONU, a mais corrupta filha de Bretton Woods? Tirem-me dessa; prefiro continuar com o dólar velho de guerra. Alguns americanos correm agora para comprar ouro e, quem sabe, os países 'emergentes' (que com suas administrações socialistas passaram a ser 'países imergentes') concordem com a volta do 'padrão-ouro', para complicar de vez o mercado global.
Nós, brasileiros temos um conhecimento epidérmico da história das civilizações e sofremos como uma carência absoluta de estadistas de renome e respeito, pelo exato fato de termos um sistema político democratóide que bem pode ser chamado de populista e cleptocrático, onde um grupo de ávidos 'socialistas' tentam se perpetuar no poder, a qualquer custo, e cerram suas mandíbulas com formidável tetania para que não possam se soltar das tetas que os amamentam com um fluxo generoso do suado dinheiro do contribuinte.
Ou criamos, de fato, uma democracia dos conscientes e dos mais capazes, uma meritocracia, ou a tendência será a de amargarmos o atraso duradouro de uma sociedade comunista e de ver o país fragmentado e distribuído entre as nações hegemônicas que anseiam se apossar de nossas riquezas naturais.
http://www.alcance.cnpm.embrapa.br/index.htm
Resumo
Qual a disponibilidade de terras para ampliar a produção de alimentos e energia, para a reforma agrária, para o crescimento das cidades e a instalação de obras de infra-estrutura no Brasil? Segundo estudo realizada pela Embrapa Monitoramento por Satélite, preparado pelo competente professor Evaristo de Miranda e sua equipe, em termos legais, apenas 29% do país seria passível de ocupação agrícola. Cerca de 71% do território está legalmente destinado a minorias e a proteção e preservação ambiental. Como na realidade, mais de 50% do território já está ocupado, configura-se um enorme divórcio entre a legitimidade e a legalidade do uso das terras e muitos conflitos.
Nos último anos, um número significativo de áreas foram destinadas à proteção ambiental e ao uso exclusivo de algumas populações, enquanto uma série de medidas legais restringiu severamente a possibilidade de remoção da vegetação natural, exigindo sua recomposição e o fim das atividades agrícolas nessas áreas. A pesquisa da Embrapa mapeou, mediu e avaliou, pela primeira vez, diversos cenários de alcance territorial dessa legislação no Brasil, com base em imagens de satélite, cartografia digital e dados secundários.
Alcance Territorial das Unidades de Conservação (UCs), Terras Indígenas (TIs), Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Disponibilidade de Terras Agricultáveis
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km2 |
% | |
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UCs + TIs |
2.294.343 |
26,95 |
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Reserva Legal |
2.685.542 |
31,54 |
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APPs |
1.442.544 |
16,94 |
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Total |
6.059.526 |
71,16 |
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Disponível |
(2.455.350) |
(28,84) |
() No cálculo da área disponível, não foram descontados os valores negativos que ocorrem nos biomas Amazônia e Pantanal
Essas medidas colocam na ilegalidade grande parte da produção de arroz de várzea no RS, SP e MA; de búfalos no AM, AP, PA e MA; do café em SP, MG, PR e BA; da maçã em SC; da uva e vinho no RS, SC e SP; da pecuária no Pantanal; da pecuária leiteira em MG, SP, RJ e ES; da cana de açúcar em SP, RJ, MG e NE; dos reflorestamentos em MG, SP, MA e TO; da pecuária de corte em grande parte no Brasil, da citricultura em SP, BA e SE; da irrigação no NE; da mandioca no NE e AM; do tabaco em SC e BA; da soja em MT, MS, GO, SP e PR, entre os casos de maior impacto social e econômico.
Embora várias leis e iniciativas visassem a proteção ambiental, elas não contemplaram as realidades sócio-econômicas existentes, nem a história da ocupação do Brasil. A perda de governança e os conflitos territoriais tendem a agravar-se dada a demanda adicional por novas terras da parte de vários segmentos da sociedade.
A demanda ambiental para a criação de novas UCs, corredores ecológicos, áreas de restauração ecológica e conservação prioritária da biodiversidade visa quase 3.000.000 km2. A demanda de terras para colonização, assentamento e reforma agrária é da ordem de 2.900.000 km2. A demanda para criação e ampliação de terras indígenas situa-se entre 50 e 100.000 km2. A demanda de áreas para quilombolas chegaria a 250.000 km2. A demanda agrícola para expansão de alimentos e energia até 2018, mesmo com a conversão de pastagens em áreas agrícolas e ganhos de produtividade, situa-se entre 100.000 e 150.000 km2. Essa demanda adicional representa quase 6.500.000 km2, uma área equivalente a soma dos territórios da Argentina, Bolívia, Uruguai, Peru e Colômbia. Além disso, há de se contar as demandas do crescimento das cidades, da infra-estrutura viária, industrial e energético-mineradora, a exemplo da implementação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC. É fisicamente impossível conciliar o uso atual e atender a totalidade das demandas futuras.
O estudo da Embrapa dimensiona, estado por estado, bioma por bioma, o enorme desafio nacional para repactuar o ordenamento territorial, aprimorar a legislação ambiental, agrícola e agrária, e buscar soluções negociadas para construir-se um verdadeiro desenvolvimento sustentável. Ele será completado com uma avaliação do alcance social e econômico efetivo dessa legislação.
O impasse entre legalidade e legitimidade no uso e ocupação das terras deve agravar-se face às demandas e expectativas por mais terras por parte de ambientalistas, indigenistas, movimentos sociais, agricultores etc. Questões de governança territorial e impasses na gestão desses conflitos já chegam ao Supremo Tribunal Federal.
Para o ordenamento territorial, a impressão é de que o Brasil acabou. A prosseguir o atual alcance e desencontros da legislação territorial, o quadro de ‘ilegalidade’ e o confronto entre a legitimidade de demandas sociais e econômicas e a legalidade, todos perdem. Perde-se também, sobretudo, a perspectiva de qualquer tipo de desenvolvimento sustentável.
DENIS LERRER ROSENFIELD
Professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O GLOBO - 16.03.2009
O Congresso Nacional está diante de uma tarefa das mais importantes, se decidir se colocar à altura dos verdadeiros problemas nacionais. Talvez seja uma ocasião para que reverta a pauta que tem sido a sua nos últimos meses, com uma imagem negativa junto à opinião pública. Os deputados Aldo Rebelo e Ibsen Pinheiro acabam de apresentar, neste mês de março, um projeto de lei, nº 4.791, relativo à demarcação de terras indígenas, que se reveste da maior importância.
O projeto propõe uma nova sistemática de demarcação de terras indígenas, fazendo com que o Poder Legislativo intervenha nesse processo, não ficando esse a mercê exclusiva do Poder Executivo. A proposta faz todo o sentido, visto os inúmeros conflitos que a Funai, apoiada pelos movimentos sociais, tem suscitado do ponto de vista do Pacto Federativo, da Soberania Nacional e do Direito de Propriedade. Seus agentes agem com completa autonomia, numa situação que, embora legal, não podemos deixar de considerar como anômala.
Com efeito, o presidente da Funai é uma pessoa escolhida por um período de tempo determinado para exercer funções administrativas, muitas vezes nem pertencendo aos quadros da própria instituição. Recrutado normalmente por critérios políticos e ideológicos, vem a exercer uma responsabilidade que não hesitaria a chamar de propriamente constituinte, sem ter, porém, nenhum mandato para tal. Um freio deve ser posto ao arbítrio de militantes e antropólogos engajados! No dizer do projeto: "Estudos antropológicos superficiais, conduzidos por profissionais sem a necessária isenção, fundamentam a demarcação de imensas áreas do território nacional, muitas vezes superiores à área de países inteiros, em ofensa aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade."
Seu cargo lhe dá um poder enorme, não usufruído por nenhum deputado ou senador. Age por atos administrativos (portarias, resoluções, instruções normativas) feitos a seu bel-prazer, respaldado por certos antropólogos e movimentos sociais como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Tais pessoas e grupos passam, então, a legislar, a demarcar novos territórios indígenas, como se estivessem imbuídos de função messiânica, reconfigurando o território nacional e a própria história brasileira. Feito isso, os responsáveis deixam os seus cargos numa troca de governo. Seus atos, no entanto, permanecem, deixando as suas consequências para as próximas gerações. Coloca-se a pergunta: tinham mandato para tal?
O novo projeto de lei visa a reparar essa anomalia. O Congresso Nacional é a instância republicana encarregada da elaboração de leis, sendo a expressão da vontade popular, que se manifesta através de eleições. Nesse sentido, a demarcação de terras indígenas seria muito mais democrática se passasse pela aprovação daqueles que têm mandato para tal. O argumento de que o Congresso está, hoje, desacreditado não se sustenta, pois uma lei desse tipo vale para outros legislativos futuros. Todas as sociedades que sucumbiram aos cantos maléficos de supressão da instância legislativa caíram nas diferentes formas de autoritarismo, senão de totalitarismo. O próprio projeto é uma demonstração tangível de seriedade parlamentar!
O país já possui mais de 108 milhões de hectares de terras indígenas, o que corresponde a 13,5% do território nacional, para uma população que não ultrapassa 400.000 pessoas em terras propriamente rurais. No caso dos indígenas que vivem nas cidades, o problema é completamente outro, pois já são aculturados. Seus problemas são sociais, educacionais, de saúde, de moradia e de trabalho e, como tais, devem ser enfrentados. A questão, aqui, não é de ordem fundiária. Ora, tal extensão corresponde a uma boa fatia do continente europeu, correspondendo a muitos países. Logo, qualquer nova demarcação deveria ser extremamente criteriosa. Por exemplo, há em curso, em Mato Grosso do Sul, como bem observam os dois parlamentares, uma disputa por demarcação de uma área de mais de 10 milhões de hectares de terra fértil. "A região concentra parte substancial da produção rural de Mato Grosso do Sul, onde trabalham 30 mil agricultores, e responde por 60% da produção de grãos daquele Estado." Pode uma unidade federativa ser amputada de uma parte tão substancial de seu território?
O Brasil é uma unidade federativa, não uma comunidade de nações. O processo histórico que conduziu a esse arcabouço constitucional, construído com muita dor e luta, não pode ser levianamente questionado por movimentos sociais, ONGs nacionais e estrangeiras e organizações políticas, que procuram redesenhar o país. Surge aí a ideia e, pior, a pretensão de formação de nações indígenas, com direito a autodeterminação e autogoverno. Os mais engajados, como o Cimi, vinculado à CNBB, e ONGs internacionais, já falam de reconhecimento internacional dessas nações junto a organismos internacionais. Advogam para que o país reconheça a Declaração dos Povos Indígenas, que sinaliza para esse caminho. A soberania nacional ficaria inviabilizada, com o país não podendo mais explorar livremente os seus recursos minerais e hídricos. Inclusive, a atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal estaria comprometida.
O clima de insegurança está instalado, podendo ter como desfecho situações de violência. "Proprietários cujos títulos foram regularmente emitidos pelo governo brasileiro se vêem subitamente na condição de 'invasores' de suas próprias terras, em clara violação aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé que regem a relação entre o Estado e seus administrados." Não se resolve um problema fundiário criando outro, onde os protagonistas, proprietários rurais e indígenas, aparecem ambos como vítimas. Eis por que a cautela democrática proposta pelos deputados Aldo Rebelo e Ibsen Pinheiro deve ser levada em máxima consideração.
O ESTADO CONTRA O BRASIL I e II
Geraldo Almendra
22/março/2009
O ESTADO CONTRA O BRASIL
“Eu quero dizer uma coisa para vocês: não está longe o dia em que o Foro de São Paulo vai poder se reunir e ter, aqui, um grande número de presidentes da República que participaram do Foro de São Paulo.”
(Frase contida no discurso de Lula em 2/julho/2005 durante o Fórum de São Paulo, organização marxista-leninista que muitos negam a existência.)
O intencional processo de desconstrução dos vínculos das Forças Armadas com suas responsabilidades de preservar a integridade democrática e territorial do país – pétreas obrigações dos códigos militares protetores do Estado de Direito Democrático – é um hediondo crime de lesa-pátria, que tem sido sistematicamente tipificado durante os desgovernos civis, e utilizado como instrumento de conquista do poder pelos traidores de nossa luta pela liberdade, dignidade e justiça social.
A clara intenção do desgoverno petista de subordinar as Forças Armadas aos interesses partidários de um poder público prostituído, absolutamente imoral e aético, rebaixando os generais do alto comando militar para receber ordens de um escalão administrativo inferior da burocracia petista, é um hediondo ato de traição à nossa pátria e uma humilhação inaceitável aos comandantes militares, devendo essa atitude ter a absoluta repulsa e represália de toda a sociedade.
É inconcebível que uma instituição tida pela própria sociedade como a mais confiável de suas instituições, seja criminosamente submetida a esse tratamento pelo desgoverno petista.
Não podemos mais permitir que atos de vingança daqueles que escolheram voluntariamente a luta armada marxista-leninista para tentar tomar o poder, apesar de muitos terem ficado ricos ou milionários com pensões vitalícias ou indenizações absurdas, patrocinadas pelo desgoverno petista, continuem na tentativa de humilhar e fraudar a destinação Constitucional e Institucional das Forças Armadas.
As Forças Armadas não podem trair o Brasil diante da nova ameaça marxista-leninista representada pelo petismo. Os comandantes militares, juntamente com a sociedade civil, não deixaram que isso acontecesse em 1964 pelas mãos de um governo com as mesmas intenções, e não devem permitir que essa ameaça se torne um fato consumado desta vez, com uma cúmplice do terrorismo petista assumindo a presidência em mais um absurdo estelionato eleitoral de cartas marcadas pelo grotesco assistencialismo-clientelista, tudo bancado por mais de cinco meses de trabalho por ano dos contribuintes.
Não estamos vivendo em uma democracia de eleições livres, mas sim em uma ditadura controlada pela maior compra de votos do mundo ocidental, fundamentada em uma fraude política enraizada na falência cultural e educacional das massas populares, cujas consequências de leso-patriotismo já atingiram proporções quase incontroláveis.
Permitir a consecução do projeto de poder perpétuo do PT com o próximo presidente jogando toda a sujeira petista para debaixo do tapete – estratégia vital para evitar o desmascaramento do desgoverno petista e garantir a volta de Lula ao cargo findo o mandato de sua cúmplice - é impedir a vigência do Estado Democrático de Direito, colocando a sociedade refém de uma ditadura fascista ou sindico-comunista, disfarçada praticante de um socialismo corrupto-clientelista-assistencialista subordinado à organização Fórum de São Paulo.
O Fórum de São Paulo, tendo entre seus fundadores os senhores Fidel Castro e Luis Inácio, está por trás das estratégias de caráter marxista-leninista-petista que a cúpula dos traidores apátridas tem desenvolvido para dominar o país.
O objetivo principal desta organização – Fórum de São Paulo – com forças militares e paramilitares espalhadas pela América Latina é uma tentativa de união continental contra o capitalismo, a liberdade e a democracia, promovendo o atraso e a decadência dos países envolvidos, em uma estratégia geopolítica rigorosamente idiota, genocida e suicida.
A intenção desses paranóicos comunistas é formar um novo bloco de nações à semelhança dos regimes do Leste Europeu que foram desmantelados com a queda do muro de Berlim, depois de praticarem o genocídio de milhões de cidadãos nos países onde o marxismo-leninismo se instalou. O objetivo desses canalhas é nos condenar a décadas de submissão, à mediocridade social, à ditadura petista, e ao caminho da vala comum para os inimigos do sistema.
São as seguintes, as bases fundamentais do projeto petista de poder perpétuo, subordinado ao Fórum de São Paulo:
- aparelhar de forma absoluta as empresas estatais e os podres poderes da República com os militantes do petismo e seus cúmplices;
- seguir uma linha de atuação político-social fundamentada no decálogo de Lênin;
- através do desvio ilícito do dinheiro do contribuinte, construir uma base financeira sólida para financiar o suborno dos esclarecidos e a compra do apoio de outros partidos políticos e de organizações empresariais;
- difamar e desmoralizar as Forças Armadas para assumir seu controle com civis leais ao comando do PT/Fórum de SP, depois de consumar sua obsolescência material e o desgaste moral de seus comandantes e soldados;
- colocar o Poder Judiciário, especialmente os Tribunais Superiores, a serviço dos interesses do Poder Executivo;
- controlar a ação/reação de entidades civis chaves como a OAB, a CNBB, parte da grande mídia, universidades públicas, os sindicatos e algumas entidades empresariais;
- desarmar a sociedade civil e localizar/controlar todos os que têm armas legalizadas;
- promover a maior garantia de compra de votos já testemunhada em um país do mundo ocidental através do assistencialismo clientelista;
- criar uma Força de Segurança diretamente subordinada à presidência e transformar a Polícia Federal em uma polícia política de defesa interna dos interesses do petismo, que poderia ser utilizada, junto com a Força de Segurança, para debelar eventuais “rebeliões” de grupos militares e civis isolados, e agir coercitivamente contra todos aqueles que se opuserem ao petismo;
- motivar o desenvolvimento permanente de uma força paramilitar de emergência – movimentos sociais patrocinados – no caso da sociedade passar a se movimentar de forma coletiva contra o desgoverno do PT.
Se analisarmos o que já testemunhamos durante o desgoverno petista chegaremos à conclusão de que estamos em estágio final dos objetivos da revolução petista.
Diante da confirmação desse diabólico projeto, que poderá se consolidar com a colocação de uma ex-terrorista na presidência, é que esperamos uma urgente postura de defesa de nossa pátria por civis e militares engajados em um Projeto de Salvação Nacional antes que seja tarde demais.
O ESTADO CONTRA O BRASIL II
Enquanto o pensamento ditatorial de esquerda tenta, de qualquer maneira, minar a confiança da sociedade nas Forças Armadas, seus militantes consolidam o golpe marxista-leninista para dominar o país pelo seu projeto ditatorial-petista de poder perpétuo, escancarando a hipocrisia e a leviandade do seu discurso. Não passam de canalhas ateus e apátridas!
A prática do ilícito sistemático - pelos meliantes das oligarquias políticas e seus cúmplices que encamparam o poder público - geralmente impune, têm sido a maior “virtude” dos desgovernos civis, transformando a Justiça em refém da degeneração moral e ética do poder público.
É visível que uma complexa rede do crime organizado domina, há décadas, os poderes públicos instituídos.
O Estado, nas mãos desses patifes, foi transformado em uma grande ficção, um covil de bandidos, um lixo, um prostíbulo da política, em que milhares vivem à custa dos contribuintes, mas sem cumprir com suas obrigações apesar dos altos salários, das absurdas mordomias, do incontrolável empreguismo político, da garantia do emprego e polpudas aposentadorias, para a maioria, e do enriquecimento como regra, dando até para construir mansões e castelos.
O que mais se pode esperar de um poder público que se apresenta à sociedade como segue:
- Com um STF declaradamente contaminado pelo relativismo jurídico, se colocando por omissão ou cumplicidade como fiador da desintegração nacional, da coletivização de propriedades privadas, e a serviço do projeto de poder petista, ao permitir, entre tantas outras proteções disfarçadas no submundo da manipulação dos processos legais, a vergonhosa impunidade da “gang do mensalão” - formalmente denunciada pelo Procurador Geral da República;
- Que permite a falência da saúde e da segurança pública dando à morte dos cidadãos o caráter de inevitabilidade quando se procura um hospital ou no obrigatório trânsito para o trabalho;
- Que está transformando as escolas públicas em focos da lavagem cerebral dos estudantes pelo pensamento marxista-leninista e os Conselhos Tutelares em covardes instrumentos de coerção e assédio moral contra os professores, que tentam recuperar a degradação comportamental dos filhos de uma sociedade que está permitindo que se transfiram para a escola as responsabilidades de uma instituição familiar decadente, sem a contrapartida da autoridade disciplinar como norma;
- Que está consolidando o papel da maioria das universidades públicas como centros de treinamento marxista-leninista para os candidatos a ingressarem na nova burguesia corrupto-petista;
- Que já aparelhou o poder público com mais de duzentos mil militantes ou cúmplices do seu projeto de poder;
- Que se apresenta com um Poder Executivo que esbanja gastos milionários utilizando cartões corporativos, mas não permite à sociedade o direito de conhecer a natureza da utilização do dinheiro dos contribuintes, alegando que a confidencialidade do ilícito é “fator de segurança nacional”?
- Com um Ministério Público que autoriza, por omissão, um procurador, declaradamente comunista, e que deveria ser exonerado imediatamente, aconselhar cidadãos a se unirem ao MST, organização ilegal que invade propriedades, destrói patrimônios públicos e privados aceitando que em seu nome se cometam assassinatos;
- Com todas as suas instâncias imersas no mar da degradação moral e ética, com escândalos de corrupção e prevaricação divulgados quase que diariamente, e com uma absoluta liderança do Congresso Nacional que somente permanece aberto como resultado da covardia de uma sociedade que aceita ser descaradamente enganada e roubada por aqueles que elegem;
- Que fomenta diferenças de raça e cor – cotas raciais - para abrir oportunidades para os dependentes do seu assistencialismo clientelista, levando o país a um perigoso e renovado clima de preconceitos raciais e lutas de classes, violando descaradamente os princípios constitucionais da igualdade de direitos;
O que é mais necessário para que os homens e mulheres patriotas, civis e militares, acordem e se unam para preservar o Estado Democrático de Direito que todos desejam?
Será que a academia, a classe dos professores, a comunidade de artistas, os formadores de opinião mais destacados, o jornalismo sério, a classe média que empobrece a cada dia, e os grandes empresários, vão continuar aceitando um movimento absurdamente claro em seu objetivo de transformar o país em um braço da estratégia do Fórum de São Paulo, fazendo o Brasil ser mais um país dominado pelo marxismo-leninismo na América Latina?
Como é possível, depois de ser ludibriado pelo maior estelionato da política de nossa história, aceitar que uma ex-terrorista com ficha corrida amplamente divulgada na Internet possa circular pelo país fazendo campanha presidencial sem qualquer protesto da sociedade?
A ruptura da moralidade e da ética, compulsórias obrigações da estrutura do poder público perante a sociedade, com a prática da legalidade sendo hipócrita e levianamente manipulada pelo submundo do relativismo da interpretação e da aplicação dos códigos legais, mesmo no âmbito dos Tribunais Superiores, é o grande responsável pela degeneração de atitudes e princípios no comportamento da sociedade, pois todos têm a consciência de que a Justiça virou um instrumento de proteção dos ricos, dos poderosos e de seus cúmplices, que não se insurgem contra a escancarada prática do ilícito pelo poder público, mas buscam usufruir, também, todos os “benefícios” resultantes do caos resultante do desrespeito a esses princípios.
A sociedade, apesar de creditar às Forças Armadas seu maior grau de confiança do que em outras instituições que são vergonhosamente subornadas ou manipuladas pelo discurso daqueles que servem às oligarquias políticas meliantes, está permitindo que o poder civil, tomado pela corrupção e pelo corporativismo mais sórdido, continue no seu firme propósito de transformar nossas forças militares em uma estrutura militar protetora dos representantes do socialismo petista, primeiro pela humilhação e desonra, depois pela subordinação dos comandantes militares à burocracia marxista-leninista do petismo.
O metódico processo de desestruturação material e humilhação das Forças Armadas durante os desgovernos civis, e as covardes ações de vingança dos militantes do PT contra o patriotismo dos militares que protegeram o país durante o regime militar, está fechando o seu ciclo no desgoverno petista.
A Estratégia Nacional de Defesa - elaborada por civis subordinados ao desgoverno mais corrupto de nossa história - é o golpe final para o domínio do comando das Forças Armadas pelos representantes civis do petismo-marxista-leninista.
No momento em que alguns comandantes militares não mais se eximem de colaborar, por cumplicidade ou omissão, com a transformação do país em um Estado Comunista de Direito, temos o evidente sinal de que a canalha socialista está chegando ao seu intento.
A total submissão do poder militar a um movimento político, descaradamente comprometido com o socialismo modelo cubano, representará a transformação de nossas Forças Armadas em uma força de proteção a esse sistema genocida, assim como ao Estado corrupto, prevaricador e corporativista - absolutamente aparelhado por milhares de partidários da transformação do poder público - em um instrumento de controle e perseguição dos “inimigos” do petismo e de sua base aliada.
A absurda impunidade de praticamente todos os que se envolveram em escândalos durante o desgoverno petista é um sinal inequívoco do que nos espera com a passagem do poder para um dos terroristas representantes ou cúmplices do projeto petista de poder perpétuo.
“O servidores públicos devem ser os mais bem pagos e protegidos pela sociedade, mas também os mais dignos, os mais éticos e os mais honestos, porque tratam da busca da justiça social em toda a sua amplitude. O inverso da segunda condição – passando a serem corruptos, aéticos e imorais - e a manutenção da primeira, define os piores dos canalhas, responsáveis por um genocídio disfarçado, e que deveriam ser encarcerados dentro de um presídio para pagarem pelos seus crimes contra a humanidade, trocando de lugar com suas vítimas”.
Eles se Ofendem com a Verdade...
L Valentin
16/03/09
É o povo que faz uma nação? Nesse tempo de crise, os olhos do mundo se voltam para o Brasil. Não para o seu povo, mas para o país geográfico, que é depositário das maiores riquezas naturais do planeta. Aliás, também olham para seu povo, mas planejando como destruí-lo ou, na pior hipótese, anulá-lo.
Temos ouro e outros metais preciosos. Temos substâncias estratégicas – como urânio, bauxita, nióbio - de valor incomensurável para a alta tecnologia dominada pelo primeiro mundo. Como ninguém se alimenta delas, temos a maior área de terras agricultáveis do planeta. Se usadas, podem matar a fome do mundo. Temos água potável à vontade e inesgotável, pois os aqüíferos são abastecidos pela água de chuva. Enquanto chover com abundância nos seus sítios, eles têm sua reserva de água reposta. Temos a reserva florestal amazônica, fator de equilíbrio climático mundial.
Não temos vulcões, terremotos, ciclones e outras ameaçadoras catástrofes naturais. Não tivemos guerras para demolir nossas cidades, não temos pragas bíblicas de gafanhotos nem de doenças devastadoras. O mundo todo observa este lugar, preocupando-se em encontrar um modo de explorar seus recursos em proveito próprio.
A antiga ordem mundial ensinava tomar as riquezas alheias pela guerra, que tinha que ser breve. Isso era conseguido aniquilando o inimigo. A nova ordem é conseguir riquezas de modo “soft”; em outras palavras, se houver resistência na empreitada, aniquilá-la de outro modo que não seja pela guerra.
Depois da segunda guerra mundial os Estados Unidos saltaram à frente em tecnologia e riqueza. Foi um salto tão imenso que nenhuma nação conseguiu acompanhar. A criação da ONU foi a resposta do resto do mundo para contrabalançar seu poderio.
Hoje, o principal objetivo da ONU é destruir a noção de nacionalismo dos habitantes do planeta, semeando simultaneamente os conceitos de um “governo mundial” que controlaria as riquezas e recursos de todos. Nos seus planos existe um organograma que deixa bem claro quem serão os líderes desse governo, uma espécie de comunismo planetário. Os detentores de riquezas do primeiro mundo não abrem mão de estar entre esses e se empenham para que o plano se concretize.
A coisa nada tem de especial, sendo, pelo contrário, muito simples. Estão usando a tática milenar, que foi sucesso entre os romanos - divide ut imperes - divide e reine, ou conquiste. Uma nação nacionalista tem, no coeso senso patriótico de seu povo, uma barreira impenetrável. Ao ser destruído, a nação se acaba. Esse foi o caminho tomado.
Aproveitando-se das ondas de imigração de pobres para países mais ricos, resolveram criar uma luta de etnias, incentivando, principalmente, o ódio religioso entre os autóctones e os estrangeiros. A constatação da eficiência dessa estratégia para minar o nacionalismo fez com que fosse aplicada a outros lugares com determinadas variantes.
Passaram a financiar pesadamente as drogas, o nacionalismo indígena, os movimentos sociais destrutivos, o terrorismo e os movimentos separatistas. Esse coquetel está arrasando o nacionalismo, deixando vulnerável o conceito de nação e sua própria integridade física.
Essas ações de lesa-pátria não poderiam ser implementadas mansamente até meados do século passado, pois as populações ainda não tinham passado pelo processo de lavagem cerebral feito pela TV e reagiriam violentamente. A primeira providência para se evitar a reação é o desarmamento civil. A mídia foi a ferramenta que permitiu a quebra do nacionalismo sem reação, a segunda providência. Os futuros dirigentes mundiais se espantaram com a eficácia da TV em produzir zumbis e colocaram todo o seu peso sobre ela.
Em nenhum local o estrago da TV foi mais drástico que no Brasil. Nos séculos que se seguiram ao descobrimento, os colonizadores da América do Norte lutavam para construir uma nação para si e os seus. No Brasil, os colonizadores lutavam para retirar riquezas e VOLTAR com elas para a Europa, deixando a terra saqueada aos índios, degredados e corsários. Mesmo no século XVIII, os governadores destacados por Portugal para vir habitar o Brasil, consideravam isso uma punição e moviam céus e terra na Corte para serem recambiados a Portugal. Era uma terra que ninguém queria para viver.
Foi desse sentimento que a alma do povo brasileiro foi moldada. Com o passar dos decênios, algum nacionalismo começou a aparecer reforçado por patranhas, como Tiradentes, Santos Dumont, D. Pedro I, entre outros. Mas, cambaleante, não conseguiu firmar-se diante do assédio da TV e da corrupção.
Os futuros dominadores estão à vontade. Para causar divisão, introduziram o politicamente correto, o racismo, o indigenismo, o feminismo, a luta armada no campo e financiaram o tráfico de drogas, o terrorismo, a corrupção dos poderes e o crime organizado. Simultaneamente, se apoderaram da mídia.
Solertemente, a TV lavou os cérebros por cinco décadas e segundo os especialistas, quem tem o cérebro lavado jamais nota nem admite isso. Então estamos chegando ao ano 2010 com uma população abúlica.
Na Argentina os “panelaços” são freqüentes e são dissolvidos à custa de pancadas pelos capangas dos Kirchners. Aqui desapareceu o clamor público. Sem horizontes, taciturnas, as pessoas trabalham, se preocupam e se desgastam em encontrar um modo de se esconderem, de fugir da realidade, de não se preocupar com mais nada.
Não se importam se metade de seu trabalho some com impostos e que os impostos sumam nas mãos dos políticos. Não se importam que a sociedade - que lhes provê os meios de existirem, trabalharem, conseguirem algum bem ou conforto - esteja afundando. Não atinam que, quando a sociedade acabar, seu estilo de vida também acaba. Acreditam que dispor da outra metade de seus ganhos, somente para conseguir passar os fins de semana com cerveja e churrasco já é tudo o que podem conquistar e o que a pátria pode lhes conceder. Não conseguem ver o potencial do país - que é visto com ganância lá fora – nem conseguem perceber que ele está mudando de dono. Enfim perderam a capacidade de raciocinar, de discernir, de reagir, e, principalmente, de progredir.
A capacidade de progredir é a mola mestra que moveu a humanidade para sair das cavernas e chegar à Lua. Sem ela, seríamos ainda australopithecus vagando pelas savanas africanas. Paradoxalmente, a nação que ostenta ordem e progresso em sua bandeira, vive em um mortal e silencioso caos e num deprimente retrocesso sócio-econômico-emocional-cultural.
Parodiando o escritor Stanislaw J Lee (“seria talvez progresso, o canibal usar garfo e faca?”) pergunta-se: Seria talvez progresso receber “bolsas” família, maternidade, estudo, moradia, etc? Seria progresso arranjar um emprego público para ganhar algo, trabalhar pouco e produzir nada? Seria progresso arrasar quem produz alimentos colocando em seu lugar vagabundos que se sustentam de impostos dos que trabalham duro? Seria progresso ter Zumbi, Chico Mendes e Santos Dumont como heróis nacionais? Seria progresso destruir a brilhante indústria bélica do país, queimar os planos do submarino atômico, humilhar as forças armadas, fazendo-as até passar fome e entregar territórios a ONGs estrangeiras? Seria progresso escorchar a aposentadoria dos velhos, sustentar a desenfreada corrupção dos poderes, pagar indenizações a terroristas, gradear as casas para se proteger do crime e morrer, sem atendimento, no chão de hospitais imundos? Seria progresso apoiar direitos humanos de bandidos, formar, em faculdades caça-níqueis de políticos, professores que nada sabem, advogados néscios e médicos insipientes? Seria progresso eleger analfabetos, ladrões e bandidos para governarem e fazer leis para o país? Seria progresso ter TV em alta definição, para assistir futebol, BBB, novelas e ter a mente lavada pela propaganda falaciosa de um governo degenerado? Enfim, seria progresso ganhar a copa do mundo de futebol, eleger o Cristo Redentor como “maravilha do mundo”, liberar as drogas e lutar contra o “aquecimento global”?
Será isso o “progresso brasileiro” ou realmente não sabemos mais identificar o que é progresso? “Está tudo bem” diz a propaganda mentirosa e tirânica da TV. “Nunca neste país” cada um esteve tão só e tão desamparado em sua solidão. Conseguiram destruir não só nosso minguado patriotismo e nossa débil nacionalidade como também nosso senso de progresso, e com ele, a chama vivificante de nosso espírito.
“Nunca neste país” um slogan foi tão acertado e tão profético: “Brasil um país de todos”. De todos, mesmo, principalmente dos estrangeiros, que o querem muito mais que nós próprios, pois, para quem não sabe o que é pátria, o chão que se pisa nada vale.
“O brasileiro é um povo que se ofende quando lhe dizem a verdade”, disse na TV um americano que estava se aclimatando ao Brasil. Não, meu caro. Ele se ofende por descobrir que não consegue diferenciar a verdade da mentira. Se soubesse, estaria progredindo, estaria vivo.
Prof. Marcos Coimbra
Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES, Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.
Artigo publicado em 23/10/2008 no Monitor Mercantil
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Sítio: www.brasilsoberano.com.br
Está claramente em curso a estratégia imposta pelos "donos do mundo", os detentores do capital transnacional, líderes do sistema financeiro internacional, para progressivamente implantar um governo mundial. As etapas do processo estão claramente delimitadas, em linhas gerais. De início, a adoção da "globalização", nova denominação do "neocolonialismo", partindo dos países centrais para a periferia, com o domínio da expressão econômica do Poder Nacional, através da imposição dos ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco Mundial, BID e outros. Abertura da economia, com eliminação de barreiras protecionistas, adoção da lei de patentes, inclusive com efeito retroativo, privatização selvagem, para transferir o patrimônio real das nações menos desenvolvidas para os detentores do "papel pintado", controle da inflação, para garantia do retorno das suas aplicações de capital e outras.
Procuram demolir o Estado Nacional Soberano, minimizar a importância da Igreja, desmoralizar os princípios e valores fundamentais da Família, da Escola e da Empresa. Sucateam as Forças Armadas, procurando subtrair-lhes quaisquer possibilidades de cumprir suas missões constitucionais. Tudo isto é feito em vários países simultaneamente, no mundo inteiro. Para isto criam organizações para cooptar lideranças políticas existentes, para propiciar-lhes meios de assumir o Poder constitucionalmente e administrar segundo as suas determinações.
Nas Américas, foi criado em 1982 o Diálogo Interamericano, cujo site pode ser acessado via Internet por qualquer interessado (http://www.iadialog.org). Os inocentes úteis que persistem em tentar ridicularizar o fato dizendo que "isto é bobagem, fruto da teoria da conspiração", podem acessá-lo e verificar inclusive seus integrantes e principais financiadores. É de estarrecer! O famoso Consenso de Washington, de 1988, é apenas uma derivação do Diálogo. Não é coincidência que a mesma política neoliberal seja adotada por diversos países das Américas. Em todos eles foi imposta a criação do ministério da Defesa, para o "controle civil dos militares", por exemplo, bem como a privatização de setores estratégicos como comunicações, energia, água, vitais para o sucesso no terceiro milênio.
No Brasil, a estratégia está sendo implementada com êxito e rapidamente. De início, por meio da administração FHC, legítimo representante dos interesses alienígenas, não fosse o ex-presidente FHC membro fundador do Diálogo Interamericano e seu atual vice-presidente. Em 1997, em visita à Inglaterra, "FHC se comprometeu com o príncipe Philip a destinar 10% do território brasileiro para unidades de conservação ambiental, de acordo com o ideário imposto na África pelas ONGs britânicas". Em entrevista à revista alemã "Der Spiegel", na época, FHC se pronunciou favorável à criação de um "tribunal internacional para o castigo dos crimes universais, como os praticados contra os direitos humanos e o meio ambiente".
A conclusão lógica é a de que o Brasil, como os demais países na alça de mira, precisa urgentemente adotar as medidas indispensáveis de fortalecimento do Poder Nacional em suas cinco expressões. Por exemplo, na expressão militar, deve armar-se, procurar investir em sua indústria bélica, perseguir o máximo de autonomia tecnológica, dominar o ciclo nuclear, bem como o espacial, a fim de ter poder dissuasório capaz de evitar problemas sérios em futuro próximo.
Estratégia militar para os bobos da Corte
Por Arlindo Montenegro
O Partido Popular Socialista (ex-PCB, como nome trocado para ocultar sua origem stalinista) mandou um deputado de nome Raul Jungman atacar o General Cesário e fazer uma defesa “patriótica” dos militares “republicanos” que ajudaram o Ministro que costuma se fantasiar de General, o Presidente, o Unger, o jurista carola e todas as excelências que alinhavaram o estratégico END, para as Forças Armadas.
Há um dito popular que ironiza a ingenuidade nacional: “Brasileiro só fecha a porta depois de roubado”. Quando o ladrão está dentro da própria casa, quando o ladrão é o mesmo “pai”, que mantém os filhos presos à pobreza e ignorância, não tem mesmo como fechar a porta. A defesa é fictícia.
Planejamento Estratégico com recursos suficientes para a execução foi aquele plantado pelos controladores mundiais com o nome de Diálogo Interamericano, que gerou o Foro de São Paulo, até hoje desconhecido pela maioria esmagadora dos brasileiros. Até há pouco tempo, a existência do FSP era cinicamente negada pelos cumpridores de “palavras de ordem comunistas” domésticas.
Quem leu a END? Quem entende de estratégia? Quantas autoridades em assunto militar temos? Pra bom leitor, pra quem aprendeu a interpretar texto na escola primária, o tal documento estratégico é um monumento de arrogância ideológica de esquerda, que submete as instituições militares universais ao tema político do preconceito classista.
Como diz o General Cesário em sua carta ao douto Jobim fora do tom: “Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o Sr. serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados”. Ta na cara! Postergados in aeternum! O custo é incalculável e inviável para esta economia!
Ainda o General: “Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados”. Aí está a natureza essencial da END: adequar-se ao projeto capimunista da UNASUL e atender às diretrizes do Foro de São Paulo. Em última instância realizar a política dos velhos colonizadores, controladores financeiros do planeta, que desejam forças armadas sob controle supranacional.
Sun Tzu e Clausewitz devem estar gargalhando! Como pode uma nação que trabalha e produz tanto num pedaço de terra tão rico, ser tão idiotizada e enganada por tanto tempo? Como pode uma nação ser enrolada por um discurso que despreza a natureza histórica da humanidade. Como se pode chegar a uma submissão e desmoralização deste porte, dizendo amém?
A END é um monumento de arrogância ideológica porque ignora as relações internacionais e continentais, partindo para uma autonomia inviável no mundo globalizado. Por outro lado, como é política (no sentido da politicagem e da submissão das Forças Armadas ao modelo capimunista), a END ignora e sequer faz menção à fonte de recursos econômicos necessários para sua implementação.
E bota recurso nisso! Nem precisa ser economista pra perceber a megalonomia intrínseca do END. Seriam necessários muitos PIBs e muito saber científico e domínio de tecnologias que ainda não estão disponíveis, ou que ainda não dominamos. Dá um nó na garganta constatar que estão passando a rasteira mais uma vez, no interesse do internacionalismo capimunista. E o pior: tem militar ingênuo (?) acreditando neste conto do Jobim com o Mangabeira.
Do mesmo modo como fizeram no STF com o problema da reserva indígena contínua, que interessa particularmente aos controladores da coroa britânica. Enrolaram durante anos uma decisão e, no apagar das velas, apenas um Ministro, Marco Aurélio de Mello deu seu voto, claro e com todas as verdades em defesa da Nação e da Pátria. Verdades que todos os outros omitiram, preferindo o remendo que deixa ao Ministério da Defesa e instituições podres as decisões sobre a continuidade da pobreza dos índios e defesa do território.
O mesminho que estão fazendo com toda a cultura e educação, como estão fazendo com agricultores que de geração em geração desenvolveram técnicas, economizaram, adquiriram maquinários para produzir alimentos e pagar impostos. O mesmo que estão impondo às periferias miseráveis e aos pobres condenados a comer farinha d’água e buchada de bode, mas com “direito” a bolsa família e crédito para o consumismo.
Estamos vivendo sob o domínio de ladrões, estupradores, terroristas, assaltantes de bancos, gente que despreza o trabalho e não move uma palha em sua própria casa, há muito tempo. Confiar em quem? Que bússola nos resta? Como defender-nos de tanta violência e mentira continuada?
Desarmaram os cidadãos, desmoralizaram as Forças Armadas, acabam de abrir as portas para a divisão do território nacional, estão dificultando a existência das propriedades agrícolas produtivas e empregadoras, subverteram todos os valores culturais, distribuem livros com mentiras e erros grosseiros aos estudantes, fornecem merenda escolar contaminada, acolhem bandidos internacionais, liberam da cadeia os bandidos nacionais, ignoram as leis, compram consciências... Tudo impunemente! Quem reage?
Na condição de brasileiro, mistura aborígene, negra e branca, elejo a condição humana e a pátria dos ideais democráticos, com a sensação de objeto fossilizado. Útil apenas para o estudo de possíveis, não prováveis, arqueólogos futuros. Um bizarro e insignificante traço cultural, sujeitinho teimoso, resistente entre poucos, agradecido à Inteligência Universal pela vida que me coube viver.
Até quando os entreguistas e bobos da corte nos farão sofrer de desgosto? É preciso Pensar Brasil e virar este jogo. Antes que as melancias apodreçam sem perceber.
COMENTÁRIO DESTE SITE:
Por falar em estratégia para boi dormir, leiam esta 'notinha' do jornal O GLOBO:
MILITARES PERDEM R$1 BI
O Globo
Leila Suwwan
Poucas horas antes da apresentação da Estratégia Nacional de Defesa no Palácio do Planalto, o Congresso aprovou um orçamento que corta cerca de R$800 milhões no setor militar, a maior parte na Aeronáutica. Os programas de manutenção, revitalização e aquisição de aeronaves perderam R$150 milhões.
O corte chegou a mais de R$1 bilhão, se forem considerados os valores programados pela Comissão Mista de Orçamento, que aumentou um pouco os recursos com relação ao que foi originalmente proposto pelo governo. Os recursos totais para a Defesa foram calculados em R$52,2 bilhões, subiram para R$52,4 bilhões e fecharam em R$51,3 bilhões. O Ministério da Defesa informou que não comentaria os cortes.
Não houve esclarecimento se os cortes afetam a frota geral ou inclui despesas com o programa F-X, a substituição dos caças brasileiros que se arrasta desde a gestão FH, mas cujo o processo de compra está na fase final de escolha do modelo. O Dassault Rafale francês lidera a disputa. O programa de aquisição de aeronaves perdeu R$89 milhões nos cortes do Congresso.
O Exército perdeu R$129 milhões, um terço do orçamento para modernização operacional. Na Marinha, foram cortados R$50 milhões das compras previstas para fuzileiros, embarcações de apoio e sistemas operativos. A manutenção de material bélico foi quase cortada pela metade, com a perda de R$29,5 milhões. O corte mais substancial aconteceu na Infraero, vinculada à Defesa, de onde foram retirados R$150 milhões para a melhoria da infra-estrutura de aeroportos.
Outra coisa: como todo mundo sabe, três Generais fizeram críticas à END (Alerta Total - antecipação exclusiva). Críticas estas, bem fundamentadas, aliás, por quem conhece o assunto. Durante a execução da tal Estratégia, corria 'à boca pequena' que Unger não dava a menor pelota para o que os militares diziam a respeito da mesma. Isso é, não dava ouvidos aos que tinham coragem de fazer as necessárias críticas e observações - coisa de poucos, há de se supor hoje em dia. Mas, falo sobre as críticas para dar ênfase ao fato de o Comandante da Marinha ter defendido, publicamente, a END e o ministro da defesa Nelson Jobim. Bem, um dos críticos generais é Santa Rosa, que sempre teve notório posicionamento contrário à livre e não fiscalizada atuação de Ong(s) estrangeiras na Amazônia e que se recusou a empregar tropas do Exército, no ano passado, para colaborar com a Polícia Federal em mega operação para expulsar da reserva indígena Raposa da Serra do Sol, em Roraima, os irmãos brasileiros não-índios que vivem por lá – alguns deles descendentes de famílias que já viviam na região há mais de 50 anos. O General Santa Rosa justificava sua posição quanto ao perigo desta ação da PF, afirmando que haveria sérios riscos de uma reação armada por parte dos moradores daquela região caso a operação se realizasse. Já o comandante da Marinha... Bem, quanto ao Comandante da Marinha, a gente deixa as fotos abaixo (publicadas no blog Bootlead - http://bootlead.blogspot.com/2009/03/em-que-consiste-pior-das-covardias.html) - falarem por si... (clique na foto para ampliar). Quem será que deve estar com a razão, hein???

Sobre a Estratégia Nacional de Defesa (END)
Por Luís Mauro Ferreira Gomes
Coronel Aviador
Tenho evitado, a todo custo, fazer comentários que possam, de alguma forma, representar qualquer reparo à ação dos Comandantes Militares.
Considero, como não me canso de afirmar, que eles são, tanto quanto todos nós, outros brasileiros, particularmente os militares, vítimas desse governo incompetente, sectário, maniqueísta, corrupto e arbitrário.
Não me parece justo, cobrarmos de companheiros investidos de autoridade, o que nós mesmos, possivelmente, também não pudéssemos fazer em condições semelhantes.
Pelo contrário, venho exortando os leitores dos meus artigos a prestigiarem e apoiarem os Comandantes e os nossos colegas da ativa, como forma de fortalecê-los e protegê-los dos abusos e das violências, disfarçadas ou não, que sofrem dos revanchistas governamentais.
Obviamente, isso não quer dizer que tenhamos de concordar com tudo o que se faz nos níveis de comando das Forças Armadas. Parece-me, contudo, que devemos, sempre que possível, manifestar as nossas divergências, respeitosamente, e, de preferência, em caráter reservado. Isso é importante para preservá-los e ajudá-los a melhor comandar.
Com relação à notícia que circula na Internet de que o Comandante da Marinha teria “defendido a Estratégia Nacional de Defesa das críticas feitas por Generais em um documento apresentado anteontem, na reunião do Alto-Comando do Exército”, vou permitir-me fugir à regra.
Se o faço, é por não acreditar na veracidade do que se afirma.
Não é crível que o Comandante de uma Força deixasse de lado o que lhe compete para comentar documento apresentado por Oficiais-Generais ao Auto-Comando de outra.
Parece, igualmente, inacreditável que um chefe militar, em pleno domínio da razão, pudesse defender um trabalho primitivo; demagógico; cheio de erros conceituais e doutrinários; contaminado por ideologias espúrias; e irrealista, quanto possibilidade de se conseguirem os recursos indispensáveis à implementação. Não se poderia esperar mais do que isso, considerando-se que foi feito por dois analfabetos em Defesa, os ministros Nelson Jobim e Mangabeira Ungers, cuja grande preocupação parece ter sido a hipertrofia do ministério da defesa, com inaceitável avanço sobre as competências constitucionais do presidente da República e das Forças Armadas.
Não pretendo, aqui, analisar a Estratégia Nacional de Defesa. Tenho certeza de que isso já foi muito bem feito pelos Generais do Alto-Comando do Exército.
Assim, limitar-me-ei ao seguinte comentário: quem a leu, com atenção, logo percebeu que as únicas coisas aproveitáveis, em meio ao monte de bobagens que ela contém, não constituem novidade para os militares, pois já eram praticadas pelos governos da Revolução de 31 de Março e foram abandonadas, justamente, pelos governos ditos civis que se sucederam. Esta parte é para “inglês ver” ou, melhor, para enganar militar, e dificilmente terá curso.
Dito isso, volto a insistir em que devemos apoiar, fortemente, os nossos companheiros contra as investidas dos inimigos. Inimigos, sim, pois não merece outro tratamento quem nos quer destruir, e o fará, se continuarmos a nos hostilizar mutuamente. Devemos, igualmente, repelir, com grande intensidade, tudo o que nos divida.
Finalmente, por mais conveniente que possa parecer a composição com o universo antagônico, devemos resistir a essa tentação com todas as nossas forças. Ser disciplinado não é ser subserviente, e, menos ainda, conivente.
Os que traem os seus não merecem respeito nem daqueles a quem favorecem. A História mostra que cometem suicídio, a médio prazo. Serão, impiedosamente, eliminados, assim que não mais sejam úteis. E estarão sozinhos, então.
A TRANSFERÊNCIA DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA
Prof. Marcos Coimbra
Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES, professor aposentado de economia da UERJ e ex-Conselheiro da ESG.
(Artigo publicado em 30.12.08 no MM).
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Sítio: www.brasilsoberano.com.br
A ESG foi criada pela Lei nº 785, de 20.08.49, como "Instituto de altos estudos, subordinado diretamente ao Chefe do EMFA e destinado a desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários para o exercício das funções de direção e para planejamento da Segurança Nacional", pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Dutra. Seu art. 2º determina ainda que "funcionará como Centro Permanente de Estudos". Ao longo do tempo, incorporou como objeto de seus estudos o Desenvolvimento Nacional, daí surgindo o binômio Segurança-Desenvolvimento.
A Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) já formou, ao longo dos anos, mais de 70 mil diplomados, muitos em posição de destaque, pois possui a missão de difundir a doutrina da ESG. A propósito, a ADESG foi desalojada das instalações onde funcionava, no ministério da Fazenda, encontrando-se agora em instalações do Exército, no CML.
Agora, na recente proposta de Estratégia de Defesa Nacional divulgada, consta do documento a transferência da ESG para Brasília, com a criação de cargos comissionados para agraciar mais “amigos do rei”, sob a desculpa de que ela está afastada do centro político do poder. Ora, as três escolas de Estado-Maior das Forças Singulares estão no Rio de Janeiro (EGN, ECEME e ECEMAR), as duas primeiras justamente na Urca, onde também funciona o IME (Instituto Militar de Engenharia), além da própria Escola. O Rio continua a ser o centro cultural do país e o eixo Rio/SP/MG constitui o cerne da maior parte das expressões do Poder Nacional. Em Brasília passará a ser mais um órgão governamental “aparelhado” partidariamente, a exemplo de outras instituições que deixaram de ser técnicas e passaram a funcionar de acordo com a prática “gramcista”. Inclusive, os neoentreguistas denunciam que a ESG é o último bastião dos nacionalistas, em termos de formação, nas Forças Armadas. Na ESG sempre houve a oportunidade de serem ouvidos livremente empresários, trabalhadores, professores de diversas correntes políticas. O próprio Lula participou na década de 80 de Painel com Roberto Campos, Sandra Cavalcanti e Covas. No futuro, isto não mais será possível. Querem transformar a ESG em uma escola de governo ao invés de uma escola do Estado.
Se nada acontecer, estará sendo concretizada mais uma vingança dos derrotados de ontem, consubstanciada no esvaziamento e posterior extinção da ESG, pois creditam a ela grande parte do insucesso na tentativa de implantar um modelo alienígena no Brasil. Conclamamos a todos, em especial aos que cursaram a ESG e a ADESG, a lutar o bom combate por uma Instituição criada por brasileiros ilustres como o Mal. Cordeiro de Farias, o Gen. Juarez Távora, o Gen. Idálio Sardenberg e tantos outros, que tantos benefícios trouxeram e propiciam ao país. Segundo o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco: "Nesta casa estuda-se o destino do Brasil".
ENFIM ... Uma Missão Estratégica
24 DE MARÇO DE 2009
Depois de destinar a bagatela de 88 milhões de reais (fora os futuros aditivos) para a reforma do Palácio do Planalto, quantia considerada estapafúrdia pelos entendidos, que alegam ser o valor tão elevado que denotaria estar aquela edificação em tão lastimável estado de conservação, que compensaria sua demolição e a construção de um novo Prédio.
Entretanto, visando promover uma miserável economia, provavelmente ridícula em relação ao montante dos 88 milhões da reforma, e ínfima diante dos vultosos e crescentes gastos do Executivo, o governo vai buscar no Exército a cobiçada e preparada mão - de - obra para realizar uma pré - faxina com vistas ao preparo antecipado do local para a execução da grande obra, isto é, desmontar armários, divisórias, faxinas em geral e outras nobres atividades, bem no contexto da grande Estratégia (da desmoralização) em andamento.
Ternuma Regional Brasília
Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Recentemente, lemos comentários próximos da inconsequência referidos aos três Oficiais - Generais que haviam elaborado uma avaliação que fora apresentada na última reunião do Alto - Comando do Exército, e considerada negativa à END.
De fato, por detrás de um utópico elenco de melhorias e capacitações militares, tudo imaginado para um futuro nebuloso e incerto, e sem qualquer referência financeira, sinalizava que havia algo de podre no reino do MD.
Realmente, aqueles Oficiais vislumbraram na fatídica END, que o auspicioso presente era de grego, pois contém perdas irreversíveis para o Estamento Militar, implicando, não apenas na sua subordinação total, mas pior, na sua subserviência inconteste em prol de pretensas autoridades.
Trazidos à baila alguns trechos da END, concordamos que a mesma, extraídas suas pretensões de super potência (eis que faltam recursos até para a alimentação da tropa), é um tiro no pé, e incursiona e solapa a autoridade militar e retira sua capacidade de gerir recursos financeiros, de prever e prover suas necessidades em armamento e equipamento. Ou seja, o documento é cheio de armadilhas, e não trata de capacitação, e sim de subordinação.
Assim, é flagrante que a END sepultará de vez a autoridade dos Comandantes de Força (apesar dos elogios à END do Comandante da Marinha publicados na imprensa, rebatendo as observações dos três Generais), e no Ministério da Defesa, sob sua vigência, o Segmento Militar exercerá um papel coadjuvante ou de "cabo da faxina".
Podemos citar outros argumentos levantados com propriedade pelos Oficiais e, ao final concluímos que eles estão cobertos de razão. Contudo, alguns criticaram a atitude daqueles Chefes Militares, alegando que a adotaram, pois dois estavam passando para a reserva e ao final da carreira teriam criado "coragem".
Hoje, tomamos conhecimento das veementes palavras de despedida do CML do General Cesário. Nelas, entre outras referências, defende com ardor a Contra - Revolução de 31 de Março de 1964, relembrado por ele como um "acontecimento memorável". Presente e entrevistado a respeito, o conciliador Exmo Sr Comandante do Exercito, sentenciou: "Manifestou a participação dele como cadete. É o sentimento que tem. O Movimento de 31 de Março de 1964 pertence à História".
No entanto, para a Comissão de Anistia, para os trêfegos terroristas premiados com polpudas indenizações e para os que combateram à Subversão e à quebra da Ordem Pública, como o perseguido Cel Ustra, esta é uma historia bem atual, e conforme assinalou o escritor Julio Severo, transcrito em artigo recente "Nem Tudo Esta Dominado I" de Geraldo Almendra:
- "O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais - eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios... a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo - esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles."
Sobre o General Cesário, cumpre recordar que sempre manteve uma atitude firme contra a "esquerdalha" que nos cerca, que sempre defendeu e prestigiou as Forças Armadas, que procurou manter o CML livre da corja que nós conhecemos.
É do domínio militar que teve no seu comando a hombridade de comemorar a Revolução, de relembrar a Intentona Comunista (chegando a exarar importante e histórica Ordem do Dia, em conjunto com o Gen. Castro, então Chefe do DEP), isto para citar apenas os acontecimentos mais transparentes e que chegaram ao nosso conhecimento. Certamente, existem outros, nos quais o General Cesário imprimiu, com muito desassombro, sua postura de chefe e defensor da dignidade e da honra militar.
Finalizando, recordem que o crápula do Governador do RJ, considerou o General Cesário "persona non grata", pois nunca conseguiu subordiná-lo às suas torpes pretensões.
Portanto, após acompanhar a trajetória do ilustre militar, resta - nos em sua despedida do CML cumprimentá-lo e augurar-lhe muitas felicidades, na certeza de que ele lutou um bom combate.
Estratégia Nacional de Defesa será alterada
Brasília
11/03/2009
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, decidiu realizar em 7 de abril, um seminário para discutir a Estratégia Nacional de Defesa.
Os deputados querem alterar a proposta apresentada no ano passado pelos ministros Nelson Jobim e Mangabeira Unger.
Além disso, querem discutir as compras militares. Segundo Fernando Gabeira (PV-RJ), “esse plano é para uma potência, algo que o Brasil ainda não é”.
O deputado João Hermann (PDT-SP) que pediu a realização de uma audiência pública com os dois ministros também quer debater as prioridades para a Defesa Nacional definidas no documento.
Na sua opinião, a principal ameaça para o Brasil está na porosidade de suas fronteiras e melhor que submarinos ou aviões de caça, o país deveria investir na compra de fragatas e barcos de reconhecimento que possam navegar nos rios da Amazônia.
“Estou convencido que a Estratégia inverte prioridades com algum propósito que não tem a ver com a Defesa Nacional. Estão fabricando ameaças para equipar erroneamente as Forças Armadas”, afirmou.
Para Ivan Valente (PSOL-SP), as compras militares serão submetidas ao rigor da crise financeira mundial. “Que as Forças Armadas precisam ser modernizadas e reaparelhadas, não restam dúvidas, mas há uma crise que se impõe”, explicou.
O deputado também lembrou que o país gasta 50% de sua receita com o pagamento dos juros da dívida pública e sua rolagem, “e os militares não podem ficar de fora dessa discussão, afinal de contas, a FAB tem mais de 400 aviões no chão, parados, que estão sendo canibalizados, por falta de recursos”, explicou.
Os deputados pretendem ainda ouvir os oficiais que apresentaram críticas à Estratégia Nacional de Defesa, em reunião do Comando do Exército. De acordo com Fernando Gabeira, “está claro que há insatisfação dentro das Forças Armadas com esse plano”, destacou.
França
Entre os dias 14 e 20 de março, os deputados Marcondes Gadelha (PSB-PB), Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), Carlos Zaratini (PT-SP), Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), e José Genoíno (PT-SP), estarão na França para conhecer a estrutura de defesa e estratégia daquele país. A Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, que organiza o evento, vai custear os gastos da viagem dos parlamentares.
Ninguém consegue estabelecer uma ligação perigosa existente entre o crescente número de assaltos a Bancos e a depósitos de armas de uso das Forças Armadas, nas grandes cidades e no interior brasileiro, resumindo estes fatos somente a ligações com as quadrilhas de narcotraficantes, como se estas mesmas, afinal, não tivessem ligações com as guerrilhas instaladas dentro e fora de nossas fronteiras, assim como ligações, entre estes e os movimentos sociais organizados? Ninguém consegue ver a esquerda organizada e articulada se armando dentro e fora de nossas fronteiras e vislumbrar um possível futuro sombrio? E tudo isso somado ao desaparelhamento e à cooptação político-partidária de nossos homens das FFAA?
Sob o título de “EM QUE CONSISTE A PIOR DAS COVARDIAS?”, o blog Bootlead apresenta uma denúncia (no meio da milhares que já foram feitas) sobre o Movimento dos Sem Terra – o MST. Na página, a foto (ao lado) mostra um homem vestido com “Um dos oitenta mil "kits" de uniformes "Verde Patriota" (Made in China, via Venezuela), que vêem sendo distribuídos e armazenados nos "paióis secretos" do MST, pelos seus diversos "acampamentos paramilitares" país afora. Por quê e para quê? ” A resposta e esta pergunta interessa, ou pelo menos deveria interessar, a todos os brasileiros que não desejassem ver instalado aqui no país condições para uma possível guerra civil entre os que querem instalar por aqui o comunismo e os que assim não o desejassem.“Até 2010, a Via Campesina espera diplomar os 108 alunos da Escola Latino-americana de Agroecologia. A experiência, que acontece no Contestado, um assentamento do MST na zona rural da Lapa, município a 70 quilômetros de Curitiba, é fruto da parceria entre a organização brasileira e o governo venezuelano do presidente Hugo Chávez. Muito mais do que uma escola técnica, o projeto é uma sementeira de idéias sobre as lutas sociais na América Latina”.
“A rotina é rigorosa. Os alunos dormem em alojamentos toscos, na companhia de outros seis ou sete colegas, e têm dieta modesta. São submetidos a quatro tipos de avaliação, inclusive pelos líderes de suas comunidades de origem... Na escola de agroecologia, a História do Brasil é abordada de modo singular. Na exposição, não há lugar para a biografia de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, os primeiros presidentes do período republicano. O personagem central da aula... é Antônio Conselheiro... a turma a discute a Revolta de Canudos (1896-97), vista como marco social do movimento no campo”.
“A escola fica num conjunto de prédios na sede. Além dos alojamentos, sala de aula e refeitório, o assentamento é formado ainda por um escritório da administração, biblioteca e sala de computadores. Antigo sonho do MST e da Via Campesina, o projeto ganhou vida em 2005, quando Chávez assinou convênio com a Via durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre... Chaves assumiu “o compromisso de fundar uma escola nos mesmos moldes em seu país... Dois anos depois, o projeto vingou... O compromisso da escola brasileira é formar técnicos no Cone Sul, enquanto o da venezuelana é o de cuidar da formação dos militantes dos países latinos mais ao norte... Chamada Instituto de Agroecologia Paulo Freire, tem entre os alunos 48 brasileiros indicados pelos movimentos sociais. A estada deles é totalmente custeada pelo governo venezuelano... O projeto é financiado por dinheiro de organizações não-governamentais italianas, acrescidas de recursos do governo paranaense e do Ministério do Desenvolvimento Agrário”.
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http://libertatumarquivos.blogspot.com/2009/03/o-que-falta-para-que-o-mst-seja.html
Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?
Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “- são os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.
Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.
Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?
Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?
Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo: “-Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim depredou em mais de uma ocasião a sede do Incra no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do Incra incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claro de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.”(Extraído do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, em 05 de março de 2009).
O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?
Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST. (MAIER, Félix. Annus Gramscii. 17/03/2002. Acesso em 05/03/2009. Disponível em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm).
Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por onde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras.
Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.
Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.
A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amaziar-se com o crime, a violência e a revolução socialista. Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas. Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas! A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força. Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.
Doc. 48 – 2009
WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES
Todos os jornais do Brasil noticiaram "O CARNAVAL VERMELHO" realizado pelo MST, fazendo 36 invasões de propriedades rurais. Os jornais, também, publicaram a declaração de JOSÉ RAINHA JUNIOR nos seguintes termos: "afirmo que houve ações em 20 propriedades, no que classificou como CARNAVAL VERMELHO".
Em outra ação, os ditos sem-terra realizaram a invasão da Fazenda CONSULTA, no município de São Joaquim do Monte (PE), deixando quatro mortos da propriedade, e a destruição da cerca da fazenda.
O Jornal DIÁRIO DO NORDESTE (CE) publica a irregularidade de desvios de dinheiro público no valor de 10 milhões de reais de entidades ligadas ao mesmo MST.
Todos os jornais, rádios e TV deram destaques às palavras ditas pelo Exmo Sr. Presidente do STF - Ministro Gilmar Mendes, na quarta-feira de cinzas. Mendes disse, ao comentar a série de ações dos sem-terra durante o Carnaval, que “repassar dinheiro público para quem promove invasões de terra é uma ‘ilicitude’, sendo a responsabilidade, segundo ele, de quem subsidia, no caso, o governo federal".
O GRUPO GUARARAPES relembra aos nossos leitores:
- O Presidente LULA, já nos primeiros tempos do seu governo, recebeu o MST no Palácio do Planalto e colocou na própria cabeça o boné dos sem-terra, que lhe foi ofertado. Logo, reconhece e apóia a organização ilícita.
- O MST faz demonstrações de força em Brasília com ônibus alugados (ou próprios?) e farta alimentação com participação de milhares de pessoas (pois nada em dinheiro público).
- Nas mais diversas invasões realizadas, são montadas operações logísticas caras. Todos os acampamentos recebem cesta-básica. De onde vem o dinheiro? Será que vem do céu ou do inferno? Vem, por certo, das fartas tetas da "viúva".
Pasmem! A Folha de SP, de 28 de fevereiro de 2009, vem com uma longa reportagem com declarações de três ministros atacando o Ministro Gilmar Mendes e pedindo que ele prove que o MST recebe dinheiro do governo. Se o MST não tem CNPJ, logo não existe juridicamente. Agora, pode-se perguntar: órgãos espúrios têm CNPJ? Só quem não sabe da existência do MST como órgão ilícito é o governo LULA.
Veja o que diz a Ministra DILMA: "O governo age dentro da lei ao transferir verbas às organizações e que aguarda manifestações "formais" do judiciário sobre eventuais entidades que recebem recursos públicos e estão envolvidos em invasões".
Veja o que fala o Ministro Cassel: "Não existe ilicitude abstrata. É preciso saber se a ilicitude é referente a qual contrato, a qual convênio, a qual repasse pra que a gente possa corrigir".
Veja o que afirmou o Ministro Vanucchi: "O MST não deve ser criminalizado em razão das mortes ocorridas após a invasão de uma fazenda em Pernambuco". Quem deve ser criminalizado: o dono da fazenda?
A CONCLUSÃO É CLARA: SEGUNDO O GOVERNO DITATORIAL SOCIAL-CLEPTOCRATA ATUAL, O CRIMINOSO É O MINISTRO GILMAR MENDES; O POVO BRASILEIRO É QUE É IDIOTA POR ACREDITAR EM PALAVRA DE JUIZ.
A ministra quer "manifestações formais". O ministro Cassel diz que não existe "ilicitude abstrata". E Vanucchi diz que mesmo havendo mortes (4) o "MST não tem culpa".
SOMOS, MESMO, UM POVO IMBECIL? POR SERMOS GOVERNADOS POR GENTE DE TAL ESTIRPE (guerrilheiros, assaltantes de cofres e de bancos) E FICARMOS CALADOS, SÓ MERECEMOS MESMO É ENFIAR AS VIOLAS NOS SACOS, POR OS RABOS ENTRE AS PERNAS, CALARMO-NOS E RECOLHERMO-NOS A UM CANTO.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EDITORIAL
O fato de um “movimento social” ter sido criado há 25 anos e de, neste período, ter se desenvolvido, aumentando muito o número de seus militantes, que se espalham por quase todo o território nacional, não tem nada de surpreendente. O que é surpreendente é o fato de o Movimento dos Sem-Terra (MST) - pois é dele que tratamos - ter-se mantido na ilegalidade durante todo esse quarto de século. É surpreendente o fato de esse movimento sem existência legal, que se dedicou a práticas contrárias à lei - manifestações de violência explícita que vão da invasão e destruição de fazendas à manutenção de empregados rurais em cárcere privado, passando por saques de cabines de pedágio e ocupação de prédios públicos -, ser recebido, festivamente, por um chefe de Estado e governo, que até fez questão de homenageá-lo, colocando na própria cabeça seu boné-distintivo. É claro que, se assim o desejassem seus líderes, o MST seria, há muito tempo, uma organização não-governamental (ONG) registrada de acordo com as leis do País. Mesmo que seu objetivo principal fosse realmente a realização da reforma agrária e o atendimento de reivindicações fundiárias dos “sem-terra”, entender-se-ia que o movimento se transformasse em organização política, com participação eleitoral e uma gama bem mais ampla de objetivos, tais como o engajamento em lutas ambientalistas, a luta contra os transgênicos e coisas do tipo. Mas por que essa entidade sempre se recusou a entrar na legalidade? Primeiro, porque não reconhece a legitimidade do regime democrático, contra o qual conspira, e, segundo, para evitar que fosse fiscalizada a aplicação do dinheiro público que recebe.
Assim, por meio de um subterfúgio, o MST tem recebido verbas do governo de forma indireta, através de outras entidades devidamente “legalizadas”. Se se transformasse numa ONG regular, ao receber subsídios oficiais deveria prestar contas, diretamente, aos Tribunais de Contas. Como está, só o faz indiretamente. É bem verdade, a propósito, que o Tribunal de Contas da União (TCU) tem rejeitado, sistematicamente, as prestações de contas das principais organizações de fachada do MST, que são a Associação Nacional de Cooperação Agrícola e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil. Em consequência, o repasse de verbas oficiais para o MST vem caindo ininterruptamente, de R$ 13 milhões, em 2004, para R$ 1,4 milhão, em 2008. Isso não ocorre porque o governo federal tenha deixado de ser generoso, mas sim porque a liberação do dinheiro colocado à disposição do MST tem sido vetada pelo Tribunal de Contas. Deve-se isso ao fato de a CPI da Terra ter descoberto que pelo menos 15 organizações de fachada repassavam recursos oficiais ao MST, sempre de maneira irregular. Por isso, a CPI recomendou ao TCU que examinasse com rigor as contas dessas entidades - o que tem sido feito.
Com uma trajetória iniciada há 25 anos no norte do Rio Grande do Sul, o MST ganhou notoriedade ao enfrentar, durante o governo do presidente João Figueiredo, o coronel Sebastião Curió, deslocado da Amazônia para aquela região, tendo em vista exercer sua “especialidade” repressiva em conflitos fundiários. Desde o começo o MST recebeu o apoio firme dos setores mais radicais da Igreja “progressista” - os militantes da “teologia da libertação” - em especial de d. Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Xingu, e de d. Tomás Balduino, fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Criado na Encruzilhada Natalino, onde em 1962 se instalara um grande acampamento de “camponeses” sob inspiração do então governador Leonel Brizola, o MST tem desde sua origem um componente político-ideológico que extrapola a simples reivindicação fundiária. Esse componente se acentuou com a redemocratização do País e a execução dos programas governamentais de reforma agrária. Aliás, o MST sempre valorizou o aspecto “simbólico” de sua atuação, caracterizado pelo uso de insígnias e bandeiras e pelas grandes “operações” realizadas em datas comemorativas - as invasões simultâneas de fazendas e de próprios públicos, tais como Ministérios, Congresso Nacional e sedes do Incra, por contingentes de militantes arregimentados nos mais variados pontos do território nacional. Seus líderes já estão anunciando a comemoração dos 25 anos - pelo que é de se prever uma nova onda de violência.
MST vai à guerra para vingar Solano Lopes
GAZETA MERCANTIL
Augusto Nunes
19 de Janeiro de 2009 - Já excitados com a chegada do MST aos 25 anos de vida, os comandantes das tropas dos sem-terra eriçaram-se de vez, na virada para 2009, com a coincidência tremenda: faz 145 anos que a Guerra do Paraguai começou. Duas efemérides tão admiráveis, somadas à recente chegada ao poder do companheiro Fernando Lugo, mereciam muito mais que festejos ortodoxos, como a depredação de fazendas produtivas ou o confisco de prédios federais. Assim nasceu a idéia de retomar o grande conflito encerrado em 1870. Só que agora com o MST a favor da potência vizinha e contra o Brasil.
Na primeira semana de janeiro, o marechal João Pedro Stedile comunicou ao presidente Lugo que os soldados entrincheirados nas barracas de lona preta estão prontos para desencadear a revanche do século com a execução de duas missões. Primeira: invadir e ocupar as instalações da hidrelétrica de Itaipu, o que obrigaria o Planalto a reformular o tratado em vigor desde 1973. Segunda: expulsar do Paraguai agricultores brasileiros ali infiltrados há décadas.
"A Eletrobrás paga uma bagatela pela energia comprada do país vizinho", descobriu Roberto Baggio, da coordenação nacional do MST. Quem sai lucrando, segundo a figura batizada em homenagem ao atacante italiano que ganhou a Copa de 1994 para o Brasil, são "grandes grupos econômicos estrangeiros". Como a Eletrobrás.
Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas, não vê nada demais na declaração de guerra. "Vivemos em um país democrático", ensina o assessor de Lula. "Qualquer partido político ou qualquer movimento social pode defender suas posições à vontade. Considero legítimas todas essas manifestações."
Embora agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) andem monitorando os encontros entre autoridades paraguaias e dirigentes do MST, Baggio usa o salvo-conduto concedido pelo companheiro Garcia para provocar o governo de que faz parte o assessor Garcia em entrevistas ou nos textos beligerantes que publica no site do MST.
"Nada é mais nacionalista do que defender a soberania de um povo sobre os seus recursos naturais", argumenta o artilheiro sem-terra. "Defendemos a soberania de todos os países. Somos contra o imperialismo dos Estados Unidos sobre o Brasil e do Brasil sobre qualquer país da América do Sul." É isso aí, avaliza o comandante Stedile, no momento ocupado com os retoques finais no plano de abrir uma segunda frente na Bolívia, e botar para fora todos os brasileiros proprietários de terras ou empresas no reino de Evo Morales.
No século 19, o exército imperial precisou aliar-se à Argentina e ao Uruguai, e lutar durante cinco anos, para derrotar um inimigo solitário. No início do terceiro milênio, o Paraguai tem o apoio de uma quinta coluna com a qual Solano Lopes sequer sonhou. Mas hoje as coisas parecem bem menos complicadas. Sucessor de Duque de Caxias, o general Nelson Jobim só precisa convencer o governo Lula a suspender a mesada e o rancho das tropas, além de enquadrar os recalcitrantes com pedagógicas temporadas na cadeia.
Assunção, 19 de Janeiro de 2009 - O Paraguai estipulou um prazo até agosto para que um acordo amistoso seja negociado com o Brasil a respeito dos preços da energia elétrica produzida pela usina binacional de Itaipu, informaram na sexta-feira autoridades de Assunção.
"Se, até o dia 15 de agosto, não houver nenhuma solução possível, o Paraguai se reserva o direito de recorrer a instâncias de arbitragem internacionais", anunciou hoje Ricardo Canese, designado pelo governo de Fernando Lugo para coordenar as negociações com os brasileiros.
Canese advertiu que, se não prosperarem as conversações para que o Paraguai consiga receber uma compensação maior pela energia elétrica vendida ao Brasil, o processo em um tribunal internacional "pode acontecer antes". "Se as coisas estão empatadas, para quê esperar?", indagou o técnico.
O Paraguai recebe cerca de US$ 300 milhões por ano do Brasil pela cessão de sua parte da energia produzida em Itaipu, que alimenta os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
Lugo pede que seja praticado o "preço de mercado" entre os dois países - de US$
A usina hidrelétrica de Itaipu foi construída no rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai. O presidente paraguaio, Fernando Lugo, chegou ao poder no dia 15 de agosto de 2008. "Em 15 de agosto de 2009, terá passado um ano desde o início da gestão com o governo brasileiro para conseguir a reivindicação paraguaia", lembrou Canese.
O representante paraguaio admitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta uma postura mais aberta" em relação ao assunto, mas afirmou que a "burocracia (brasileira), para não culpar somente o Itamarati, tem uma postura mais dura, que vem inclusive de governos brasileiros anteriores", disse.
MST, vítima? E MST, PT e VIA CAMPESINA juntos...
Fonte: Terra Magazine
publicado por D. Bertrand
http://www.paznocampo.org.br/Blog/Blog_db.asp
domingo, 15 de março de 2009
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E a Justiça começa a se mover
Enquanto a Via Campesinafazia arruaças Brasil em 9 Estados, o juiz federal José CarlosFrancisco determinava o bloqueio dos bens da ANCA – Associação Nacionalde Cooperação Agrícola, ligada ao MST.
Omotivo é a não comprovação da correta utilização de R$ 3,8 milhõescedidos pelo Programa Brasil Alfabetizado, que previa a capacitação de2 mil educadores e a alfabetização de 30 mil jovens e adultos.
Acusado de ser o maior beneficiado, o MST tenta se defender: 'É uma resposta do judiciário a uma entidade que atua na construção da Reforma Agrária', afirma Gilmar Mauro, coordenador do MST.
Para ele, as acusações fazem parte de uma 'perseguição ao movimento'.E faz questão de ressaltar que 'a ANCA só existe porque o Estado nãoage como tal'. A Anca possui figura jurídica, ao contrário do MST.
Sobreas invasões e depredações no último dia 9, Gilmar afirma que taismanifestações são a única maneira que o movimento encontra para chamaratenção da sociedade e autoridades. 'A organização nacional faz parte disto', constata.
'O que fizemos foi um alerta ao setor agrícola e produtor de alimentos', afirma o dirigente do MST.
MST, PT e VIA CAMPESINA juntos...
Publicado por D. Bertrand
Fonte: www.jornalminuano.com.br
15 de março de 2009
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Cerca de 600 mulheres invadiram uma área de plantio de Eucaliptos de propriedade da Votorantim Celulose e Papel, no município de Candiota. Segundo a Brigada Militar foram destruídos cerca de dois hectares de árvores.
A coordenadora da Via Campesina, Ana Solaris, “as empresas de celulose estão impedindo o avanço da Reforma Agrária e forçando o êxodo rural.Segundo ela, o corte das árvores começou às 5h40min da manhã, ato praticado exclusivamente por mulheres para marcar o Dia Internacional das Mulheres do Movimento. Uma das manifestantes relatou que fariam parte da marcha cerca de 80 crianças.
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Admirador do MST, o deputado estadual do PT, Dionilso Marcon, chamou atenção pela sua ostentação ao acompanhar o movimento com duas caminhonetes Ford,F-250, cabine dupla, último modelo.
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Ao ser perguntado pelo repórter do MINUANO, Fernando Tólio, se ia ter invasão o deputado se calou. O repórter também perguntou se ele iria acompanhar a marcha das agricultoras e novamente a resposta foi o silêncio do petista.
AS FARC MASSACRAM INDÍGENAS, ENQUANTO OS "INOCENTES ÚTEIS" FALAM DE "ACORDO HUMANITÁRIO" *
Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido * *
O massacre – até o momento, de uma indeterminada quantidade de indígenas Awa – foi realizado pelas Farc, ao mesmo tempo em que houve a manipulada libertação de seis seqüestrados em poder desse grupo terrorista, os meios de comunicação voltaram a tocar no tema do Plano Renascer, e a senadora esquerdista Piedad Córdoba e seus “intelectuais” cambaios anunciaram continuar empenhados na busca da paz na Colômbia.
Torna-se o massacre não apenas um sintoma, mas também uma confirmação da dupla moral das Farc, cujas ações continuam a gravitar em torno de seu Plano Estratégico, tão ousado para o alto comando guerrilheiro quanto desconsiderado por aqueles que devem delinear a política e a estratégia integral do Estado para combatê-los.
* Após as Farc libertarem seis colombianos que mantinham em cativeiro, a esquerda e os "inocentes úteis" se voltaram contra o governo de Uribe
No dia seguinte ao término da comédia da libertação, a Telesur[1] e seus parceiros publicaram pela internet um vídeo singular. A senadora Piedad Córdoba e o escritor e jornalista Daniel Samper estavam desgostosos e se mostravam profundamente decepcionados com a conduta do Estado colombiano, ao qual por obrigação moral deveriam apoiar.
Essa atitude de suposto desgosto dos dois personagens mencionados obedecia ao conteúdo de umas gravações divulgadas por um terrorista, que tramava enquanto tomava uma sopa e fazia um discurso de universitário iniciante nas lides marxistas.
Inclusive Piedad anunciou com veemência que, ao final do show publicitário montado para lavar a imagem dos seqüestradores, faria uma roda de imprensa para denunciar tal irregularidade, enquanto movia a cabeça com trejeitos de desgosto, complementados por gestos de dignidade sensacionalista de Daniel Samper.
* Enquanto as Farc faziam a libertação "humanitária", ao mesmo tempo realizavam um genocídio indígena e lançavam um carro-bomba
Fato surpreendente: no dia seguinte, o governo de Nariño revelou que esses mesmos terroristas das Farc, que com cara de anjinhos falavam de seriedade e de humanizar a guerra, não só haviam massacrado mais de 15 indígenas, como também com o maior desembaraço reconheciam o aberrante genocídio étnico, e ao mesmo tempo confessavam a autoria de um carro-bomba explodido contra a sede da Secretaria de Polícia Judiciária e Investigação (DIJIN) em Cali.
Ambas as ações terroristas procediam de uma ordem emitida por Alfonso Cano[2] ao Bloco Ocidental[3], consistente em cometer diversas ações criminosas para demonstrar poderio bélico e para desprestigiar a Política de Segurança Democrática do governo nacional.
E é curioso, porque nem Piedad Córdoba nem Daniel Samper, nem Jorge Botero[4], nem Morris, saíram a público para denunciar o cinismo dos terroristas Jaime Martinez e Mosquera, que durante a farsa da libertação falaram com cara de seminaristas sobre sua suposta visão pacifista.
* Os "inocentes úteis" causam um grave dano ao país
Em contraste com a gravidade do macabro crime, os amigos da paz ou Colombianos pela Paz, como se autodenominam, limitaram-se a enviar um sucinto comunicado à mídia, para pedir um esclarecimento às Farc. Não para condená-los pelo covarde massacre, nem para exigir-lhes que libertem os seqüestrados. Pelo contrário, para fazer o jogo deles, e dar-lhes ambientação política com o argumento de que Lula da Silva está muito interessado em continuar na busca da paz na Colômbia. Desse modo os “inocentes úteis”, titulares da eterna bobeira colombiana, complementaram a jogada guerrilheira.
A síndrome manifestada pela mãe de Ingrid Betancur parece haver se arraigado na consciência de muitos tolos. Em lugar de pressionar as Farc para que libertem os seqüestrados sem nenhuma compensação, e de exigir que a comunidade internacional não apenas os qualifique como terroristas, mas que os persiga nos países onde passeiam à vontade, os “intelectuais” e amigos duvidosos da Colômbia caíram na mesma estupidez crônica do pai do cabo Moncayo[5].
Alguns estão conscientes do estratagema. Outros, os “inocentes úteis”, parecem não se dar conta de que, quanto mais pressionem o governo nacional para que ceda à farsa do acordo humanitário nas condições desejadas por Chávez, Correa, Piedad Córdoba e as Farc, estas tanto mais serão duras, não cederão e manterão no cativeiro esses seqüestrados como se fossem as jóias da coroa que lhes permitirão sua ressurreição política.
São tão mesquinhos esses personagens, que por estarem absortos em derrubar o presidente Uribe, ignoram o grave dano que causam às instituições, ao estado de direito e ao futuro da liberdade na Colômbia.
E o que é pior: continuam obcecados em considerar Cuba como paradigma, o empobrecido e oprimido país que depois de meio século de ditadura comunista sobrevive, graças aos dólares que diariamente são enviados para a ilha pelos chamados “gusanos” considerados como inimigos pela tirania castrista, aos calorosos dinheiros recolhidos pelas garotas de programa por prostituírem seus corpos com os turista europeus e norte-americanos, e à enorme ajuda do regime chavista.
O fato é que as Farc massacraram uma etnia com a circunstância agravante de que seus líderes naturais dizem condenar as Farc, mas ao mesmo tempo cometem uma tolice. Crêem que para eles não vigem as leis colombianas, nem pode o Exército nacional entrar em seus povoados. Aqui está o tragicômico drama da Colômbia.
Enquanto cada um puxar a sardinha para o seu prato, a anarquia será superior à capacidade de pensar e atuar com prudência e sensatez e à ordem sociopolítica.
* Revelações muito comprometedoras para o governo equatoriano foram abafadas
Enquanto este drama fustiga a etnia Awa, perto do lugar do execrável genocídio, o ex-vice-ministro de segurança equatoriana Ignacio Chauvín colocou o dedo na chaga. Reconheceu que o governo de Correa se reunia com Raúl Reyes, que alguns setores do regime de Correa estão corrompidos até a medula pelo narcotráfico, e que, tal como aparece escrito nos computadores do terrorista abatido, a Associação Latino-Americana de Direitos Humanos (ALDHU) cadastra os equatorianos que se vincularam aos círculos e milícias bolivarianas das Farc, infiltradas no país vizinho, com a autorização das autoridades conluiadas com os terroristas colombianos, as quais, além da agressão contra a Colômbia descoberta nos arquivos de Reyes, estão ali “vivinhas da silva”.
Neste ponto toma força uma segunda coisa curiosa. Nem Piedad Córdoba e Daniel Samper, nem nenhum dos “intelectuais” se manifestaram a respeito. É como se essas revelações não fossem transcendentais para a paz no país.
Mas há outros cúmplices. São os meios de comunicação, habituados a viver da denúncia, da oportunidade momentânea e da publicação de notícias sem profundidade analítica. Tudo isso, em nome da liberdade de imprensa. Situação da qual as Farc retiram importantes dividendos publicitários.
* Por que há um silêncio cúmplice em certos setores colombianos?
Em síntese, as Farc massacraram uma porção de uma etnia que se recusou a incorporar jovens nas guerrilhas comunistas, enquanto ficava a descoberto a atividade narcoterrorista de Rafael Correa, um de seus mais importantes cúmplices. Não obstante, os promotores da “paz”, os “divulgadores do acordo humanitário com cavalo de Tróia incluso”, e os pesarosos “inocentes úteis” do estratagema, todos guardaram silêncio cúmplice a esse respeito. Por algo será!
NOTAS DO TRADUTOR:
[1] A Telesur é uma rede multi-estatal de televisão de âmbito latino-americano com sede na Venezuela, criada por iniciativa e sob comando de Hugo Chávez.
[2] Alfonso Cano é a cabeça visível da chamada segunda geração fariana, integrada por quadros com sólida formação político-terrorista no seio do Partido Comunista. [3] Bloco Ocidental é o nome de um importante contingente de combate das Farc.
[4] Jorge Botero é um jornalista de destaque na Colômbia.
[5] O professor Moncayo, como a mãe de Ingrid, em vez de incriminar as Farc, fustiga o governo colombiano.
* Publicação original em castelhano: Las Farc masacran indígenas Awa, mientras sus idiotas útiles hablan del "acuerdo humanitario" - http://www.eltiempo.com/ – Tradução de André F. Falleiro Garcia
* * Coronel aposentado do exército colombiano, escritor, analista de assuntos estratégicos, especialista em guerra assimétrica e contra terrorismo urbano e rural. www.luisvillamarin.co.nr
NEM TUDO ESTÁ DOMINADO – A DECISÃO DO CONFRONTO NECESSÁRIO I E II
Por Geraldo Almendra
Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br
março de 2009
"O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios... a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo — esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles." (Julio Severo)
O controle civil das Forças Armadas é o mais importante passo que o petismo precisa dar para que seu projeto de poder perpétuo tenha sucesso. Em uma sociedade absolutamente dominada pela desagregação moral e ética, e com a corrupção, o corporativismo sórdido, e a prevaricação, dominando o poder público, ficamos em um impasse: ou nos unimos com os militares que não querem o país entregue ao socialismo genocida, ou nos conformamos, para mais tarde enterramos nossos mortos nas valas comuns do genocídio que sempre foi um instrumento de controle das sociedades pelas ditaduras socialistas.
Diante desta realidade, o comentário de Julio Severo é rigorosamente pertinente. O texto de onde foi retirado representa, em minha opinião, uma das mais felizes avaliações de alguns aspectos do regime militar. Naquela época – e ainda atualmente – ênfase deve ser dada à reza de fé, proferida pela maioria dos integrantes da academia sob inspiração de um verme comunista ainda vivo: "Guevara, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo"; com esta prece comunista esses canalhas terroristas iniciam todos os dias suas conspirações contra nossos sonhos de liberdade, dignidade e justiça social. A destruição do Estado de Direito Democrático é o objetivo final do projeto de poder perpétuo do petismo no país.
Antes da explanação do tema título do artigo, me permito explorar algumas outras colocações desse autor, que refletem de forma límpida as canalhices que essa esquerda corrupta, meliante, corporativista e sórdida tem feito contra as Forças Armadas.
Realmente podemos dizer que "As principais mazelas do Brasil são fomentadas artificialmente pela universidade, que, desde a década de 50, na ânsia de criar um novo mundo, especializou- se em destruir o existente. Isso fica muito claro quando se estuda a origem social dos guerrilheiros que pegaram em armas contra o regime militar. Eles vieram, em sua maioria, das universidades. Não tinham o menor apoio popular. Como é que o povo podia apoiar um bando de tresloucados que, de arma em punho, pregavam a derrubada de uma ditadura imaginária? Porque até o final de 1968, com a edição do AI-5, só havia ditadura na imaginação dos universitários."
"Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas. A Reforma Universitária feita pelos militares em 1968 profissionalizou o ensino superior no país, instituindo antigas reivindicações da própria comunidade acadêmica, como dedicação exclusiva de docentes, introdução de vestibular unificado e implantação de mestrados e doutorados. Valendo-se dessa estrutura, os intelectuais de esquerda se infiltraram nas universidades e, a partir delas, forjaram em todo o país um movimento social de proveta, destinado não a resolver problemas, mas a fomentá-los".
Vamos ao tema título do artigo.
As denúncias e os fatos são incontáveis. O MST, um movimento ilegal, já conta com mais de cem mil militantes espalhados pelo país. Já sem tem notícia que em locais "sigilosos", existem armas armazenadas para um eventual confronto em larga escala, além de seletos grupos estarem recebendo treinamento militar por guerrilheiros de forças revolucionárias estrangeiras.
O MST, neste cenário, já é uma força paralela – paramilitar – no país responsável direto por uma guerra fria com os poderes instituídos, observando-se que a necessária e dura retaliação legal, diante das sistemáticas ações do movimento que colocam contra a parede o Estado de Direito – invasão de propriedades, destruição de propriedades, assassinatos – tem se mostrado inexpressiva por medo, covardia ou cumplicidade dos representantes do poder público, subordinados aos ditames proferidos - no submundo da conspiração contra o país - pelo Retirante Pinóquio que, enquanto publicamente se finge de "bom moço", dizendo não concordar com os crimes cometidos pelos quadrilheiros, nos bastidores dá as ordens necessárias para proteger seus militantes do MST.
O MST nunca foi refém do sistema legal institucional, no qual cada um é submetido ao respeito do direito, do simples indivíduo, da propriedade privada, até a potência pública. A hierarquia das normas legais é sistematicamente agredida pelo movimento.
Aos guerrilheiros do MST se junta outra tropa de apoio do petismo: mais de dez milhões de cidadãos que recebem as bolsas assistencialistas e que entrarão de cabeça nesse conflito para garantirem o direito de continuar recebendo dinheiro do contribuinte sem a contrapartida do trabalho.
Nas grandes metrópoles temos milhares de encarcerados indo para o asfalto defenderem o "direito" de continuarem agredindo, roubando e assassinando inocentes de todas as idades, graças ao STF, que defende o direito de defesa em liberdade sem restrição, em um processamento jurídico imoral, regido por manipulações desonestas e subterfúgios jurídicos, cujo objetivo maior é manipular de forma sub-reptícia os códigos legais a favor de quem comente toda a sorte de crimes.
O inevitável, então, deve acontecer, se a sociedade não decidir transformar-se em uma Cuba Continental. As Forças Armadas a pedido da sociedade sai dos quartéis e parte para um contingenciamento da ação terrorista ou para um confronto armado com a turma do socialismo petista. Se assim não fizerem, os cidadãos que não quiserem ser perseguidos devem começar a fazer fila para sua filiação ao Grande Partido para não parar diante das valas comuns das vítimas do socialismo genocida.
Na ausência dessa atitude dos nossos militares – a defesa do Estado de Direito – o país vai ser devastado por uma crise social de grandes proporções com nossas fronteiras absolutamente desprotegidas, o que permite a invasão de nosso território por forças revolucionárias amigas do retirante. É bom lembrar que o poderio bélico do ditador Chaves pode se aventurar a subjugar as Forças Armadas do país, especialmente, pelo ar, a um simples pedido do Retirante Pinóquio. Amigos comunistas revolucionários, que comungam do mesmo interesse em transformar a América do Sul em um novo repositória do comunismo assassino, não hesitarão em se unir contra os que lutam pela preservação de sonhos de liberdade e justiça social.
Pela paralisia do poder público em proibir este movimento ilegal – o MST –, que recebe milhões do desgoverno petista por vias indiretas, a obviedade do que pode acontecer é gritante: uma guerra civil entre os sem terra e as forças civis de defesa dos proprietários de fazendas que também tem o direito de defender seu patrimônio na ausência do Estado.
Neste cenário, o PT vive um paradoxo. Ou assume o comando das Forças Armadas para poder controlar as ações criminosas dos sem terra do seu jeito, ou assiste a uma guerra civil que se aproxima em que perderá o controle das ações desse grupo terrorista fantasiado de movimento social, fazendo com que uma intervenção civil-militar em seu próprio desgoverno seja inevitável.
Ao aproximar-se o cenário acima, a ilicitude do desgoverno petista, de continuar financiando um grupo armado, não será mais tolerada durante muito tempo, nem pelas Forças Armadas nem pela sociedade civil não vinculada ao petismo.
O paradoxo está colocado. E não poderia ser diferente conforme os ensinamentos contidos na história dos conflitos armadas a partir de movimentos sociais.
Aproxima-se o risco do projeto de poder perpétuo do petismo ser abortado pelo radicalismo de um movimento em que um dos seus fundadores foi o próprio presidente, que precisará de Forças Armadas sob o comando dos seus generais, para evitar ou combater o radicalismo do movimento dos sem-terra, sem perder o controle da caserna.
Esse cenário pode ser uma lógica explicação para um endurecimento das ações dos difamadores das Forças Armadas que estão agora correndo contra o tempo com o fortalecimento do poder dos sem-terra que já praticam ações de guerrilha cada vez mais violentas controlada pelos seus líderes, podendo se expandir a qualquer momento. A guerra fria e suja contra o Estado de Direito Democrática, promovida pelos sem-terra, já está em andamento.
A estratégia do Retirante Pinóquio em afirmar que a Lei de Anistia deve ser respeitada, deixando para os "togados" a decisão do aprofundamento do processo de perseguição e desmoralização das Forças Armadas, mostra mais uma vez os traços da personalidade doentio-etílica-hipócrita-leviana do maior estelionatário da política que já apareceu no nosso país. De um lado finge querer respeitar as leis, enquanto no submundo do movimento petista aciona todas as baterias para fazer do socialismo genocida uma alternativa para controlar o país, protegendo, pelo tráfico de influencia, pelo incitamento à corrupção, e pelo corporativismo sórdido, os cúmplices do petismo que se comportam, impunemente, no mais absoluto arrepio aos códigos legais do país.
A posição da sociedade em eleger As Forças Armadas como a Instituição mais confiável do país através da FGV (que não tem nada a ver com aquela que promove 84% de aceitação para o retirante Pinóquio) acelera os atos indiretos do desgoverno petista para promover a desmoralização de quem o povo mais confia. O PT precisa ter nas mãos o comando das Forças Armadas humilhadas, para obter seu domínio e contando com suas tropas para manter o MST sob controle, até que sua sucessora Estela assuma o Poder. Aí não tem mais jeito não.
O cenário é propício para a desagregação social: "A situação do País é caótica. Pode-se dizer que ele está na UTI. Os poderes constituídos e as principais Instituições estão desacreditados, por que inoperantes e ineficientes, seus dirigentes sem autoridade, sem moral, sem ética pública no desempenho de suas funções, contaminados com a corrupção desenfreada, com a máquina administrativa falida e a impunidade dos criminosos que gera a banalização dos crimes. Essa situação põe em risco a nossa frágil Democracia que assisti a desmoralização das Instituições, do Parlamento, da Justiça, compromete a interdependência dos Poderes Constituídos, a Soberania e as Integridades Territorial e Nacional." (Gen Torres de Melo – Grupo Guararapes)
A permissão da sociedade em que se eleja, em 2010, o candidato indicado pelo Retirante Pinóquio, será a capitulação da sociedade nos seus sonhos de liberdade e justiça social, passando a imperar o assistencialismo clientelista para a maioria, a riqueza para a burguesia comunista, e a paz e proteção garantida pelo desgoverno petista apenas para o peleguismo sindical – capacho corrupto do petismo –, para a academia comunista, para o jornalismo marrom vendido, para os artistas amantes de uma Cuba Continental, e para os financiadores da traição do país: os banqueiros, as empresas estatais e os grandes empresários. Para o resto, subordinados a uma Justiça relativista e corporativista sórdida, o resto: a prisão, a falência social, a vala comum, a falta de oportunidades de educação, cultura e trabalho, a perseguição, a censura, e a eterna procrastinação da esperança de viver em um país decente, democrático, digno, e com justiça social.
"Não importa quem seja o próximo presidente do Brasil, nada vai melhorar porque os problemas do país chegaram a um nível que não tem mais retorno. E você não deve alimentar esperanças nos militares, pois o que está acontecendo hoje é legado dos governos militares. E os atuais chefes militares estão ganhando muito bem para ficarem quietos e calados."
E se isso fosse verdade, ao que tudo indica, será que as tropas aceitariam a transformação do país em um Cuba Continental?
Apesar de termos tido conhecimento pela mídia de fatos que nos levam a crer que alguns oficiais – junto com centenas de civis – estejam cumprindo um papel de intermediários na transformação das Forças Armadas em subalternos dos canalhas do petismo que estão, descaradamente, cometendo ou sendo cúmplices de inúmeros crimes de lesa pátria, entre muitos outros, e sendo sistematicamente beneficiados por uma absurda impunidade que nos leva a crer na falência da Justiça no contexto da degeneração moral e ética do poder público.
A lógica da colocação está fundamentada em um princípio tido como verdadeiro: as nossas Forças Armadas não são comunistas e, dado o seu poder, mesmo desfigurado pelos desgovernos civis, se o petismo está afundando o país no mar da degradação moral e ética, como determina o método leninista de tomada do poder, é porque nossas Forças Armadas estão permitindo.
Se nossa Constituição não é comunista, mas o país está sendo conduzido para a falência do Estado de Direito Democrático, com inúmeros atos de desrespeito a essa mesma Constituição, especialmente a criminosa revolução promovida pelo MST, estamos testemunhando a consolidação do projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio sem que a caserna esboce qualquer reação para impedir o pior.
Diante do quadro da falência social do país, contrapondo com o absurdo enriquecimento das elites dirigentes, dos financiadores do desgoverno do PT, e da nova burguesia petista-comunista e seus cúmplices, o silêncio da caserna comprova a essência da frase do meu amigo, que tem conhecimento de causa por ter participado da luta contra os canalhas dos terroristas durante o regime militar.
Então chegamos a um terrível impasse. Ou nos unimos aos militares que não concordam que as Forças Armadas sejam transformadas em um braço armado do comunismo no país, ou temos que, infelizmente, reconhecer que vivemos em uma sociedade absurdamente corrupta, corporativista, desonesta, apátrida e covarde, que precisa ser aniquilada pelo socialismo genocida para acordar da letargia provocada pela falência cultural e educacional promovida pela canalha dos desgovernos civis, que são os grandes responsáveis pela tomada do poder pelo petismo, muito especialmente o desgoverno FHC.
Está na hora do confronto necessário ou, então, a covarde entrega do país, definitivamente, nas mãos dos canalhas do socialismo.
A crise que estamos vivendo é antes de tudo uma crise moral e ética que reflete, de forma transparente, que tipo de sociedade ocupa as terras de uma das mais promissoras potências econômicas do mundo, mas que, no final das contas, está sendo entregue nas mãos de participantes da nata da falta de ética, da imoralidade, da desonestidade, da leviandade, da hipocrisia, da falsidade, da corrupção e do corporativismo mais sórdido.
Toda ditadura precisa de armas. Após promover o desarmamento da sociedade, o petismo tem agora as armas do MST, de forças policiais e militares cúmplices do petismo, das ditaduras vizinhas, e do crime organizado. Será que eles conseguirão ter as armas das Forças Armadas disparando contra a sociedade em defesa do comunismo? Será que homens como o General Heleno permitirão que as Forças Armadas cumpram esse papel?
Se isso vier a acontecer os livros de história não descreverão mais nossa história como de História do Brasil, mas sim como a história de uma das sociedades mais canalhas, sem vergonha e corruptas da civilização ocidental, que vivia em um pedaço de terra chamada de Brasil, colonizado, ocupado e "desenvolvido" pelo que de pior existe em matéria de seres humanos.
Por Reinaldo Azevedo
Escrevi aqui dia desses que a turma estava se candidatando a uma camisa-de-força. Protógenes Queiroz, que deu uma entrevista ao UOL nesta quinta, merecendo o tratamento de autoridade que tem o que dizer, escreveu uma carta ao presidente Obama. Está em seu seu blog. Sim, vocês leram direito. Protógenes escreveu uma carta aberta ao presidente dos EUA. E o fez em três quase-idiomas: um que lembra o português, um que lembra o inglês e outro que lembra o francês. E POR QUE PROTÓGENES ESCREVEU A CARTA ABERTA? PARA, ACREDITEM, DENUNCIAR O PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.
Ah, não vão dizer que não avisei. Ainda ontem, dezenas de crédulos e pelos menos uma centena de vagabundos me escreveram. A síntese poderia ser esta: “Você está do lado errado”, sugerindo, claro, que eu estaria do lado de Daniel Dantas e contra Protógenes. Dantas? Que pague pelos seus crimes! Mas não aceitaria este delegado como meu guia nem que fosse no inferno. Protógenes é o melhor advogado que o banqueiro tem. Provavelmente, é também o mais barato. Voltemos à carta deste líder emergente das massas. Afinal, quem lê a carta de Protógenes conclui que Dantas é o "banqueiro bandido" e que Lula, por dedução lógica, é o "presidente bandido".
Protógenes pede o apoio de Obama — eu juro!!! — para combater o crime dos poderosos do Brasil. E ele o faz assim: “O Brasil vive momentos de fragilidade, pois evidências de esquemas de corrupção que ameaçam a soberania de nosso país estão presentemente sendo avaliadas nos EUA. Precisamos, portanto, do seu apoio. Sabemos, afinal, que o crime organizado internacional não tem qualquer comprometimento com o valor público das nações do planeta, mas apenas com a sua dizimação, fato que perpetua o flagelo e o sofrimento de centenas de milhões de seres humanos em todos os países.”
Ao cantar as próprias glórias e exaltar os feitos da Satiagraha, escreve: “A luta brasileira contra a corrupção tem se tornado mais intensificada nesses últimos meses conforme a operação Satiagraha da Polícia Federal tem evidenciado ao povo brasileiro o envolvimento dos três poderes da república em esquemas de corrupção. Isso se tornou público a partir da apreensão e condenação do banqueiro-bandido Daniel Dantas, o agente financeiro de inúmeras fraudes e atos criminosos realizados nos últimos 15 anos em conjunto com os mais altos representantes públicos dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Brasil.” Não sei se Protógenes escreve como pensa ou pensa como escreve. Em qualquer dos casos, convenham, algo de muito grave se passa naquela mente.
Mas vamos ao centro da questão. O delegado acusa o presidente Lula de estar na pay-roll — SIM, NA FOLHA DE PAGAMENTO — de Daniel Dantas. Isso ainda é pouco. Não só está na folha como mudou um órgão do estado brasileiro para facilitar o crime. Querem ver?
“Infelizmente, não é apenas o judiciário que está no payroll do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da república, o Lula, acaba de colocar los amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) com um decreto no dia 19 de fevereiro de 2009, visando obstruir processos relativos à soberania da nação – aliás, uma jogada não muito distante do Patriot Act do presidente G.W. Bush que custou aos EUA um atraso que o senhor pode mensurar melhor do que ninguém. No caso em questão, 11 entidades autônomas, incluindo as forças armadas brasileiras, formavam um conselho consultivo que coordenava a Sisbin. Esse conselho foi agora substituído por um comitê de seis indivíduos amigos de Lula, todos com um passado ético extremamente questionável.”
Eis aí. Protógenes, como ficou claro na entrevista ao UOL, está a um passo de se candidatar a um cargo eletivo. Vê-se do que é capaz sem imunidade parlamentar. Imagina-se o que poderá fazer depois. Ou bem ele é tratado como um delegado da Polícia Federal, e sua denúncia contra Lula tem conseqüências, ou bem se toma o que diz como maluquice. Mas, nesse caso, ele não pode continuar delegado. No primeiro caso, tem de responder na Justiça pelo que diz; no segundo, é o caso de descobrir o remédio certo.
Estratégia?
A carta pode obedecer a uma estratégia? Pode. Ele quer aparecer como aquele que tem inimigos de todos os lados. Parece-me que decidiu forçar a barra em busca de uma punição, de modo que possa declarar que foi empurrado para a disputa política. Uma vez com a imunidade parlamentar, pode-se proteger de todas as suas irresponsabilidades e não se verá obrigado a provar suas acusações ou a responder por seus crimes. Já antevejo um palanque com Heloísa Helena e Protógenes Queiroz. Ela tentando implantar o socialismo no Brasil, e ele, seu particular senso de justiça. A íntegra de sua carta, a versão em quase-português, segue abaixo. Eis aí, Márcio Thomaz Bastos. Aquilo deu nisto:
Estimado Presidente Barack Obama,
Como é amplamente reconhecido, a sua eleição ao cargo supremo dos EUA reafirma e fortalece a luta pela democracia e pela justiça travada por cidadãos honrados em nações do mundo inteiro. Acreditamos que existe, de fato, "uma luta em andamento que vai além do oceano" dizendo respeito ao bem-estar de toda a coletividade humana. É nesse espírito que estamos enviando essa comunicação à sua atenção.
O Brasil vive momentos de fragilidade, pois evidências de esquemas de corrupção que ameaçam a soberania de nosso país estão presentemente sendo avaliadas nos EUA. Precisamos, portanto, do seu apoio. Sabemos, afinal, que o crime organizado internacional não tem qualquer comprometimento com o valor público das nações do planeta, mas apenas com a sua dizimação, fato que perpetua o flagelo e o sofrimento de centenas de milhões de seres humanos em todos os países.
A luta brasileira contra a corrupção tem se tornado mais intensificada nesses últimos meses conforme a operação Satiagraha da Polícia Federal tem evidenciado ao povo brasileiro o envolvimento dos três poderes da república em esquemas de corrupção. Isso se tornou público a partir da apreensão e condenação do banqueiro-bandido Daniel Dantas, o agente financeiro de inúmeras fraudes e atos criminosos realizados nos últimos 15 anos em conjunto com os mais altos representantes públicos dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Brasil.
Como resultado desse quadro lamentável, os poderes da república brasileira têm agido de forma patentemente arbitrária e antidemocrática, visando obstruir os processos da lei e da ordem, dessa forma traindo os interesses 190 milhões de cidadãos brasileiros ao favorecer bandidos já condenados pelas leis do país.
O fato é que os 2 bilhões de dólares já bloqueados com a ajuda de governos estrangeiros – do total de U$ 16 bilhões desviados pelo banqueiro-bandido Daniel Dantas – mostram a veracidade dos crimes e provam que a luta vai, sim, além dos oceanos. Mesmo assim e apesar de ter sido condenado a dez anos de prisão bem como ao pagamento de multa de R$ 12 milhões por tentar subornar um delegado da Policia Federal, o banqueiro-bandido condenado responde a sentença em liberdade após receber dois Hábeas Corpus sucessivos contrariando todo o histórico de julgamentos e súmulas da Suprema Corte brasileira.
Infelizmente, não é apenas o judiciário que está no payroll do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da república, o Lula, acaba de colocar los amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) com um decreto no dia 19 de fevereiro de 2009, visando obstruir processos relativos à soberania da nação – aliás, uma jogada não muito distante do Patriot Act do presidente G.W. Bush que custou aos EUA um atraso que o senhor pode mensurar melhor do que ninguém. No caso em questão, 11 entidades autônomas, incluindo as forças armadas brasileiras, formavam um conselho consultivo que coordenava a Sisbin. Esse conselho foi agora substituído por um comitê de seis indivíduos amigos de Lula, todos com um passado ético extremamente questionável.
Como é de conhecimento público, as informações da investigação Satiagraha contendo provas irrefutáveis dos crimes mencionados acima se encontram em 12 discos rígidos, encontrados dentro de uma parede oca na residência do banqueiro-bandido Daniel Dantas, os quais estão presentemente nas mãos da CIA nos EUA para serem analisados e revelados os esquemas de corrupção no Brasil com reflexos no seu país. Não é difícil imaginar as razões que levaram essas evidências para longe do Brasil ao considerarmos a seriedade dos crimes cometidos e o poder dos criminosos envolvidos, cuja lista abrange expoentes do sistema financeiro internacional, alguns já bem conhecidos do público estadunidense.
Assim como o senhor, o senador Russ Feingold e milhões de homens e mulheres honrados em seu país, a grande maioria dos brasileiros acredita que a lei deve valer para todos equitativamente, caso contrário a democracia se torna uma mentira e colocamos em risco o futuro da liberdade e da cidadania no mundo. Temos que lutar juntos pela transparência e pela justiça dia e noite para que as forças corruptas não se imponham sobre as forças do bem e por isso acreditamos vigorosamente que não pode haver protelações quanto à justiça clamada pelo povo brasileiro em face da crise moral que assola o Brasil.
Finalmente, lutamos pela justiça HOJE. Como escreveu Martin Luther King Jr., "Justiça atrasada é justiça negada". Então, contamos com a sua vigilância e o seu apoio para que os processos de avaliação e divulgação dos dados contidos nos 12 discos rígidos em poder da CIA não sejam obstruídos. Queremos apenas a verdade, pois sabemos que basta a verdade para que a soberania do nosso povo seja garantida.
Deus abençoe o senhor, sua família, o povo americano e todas as suas iniciativas visando o aprimoramento social da humanidade.
Atenciosamente,
Protógenes Queiroz
Por Ana Paula Scinocca
Estadão
Contrariados com a decisão do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal, que negou compartilhamento dos dados da Operação Satiagraha com a CPI dos Grampos, parlamentares que integram a comissão decidiram ontem recorrer na Justiça contra a medida do magistrado. "Vamos ver junto à Procuradoria a possibilidade de entrar com mandado de segurança contra a decisão do juiz De Sanctis, para termos acesso a esses dados que são fundamentais para o trabalho por nós realizado. Vamos analisar todas as medidas cabíveis e vamos agir", avisou cedo o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).
A CPI considera fundamental acesso aos dados completos do inquérito para a investigação em curso no Congresso. Na terça-feira, deputados foram a São Paulo fazer pessoalmente um apelo a De Sanctis. No encontro com o magistrado, os deputados classificaram como "importantíssimo" o compartilhamento das informação para embasar o pedido de indiciamento do delegado Protógenes Queiroz, do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda e do banqueiro Daniel Dantas.
Um dia depois, os parlamentares chegaram a comemorar a possibilidade de o juiz partilhar os dois últimos volumes do inquérito, dos quais constam laudos do material apreendido durante a operação comandada pela Polícia Federal.
Protógenes poderá passar por acareação com Lacerda
Por Anne Warth e Silvia Amorim
Estadão
A CPI dos Grampos poderá determinar acareação entre os delegados Paulo Lacerda, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha. A CPI identificou "contradições flagrantes" nos relatos de Lacerda e de Protógenes, confrontados com depoimentos de arapongas da Abin.
Os dois vão depor novamente à CPI. A ida de Protógenes está marcada para o dia 1º. "A acareação deve ser requisitada para esclarecer pontos ainda obscuros", assinalou o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da CPI.
Itagiba avalia que "está muito longe da verdade" o depoimento do ex-diretor da Abin no inquérito da Polícia Federal que investiga vazamento de dados da Satiagraha. "Existe uma contradição muito grande entre o que disse Lacerda e o que contaram os servidores da Abin."
Os arapongas revelaram à PF e à CPI dos Grampos que foram mobilizados com "autorização superior" para compor a equipe de Protógenes. Alguns foram escalados para fazer escutas e tiveram acesso ao Guardião, máquina de grampos da PF, utilizando-se de senhas de uso exclusivo dos policiais.
À PF, Lacerda admitiu ter dado apoio à Satiagraha. Mas declarou que "nesse apoio não está incluído o acompanhamento de áudios captados pelo sistema Guardião e a transcrição dos áudios". Para Lacerda, "se alguém fez esse tipo de trabalho, omitiu da diretoria da Abin".
Lacerda muda versão sobre uso de agentes da Abin na Satiagraha
Por Alan Gripp
Folha
O ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda apresentou nova versão para explicar a participação informal de cerca de 80 agentes de inteligência nas investigações que culminaram na Operação Satiagraha, considerada "ilegal" e "oculta" pela corregedoria da PF.
Em depoimento à corregedoria na segunda, ele disse que não sabia que equipes da Abin em São Paulo e no Rio colaboravam com o delegado Protógenes Queiroz. Lacerda sustenta que só sabia da participação de agentes em Brasília e, por isso, disse à CPI dos Grampos em 2008 que "entre quatro e seis agentes" haviam sido cedidos.
No depoimento à CPI, um mês depois de deflagrada a Satiagraha, Lacerda afirmou que a Abin teve "participação eventual". Hoje, sabe-se que agentes eram maioria na equipe de Protógenes e analisavam escutas, entre outros dados sigilosos.
"Mais do que nunca, ele deve ser indiciado", disse o presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que defende que a comissão sugira indiciamento do delegado e do ex-número dois da Abin José Milton Campana, sob a acusação de falso testemunho.
Confrontado com a descoberta de que Protógenes usou métodos ilegais, Lacerda procurou descolar sua imagem da dele. Disse que Protógenes foi escolhido para comandar a operação (Lacerda era então diretor-geral da PF) "porque ele não tinha qualquer missão". Com isso, tenta desconstruir versão corrente na PF pela qual Protógenes tem sua confiança.
Lacerda disse que Protógenes "adotou estilo próprio", e que não "reportava" a ele as descobertas da investigação. Afirmou ainda que Protógenes "talvez seja o delegado mais fechado" que conheceu.
O delegado federal Protógenes Queiroz prometeu hoje, durante evento promovido pelo Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, em São Paulo, que vai contar tudo o que sabe sobre corrupção no Brasil no depoimento que fará em Brasília à CPI das Escutas Clandestinas, no próximo dia primeiro de abril. O evento do qual o delegado participou foi acompanhado por cerca de 50 militantes e uma dezena de jornalistas. O delegado não deu entrevista depois do evento, alegando que tudo o que tiver que dizer dirá no Congresso. O vereador Elias Vaz, do PSOL de Goiânia, que acompanhava o delegado, disse que o novo factóide com que a mídia trabalha para desqualificar o delegado é em torno de uma suposta candidatura dele a deputado federal pelo PSOL. "Primeiro foram os grampos, depois as algemas, agora é essa história dele sair candidato", afirmou. O vereador fazia referência ao fato...
Wagner Gomes, O Globo
15/03/2009
SÃO PAULO
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz defendeu neste domingo os movimentos de sem-terra e disse que ocupar fazenda de "banqueiro bandido" é um dever do povo brasileiro. Protógenes afirmou que vai revelar na CPI dos Grampos, em abril, em que condições as terras de Daniel Dantas, ocupadas pelos sem-terra, foram adquiridas.
- Ocupar fazenda de banqueiro bandido é dever do povo brasileiro. No dia 1º, o povo vai ver em que condições essas terras foram adquiridas. Não estou aqui fazendo apologia criminosa de nada, não estou criminalizando nada e não estou incentivando ninguém a invadir terra produtiva, não é disso que se trata. Estou falando que vou revelar ao Brasil e ao povo brasileiro em que condições essas terrras foram adquiridas - disse o delegado, que participou neste domingo de seminário sobre segurança em São Paulo.
Durante o evento, Protógenes voltou a atacar a decisão do STF de conceder dois habeas corpus a Dantas, acusado de corrupção:
- Os Estados Unidos já deram o exemplo ao algemar um banqueiro bandido. Já o nosso banqueiro tem que ser homenageado e cortejado, até mesmo ameaçando altas autoridades no submundo sujo do jogo de poder. Temos de inverter este estado de coisas - afirmou o delegado, que não falou com a imprensa ao sair do seminário, limitando-se a dizer que só se pronunciará na CPI.
A coordenação do MST na região informou que a invasão foi um protesto às recentes declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de que repasses de verbas públicas ao movimento são ilegais. A Fazenda Espírito Santo foi invadida ainda em dois outros pontos por cerca de 200 pessoas.
- Anteontem, o ministro Carlos Alberto Direito reconheceu em voto a legalidade da atividade da nossa gloriosa Agência Brasileira de Inteligência em atividades conjuntas com a Polícia Federal. Então, já temos a sinalização de uma mudança de comportamento e de uma consciência jurídica junto ao Supremo mais responsável. Todas as decisões do STF são respeitadas, gostemos ou não delas - disse o delegado, que participa de um seminário em São Paulo sobre segurança pública.
O delegado afirmou que irá à CPI dos Grampos para esclarecer todos os pontos da investigação. Ele disse que explicará qual foi a participação de cada personagem:
- Não sou portador de interesse privado, de partido político, de instituição nenhuma. Não faço parte de nenhuma guarda pretoriana ou governamental. Sou um servidor público federal e vou exercer o meu dever de explicar ao povo brasileiro o que se passou em todo este processo de investigação, que durou quatro anos.
Partido Comunista do Japão renasce com crise e jovens
PHILIPPE PONS
DO "MONDE"
Tradução de PAULO MIGLIACCI
09 de março de 2009
- Com discurso moderado, agremiação mais antiga do país chegou a 400 mil filiados em 2008
- Desemprego e disparidade social alimentam interesse dos jovens pelo comunismo; versão em quadrinhos de "O Capital" vira best-seller
Diante de dificuldades crescentes, perda de empregos e da disparidade cada vez maior entre os formados e os demais, os jovens assalariados japoneses descobriram um dinossauro da política em seu país: o Partido Comunista do Japão (PCJ).
Depois de sofrer grande perda de membros, as adesões voltaram a subir no ano passado, e o número de filiados superou 400 mil. Um quarto dos 16 mil novos membros do PCJ são trabalhadores de menos de 30 anos e em situação precária.
As intervenções incisivas do secretário-geral da agremiação, Kazuo Shii, nos debates parlamentares valeram dezenas de milhares de visitas ao site dos comunistas e novas assinaturas para seu jornal, o "Akahata".
Não se trata de um indicador que preveja avanço estrondoso do PCJ nas próximas eleições legislativas (hoje o partido detém 9 dos 480 assentos da Câmara Baixa e 7 dos 242 do Senado japonês), mas ainda assim constitui evolução notável para a imagem de um partido que parecia pertencer a outra era.
E não é só entre os jovens que o PCJ ganha atenção. Em um país onde continua a ser comum um trabalhador ocultar sua afiliação comunista, Shii recentemente foi recebido por líderes empresariais e acolheu na sede do partido, em Tóquio, um dirigente da Toyota.
"Não nos opomos aos grandes grupos industriais, desde que eles assumam suas responsabilidades sociais. As empresas e assalariados têm um destino comum", disse Shii à imprensa estrangeira em Tóquio. "O capitalismo japonês não tem regras, e a mais cruel expressão dessa carência é a deterioração dos assalariados para uma situação precária."
Com as reformas neoliberais, 34% da população ativa trabalha hoje com contratos de duração determinada, afirmou Shii. Adotando a linguagem moderada de um social-democrata clássico, ele só citou Karl Marx uma vez, para citar seu "profundo respeito" aos EUA, ainda que ressaltasse a independência estratégica de seu país.
O Capital em mangá
O sucesso de "O Capital", de Marx, em forma de mangá basta para revelar que jovens sem experiência de lutas sociais estão em busca de explicações para sua situação. A participação deles em pequenas manifestações organizadas pelo PCJ ilustra os problemas sociais.
A despeito de seu peso em eleições locais, o PCJ jamais se impôs nacionalmente. Após avançar em 1998 com uma plataforma moderada da qual suprimiu a "revolução socialista", nos dois pleitos seguintes o partido se saiu mal, obtendo pouco mais de 3% dos votos.
Fundado em 1922 e banido, o PCJ representava uma força política no início da ocupação americana. Mais tarde, sob instruções de Pequim e Moscou, a agremiação passou a se dedicar a ações violentas e foi aniquilada, retornando nos anos 50 como uma espécie de partido "eurocomunista" prematuro.
Após romper com os soviéticos e chineses nos anos 60, na década seguinte a legenda encontrou seu rumo na linha independente da vanguarda comunista europeia. Sem mudar de nome, o PCJ defende hoje as "reformas democráticas" e o "progresso social", a fim, disse Shii, de "superar o capitalismo como superou o socialismo".
Ralph J. Hofmann & Simone Janson Nejar
Desde que se começou a discutir o nepotismo nas esferas políticas e administrativas do Brasil têm-se por líquido e certo que estes relacionamentos são de natureza maligna e carregam no seu bojo injustiças assim como a capacidade de formar pactos fechados fora dos objetivos do bem estar comum.
Descobrimos esta noite que os mandatários da justiça no Rio Grande do Sul persistem em afrontar a ética a lei e os princípios de justiça, confirmando tal situação.
Aliás, a justiça assim administrada nos infunde terror. Onde irá acabar? Alegar a capacidade de julgar friamente não serve para assegurar quem quer que seja deste fato.
Dias atrás relatamos em “Da Improbidade e Outros Demônios” detalhes da situação pessoal gerada pela cega defesa ao nepotismo no Tribunal e Justiça do Rio Grande do Sul.
O assunto volta a ser relatado abaixo nas palavras de Simone Janson Nejar a funcionária do TJRS atingida.
A cada dia que passa, o feudo chamado Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul mais me arrepia os ossos. A ditadura do Judiciário está aí, à vista de todos, e por mais que alguns gritos isolados ecoem, muito pouco tem sido feito em prol da moralidade administrativa. Ingressei em outubro de 2008 com a ação popular originária nº 1531 no STF, denunciando mais de trinta parentes escondidos no TJRS, enquanto pessoas como eu, concursadas e bacharéis em Direito, eram colocadas para desempenhar atividades imbecis, pois os cargos bons sempre eram destinados aos queridos parentes. Por quase dez anos a fio, que foi o tempo da minha vida que perdi trabalhando naquele lugar, fui obrigada a conviver com as benesses de que desfrutava a parentada, em contraponto à perseguição constante sobre os concursados. Até que chegou a Súmula 13 do STF, vedando o nepotismo, e eu, ingenuamente, pensei que as coisas teriam jeito naquele Tribunal.
A Ministra Cármen Lúcia, Relatora da minha ação, indeferiu-a de plano, alegando que não havia prova de que mais da metade dos desembargadores gaúchos estivesse impedida de julgar a ação popular, já que a competência seria do próprio Tribunal de Justiça. Em resumo, o cachorro deveria ser amarrado com lingüiça. Recorri, explicando a intrincada teia de nepotismo cruzado envolvendo promotores, juízes, desembargadores, deputados e conselheiros do Tribunal de Contas.
O recurso foi recebido, mas só agora a Ministra lembrou que não foi assinado por advogado (quando a lei da ação popular o permite). O recurso está com a Relatora novamente, e fui supostamente intimada a constituir advogado por uma nota que nunca chegou até a porta da minha casa. Assim está a justiça neste País. Mais um direito garantido por lei me é sonegado. Não tenho recursos para pagar um advogado. Não tenho recursos sequer para reativar minha filiação à OAB e voltar a advogar.
Como agradecimento pela minha atitude, fui demitida do Tribunal em um processo-relâmpago que durou 58 dias. Enquanto isso, os parentes lá continuam empregados, com seus bem-pagos salários. Existem casos de processos que foram anteriormente movidos contra eles pela Procuradoria-Geral do Estado, e que jazem em gavetas no STF, há mais de quatro anos, aguardando julgamento (por exemplo, o caso de Maria Teresa Nedel Duarte, irmã da Desª Ana Maria Nedel Scalzilli, o caso de Gervásio Barcellos Jr, e assim por diante). A imputação, ridícula e desprovida de fundamento legal, seriam as crônicas do blog sindicalista em que escrevo, afinal, eu sou também representante sindical – dos colegas, não do sindicato pelego Sindjus que adora a gestão Armínio da Rosa. Ainda por cima, estou sendo processada criminalmente pelos meus algozes, como se quem desrespeita a lei pudesse ter honra. Honra tenho eu, com a minha cara limpa e honesta, vítima da ilegalidade e abuso de poder.
Pois agora, finalmente, o recurso contra a minha demissão será julgado, no dia 14 de abril às 14h. Fosse seguida a Lei aplicável ao caso, e não o bel-prazer do presidente Armínio, meu recurso seria julgado pelo Órgão Especial e não pelo Conselho da Magistratura. Mas o pior ainda está por vir. O Desembargador Relator é Otávio Augusto de Freitas Barcellos, justamente um desembargador que tem sua irmã empregada como comissionada no próprio Tribunal de Justiça. Trata-se da oficiala de gabinete Vera Maria de Freitas Barcellos, matrícula 12513580, lotada no Memorial do Judiciário. Eu gostaria de saber que moral pode ter para julgar o meu recurso um Desembargador que emprega sua própria irmã em casa, quando eu fui demitida justamente como represália por denunciar condutas abjetas como essa. Fica aqui, portanto, a minha denúncia: eu me recuso a ser julgada por alguém que emprega parente dentro do Tribunal. Desde já, argúo o flagrante impedimento de Otávio Augusto de Freitas Barcellos. Quem emprega parente, não pode julgar uma servidora decente!
Nesta altura, se eu não estivesse afastada por algum tempo, para evitar ser acossada por oficiais de justiça batendo à minha porta apresentando intimações de tudo quanto é processo, cada um nulo por se originar numa decisão legalmente nula em sua origem, tendo sido originada por decisão inconstitucional, não sei quantos processos já teria colecionado, pois pelo menos um não aparece nos registros eletrônicos do TJRS. Entrementes minhas tentativas de procurar um novo meio de ganhar a vida são cerceados por estas pressões. Estou perto de exaurida. Mas sigo lutando.
Tribunal de Justiça Gaúcho, um negócio de família!
Democracia com responsabilidade
Aristóteles Drummond
Jornal do Brasil
15 MAR 09
Uma questão delicada que tem de ser logo encarada: a democracia brasileira precisa ser reavaliada. Não se trata de condená-la, mas de examiná-la, visando seu aperfeiçoamento e, principalmente, o apreço da sociedade.
Não resta a menor dúvida, até pelos números que não mentem, que, com o fim do regime autoritário militar, as atividades ligadas aos três poderes da nação passaram a custar mais e a servir menos. Depois do processo de abertura comandado pelo presidente João Figueiredo, que para os jovens é bom lembrar que governou sem AI-5 e sem censura na imprensa, a qualidade gerencial do país caiu em eficiência e em responsabilidade.
A diferença entre os orçamentos de investimento e custeio aumentou demais. Os militares eram austeros na política salarial e na de contratações para o serviço público, mas até audaciosos em promoverem o progresso e o desenvolvimento, com os notáveis investimentos na infraestrutura do país. Não seríamos nada hoje, se, nos 21 anos de regime, tivéssemos investido o mesmo que nos 21 posteriores em obras fundamentais na habitação, saneamento, energia e nos transportes. Só para ficarmos nos mais evidentes. No saneamento, então, estaríamos em patamares de atendimento comparáveis aos mais pobres da América Central ou da África.
O desgaste maior vem se dando na qualidade dos políticos e no que custam ao erário. A começar pelas câmaras municipais que eram vigiadas pela legislação, sendo que, nos municípios menores, os vereadores só podiam ganhar um salário mínimo, como ajuda de custo. Hoje, os orçamentos dos legislativos batem os itens mais importantes, a começar pela saúde, que ficou praticamente com os recursos repassados pelo SUS. Daí a repercussão do desabafo do senador Jarbas Vasconcellos.
O Judiciário aparelhou-se melhor, mas não reformou seus códigos a ponto de atender com mais agilidade e razoabilidade aos reclamos por uma Justiça que puna efetivamente quem prevarica. Os processos se arrastam, numa estranha cumplicidade com os mecanismos que tornam as causas mais importantes intermináveis. Além de preocupante tendência liberal em relação aos infratores. E o aumento nos quadros de pessoal, na remuneração e benefícios foram significativos.
No Executivo, a gastança com ONGs, muitas sob suspeição, e contratações aos milhares, ampliou demais as folhas de pagamento. Abriu torneiras para verdadeiras doações de caráter político-ideológico e retirou uma certa isonomia que existia entre os chamados altos funcionários. Os militares, por exemplo, foram mesquinhamente prejudicados, em especial nos oito anos dos tucanos, ficando com soldos de final de carreira e os proventos na reserva bem inferiores aos praticados para altos funcionários do Legislativo, do Judiciário e do próprio Executivo, ferindo uma tradição histórica.
Não bastasse, a democracia vem sendo ultrajada na medida em que o poder público, em nome de teses ultrapassadas e que nunca foram democráticas, deixa correr solto movimentos que inquietam trabalhadores e empresários. Entre os exemplos, a agitação no campo que está presente em todo território nacional, criações intempestivas como a questão dos quilombolas, que beiram o ridículo, o mau uso do solo urbano e nas margens das estradas, nos dando um panorama visual cada vez mais subdesenvolvido. Esta cumplicidade com o radicalismo e a violência chega a beneficiar ou prejudicar estrangeiros, como os conhecidos casos do abrigo a condenados na Itália e na Colômbia e a devolução, na calada da noite, em avião fretado, de dois atletas que queriam fugir de Cuba. E que depois foram resgatados, pela solidariedade de organismos internacionais ou mesmo dos EUA que lutam pelos direitos humanos de fato.
Vamos ser mais democratas, cultivando a ordem, apressando a Justiça, gastando com austeridade, contendo abusos que fazem dos que estão sob a cobertura do erário, formados pelos impostos pagos por todos, privilegiados acima das crises e dos desconfortos causados pela má gestão pública. Na saúde, a maioria dos órgãos federais, por não acreditar no atendimento oficial, já fornece planos privados a seus funcionários. Na educação, as universidades públicas estão degradadas e com crescente absenteísmo de professores, em desrespeito ao estudante, que já é obrigado a conviver com instalações abandonadas e mal tratadas.
Sem uma reforma política realista, gradual na implantação, rigor na lei de inelegibilidades, setores do Judiciário encarregados de tratar com urgência os casos que envolvem recursos públicos ou delitos de qualquer espécie praticados por parlamentares ou altos funcionários, não vamos construir a democracia social e justa tão proclamada, mas cada vez mais distante.
O que se passa na nossa vizinhança não parece ser modelo a ser seguido.