APRESENTADORA É VÍTIMA DA LEI SECA
A jornalista e apresentadora do DFTV (meio-dia) da Rede Globo, Fernanda de Bretanha foi autuada, no último dia 5 de outubro, na 5ª DP, depois de ter sido flagrada numa blitz dirigindo com teor alcoólico acima do permitido por Lei – que é praticamente de zero. Há quem diga que a apresentadora estivesse tão embriagada que mal teria conseguido prestar depoimento e que, na DP, teria se comportado de maneira inadequada.
Eu não acredito. E não acredito porque, entre outras coisas, conheço Fernanda de uma academia bem simples dessas de clubes de vizinhança de Brasília, na qual nós duas fazemos exercícios na bicicleta ergométrica. Fernanda é disciplinada – vai à academia pela manhã, por volta das 8 horas. Eu não sou e costumo ir muito mais à noite, quando vou... Ela é uma pessoa simples e educada. Acredito que tenha sido mais uma das tantas vítimas da aplicação desta Lei absurda que não permite que pessoas normais e de bem bebam sequer um copo de chope ou uma taça de vinho e que dirijam seus carros, normalmente, de volta para casa.
Não há nenhuma notícia de que a apresentadora tenha sido demitida do cargo, nem do de apresentadora, nem do de produtora executiva do DFTV da Globo, apesar de não ter retornado ao vídeo depois do episódio. Não acho mesmo que tenha que ser demitida. Mas, o fato é que a TV Globo deveria informar melhor seus telespectadores sobre essa Lei ditatorial que se aplicou indiscriminadamente a todos os brasileiros, ao invés de ficar defendendo o indefensável com argumentos de gente ignorante. Todo cidadão bem informado sabe perfeitamente que a Lei que já existia era extremamente eficiente SE FOSSE APLICADA e se TIVESSE HAVIDO FISCALIZAÇÃO por parte dos agentes legais. O negócio é que AGORA, esse pessoal da fiscalização tem um AGENTE MOTIVADOR que a Lei anterior não assegurava: a COBRANÇA DE MULTA ALTÍSSIMA E DE FIANÇA sobre os cidadãos de bem que são criminalizados, em flagrante inconstitucionalidade, por estarem dirigindo seus automóveis depois de terem bebido um simples chope!!!!
Mas, como se poderá observar no vídeo abaixo, a emissora não desiste de sua posição emburrecedora:
Paes aliado a Lula e Gabeira aos LGBT - o RJ bem servido de candidatos...
Paes a Lula: Exagerei...
Fernando Molica
Rio - No almoço de terça, na Base Aérea de Santa Cruz, Eduardo Paes disse ao presidente Lula que exagerou nas críticas feitas na época do Mensalão — o candidato do PMDB ao governo era deputado pelo PSDB e chegou a chamar Lula de “chefe da quadrilha”.
Ao lado de Sérgio Cabral, Paes afirmou que errou ao ter, principalmente, insistido em investigar supostas irregularidades que teriam beneficiado Fábio Luís, filho de Lula. Concluiu que não deveria ter incluído a família do presidente em uma disputa política.
O SAPO LOURO
Lula saiu do almoço menos resistente a Paes, disposto a engolir o sapo, mas continua com um problema: como o Informe revelou no domingo, a primeira-dama, Marisa Letícia, não perdoa as críticas ao filho.
E AGORA, LUIZ?
O presidente quer encontrar um jeito de demonstrar algum apoio a Paes e garantir a aliança com Sérgio Cabral. Mas teme criar um baita problema doméstico.
Paes pediu desculpa a Lula por ataques na CPI
De Gerson Camarotti
O candidato do PMDB à prefeitura do Rio, Eduardo Paes, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que errou ao fazer ataques pessoais ao petista em 2005, quando integrava a CPI dos Correios. Na ocasião, Paes era deputado da bancada do PSDB e se referiu ao presidente, entre vários outros oposicionistas, como "o chefe da quadrilha", numa referência ao esquema do mensalão. Na conversa com Lula — intermediada pelo governador Sérgio Cabral e que ocorreu na Base Aérea de Santa Cruz, na terça-feira —, Paes entregou uma carta com pedido de desculpas à primeira-dama, dona Marisa Letícia.
Na carta, Paes também pede desculpas por ter atacado pessoalmente o filho de Lula, o empresário e biólogo Fábio Luiz Lula da Silva. Na época da CPI dos Correios, Paes pôs sob suspeita o aporte de R$ 5 milhões feito pela companhia telefônica Telemar na empresa Gamecorp, do filho do presidente, e defendeu a investigação.
Paes foi um dos parlamentares de oposição que pressionaram para que o relatório final da CPI dos Correios responsabilizasse o presidente Lula pelo esquema do mensalão e também citasse seu filho Fábio Luiz e a Gamecorp — o que acabou ficando fora do texto.
Marcha da Maconha pode custar R$ 53 mil a Gabeira
Rio - A Marcha da Maconha pode custar R$ 53 mil a Fernando Gabeira, informa a coluna Informe do Dia, do jornal O Dia, nesta sexta-feira. É que os organizadores querem distribuir máscaras com a cara de Gabeira como fizeram ano passado. Só que dessa vez, ele é candidato. E a distribuição, para o TRE, é propaganda irregular.
As máscaras são usadas por adeptos da legalização da maconha que não desejam se identificar. Além de Gabeira, o site oficial do movimento inclui máscaras nos "modelos" Luana Piovani, Chico Buarque, Bezerra da Silva, Sérgio Cabral, Gilberto Gil e Marcelo D2.
A Marcha ocorrerá em vários lugares do país no dia 4 de maio (domingo). No Rio, a manifestação será no Arpoador, às 14h.
O Brasil quer a receita
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/post.asp?t=o_brasil_quer_receita&cod_Post=130942&a=431
Em duas cidades do estado de São Paulo, Avaré e Osvaldo Cruz, o prefeito foi eleito com 100% dos votos.
Vou repetir: o prefeito foi eleito com 100% dos votos. Ninguém votou no adversário, nem ele nem a mãe dele.
Em oito cidades do Estado do Rio, o prefeito foi eleito com 100% dos votos.
Vou repetir: o prefeito de oito cidades fluminenses foi eleito com 100% dos votos.
São os seguintes os municípios onde o milagre aconteceu: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Macuco, Porto Real, Santo Antônio de Pádua, São Sebastião do Alto e Tanguá.
Como será que suas excelências conseguiram este milagre? O Brasil inteiro quer saber.
6/10/2008
"A comissão de Anistia do Ministério da Justiça determinou na ultima quinta-feira, anistia para 33 funcionários da GMB que foram demitidos apos uma greve em 1985. Os anistiados receberão valores entre R$ 98.852,00 e R$ 427.000,00, de acordo com a função que desempenhavam a época, a titulo de indenização.
Alem da indenização, a comissão determinou o pagamento vitalício de um valor mensal a titulo de anistia que varia de R$
Isto define bem a postura da Comissão de anistia e a época que vivemos. Indenização deveriam receber os que ficaram em cárcere privado. Esta noticia saiu em pagina inteira. Portanto um belo exemplo do que é justiça neste nosso pais. Mais um assalto aos cofres públicos na era do crime organizado, digo, na era do petismo-lulismo.
No final o texto constitucional e a Lei de Anistia - cuja previsão para concessão de anistia é ter sido ATINGIDO,
BLOG DO NOBLAT
O GLOBO
07 de outubro de 2.008
É razoável que um presidente da República prestigie um prefeito acusado de corrupção e de pedofilia? Se esse presidente se chama Lula, e desfruta e elevado grau de popularidade, é possível, sim.
Foi o que ocorreu ontem. Depois de inaugurar em Manaus Feira da Amazônia, evento promovido pela Superintendência da Zona Franca da Amazônia, Lula visitou Coari, distante dali
Em 20 de maio último, a Polícia Federal detonou a Operação Vorax para desmantelar a quadrilha que assaltava os cofres públicos de Coari. Foram expedidos 48 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão. Os alvos preferenciais da Polícia Federal: a Comissão de Licitações, a Secretaria de Finanças, o Gabinete do prefeito, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Obras.
A operação explodiu também uma rede de exploração sexual de menores.
Do vice-prefeito para baixo foram presas 17 pessoas. Adail Pinheiro (PMDB), o prefeito, só não foi preso porque o Tribunal Regional Federal da 1a. Região recusou o pedido da Polícia Federal. Mas caiu em desgraça política desde então. Mais ainda quando se tornaram públicas gravações onde um assessor dele diz a certa altura de uma conversa:
- Adail, estou aqui com duas jornalistas [era como os dois se referiam a menores prostitutas) do teu calibre 1.5 , 1.6 [15 e 16 anos de idade].
Pois Lula confraternizou com Adail (foto acima) em praça pública. Apesar dos protestos de parte dos moradores da cidade, chamou Adail de "companheiro". E disse que se fosse convidado pelo prefeito dormiria na cidade "com muito prazer". Não dormiu. Voltou a Manaus na companhia do governador Eduardo Braga (PMDB).
O PT do Amazonas está furioso com Lula. O jornal A Crítica, o mais importante do Estado, manifestou seu espanto na capa da edição de hoje (veja abaixo).
Em junho último, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia requereu cópia dos autos produzidos pela Operação Vorax que apontou o envolvimento de Adail Pinheiro e de outras 31 pessoas em crimes como aliciamento de menores e favorecimento à prostituição, além de peculato, formação de quadrilha e sonegação fiscal.
Líderes de oposição levantam suspeitas sobre defesa do terceiro mandato para Lula
O Globo Online
Isabel Braga
14/10/2008
A iniciativa de uma funcionária da liderança do governo na Câmara, chamada Aquina Brose, de solicitar ao Centro de Documentação e Informação da Câmara (Cedi) um estudo sobre "a possibilidade jurídica da convocação de uma Constituinte exclusiva" causou polêmica nesta segunda-feira no Congresso.
Líderes de oposição reagiram com desconfiança à notícia, divulgada pela Rádio CBN, considerando que a convocação de Constituinte exclusiva para a reforma política, por exemplo, pode embutir o fantasma da defesa do terceiro mandato para o presidente Lula. A liderança do governo alegou que a consulta atende a um interesse específico da funcionária.
- Temos uma crise econômica e temos que nos preocupar com isso. Se for verdade (a consulta da liderança do governo), parece-me despropositado que o governo pretenda colocar no debate uma eventual Assembléia Constituinte. Nesse instante, cheira a uma idéia de permanecer no poder, de terceiro mandato - disse o líder do PPS, Fernando Coruja (SC).
O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), também considerou a iniciativa inoportuna: Ou é cortina de fumaça para encobrir a falta de medidas mais fortes para minimizar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil ou trapalhada golpista. Uma insanidade esse movimento neste momento.
A liderança do governo na Câmara se mobilizou para negar qualquer movimento para viabilizar a reforma política por meio de Constituinte. Na versão da liderança, Aquina pediu o estudo, na última quinta-feira, para fazer um trabalho da faculdade de direito que cursa
A assessoria de Fontana chegou a distribuir um documento assinado pelo diretor do Cedi, Adolfo Furtado, negando qualquer solicitação institucional neste sentido. Distribuiu também o documento com a solicitação de Aquina ao Cedi. Além de pedir o estudo sobre a possibilidade de convocação da Constituinte exclusiva, a funcionária questiona "a utilização da revisão (da Constituição) no ordenamento jurídico".
As suspeitas sobre o pedido da funcionária, por parte de alguns oposicionistas, aumentaram porque, além de trabalhar na liderança do governo na Câmara, Aquina é mulher de Luiz Alberto dos Santos, que trabalha na Casa Civil. Ele é subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil. Aquina não quis falar ontem. Luiz Alberto disse que sua mulher solicitou a pesquisa para um trabalho acadêmico e que a Casa Civil não está trabalhando nesse assunto e nem mesmo nas sugestões sobre reforma política, que ficaram a cargo dos Ministérios da Justiça e de Relações Institucionais.
- Não estamos trabalhando nisso e, se estivéssemos, temos advogados e consultores e não precisaríamos pedir isso à liderança do governo na Câmara - disse Luiz Alberto.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, também criticou a possibilidade de o governo defender uma revisão constitucional: se o governo estiver agindo dessa forma, os propósitos só podem ser os piores.
A convocação de uma constituinte exclusiva para discutir a reforma política é defendida pelo ministro Tarso Genro (Justiça). A diferença da constituinte para a revisão constitucional é que no primeiro caso é preciso eleger um novo Congresso para tratar exclusivamente do tema. Na segunda hipótese, a discussão é feita pelos atuais deputados e senadores.
O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), defensor de um terceiro mandato para Lula, disse que ficou surpreso com a informação: "Numa constituinte pode-se tudo". Para ele, isso demonstra que agora o governo encampou a tese da revisão. "O PT quer destravar a reforma política e essa é uma das formas", disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).
Desastre eleitoral? Não. Captação de recursos (de mais ainda) para o Partidão...
O jornalista Pedro do Couto adverte, em sua coluna na Tribuna da Imprensa:
“Foi um verdadeiro desastre eleitoral a portaria do ministro Carlos Lupi estendendo a cobrança do imposto sindical ao funcionalismo público, seja ele federal, estadual ou municipal. São aproximadamente, de acordo com o IBGE, 5 milhões e 700 mil servidores que não eram, mas vão passar a ser descontados em um dia de trabalho por ano”. A medida do titular do Trabalho, se não for cancelada a tempo pelo presidente Lula, prejudicará nas urnas o governo do PT, atingindo também os partidos que se coligaram com o dos Trabalhadores para o pleito do próximo dia 26.
Ex-superintendente acusa Caixa de politizar gestão
Fausto Macedo
Funcionário de carreira diz ter sofrido pressão de políticos do PT desde que se desfiliou do partido, em 2005; para instituição, remanejamento é técnico.
Dizendo-se "injustiçado e indignado", Miguel Sampaio Júnior - substituído dia 16 no cargo de superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Vale do Paraíba (SP) - cobra "ética e transparência" da direção da instituição. Sampaio é um dos 15 nomes que a Caixa trocou de uma só vez em 7 Estados e no Distrito Federal. Funcionários da Caixa e colegas de Sampaio sustentam que ele e outros caíram para dar lugar a apadrinhados do PT. A instituição rebate a versão e alega que o remanejamento é rotineiro, de caráter "estritamente técnico e despolitizado".
A saída de Sampaio - 33 anos de carreira no banco, 12 como superintendente, há mais de 4 no Vale - abriu polêmica na Caixa depois que chegaram às mãos de quase todos os superintendentes regionais cópias de uma carta que ele enviou à presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, argumentando que não tem padrinhos políticos. Denuncia ter sofrido pressões de políticos do PT depois que se desligou do partido. A superintendência do Vale fica
"Passado o período eleitoral, fui muito pressionado pelos prefeitos da região por conta do escândalo que envolvia o PT (mensalão) e, para preservar a Caixa do envolvimento político, me desliguei do partido no dia 29 de setembro de 2005", ele escreveu. "Comecei a sofrer pressões de deputados e vereadores do PT da região. Onde está a ética? A transparência? Não tenho padrinhos políticos (...) é condição fundamental para se fazer carreira na Caixa."
A queda de Sampaio foi sacramentada sexta feira, 13, quando, segundo diz, foi informado às 17h44, por telefone, pela direção do banco, que estava sendo afastado a partir do dia 16. Ele assegura que não chegou ao cargo "por indicação política e sim pela seleção realizada em 1995 através da Fundação Getúlio Vargas, por mérito". Diz que até meados de 2003 não se interessava em participar da política no Vale. "Após a vitória do Lula fui convidado pelo PT da região para compor uma frente e concorrer à Prefeitura de Guaratinguetá (SP)." Sampaio, que não foi eleito, afirma que políticos do PT queriam fazer uso político do banco. "As pressões aumentaram, chegando a ficar insustentável quando assinamos em junho convênio com a CDHU que beneficiava as famílias mais pobres, mas prejudicava as ambições políticas desse grupo, uma vez que a Prefeitura de São José dos Campos é administrada pelo PSDB."
EUA congelam bens de "líder" das Farc no Brasil
Reuters
O governo dos Estados Unidos congelou os bens do colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como El Cura Camilo e Olivério Medina, que é apontado como "embaixador" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil.
A decisão, segundo comunicado enviado nesta quarta-feira pela Embaixada dos EUA em Brasília, inclui ainda outras sete pessoas também acusadas de representar as Farc em outros países, como Venezuela e Nicarágua.
"(A decisão) congela todos os bens que as entidades e indivíduos designados possam ter sob jurisdição dos Estados Unidos e proíbe cidadãos dos EUA de realizar transações financeiras ou comerciais envolvendo esses bens", afirma a nota distribuída pela embaixada.
Em
A Justiça brasileira, no entanto, negou o pedido e concedeu status de refugiado a Colazzos em 2006, após ele assinar carta se comprometendo a não colaborar com as Farc e a não realizar atividades políticas no país. Collazos vive no Brasil desde 1997. Tem mulher e filha brasileiras.
Em julho deste ano, após forças colombianas matarem Raúl Reyes, segundo homem na hierarquia das Farc, uma revista colombiana afirmou ter tido acesso a e-mails que estariam no computador de Reyes e que apontariam a ligação das Farc com integrantes do governo brasileiro, que negou as acusações.
ELEIÇÕES - ME ENGANA QUE EU GOSTO...
Nas eleições deste domingo na cidade de São Paulo, quando Kassab estava com 35% dos votos válidos e Marta com 26%, "o sistema INTEIRO travou", ficando fora do ar durante 1 hora e meia e não registrando voto algum.
E então quando voltou ao ar, Kassab foi registrando votos vagarosamente enquanto Marta disparou, encostando em Kassab, resultando em menos de 1 ponto de diferença.
PURA COINCIDÊNCIA ??????
Me engana que eu gosto.........
Ana Prudente
NÃO SEI QUEM É AUTOR, MAS ACHEI SENSACIONAL!
O ano 2009 será o ANO DO CONSUMISMO. ALEGRE-SE!
Segundo os mais renomados especialistas em economia, marketing e tendencias do consumidor, o Ano de 2009 será o ano do....
C O N S U M I S M O
Pois você terá que ficar:
CON-SU-MISMO CARRO
CON-SU-MISMO SALÁRIO
CON-SU-MISMO IMÓVEL
CON-SU-MISMO VESTUARIO
CON-SU-MISMO PAR DE SAPATOS
E SOMENTE SE DEUS QUISER...
CON-SU-MISMO TRABALHO...
NÃO PODEMOS NOS QUEIXAR, NÃO É?!!!
E VIVA O CON-SU-MISMO, PORQUE NÃO TEM OUTRO JEITO!
Do G1,
O ex-presidente da câmara Severino Cavalcanti (PP) foi eleito neste domingo (5) prefeito da cidade pernambucana de João Alfredo, Com 8.632 votos (52,31% dos votos válidos), contra 7.869 (47,69%) do único rival, o tucano Sebastião dos Santos. A eleição de Severino ocorre três anos depois de ele ter renunciado, em 2005, ao cargo de deputado federal por Pernambuco, para não ser cassado, sob acusação de ter cobrado propina do empresário Sebastião Buani, dono de um restaurante na Câmara. corrupção. Severino negou todas as acusações. Sete meses antes, ele havia sido eleito presidente da Casa, em uma manobra da oposição ao governo Lula. Nas eleições de 2006, ele não conseguiu se eleger para um novo mandato como deputado federal.
19/09/2008
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=2166
"Já sei o que você quer saber: é sobre as Farc", adianta o ex-metalúrgico e professor de Educação Artística na rede estadual de ensino Edson Antonio Albertão, ao ver o repórter à sua frente, antes de o objetivo da visita ser explicitado. Na entrada da sala, cartazes e pôsteres das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia estão afixados nas paredes. Em outro canto, dezenas de fotografias em poses triunfalistas ao lado do comandante Raúl Reyes - o número 2 das Farc, morto em março - e de outros jovens guerrilheiros. "Como você vê, eu apóio as Farc clandestinamente", ironiza Albertão, 52 anos, ex-petista, vereador polêmico e candidato a prefeito pelo PSOL em Guarulhos.
Albertão é um visitante freqüente das áreas montanhosas da Colômbia dominadas pela guerrilha. Já fez rifas e camisetas para ajudar a organização, da qual se aproximou há dez anos. Se considera um "socialista revolucionário".
O candidato a prefeito rejeita o rótulo de representante ou "embaixador das Farc" no Brasil - título atribuído também ao padre Olivério Medina - e diz ser apenas um "amigo" dos camaradas guerrilheiros. "Sou um dos contatos que a guerrilha tem. Talvez o principal, o mais aberto, o mais público. Mas eu não represento as Farc. Elas não se fazem delegar. Se fazem representar por elas mesmas", explica.
Albertão tem sido responsável por importantes contatos políticos dos guerrilheiros. Era amigo de Raúl Reyes - "ele foi assassinado da forma mais cruel possível: enquanto dormia", lamenta - e foi portador até de uma carta da guerrilha endereçada ao presidente da República. "O Raúl me mandou entregar umas cartas a Lula. Eu disse que ia tentar. Voltei e pedi ao Suplicy (senador Eduardo Suplicy, do PT), que as encaminhasse. E o Suplicy entregou ao Frei Betto (ex-assessor da Presidência). Mas isso é uma coisa extremamente normal e corriqueira nas relações. A guerrilha estava parabenizando Lula pela eleição", justifica.
Ele considera "bobagens" as denúncias da revista colombiana Cambio de que a guerrilha mantém contatos com autoridades do governo brasileiro. "Contatos são feitos, de forma aberta. Eu pedi, por exemplo, ao Plínio de Arruda Sampaio (ex-deputado petista, hoje no PSOL) para que me ajudasse a intermediar uma conversa com o Itamaraty no sentido de não espetacularizar a concessão de refúgio para o Medina quando ele estava preso", afirma. "Nesse período, tive contatos com deputados de direita e do PSDB. Falei com todo mundo." Crítico feroz do governo Uribe - "é um narcotraficante ligado ao paramilitarismo", ataca -, Albertão acha que as Farc não devem recuar. "Os guerrilheiros não podem depor as armas sob pena de serem assassinados pelo regime de Uribe. Como aconteceu na década de 1980 com o assassinato de milhares de militantes, após a declaração unilateral do cessar-fogo", relembra.
Diplomatas brasileiros nos Estados Unidos receberam informação de que o Comitê Olímpico de Chicago encomendou um minucioso dossiê sobre o escandaloso superfaturamento das obras dos Jogos Pan-americanos de 2007, no RJ, estimado em mais de 1.500%, pelo Tribunal de Contas da União. Chicago é rival do Rio de Janeiro na disputa para sediar as Olimpíadas de
MADRID, 1 Oct. (EUROPA PRESS)
La senadora del Partido Popular María Teresa Cobaleda afirmó hoy que el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, "está mandando indiscriminadamente cocaína a nuestro país". También reprochó al jefe del Ejecutivo español, José Luis Rodríguez Zapatero, que "calle" ante esta práctica de su "muy amigo" Chávez.
Durante
Cobaleda argumentó que el 80 por ciento de la "ingente" cantidad de cocaína que llega a nuestro país procede de Venezuela. "Ese país gobernado por un aliado de Zapatero que es Hugo Chávez", apostilló.
Tras ello, la senadora 'popular' señaló que Chávez es el responsable de "dominar" las entradas y salidas de droga que se producen en las fronteras de su país, y sentenció: "Desde luego, buenos aliados tenemos cuando se pretende extorsionar a las empresas españolas asentadas en Venezuela y, sin embargo, hacen la vista gorda para mandar tantas y tantas toneladas de cocaína que llegan a nuestras fronteras y recorren todo nuestro territorio".
En cualquier caso, expresó su "sorpresa" por el hecho de que Zapatero "se ha callado y no ha dicho nada a su amigo Chávez" ante esta "grave" situación, y en este sentido vio lógico que el gobernante español se hubiera mostrado contrario al mandatario venezolano, que "está mandando indiscriminadamente cocaína a nuestro país".
Dicho esto, afirmó que los servicios antidroga europeos ya han mostrado sus quejas ante la falta de esfuerzo por parte de las autoridades venezolanas en la lucha contra el tráfico de este tipo de estupefacientes, y agregó que también el propio Gobierno de Estados Unidos las han criticado por "haber incumplido su compromiso internacional" en la erradicación de este tipo de delitos.
"Con estas grandes cantidades de cocaína que llegan a España, no es difícil que nos coloquemos a la cabeza de Europa de todo el narcotráfico", valoró la dirigente 'popular', para advertir que esta sustancia recorre con frecuencia "calles, oficinas, institutos, discotecas y bares", como, dijo, expone
29 de Septiembre de 2008
El rabino Sergio Bergman alertó por Radio 10 que el caudillo caribeño ofrece respaldo "político y financiero" para el grupo terrorista y acusó a D'Elía por ser uno de los referentes en el país. Hoy comienza el año nuevo judío.
El rabino Sergio Bergman advirtió esta mañana que el autócrata venezolano Hugo Chávez es el líder ideológico para la región del grupo terrorista islámico Hezbollah y denunció que el caudillo caribeño ofrece respaldo "político y financiero" a los extremistas.
En diálogo con el periodista Marcelo Longobardi, en el programa Cada Mañana de Radio 10, Bergman se refirió al estado de alerta en las entidades judías ante las reiteradas amenazas de Hezbollah.
En tal sentido lamentó que las instituciones de la comunidad judía sean calificadas como "objetivos" en la jerga de las fuerzas de seguridad y advirtió que "Hezbollah no solamente refuerza sus amenazas, sino que lo hace con el apoyo absoluto, financiero y político de la república islámica de Irán".
Asimismo, advirtió: "Irán tiene representaciones en Latinoamérica, haciendo cabecera en Venezuela con Chávez, como un líder ideológico que reafirma esta política de intimidar y también de alguna manera de financiarlos como hasta la triple frontera".
Luego, se refirió a la situación en
El rabino recordó que luego de un pedido formal de
Año Nuevo Judío
El rabino recordó que hoy, con la aparición de la primera estrella, comenzará el Año Nuevo Judío, período en el que los integrantes de la comunidad realizarán un balance sobre sus acciones.
"Es la celebración de la creación y el balance del alma, donde todos como comunidad somos llamados a responder por nuestras acciones", detalló Bergman.
Prejuízos de Sadia e Aracruz mostram que crise aportou no Brasil
Por Marcelo Teixeira e Alberto Alerigi Jr.
26/09/2008
Reuters - SÃO PAULO
Duas grandes companhias brasileiras deram nesta sexta-feira o sinal de que a crise financeira com epicentro nos Estados Unidos pode causar mais estragos no Brasil do que muitos acreditavam.
A alta do dólar, que chegou a beirar os 18% em setembro, efeito colateral da crise, complicou as contas de algumas exportadoras brasileiras que mantinham, até então, posições no mercado de derivativos de câmbio destinadas inicialmente a reduzir o impacto de um movimento oposto: o da valorização do real.
A Sadia, uma das principais indústrias alimentícias brasileiras, com fortes vendas externas em carteira, reconheceu uma perda de R$ 760 milhões geradas principalmente por posições em contratos de futuros e opções cambiais. O diretor-financeiro foi demitido.
A Aracruz Celulose divulgou um comunicado informando que a exposição da companhia a instrumentos de derivativos foi "fortemente" afetada pelo dólar e que contratou uma empresa especializada para verificar o tamanho do estrago. O diretor financeiro pediu licença do cargo.
A resposta do mercado foi imediata. As ações PN (preferenciais) da Sadia desabaram 35,48%, enquanto as ON (ordinárias) caíram 16,76% nesta sexta-feira.
A situação, com a apreensão dos investidores sobre o que mais poderia estar acontecendo nas corporações brasileiras, influenciou negativamente a Bovespa e fez com que várias empresas divulgassem comunicados para informar que não possuem exposições pesadas a instrumentos financeiros.
Especialistas esperam por impactos nos resultados das companhias nos próximos dois trimestres.
"Os investidores estão certos em ficar preocupados. É um sinal amarelo. Vamos todos olhar para as empresas que têm mais operações internacionais e que costumam fazer operações com derivativos", afirmou Lucy Souza, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec)
"Foi realmente uma surpresa, ninguém estava esperando", disse a analista do setor de papel e celulose na corretora Ativa, Mônica Araújo.
"Estamos fazendo um levantamento das empresas que são tradicionalmente exportadoras e com dívida e que poderiam estar sendo pressionadas com essa situação. A maioria está OK, mas esse trabalho tem que continuar", acrescentou.
Proteção de exportador
A Sadia reconheceu que as operações que foram realizadas pela diretoria financeira da companhia excederam o hedge (proteção) tradicional utilizado por muitos exportadores, que buscam reduzir a influência da flutuação da moeda nos seus resultados por meio de contratos de câmbio.
Há dúvidas no mercado sobre se muitas outras empresas também poderiam ter caído na tentação de buscar ganhos financeiros com derivativos cambiais, quando o ideal seria que apenas buscassem garantir o equilíbrio no lado operacional.
"A questão do derivativo é uma ferramenta interessante para hedge, mas ela mal empregada é como uma navalha na mão de criança", afirmou Carlos Daniel Coradi, diretor da empresa de análise Engenheiros Financeiros & Consultores.
"Pouca gente entende com profundidade e muitas empresas se iludem com as pseudovantagens de proteção dos ativos e passivos através de derivativos", acrescentou.
O diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes, afirmou que os casos de Sadia e Aracruz parecem configurar uma situação em que a empresa passou a apostar com o hedge, o que não pode ocorrer.
"O hedge existe para que a empresa preserve seus ganhos na operação normal. Não deve ser ferramenta especulativa", afirmou.
Impactos nos balanços
As notícias contaminaram as ações de muitas empresas brasileiras na Bovespa, com analistas preocupados se o problema poderia estar ocorrendo em mais companhias.
Os exportadores de carnes Marfrig e Minerva e a exportadora de açúcar e álcool Cosan enviaram comunicados ao mercado dizendo que não possuem operações alavancadas de derivativos e que suas operações em hedge estão alinhadas com o lado comercial, mas parece que o mercado está descrente.
Lucy Sousa disse que os analistas estavam, de forma geral, com uma visão otimista sobre a exposição de instituições financeiras do país à crise internacional. "(Mas) é uma nova preocupação que vem agora" a questão dos derivativos.
José Augusto de Castro, diretor da AEB (Associação de Exportadores do Brasil), disse que a mudança brusca do câmbio causou problemas para algumas empresas.
"Ninguém esperava que o câmbio ia mudar tanto em tão pouco tempo. A crise pode pesar nos balanços das empresas exportadoras nos próximos dois trimestres".
Mas segundo ele, cada caso é um caso e para algumas empresas a alta do dólar, apesar de impactar no hedge, pode melhorar o resultado devido ao lucro maior nas exportações.
Sérgio Mendes concorda. "Uma coisa poderá compensar a outra".
(Colaboraram Ray Colitt, em Brasília, Aluísio Alves e Elzio Barreto,
(Edição Aluísio Alves)
"O dólar acabou", avalia Carlos Lessa
Claudio Leal
Terra Magazine
Ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o economista Carlos Lessa nada na contra-corrente do comissariado federal: identifica riscos imediatos para a economia brasileira, com o agravamento da crise nos Estados Unidos.
Congressistas democratas e republicanos se reuniram ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, para discutir o pacote anticrise. Participaram do encontro os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain. A proposta do Tesouro americano prevê US$ 700 bilhões para a compra de títulos de risco. O acordo final ainda não foi fechado.
Para Lessa, "o dólar acabou" e seria preciso que um novo "Bretton Woods" estabelecesse novos parâmetros para a economia mundial. Em entrevista a Terra Magazine, expõe:
- Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods. O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro.
O economista demonstra segurança ao defender que "a crise está entrando no Brasil", apesar da tranqüilidade alardeada pela equipe do presidente Lula. O modelo de crescimento nacional, em sua opinião, está fundado em bolhas de crédito - e direciona a atenção aos créditos fáceis na venda de automotores. Faz outro diagnóstico:
- Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a afirmar que os bancos brasileiros não tinham problema de liquidez. Adiante, um recuo. O BC anunciou anteontem a elevação da liquidez para bancos pequenos. Injeção de R$ 13,2 bilhões no mercado. Crítico da política monetária, Lessa elabora perguntas inquietantes:
1. "Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros."
2. "Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público."
Leia a entrevista:
Terra Magazine - O pacote de US$ 700 bilhões do governo Bush é um bom caminho para combater a crise? Como o senhor analisa esse plano emergencial?
Carlos Lessa - É preciso ter duas coisas
Essa crise americana foi, na verdade, o jogo financeiro dos bancos americanos que, em última instância, debilitou profundamente o dólar. Ninguém sabe o tamanho do buraco. A informação que se tem é que são de US$ 14 trilhões as operações imobiliárias. Porém, ninguém sabe como é que isto foi, pela ginástica da alquimia financeira; derivativos em cima de derivativos - o derivativo pega um papel ruim e converte em papel bom -, derivando de tal maneira que vou dar a seguinte informação: o País mais conservador do mundo é a Suíça.
TM: Por quê?
Do ponto de vista financeiro, é o País mais conservador do mundo. É a pátria onde os bancos são dominantes. O maior banco suíço chama-se UBS. O UBS já perdeu US$ 40 bilhões com títulos de primeira classe norte-americanos. Quarenta bilhões. Bom, o que estou querendo dizer: todos os bancos do mundo estão interligados nessa porcaria que os americanos fizeram. As perdas, ninguém sabe quais são. A esperança do governo americano, obviamente, é que colocando esses US$ 700 bilhões, pára. Por um lado, teoricamente, isso seria ótimo. O que o governo americano vai fazer é chamar para si tudo que é podre. Mas o problema é que, nessas crises, apodrece até o que é bom.
TM: O economista Luiz Gonzaga Belluzo alertou para o risco de contaminar os bancos comerciais.
Luiz Gonzaga conhece profundamente isso. E já estão contaminados. Pra você ter uma idéia: as empresas no Brasil tomam 10% do total de crédito de empresa no exterior. Só que os bancos do exterior pararam de emprestar. Por que o Banco Central reduziu os depósitos obrigatórios dos bancos? Sabe por quê? Para tentar gerar um espaço de crédito pra essas empresas que não têm mais crédito. Quem diria que um país tupiniquim, com doutor (Henrique) Meirelles todo-poderoso, pagando os mais altos juros do mundo, que tem US$ 207 bilhões na reserva, ia ter que fazer isso?
TM: Conciliando com o discurso de que o País não está sendo afetado?
Só 10% do crédito de empresas do Brasil vêm de fora. Agora, o UBS, o maior banco suíço, já perdeu US$ 40 bilhões. Não quero falar nada, mas quanto o Bradesco já perdeu? Quanto o Itaú já perdeu? Ninguém sabe. Eles não vão falar. Mas os bancos são encadeados uns com os outros. O Lehman Brothers era o terceiro banco em tamanho nos Estados Unidos, o maior banco de investimentos. Maravilhoso, fortíssimo e tal. Pra fechar o caixa, tirou US$ 8 bilhões do depósito do Lehman na Inglaterra. Aí o Lehman da Inglaterra não pagou seus funcionários. Quatro mil funcionários passando fome porque não receberam o salário do mês. Uma bolha dessa, quando explode, distribui fragmentos para todos os lados. Ninguém fez uma avaliação desse tamanho.
TM: Então, como o senhor avalia...?
O que eu posso dizer é o seguinte: o tamanho do buraco é provavelmente muito maior do que foi anunciado até agora. Os bancos americanos já puseram US$ 1 trilhão. O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou as perdas em US$ 1,3 trilhão. E agora mais US$ 700 bilhões! Você já fez acampamento? Pois veja bem. Todo mundo que faz acampamento sabe que tem que abafar a fogueira. Como é que se abafa? Joga um cobertor em cima e apaga. Tira o oxigênio. Mas se você puser um cobertor menor que a fogueira, alimenta o fogo. Eles já puseram US$ 1,3 trilhão nos últimos quatro meses. E vão colocar US$ 700 bilhões. Acho que é cobertor curto. Como os bancos do mundo estão entendendo essa história? O desespero deles fazendo isso é porque a situação é muito séria. Se a situação é muito séria, não vou emprestar pra ninguém.
TM: Noutra entrevista, o senhor já tinha alertado também para a dissociação entre consumo e a renda real de uma pessoa, com a proliferação do crédito fácil. Qual é o risco para o País?
Certo. Chamei muita atenção de que o crescimento brasileiro, nos últimos dois anos, estava em cima de uma bolha de crédito. Vender carro sem pagamento à vista. O prazo de 90 prestações é o equivalente tupiniquim à bolha imobiliária americana. Se a crise bater no Brasil, os endividados vão fazer o quê? Parar de pagar. Os bancos vão fazer o quê? Executar e ficar dono dos carros? Vão fazer o que com os carros? A crise americana está se propagando pelo mundo inteiro. É só pra isso que estou chamando a atenção. E ninguém sabe o tamanho dela. A única coisa que se sabe é o seguinte: quanto mais ela avança, maior ela fica.
TM: O que deve ser proposto?
Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods (que estabeleceu, em 1944, as relações monetárias mundiais). O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe. Mas, objetivamente, o dólar acabou. O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro. Vai sobrar até para a Guatemala.
TM: Entre as propostas do democrata Barack Obama para apoiar esse novo pacote de Bush, está a de ajudar também os proprietários de imóveis, não só os detentores de hipotecas. O que o senhor acha dessa proposta?
Isso é o jogo eleitoral que ele está fazendo. Porque os americanos nunca vão deixar, não vão estar preocupados com os proprietários de imóveis. Eles vão estar preocupados é com os bancos. O proprietário de imóvel, que se endividou, azar! Vai ter que pagar ou perde o imóvel. Agora, os bancos, não recebendo, vão ficando podres. O dólar não está nos proprietários de imóveis. O dólar está nos bancos e no Tesouro americano. Niguém está se perguntando o seguinte: se os americanos vão emitir mais US$ 700 bilhões, são mais US$ 700 bilhões de dívidas do tesouro americano. Quem é que vai comprar?
TM: Quem o senhor sugere?
Vão tentar forçar o mundo inteiro a comprar. Vão jogar pra fora, vão jogar a crise pra fora. E o que o nosso Lula está dizendo? Que tá tudo bem, né? O que o (Guido) Mantega está dizendo? Metade do povo brasileiro é de classe média. O que é que dr. Meirelles não diz, mas faz? Continua a fazer o que sempre fez. A minha preocupação é que se tenha uma crise muito grande avançando, enquanto o governo faz um discurso que não tem nada a ver com o real.
TM: Não há uma dimensão humana por trás disso?
As pessoas não estão... Há seis dias, estive em Juiz de Fora, pra fazer uma conferência. Lá tenho muitos amigos. Sabe qual foi a informação que eu recolhi? A cidade tem 520 mil habitantes. Sabe quantos veículos automotores estão licenciados na municipalidade de Juiz de Fora? 140 mil.
TM: Uma proporção elevada.
Um para menos de quatro moradores. Se você pegar essa informação para Ribeirão Preto, Campinas, cidades próximas a São Paulo, vai encontrar uma proporção maior. Menos gente por carro. Como levaram o crescimento da economia brasileira? Pelo endividamento das famílias, não pelo investimento das empresas, não pelo investimento público. A única coisa que aconteceu foi o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Quando eu fui presidente do BNDES, o Lula me pediu pra fazer a lista dos projetos prioritários para o País. Fiz uma relação muito parecida com o PAC atual. Aliás, eu acho que eles partiram da lista que nós fizemos. Trabalhamos três meses com 50 pessoas. Detalhe: neste ano, só gastaram 40% do que foi programado. Você acha que vão continuar o PAC? E aí? Você acha os juros vão subir? Posso afirmar que vão, pois é a única coisa que o dr. Meirelles sabe fazer. Como os dólares estão saindo do Brasil, Meirelles vai empurrar os juros pra cima. Os empresários vão continuar a investir? Já anunciaram que estão paralisando. A crise está entrando no Brasil.
Da France Presse
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