IMORTAIS GUERREIROS

ETERNIZANDO OS IDEAIS DE LIBERDADE

     
    
                                                             
 

MENSAGEM AOS LEITORES - DE VOLTA AO FRONT VIRTUAL - REBECCA SANTORO E CHRISTINA FONTENELLE

MENSAGEM AOS LEITORES - DE VOLTA AO FRONT VIRTUAL - REBECCA SANTORO E CHRISTINA FONTENELLE

Rio de Janeiro - Quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Antes de mais nada, gostaria de desejar a todos Boas Festas e um 2010 com muita disposição para trabalhar na conquista de nossos ideais e de um futuro melhor.

Por Christina Fontenelle

Caros leitores, amigos, colaboradores

Ao contrário do que possa ter parecido, eu jamais abandonei minha luta pela verdadeira democracia, pelo triunfo do bem e da verdade; e pela imprescindível liberdade de expressão, de labor e de ir e vir a que todos os seres humanos deveriam ter direito.

Não, eu não estava na valorosa e imprescindível luta virtual. Fui ao campo de guerra, sofri ferimentos, mas não perdi nenhuma batalha que fosse importante e necessária para levar exemplos de garra, de luta, de força de vontade, de patriotismo, de coragem de dizer o que deve e precisa ser dito, de perseverança e de altruísmo.

Estive, logo depois da mudança residencial de cidade, no início do ano, fazendo um curso , de agosto a novembro deste ano de 2009, na Escola Superior de Guerra – lugar que hoje, infelizmente, devo confessar, posso descrever, na minha opinião, como território de liberdades parlatórias cerceadas, como vigiado, e como onde já exista, digamos, uma indesejável grande quantidade de gente, ou condescendente com, ou sem coragem para mudar, a atual situação corrupto-caótica, esquerdopata e xenófoba anti-americanista em que se encontra nosso país - esta última, especificamente, provocada por pessoas que ainda não foram capazes de separar o povo norte-americano republicano e seus verdadeiros representantes no Congresso e no Governo, das mega-organizações internacionalistas, e, é lógico, de seus representantes, tanto republicanos como democratas, no Congresso e no Governo dos EUA.

Agradeço a todos que a mim me escreveram, durante o tempo em que estive ausente da rede; a todos que perseveraram em suas doações mensais e aproveito para agradecer também a todos que belas mensagens de apoio enviaram-me à época em que escrevi meu último texto, pedindo ajuda. Devo muitas mensagens de agradecimento que merecem especial referência particular. Preciso agradecer a muitos amigos, virtuais e não virtuais, individualmente. Ainda os escreverei a todos. Hoje, tenho mais de 14 mil mensagens na caixa de entrada de meu e-mail. É óbvio que não poderei ler todas. Por isso, peço a gentileza de que reenviem as que julgarem indispensáveis e as de cunho particular.

Finalmente, o site será reformado e modernizado, até que, a partir de janeiro, possa estar pronto para levar a todos bons artigos e excelentes informações. Espero que 2010 traga mais colaboradores, pois o financiamento pelos leitores é a maior arma que nós da mídia podemos ter para que nosso único compromisso seja com a busca incessante pela verdade e pelas informações que são ocultadas pela grande imprensa – e olha que, hoje eu sei, muito mais por uma questão de sobrevivência do que propriamente de ideologia e/ou de posicionamento. Espero, também, que haja cada vez mais adesões para o recebimento de newsletter, para que as notícias alcancem o maior número possível de leitores. O site, em inglês, também está nos planos, para que o mundo possa nos ouvir e conhecer melhor...

Voltando ao curso, devo dizer que fui expulsa da ESG, sob a justificativa de excesso de faltas. Meus colegas de curso, entretanto, sabem, perfeitamente, que houve pessoas que faltaram mais do que eu – e não por estarem agindo em benefício da ESG, como foi o meu caso, na maior parte das vezes em que tive que me ausentar (e, no final do filme abaixo, poderão saber um pouco melhor sobre isso) – nas quais não obtive um só abono, nem naquelas em que houve apresentação de atestado médico. Fui expulsa por discriminação político-ideológica mesmo – o que eu teria facilmente admitido como total e completo direito da Instituição, se tivesse sido esse o motivo declarado oficialmente. Coisa que não aconteceu.
Alguma vaga idéia da coisa toda será explicada ao final do filme que assistirão abaixo - que é longo, eu sei, merecendo, porém, ser visto com cuidado. Entretanto, há muito mais o que ser contado sobre este episódio da minha vida, cujo sofrimento só me fez ter mais certeza ainda daquilo que desejo e pelo que lutarei até o fim.

Enfim, foi por isso que fiquei sem escrever durante algum tempo, e mais algum para me recuperar de todos os golpes que me atingiram durante aquele período. O resultado, falando apenas no que veio a ser física e visivelmente manifestado, foi um distúrbio psicossomático que me fez reter líquidos em excesso (4 Kg de peso ganhos, em 1 mês, somente por isso), que causou feridas e coceiras nas mãos e nos pés e, posteriormente, queda excessiva de cabelos. Ainda hoje estou em tratamento. 
 


Aos colegas de curso, especialmente,
 
Devo dizer que, já nos últimos dias de curso, recusei-me a fazer minha defesa por escrito – pois tinha e tenho material comprobatório para isso, inclusive tendo recebido faltas em dias nos quais estive presente nas aulas (*) – já que esta tenha sido a única forma a mim oferecida como a que seria válida e aceita. Recusei-me porque, para isso, teria que citar,  por escrito, todos os que tivessem tido mais faltas do que eu, todos os que tivessem passado o curso todo 'na internet' (completamente 'não estou nem aí...') e todos para os quais houvessem sido abertas exceções com horários de chegada, de saída, além de licenças para viagens de trabalho. Também teria que revelar os nomes daqueles que seriam, digamos, radicais no sentido de como eliminar os ‘inimigos’ - que, no caso, seriam os corruptos, os empresários, os grandes produtores rurais, 'gente desse tipo', como costumavam expor, à boca pequena, é claro, aqueles cujo livro de cabeceira ainda é o velho O Capital, de Karl Marx. Além disso, teria que citar aqueles que tivessem cometido irregularidades disciplinares descritas nos códigos militares (e elas aconteceram), além de ter que escrever o nome da pessoa que disse ao sub-comandante da Escola ter-me   enviado comunicado/aviso preventivo, por escrito, por ter atingido os 3% de faltas – o que JAMAIS ocorreu - e que foi a mesma que nunca levou ao conhecimento do sub-comandante e do comandante que, à certa altura, eu tivesse pedido para que me houvesse sido dada a opção de requerer o meu afastamento do curso – na medida em que o que eu não suportava era ser alienada do mesmo por faltas (já que estas haviam ocorrido por estar eu, na maioria absoluta dos casos, trabalhando pela ESG e já que eu não havia tido nenhuma outra falta qualquer abonada – uma justificada com atestado médico, outra com orçamento de oficina por ter tido o carro quebrado no caminho para a Escola e outra por ter comparecido à missa pelo falecimento do pediatra de meus filhos (amigo de mais de 16 anos), sendo que, nesta última, somente pelo período da manhã). Aliás, raríssimas foram as vezes em que tenha faltado o dia todo.

Mas, algumas pessoas, talvez por saberem exatamente o que haviam feito comigo, convenceram-me a fazer uma tentativa não tanto radical... Assim sendo, para evitar maiores e mais e mais constrangimentos, concordei em assinar um documento no qual 'pedia' para continuar no curso, como ouvinte, mesmo sabendo que não receberia certificado no final do mesmo. Assim procedi para que não tivesse que prejudicar ninguém, e, talvez, quem sabe, para que pudesse ter a oportunidade de mostrar à turma que os ideais, a lealdade, a perseverança, a abnegação e o altruísmo fossem valores que precisassem ser cultivados e incentivados (e o são, na minha opinião), COM EXEMPLOS e ATITUDES, e não só com palavras. De que teriam valido minhas atitudes de enfrentamento, de coragem de dizer a verdade, de reagir ao que, a mim pelo menos, perecesse errado, se, na hora em que tivesse que suportar o exercício do sacrifício, eu simplesmente tivesse colocado meu orgulho, minha raiva, meu ego em primeiro lugar? Não. Eu precisava mostrar ao grupo que servir e se sacrificar pelos outros deve fazer parte da vida daqueles que têm autoconfiança, que acreditam no que fazem e no que possa haver de corajoso e de valioso nos seres humanos.

Nesse meio tempo, entre espera resposta daqui, aguarda procedimento dali, o comandante da ESG ordenara a minha retirada da Escola - sem que, naturalmente, absolutamente uma única só palavra a respeito disso me tivesse sido comunicada. O que somente aconteceu quando faltavam nada mais do que 5 dias para o término do curso.
 
Tanto é assim que foi por 'pura e santa intuição' que não tenha comparecido ao momento da foto oficial de turma e da cerimônia à Bandeira - coisa que a mim foi cobrada pelo comandante, para minha enorme surpresa, na reunião que tivemos no último dia em que estive naquela Escola, que,  ao ter-me visto ao final do café da manhã coletivo naquela oportunidade, interpretou como se tivesse se tratado de ato desafiador de minha parte às suas ordens.
 
Enfim, ao saber daquela decisão do comando da ESG, é lógico, pedi audiência com o subcomandante e com o comandante. Afinal, queria eu saber, o que poderia significar aquele tratamento que a mim dispensavam, o que poderiam eles não estar sabendo e/ou mesmo sabendo de forma distorcida. Pois bem, durante minha audiência somente com o subcomandante, primeiro, e, três dias depois, com ele e com o comandante da ESG,  pude dizer aos mesmos tudo o que pensava sobre o que se passava com as FFAA, com a Escola, com a hipocrisia disciplinar, aplicada com diferente rigor, entre uns e outros, e na qual, muitas vezes, alguns se escudavam para simplesmente não fazer o que devesse ser feito. Pude falar da vergonha que sentia das FFAA pela falta de reação às calúnias que se professam a respeito do Contragolpe de 1964; pela entrega de medalhas a conhecidos terroristas; pela submissão à realidade corrupto-esquerdopata que se instala no país; e pelo fiel e voluntário descumprimento à Constituição no que diz respeito ao juramento de manter a liberdade, a democracia e a integridade constitucional e territorial de nosso país – diante de um visível, inegável e contínuo aviltamento de cada um destes itens, já a alguns governos, mas principalmente neste último. Ao ouvir que as FFAA deveriam ser apolíticas e não ter ideologia, aterrorizada, fui obrigada a dizer que, em sendo assim, passaria a lutar para que o povo passasse a ter direito de eleger aqueles a quem permitiria portar as Armas e usar fardamentos das FFAA, já que, o mínimo que se esperava das mesmas era de que tivessem, sim, compromisso POLÍTICO e IDEOLÓGICO constitucionalmente estabelecido com a DEMOCRACIA e com a LIBERDADE, como sempre havia sido demonstrado haver na História de nossas FFAA.

Disse também ao comandante da ESG, como a mim me fora imputado, que não julgava ter cometido erro nenhum durante a aula inaugural, com as observações que fiz, porque eu penso que quem sobe ao púlpito como mestre tem a obrigação de respeitar a inteligência e o nível de informação de sua platéia, não devendo, de forma alguma, falar sobre o que não sabe e/ou dizer coisas que possam vir a ofendê-la, por parecer achar que esteja diante de pessoas que não considera inteligentes, bem informadas e capazes de raciocinar. Assim sendo, considero dever incondicional do ouvinte informar ao professor sobre aquilo que se pense, que se saiba, com boa argumentação, para que o mesmo se reoriente em relação ao rumo que deva dar a sua aula. Ou seja, quando este tipo de situação acontece, o ofendido é quem está na platéia e é quem tem o dever de informar ao mestre para que este tenha a oportunidade de transformar sua aula. Ao contrário, ofendendo, sim, ao mestre, estarão aqueles que não lhe derem essa chance, por estarem, preconceituosamente, duvidando de sua capacidade, de seus conhecimentos e por estarem lhe roubando a oportunidade de ensinar o que de melhor possa ter para fazê-lo.

Aproveitei para falar sobre a oportunidade que se perde ao não se permitir que material intelectual, especialmente os produzidos por militares, seja oficialmente comercializado, principalmente em ambientes acadêmicos, nos quais, obviamente, está concentrado o público mais interessado em assuntos que geralmente são específicos. Vender este material onde? Nas Bienais? Não me parece uma regra disciplinar inteligente. Penso que, em cada unidade militar do país, devesse haver uma loja que pudesse vender lembranças, brindes e principalmente material intelectual. Isso geraria renda, promoveria propaganda e patriotismo e poderia vir a dissipar pontos de vista pouco conhecidos sobre vários temas, já que a indústria editorial privada quase não se interessa por este tipo de literatura. Achei que seria bom deixar esse meu ponto de vista bem marcado, uma vez que havia citado, em puro instinto de defesa, que, se os princípios disciplinares, insistentemente alegados para o meu desligamento (no caso, as faltas) fossem tão inalienáveis em relação ao meu caso, também, e muito mais, o deveriam ser em relação a aqueles que deveriam dar o exemplo. Como se isso já não tivesse sido o bastante, estes mesmos que o exemplo deveriam dar e que somente de alguns exigiam 'tanta inquebrantável disciplina regulamentar' tenham sido aqueles que simplesmente ausentaram-se do curso, acompanhados por um dos próprios estagiários, por cerca de 4 dias inteiros - o que, por si só já seria suficiente para reprovar este estagiário, também como a mim era alegado, por excesso de faltas, principalmente, se estas tivessem sido (e não foram) suas únicas ausências ao longo do curso. Por acaso este aluno viria a ser, também, retirado do curso? É claro que não - como não o foi. E nem era de meu especial interesse que ninguém o tivesse sido, na medida em penso terem todos feito o melhor que lhes estivesse ao alcance, como eu mesma o o tenha feito, para fazer um bom curso.
 
Entretanto, é engraçado como pessoas que estufam o peito e apontam seus dedos com tanta facilidade para os supostos erros de outras sintam-se tão ofendidas quando o mesmo acontece com elas - apesar de saberem não ter razão, nem no que tenham feito, e muito menos para que venham a se melindrar. Porém, ao contrário, fazem-se de vítimas, de injustamente atacadas, por aqueles que simplesmente tenham dito a verdade, de modo a transformarem este último num monstro. Não, não há monstruosidade nenhuma naqueles que estejam se defendendo, honestamente, do que julgam ser a prática de uma injustiça contra si, principalmente quando não puderem ter contado com o apoio, com a presença, nem ao menos com a possibilidade de terem tido um tempo para dialogar, com aqueles que, hoje, se fazem de vítima, durante todo o processo que tenha acabado resultando numa situação extremamente desagradável, constrangedora e que tivesse podido, com um mínimo de diálogo, de honestidade e de previdência, ter sido evitada.

Da mesma forma, aproveito para dizer aos colegas que não pude comparecer ao churrasco de fim de curso, por estar em reunião com o comandante da ESG, em horário incompatível, e que, igualmente, não pude comparecer à cerimônia de formatura por estar proibida de pisar em solo esguiano. Mas, enviei alguns recados por colegas, que não sei se chegaram a ser repassados. De qualquer forma, ao ler o discurso proferido pelo orador da turma durante a cerimônia, e que suponho ter sido aprovado por todos, pude perceber que fui especialmente homenageada na parte em que dizia: “E se, em algum momento do presente ou do futuro, alguma voz dissonante, se levantar contra a Escola ou contra as pessoas honradas que aqui labutam diariamente em prol da pátria, 28 vozes uníssonas se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”.

Gostei especialmente da precisão do número 28 – 28 vozes – o que, honesta e evidentemente, me exclui do grupo (que, comigo, era de 29 alunos), mas, ao mesmo tempo, lembra a todos de minha passagem por ele. Graças a Deus! Porque, minha voz dissonante levantar-se-á, sim, se for para o bem da Escola, para o bem do Brasil e para o bem dos que por ela passarem; se for para que os que não ajam com coragem e com empenho pelo bem da mesma nela não permaneçam; se for para que nela sejam feitas todas as mudanças necessárias a fim de que na mesma possam voltar a conviver a verdade, a justiça, a liberdade e o compromisso com a descrição honesta das realidades nacionais; se for para que psicólogos e professores que, por acaso, quem sabe, possam estar recebendo diárias anuais acima da média de todos os que por lá trabalhem, não sejam talvez os olhos e as vozes que possam estar decidindo quem fica e quem não fica na Escola; e, principalmente, se for para livrá-la de todo e qualquer aparelhamento e patrulhamento político-ideológico, pois concordo plenamente que 'esta casa', em tempos passados, tenha realmente, 'desempenhado seu glorioso papel na História do Brasil'.

Quanto à parte que fala sobre as “vozes uníssonas”... que “se levantarão na defesa da verdade, da honra e da dignidade com que esta casa vem desempenhando seu glorioso papel na História do Brasil”, fico pensando... Será que vozes que não tenham sido capazes nem de se levantar para defender ou para protestar contra o que se passava comigo, que era visivelmente injusto, por ter sido simplesmente notório o fato de que havia quem tivesse faltado mais do que eu ao curso... (Está certo, nem eu valia à pena nem a causa era tão grande e importante assim como a de uma defesa da ESG)... Mas que era uma causa tão pequena e tão próxima, serão capazes de se levantar para defender grandes causas? É que grandes causas exigem comprometimento que, certamente, resultam em conseqüências, que podem nem sempre ser fáceis de lidar... Sei que é difícil escrever discursos...

Saibam que, EM TODOS OS MOMENTOS em que estive no curso, fui, DE TODAS AS FORMAS, solidária a vocês, até mesmo quando não tinha condições, nem pessoais nem financeiras de o ser, particularmente com o orador, divulgando e defendendo suas habilidades e conhecimentos como historiador, bem como sua palestra registrada em DVD. Lamento, portanto, não ter recebido nem um único telefonema, nem um único e-mail de solidariedade de absolutamente ninguém. Certa vez, durante nossa viagem a São Paulo, surpreendi um colega de classe falando mal de minha pessoa, em voz alta, com um dos dirigentes do grupo, dentro do ônibus - o que, certamente, fez com que muitos que lá estivessem pudessem ter ouvido tais comentários. Talvez, quem sabe, possam ter-lhes dito coisas a meu respeito que, fora de contexto, tenham lhes feito fazer juízo errado a respeito do que quer que tenha feito e/ou dito, quando estive na presença do subcomandante, na do comandante da ESG e até em outras ocasiões...

Costuma-se muito atualmente dizer que sobre fatos há sempre pelo menos três verdades: a de um lado, a de outro lado e o que realmente tenha acontecido. Não concordo. Fatos são fatos e por trás deles só há uma única verdade – aquilo que realmente aconteceu. O que varia sobre um mesmo fato são as versões dos que nele estiverem envolvidos. Essas sim podem ser várias. Mas, se bem apuradas e bem investigadas, dentro de condições normais e sem trapaças, provas concretas e circunstanciais acabarão por fazer prevalecer aquela versão que mais se aproxime do que quer que realmente tenha acontecido. Verdade está relacionada a fatos, a provas; versões relacionam-se a pontos de vista pessoais sobre fatos. Jamais se deixem iludir por esta falácia que pretende relativizar a verdade, sempre com propósitos ilícitos de favorecer esse ou aquele, isso ou aquilo.

Não guardo mágoas porque quem deve julgar as pessoas é Deus e porque realmente acredito na capacidade humana de mudar para melhor... Porque é assim que eu gostaria que fizessem comigo... Porque provoca doenças... Porque considero tratar-se de pobreza de espírito... Porque simplesmente falo o que penso, na frente das pessoas e não por trás delas, o que penso tratar-se de falsa polidez, covardia e falta de amor pelo próximo - com raríssimas ocasiões em que se devam abrir exceções...

O filme acima é uma paródia sobre minha estada na ESG. Está cheio de argumentos para reflexão a respeito de nossas vidas. Espero que gostem. É longo, mas pode valer à pena. Ao final, há um texto. Na verdade, esse episódio mereceria um livro... Quem sabe não acabe  transformando-se em um, já que tantos detalhes não caberiam em outro formato, para que tudo pudesse ser dito e muito bem explicado...
 
Guardo boas lembranças, também, da ESG...
Da primeira cena que vi naquela Escola, que foi a do soldado Leonardo discursando, em sua despedida. Bendito foi aquele pronunciamento que se atreveu, no bom sentido, é claro, a fazer um paralelo entre um pensamento do filósofo Sócrates e um trecho de um dos Salmos bíblicos. Foi muito emocionante e muito acertado...
Do incentivador, misericordioso e brilhante discurso do Tenente Coronel Barroso para um determinado palestrante. Discurso que aplaudi de pé – sozinha evidentemente. Entretanto, ainda bem, depois das curtas palavras do emocionado palestrante, todos também aplaudiram de pé...
Da gentileza, da solidariedade e da inteligência do Sargento Alexandre... Da boa vontade do soldado Dias...
Da paciência e da sensibilidade do Tenente Coronel Esteves...
Da solicitude do Coronel Freire...
Da atenção e do apoio do Coronel Barros Moreira, embora possamos ter discordado um pouco sobre formas e meios, já no finalzinho de meu suplício naquela escola...
Do carinho e da atenção do João Paulo, por quem tinha especial carinho devido à sua semelhança com meu irmão mais novo, e a quem também admirava, principalmente por causa da sensibilidade...
Daqueles que admirava: Barroso, Medina, Robmilson...
Daqueles cujos sorrisos me animavam: Rodrigo e Borges
Do pessoal da limpeza e do cafezinho que com tanto carinho me tratava...
Da Sra. Maria Eliza, de quem não tive oportunidade de me despedir, mas de quem, diariamente, procurava saber notícias e enviar recados de que estaria disponível para ajudar no que quer que precisasse. Não sei se ela jamais ficou sabendo disso...
Do herói rebelde, do rebelde útil, que foi o nome pelo qual passei a chamar o admirável CEL. CELESCUEKCI, do DEA, e de seu companheiro de palestras - os dois homens sérios, brilhantes e gentis... Que foram testemunhas de grosserias explícitas a mim dirigidas, mas que foram capazes de ficar ao meu lado e de, ao final do dia, deixassem, para que levasse no meu coração, palavras de solidariedade... E do passeio de helicóptero, é claro...
Dos inteligentes, solícitos, receptivos e educadíssimos funcionários civís e militares de Aramar...
Do Major Mariano, que veio de Manaus ao Rio de Janeiro, para nos brindar com uma excelente palestra e com raras atitudes de gentileza e de solidariedade que só grandes homens são capazes de ter...

(*) Na aula do Cel. Freire, por exemplo, cuja minha presença na mesma foi confirmada, pelo próprio, ao subcomandante, levei falta em 7 tempos.

FORÇA E CORAGEM – QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

FORÇA E CORAGEM – QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

Por Rebecca Santoro
7 de maio de 2009

Não tenho escrito muito e nem publicado os artigos de terceiros - tão importantes - que tenho vindo sempre divulgando. Parei um tempo para refletir sobre a realidade. É, chega uma hora em que ela é implacável e finalmente bate à nossa porta cobrando decisões inadiáveis. Chegou a minha. Pedi um tempo. A Realidade está parada em frente à minha porta, de braços cruzados, porém sem muita paciência, esperando para ouvir o que tenho a dizer sobre as decisões que terei que tomar. Encostei a porta e, neste momento, atrás dessa porta, olho para minha casa, para meus familiares, para minhas coisas. Filmes da vida inteira me vêm à mente. Rezo, peço sabedoria. Confronto-me com o que sou e com o que, talvez, terei que extirpar de dentro de mim, a um custo altíssimo, diga-se de passagem, para continuar minha caminhada pela vida.

Certo estava Jesus (que grande novidade!) que, ainda que muito mal interpretado até hoje sobre sua atitude neste episódio, disse para um homem que lhe perguntara o que deveria fazer para lhe seguir, que este deveria vender tudo o que tivesse e deixar sua família para trás. O homem, entristecido, se foi, pois não teria como fazer aquilo que o mestre lhe dissera, para lhe acompanhar em suas peregrinações. Tem gente, até hoje, que pensa que Jesus estivesse dizendo que só poderia estar a seu lado aquele que se dispusesse a não possuir bens terrenos e nem apegos familiares, porque estas coisas seriam de importância pequena, sem valor espiritual elevado. Errado. Sabiamente, Jesus estava a dizer, em poucas palavras, que, para estar a seu lado, fisicamente, no combate que estava a travar, o homem cujos bens e familiares dele dependessem para sobreviver, física e espiritualmente, não poderia estar inteiro no ‘combate’ e nem livre para fazer o que tivesse que ser feito. Isso, entretanto, jamais significou dizer que não se pudesse estar espiritualmente a seu lado, seguindo os ensinamentos do Mestre, mas na missão que possam e que devam cumprir os homens com bens e com famílias. Se fosse hoje, talvez, Jesus dissesse ao homem: ‘cada um no seu quadrado’, cada um fazendo com presteza a parte que lhe cabe.

Também me lembrei de uma pregação do Padre Fábio de Melo (assista vídeo abaixo), no programa semanal DIREÇÃO ESPIRITUAL, na qual ele contava uma parte de sua própria estória de vida. Falava, então, a respeito de exorcizarmos certas memórias do passado que nos fazem sofrer, tendo a coragem de falar sobre elas. Contava o Padre Fábio sobre uma passagem em que, atravessando um momento de grande pobreza, ele e sua família – pai, mãe e sete filhos – haviam ido morar numa cidade nova, para tentar a vida. Mais uma dessas cidades pequenas, como tantas das que tínhamos e que hoje ainda temos por este Brasil a fora.

Não tendo quase nada para comer em casa e não podendo ir aos mercadinhos da cidade, ele, então com uns 14/15 anos, e sua mãe, foram procurar um sítio onde houvesse máquinas de arroz, que vendia o produto, exposto em sacas, em porções avulsas. Na casa de venda, havia várias sacas, cada uma com um tipo de arroz. Talvez nem o mais barato desse para comprar em quantidade suficiente para levar para casa e alimentar toda a família. Entretanto, numa daquelas sacas, havia um tipo de arroz com grãos muito pequenos, talvez porque estivessem quebrados e esfarelados, cujo preço a mãe do Padre poderia pagar para levar para casa pelo menos uns 5 kg do produto – era muita gente para alimentar. Ela olhou para o vendedor que lhe atendia e a ele pediu que embrulhasse a quantidade que desejava. O homem, inocentemente, perguntou: “É para alimentar os porcos?”. Padre Fábio disse que, na ocasião, morreu de vergonha da própria condição de sua família e da atitude de sua mãe, que, olhando o homem nos olhos, lhe disse: “Não. É para nós comermos mesmo”. De tão sem graça e comovido com a situação, bem como com a sinceridade daquela até então desconhecida senhora, o vendedor lhe deu o que pedira, mas também lhe ofertou, gratuitamente, um saco com um punhado de um arroz de boa qualidade. Padre Fábio levou mais de 20 anos para conseguir contar esta estória para alguém e o fez durante uma missa que rezava em sua cidade natal – Formiga (MG).

Durante muito tempo, confessou Padre Fábio, lembrou daquele acontecimento com imensa tristeza, até que pôde perceber a lição daquele momento: como é que a coragem pode fazer a diferença em determinadas ocasiões e o quanto podemos perder se não a tivermos. Quanta diferença pode haver em dizer a verdade, de cabeça erguida, deixando a vergonha (quando realmente não há motivo real para que ela se apodere de nós) de lado. O quanto pode ser possível usar os meios certos para se conseguir aquilo que se deseja e/ou aquilo que é preciso. Há tantos que usam a frase “os fins justificam os meios” para se livrar de culpa por algo de errado que se tenha feito ou para dar “nobreza” a práticas atrozes...

Lembrei da minha trajetória de vida. Das dificuldades. Das conquistas. Dos sonhos. Lembrei dos que me deram oportunidade – todas, Graças a Deus, aproveitadas. Recordei daqueles cujas vidas pude ajudar, de um jeito ou de outro.

Lembrei de muitas coisas. Mas, a Realidade ainda está lá fora, apressada, esperando minhas respostas...

Tenho tido tanto apreço pela verdade em tudo o que publico, em tudo o que produzo, em tudo o que tento passar adiante para as novas gerações, conversando com os jovens estudantes de hoje. Eles são muito mais espertos e inteligentes do que possa parecer. Têm sede de verdade. Já perceberam o mundo de mentiras e de incongruências que lhes tentam empurrar goela abaixo. Voltando... Por que tenho tanta dificuldade em dizer a verdade sobre mim, sobre minhas condições de trabalho e do quanto preciso de ajuda para continuar?

Lá no meu site, já há bastante tempo, há um link na barra lateral – FAÇA A SUA PARTE – que leva a uma página dentro da qual eu redigi um texto completo falando sobre a necessidade da ajuda e da união de todos aqueles que pretendam ver o Brasil liberto da esquerdização internacionalista, liberto da esquerda corrupta que nos governa. Portanto, não vou repetir o que gostaria que todos fizessem a gentileza e tivessem a paciência de ler ou de reler AQUI. Mas, leiam tudo, até o fim.

Não. Eu não sou miserável e, devo reconhecer, tive e ainda tenho condições de vida muito melhores do que a maioria dos brasileiros. Mas, o fato é que não tenho mais condições de manter meu trabalho sozinha e sem nenhuma ajuda financeira. Minha luta, assim como a de tantos outros brasileiros, pela nossa liberdade e pelo nosso pleno desenvolvimento como país e como nação, não pode ser genuinamente travada se continuar a ser encarada por tantas testemunhas como se um hobby fosse. Nunca o foi, pelo menos para mim.

Muitos, eu sei (talvez a maioria), dos que travam a mesma batalha possuem outras fontes de renda e/ou vivem o mesmo dilema que eu, tendo que dedicar grande parte do tempo a outras atividades remuneradas. Apesar de não possuir nenhuma outra fonte renda além da que vem do salário de meu marido – que há muito já não é suficiente para sustentar a família com padrão de classe-média (média mesmo, sem grandes luxos) – e de poder contar com alguma ajuda de meus pais e de meus sogros, insisti no ‘chamado interior’ de continuar lutando para levar a verdade a todos a quem ela pudesse chegar. Porém, agora, estou no limite do suportável.

Não dá mais para continuar a não conseguir colocar nenhuma contribuição financeira dentro de casa, nem mesmo a que já seria necessária para sanear as despesas que tenho com o trabalho que venho fazendo já há alguns anos. Não me arrependo de nada. Gostaria de continuar nesta luta, de muitos a ela agregar e de muito poder expandi-la. Por isso, enquanto a Realidade espera lá fora, impaciente, minhas respostas, resolvi tomar coragem para expor a situação, publicamente, a todos, e para pedir a ajuda daqueles que quiserem e que puderem, fazendo doações, colocando anúncios no site, etc. (instruções AQUI - Lembro que é importante ler tudo o que lá está escrito).

Não. Eu não sumirei do ‘mapa’ e nem deixarei de continuar escrevendo aqui e ali, publicando o que der, e quando der, se a ajuda não chegar (e ela precisa ser permanente, é bom lembrar). Continuarei recebendo e lendo e-mails (e respondendo, na medida do possível, ainda que com atraso, a todos os que a mim se dirigem, com questões, com pedidos, com denúncias, etc.).  Porém, nem ao site IMORTAIS GUERREIROS e nem ao livro público, de Christina Fontenelle (que já está no oitavo capítulo, há séculos, por falta de tempo e de dinheiro) poderá haver a dedicação necessária para que se trate de um trabalho atualizado e realmente engajado na luta pela verdade e pela liberdade neste país. Assim, calando, um por um, a todos nós, covardemente, com chantagem financeira, a esquerdalha corrupta tomará conta de tudo e de todos, até que testemunhemos as conseqüências de termos tratado como ‘hobby’ uma luta que deveria ser encarada com a maior seriedade – HOJE, AGORA – no futuro de nossos filhos e de nossos netos.

Marolinha News

Marolinha News

http://blogcasamata.blogspot.com/

24 de Março de 2009

 

Cada linha abaixo é um link para os temas que dizem respeito à marolinha de Sua Excelência, o presidente Lula...

 

Lula não se arrepende de ter chamado crise de marolinha

Quem apostar contra o Brasil vai quebrar a cara antes, diz Lula

Lula diz que crise "não assusta" porque "há comando"

Lula: 'Não frustre seu sonho com medo do futuro'

Crise afeta setor calçadista, e Vulcabras fecha fábrica da Azaléia no Sul

Fiat usa pista de pouso para estacionar veículos excedentes

Inadimplência de empresas sobe 9% em outubro, apura Serasa

Montadoras vão deixar de produzir 200 mil carros

Concessionárias rejeitam carros usados na compra de um zero km

Venda de veículos cai 22,2% em novembro, segundo Fenabrave

Crise global chega às fábricas brasileiras em outubro

Volvo inicia demissões entre as montadoras do Brasil

LG demite 200 funcionários em Taubaté

VALE demite 1.300 empregados para se adequar à crise

Construção paulista revisa projeções de 2009 para baixo

GOL ainda não sente crise, mas vê economia com preocupação

Votorantim anuncia corte de 118 funcionários em projeto no RS

Faturamento de bens de capital cai 10,3% em outubro

TIM anuncia redução de investimento e corte de despesas em 2009

Nível de emprego da construção civil é incerto após março de 2009

Anúncios de demissões dão alerta amarelo ao governo

Rapidez dos efeitos da crise na indústria surpreende a CNI

Montadoras sofrem freada brusca em novembro no Brasil

Sebrae-SP: crise afetou pequenas empresas em outubro

Acabou a 'euforia' no mercado imobiliário, diz representante do setor

Produção de automóveis cai 28,6% e vendas, 25% em novembro no Brasil

Licenciamento de veículos declina 25,7% em novembro ante outubro

Bancos dispensam mais de mil funcionários em 3 meses

Desaceleração brasileira cria problemas para a Fiat

Venda de carros usados cai 4,2% em novembro em SP

Venda de motos cai 10,5% em novembro

Lucro da Porto Seguro cai 40% em dez meses

Venda de carros importados cai 43,6% em novembro

Inadimplência dos consumidores cresce 8,4% em novembro, diz Serasa

Venda de automóveis deve cair 19% em 2009

Produção da indústria paulista deve ter queda de 6% em novembro, diz FGV

Crise reduz venda de imóveis usados em São Paulo

Fiesp prevê 80 mil demissões em dezembro na indústria

Crise afeta consumo de diesel no Brasil em novembro

Arrecadação federal tem 1a queda em quase quatro anos

Brasil cresce 2,4% em 2009 após recessão no início do ano, diz CNI

ACSP: vendas desaceleram na 1ª quinzena de dezembro

Confiança do consumidor paulista cai e atinge menor nível do ano

Telefônica já observa alta da inadimplência

Devolução de cheques sem fundo aumenta 7,5% em novembro, diz Serasa

Motorola congela salários e suspende contribuição a fundos de pensão

Fenabrave: vendas de veículos caem 3% no início do mês

Empresas dão férias para 9 mil metalúrgicos em SP

Imóveis têm pior outubro desde janeiro de 1999 em SP

Instituto prevê que Brasil crescerá 1,5% e México e Argentina terão recessão

Confiança do consumidor cai 5% com medo do desemprego, mostra CNI

América Latina terá 1,8 milhão de desempregados a mais em 2009

Cepal prevê fim da bonança na América Latina em 2009

Nenhum país escapará de dificuldades econômicas em 2009, prevê Bird

Fluxo de passageiros em Congonhas cai 13% em 2008

Marolinha: Crise é mais intensa do que se previa, diz o BC

Banco Central diz que economia brasileira crescerá 3,2% em 2009

Caged registra queda de 40 mil empregos formais no país

Produção de aço cai 19% em novembro no Brasil

Febraban prevê crescimento menor do crédito em 2009

Paralisação na Sadia afeta até 20% de pessoal

Veículos lotam pátio do Porto do Rio

Cresce estoque de carro usado e preços desabam 30%

Shoppings vão pedir flexibilização de direitos trabalhistas ao governo

Vendas de Natal sinalizam forte desaceleração do consumo

Refresco no final não impede pior ano desde 1972 na Bovespa

Confiança da indústria é a menor desde outubro de 1998, diz FGV

Inadimplência das empresas brasileiras cresce em novembro, diz Serasa

Aumenta presença da palavra 'crise' nos discursos de Lula

Perdigão vai desativar duas unidades e demitir 233 empregados

Inclusão de inadimplentes no SCPC aumentou 11,9% em dezembro

Brasil e EUA concentram empresas que perderam mais de 80% nas Américas

Casas Bahia fecha oito lojas no Rio Grande do Sul

Crise pesa e indústria tem maior queda desde 1995

Confiança do consumidor é a menor desde 2005, diz Fecomercio

Montadoras retornam das férias coletivas com ajustes de jornadas

Renault suspenderá mil trabalhadores durante 5 meses

Com crise, financiamento para compra de imóveis fica mais difícil

Montadoras vivem momento contraditório no Brasil

Desemprego tem discreta alta para 7,6% em novembro

Pedidos de recuperação judicial aumentam 130% em dezembro e 16% no ano

Produção de veículos no Brasil despenca 47% em dezembro

Lula foi complacente com a crise global, diz 'FT'

País perde 600 mil empregos em dezembro,dizem fontes

Um terço das indústrias pretende demitir

Polo de Manaus sente a crise com mais de 10 mil cortes

Empresários e sindicalistas buscam alternativas contra demissões

Indústria de embalagens já sinaliza efeitos da crise

Funcionários da GM protestam contra demissões em SP

Produção industrial paulista deve recuar 13,5% em dezembro, diz FGV

Cresce busca por seguro-desemprego em SP

Fantasmas da crise voltam a assombrar e Bovespa desaba 4%

Vendas contratas da incorporadora Rodobens caíram 38% no 4º trimestre

No Brasil, Nortel concentra operação e fecha unidade em Campinas

Venda de usados em SP caiu 11% em dezembro, estima Assovesp

Vendas de celular refletem crise e caem em dezembro

Faturamento de pequena empresa paulista cai 10% em novembro

Aviação doméstica tem o pior desempenho desde 2003

Em MG, demissões totalizam 6,7 mil; Volks e ArcelorMittal anunciam PDV

Saques do FGTS crescem 62% em dezembro

Lula confirma alta de demissões e reúne-se com sindicalistas dia 19

ONU prevê crescimento de 0,5% do Brasil em 2009

Volkswagen vai dispensar 150 trabalhadores temporários em Taubaté

FGV: crise leva à queda histórica dos preços em janeiro

Crise eleva gastos do FAT com seguro-desemprego

Inadimplência dos consumidores em 2008 tem maior alta em 3 anos

Varejo paulista começou ano com baixa nas vendas, diz ACSP

Vale desiste de projeto de siderúrgica que empregaria 4,5 mil no ES

Santander vai demitir 400, diz sindicato

Peugeot-Citroën volta a dar férias coletivas a 2,6 mil no RJ

Crise derruba vendas no varejo brasileiro em novembro

Autopeças M. Marelli confirma demissão de 800 pessoas

Emprego formal no país perde 654 mil postos em dezembro

Tyco Dinaço confirma que vai fechar fábrica em SP

Queda na produção industrial gera crise no setor de reciclagem

Pequena indústria paulista começa a demitir

GM dá licença remunerada a 1,6 mil temporários

Demanda por adubo encolhe 9% em 2008

Sadia demite 350 funcionários em plano de reestruturação

Exportações de calçados caem 6,4% em 2008, diz associação

Marcopolo dá férias coletivas a 1,8 mil em Caxias do Sul

MRS Logística anuncia demissão de até 200 funcionários

Tyco Dinaço fecha fábrica e retrata impactos no setor

Vale dará férias a mais trabalhadores, diz sindicato

Uso da capacidade instalada da indústria cai a 81,6% em novembro

Emprego industrial tem primeira queda em 31 meses, diz CNI
Setor de eletroeletrônicos demite 3 mil em dois meses

Com piora da crise, Copom faz o maior corte de juros em cinco anos

Fiat dá férias coletivas em Betim; sindicato fala em demissões

Devolução de cheques no país cresceu 1,5% em 2008 e 8% em dezembro

Expansão de frigoríficos no Brasil é abatida na crise

Produção de minério de ferro da Vale cai 21%

Após dispensas, GM dá férias coletivas em São José

Oi cancela pelo menos 269 mil linhas de celulares em dezembro, diz jornal

Consumo energético na indústria brasileira cai 8,8% em dezembro

O próximo alvo é o comércio e serviços

86% dos bancos veem alta da inadimplência, diz Serasa

Companhias nacionais de petróleo sentem o peso da crise, diz 'FT'

Conta corrente do país tem em 2008 primeiro déficit em 6 anos

Demissões da indústria paulista em 2008 assombram 2009

Inadimplência das empresas subiu 36% em dezembro e 4,8% em 2008

77% dos empresários acreditam em desemprego maior, mostra pesquisa

Caterpillar anuncia mais férias coletivas no Brasil

Volks Caminhões dá novas férias coletivas a 3,5 mil

América Latina perderá 2,4 mi de empregos em 2009, diz OIT

Instituto prevê crescimento de 0,8% do Brasil em 2009

FGV: confiança do consumidor está historicamente baixa

Produção brasileira de aço cai 0,2% em 2008, mostra IBS

BSH Continental confirma demissão de 120 em Hortolândia (SP)

Dados parciais mostram queda de 3% a 5% na venda de veículos em janeiro

Febraban: spread sobe com piora da economia e do risco

Inadimplência em compra de carros é a maior da história

Uso da capacidade instalada da indústria de SP cai a 77,8% em dezembro

Paulistanos pretendem comprar menos, mostra pesquisa

Com crise, 1º acordo com corte de salários é fechado

Pesquisa estima queda de 1,89% no faturamento do varejo no trimestre

Indústria de SP inicia ano com humor ruim e estoque

Humor do empresariado piorou nos últimos 15 dias

Sondagem da CNI mostra pior trimestre em 10 anos

Rendas de quatro a seis salários concentram inadimplência, diz pesquisa

Vendas em São Paulo caem 5% em janeiro; inadimplência sobe 9,5%

Bradesco vê aumento de calote e crédito fraco em 2009

Demissão em dezembro foi maior que a média do mês, diz Sinduscon

Atividade industrial no Brasil cai 4,7% em janeiro, mostra PMI

Fabricante de antenas e alarmes para carros faz acordo de redução de jornada

Produção industrial no país tem pior queda na história

Vendas no varejo caem e inadimplência cresce em São Paulo, diz ACSP

Uso da capacidade instalada da indústria cai a 80,2% em dezembro

CNI não afasta possibilidade de recessão na economia brasileira

Lula admite que País pode ter retração econômica

Perdigão dará férias coletivas a 2.780 empregados em RS

CNI: queda de horas trabalhadas em dezembro é recorde

Baixa na indústria em dezembro já favorece PIB negativo em 2009

GM dá férias coletivas no setor de Powertrain, diz sindicato

Lula afirma que crise é maior que a de 1929

Restrição de crédito afeta as vendas de motos e carros, diz Fenabrave

São Paulo concentra 43% das vagas fechadas em dezembro, mostra estudo

Pirelli dará férias coletivas para 2,2 mil funcionários, diz sindicato

Lula diz que Brasil pode enfrentar mais problemas com a balança comercial

Pedidos de recuperação judicial quintuplicam

Febraban reduz projeção de crescimento do PIB em 2009 para 1,87%

Lucro do Santander no Brasil tem queda de 14% em 2008

Queda do emprego reflete forte recuo da produção

Férias coletivas viram regra entre montadoras de carros

Perdigão fará 'paradas técnicas' em cinco unidades até maio

Processadora de suco de laranja demite mais de 200 em Bebedouro (SP)

Emprego industrial tem em dezembro maior queda da série

Otimismo da indústria brasileira despenca com a crise, indica pesquisa

Químicos ameaçam parar produção em fábricas do ABC

Bancários fazem protesto contra demissões na Avenida Paulista

Crise adia investimentos privados em infraestrutura

Vendas de cimento no país caem 1,7% em janeiro

Vendas de veículos importados despencam 23,7% no Brasil

Aviação doméstica tem a menor expansão desde 2004

Vendas de papelão ondulado recuam 8,3% em janeiro ante 2008

Produção de motos no país cai 38,7% em janeiro

Crise faz número de ricos encolher 6% no Brasil, diz FGV

Friboi demite 40 e Painco reduz jornada e salários

Embraer anuncia corte de mais de 4 mil funcionários

Itaú Unibanco corta 100 pessoas em banco de investimento e corretoras

Bovespa cai 2,56% na sexta e marca pior semana desde novembro

Sindicatos cobram ação de Lula e ameaçam parar Embraer

Dólar fecha a R$ 2,392, maior preço já registrado no ano

Coperfrango suspenderá abate e demitirá 1,4 mil em SP

Lopes fecha 2008 com prejuízo líquido de R$ 66,9 milhões

Desemprego em São Paulo vai a 9,4% em janeiro, diz IBGE

Com novo plano de corte de custos, Avon deve demitir até 3 mil pessoas

IBGE acusa expansão recorde na população desocupada em SP em janeiro

Arrecadação registra queda de 7% em janeiro

Emprego com carteira assinada bate recorde de queda, diz IBGE

Alta no número de desempregados é recorde, mostra IBGE

Lucro do Banco Votorantim cai 22% em 2008

Crise assusta e faz empresário brasileiro rever planos, diz CNI

SP, MG e RJ somam 80% das demissões de janeiro

Brasil perde quase 800 mil empregos nos últimos três meses

Abimaq: faturamento cai 38% em janeiro ante dezembro

Gerdau lucra 67% menos no trimestre e reduz previsão de investimento

CNI: intenção de investimento em 2009 cai para 82%

Crise afeta e lucro da Usiminas cai 14% no quarto trimestre

Marolinha: Piora na balança preocupa mercado e políticos, diz Itaú

No Brasil, crise leva Citi a vender Redecard

Inadimplência no financiamento de veículos é recorde

Seade/Dieese: desemprego em 6 capitais sobe a 13,1%

BC: inadimplência da pessoa física é a maior desde 2002

Desemprego sobe para 12,5% em SP

Inadimplência atinge maior nível em 7 anos, mas BC descarta explosão

Serasa: inadimplência de empresas sobe 29% em janeiro

Desemprego cresce em seis regiões metropolitanas, mostra Dieese

GM dispensa mais de mil temporários e dá licença a 900 no Brasil

Disposição para compra de duráveis é a menor já registrada, diz FGV

Pequena empresa de SP tem o pior resultado em 7 anos

Indústria corta mais empregos, mas tenta se recuperar

Indústria paulista fechou 43 mil vagas em fevereiro, mostra Fiesp

Indústria paulista fechou 236,5 mil vagas desde outubro

Receita de microempresas paulistas cai 16,5% em janeiro, diz Sebrae

Crise abala confiança de pequenos e médios empresários, mostra índice

Vulcabras dá férias coletivas a 1.580 funcionários

Contra a crise, Klabin corta investimentos pela metade

Demissão na indústria paulista em fevereiro é a maior desde 1995

CNI: 54% das indústrias já demitiram por causa da crise

Crise afeta oito em cada dez empresas brasileiras, diz pesquisa da CNI

Piora da economia forçou demissões na Vale e na Embraer, diz Previ

Empresários da construção civil estão mais pessimistas

Inadimplência do consumidor cresce 8,6% no 1º bimestre, aponta Serasa

Crise deve prejudicar negociação salarial em 2009, prevê Dieese

Sindipeças teme aumento de importados e vê saldo desastroso para 2009

Crise afeta desempenho da maioria dos subsetores no trimestre, vê IBGE

Afetada pela crise, Profarma vê lucro cair 32,7% em 2008

Crise afunda economia brasileira e PIB cai 3,6% no 4º trimestre

Lula: 'Brasil será um dos poucos que não terão recessão'

Resultado do PIB "é sinal vermelho", diz Lula

Dilma diz que PIB reflete impacto "violento" da crise

Lula lamenta agravamento do impacto da crise no Brasil

Lucro das empresas brasileiras cai 50% no 4º trimestre, diz pesquisa

Prejudicada pela crise, refinaria Sunoco anuncia 750 demissões

HSBC anuncia que fechará 17 agências no estado de São Paulo em 30 dias

Inadimplência do consumidor de SP sobe 58% em março

Embraer e demitidos não chegam a acordo e caso vai a julgamento

Endividamento e inadimplência aumentaram neste mês em São Paulo

A.Latina terá mais 6 milhões de pobres em 2009, avalia o BM

BNDES: média empresa ainda tem dificuldade de crédito

Febraban demite 15% dos funcionários

Venda de embalagens cai forte pelo 2º mês seguido

Economia brasileira deve crescer 0,59% em 2009, conforme Focus

Crise internacional afeta vendas de derivados da BR Distribuidora

ACSP: indicador de vendas a prazo cai 13% na quinzena

Petrobras e pessimismo com PIB doméstico apertam Bovespa

Crise afetará remessas de dinheiro para A.Latina, diz BID

Para Merrill Lynch, PIB do Brasil pode crescer 0,8% neste ano

Lula: economia crescerá "menos do que gostaríamos"

Número de cheques sem fundos cresce quase 20% no primeiro bimestre

Inadimplência cresce entre população de renda maior, mostra pesquisa

Gerdau suspende operações na unidade paulista de Araçariguama

Aracruz demite 177 funcionários no ES, BA e RS

Positivo Informática encerra 4o tri com prejuízo de R$25 mi

Prejuízo da Gol atinge R$ 687 mi no 4º trimestre de 2008

Brasil sofre 'bombardeio' de perspectivas negativas para a economia

Crise afeta arrecadação de impostos ligados à produção

Governo revisa de novo projeção para o PIB de 2009, agora para 2%

RAPOSA – SERRA DO SOL: O TEMPO DEU CHANCE PARA A VITÓRIA DA FARSA.

RAPOSA – SERRA DO SOL: O TEMPO DEU CHANCE PARA A VITÓRIA DA FARSA.

 

Por Rebecca Santoro

19 de março de 2009

 

Leia a íntegra do voto-vista do Ministro Marco Aurélio Mello

 

 

Diz o ditado que 'em terra de cego, quem tem olho é rei'. Menos aqui 'nesthe paísth'. Por aqui, quem tem olhos, ouvidos e boca, todos funcionando muito bem, para enxergar, ouvir e dizer a verdade, é tratado com desdém, como alguém a quem não se deva dar ouvidos posto que, provavelmente, seja do tipo que possua mania de perseguição, do tipo que veja chifre em cobra.

 

Bem, assim tem sido no tratamento de inúmeras e sérias questões de interesse nacional. E não foi diferente no caso da decisão em relação à legalidade no caso da demarcação da reserva indígena Raposa - Terra do Sol em terras contínuas, finalmente, findado o julgamento no Superior Tribunal Federal (STF), ontem e hoje (19/03/2009).

 

Durante o processo de discussão nacional a respeito do tema, incontáveis artigos e reportagens jornalísticas apontaram os riscos, as possíveis ilegalidades (cometidas e a serem cometidas) e as prováveis injustiças que poderiam advir no caso de a reserva permanecer homologada de forma contínua, como assim o desejava o governo de FHC e continuou desejando, digamos, ardentemente, o governo Lula. Experimentaram fazer na marra, mas viram que a crise seria grande, de forma que optaram por amolecer a resistência dos contrários à demarcação contínua utilizando-se de recursos de ‘legalidades’. Ganharam tempo e, gramscinianamente, conseguiram realizar o isolamento das terras que sempre souberam que seria realizado.

 

Na hora derradeira, ou seja, no julgamento final da questão pelo STF, última instância judicial a que se possa recorrer, o único ministro – o único - daquela casa que foi capaz de dizer todas as verdades que precisariam ser ditas naquele tribunal a respeito do tema foi Marco Aurélio Mello. Ele, que havia pedido vistas em sessão anterior, fez um voto-vista longo, completo, irretocável e corajoso em defesa do Brasil – tendo provocado, inclusive, após seu voto, uma espécie de justificativa do ministro Ayres Britto por não ter dado voto nada parecido (clique no quadro ao lado e leia parte da discussão). Marco Aurélio humilhou todos os colegas pela precisão e veracidade de seu voto. Mas, como sempre se soube, nenhum deles modificou o voto já dado.  Apegaram-se à bengala dos 18 itens a serem respeitados em concessões de terras indígenas apresentados pelo ministro Celso de Melo em seu voto.

 

Como se não bastassem todas as questões de ordem ‘subjetiva’, como as de conceito de segurança nacional, de provável e futura falência do Estado de Roraima, etc., Marco Aurélio provou, incontestavelmente, a inconstitucionalidade da ação da União, no sentido da homologação das terras da reserva em contínuas, uma vez que baseada e justificada em dados fornecidos por apenas um dos lados interessados na questão (o dos que defedem a demarcação em terras contínuas). O Ministro recomendou que o processo inteiro de demarcação daquelas terras fosse reiniciado, dessa vez, com a participação de todos os interessados.

 

De nada adiantaram os esclarecimentos do Ministro, as reportagens de alerta e os artigos bem elaborados tratando da questão – sob diversos pontos de vista. “A parede é verde, todo mundo vê que é verde; mas, os ministros do STF e o governo decidiram que devemos todos observa-la como se outra cor qualquer tivesse”.

 

O ‘pacote’ de 18 medidas (leia no post abaixo), que acabaram por se transformar em 19, a serem consideradas depois de confirmada a legalidade da homologação da reserva (e que servirão para todas as demais demarcações no país) parece saído de mentes surrealistas. Isso porque, se obedecidas todas as medidas (e não me parece que a realidade assim se imponha ou venha, como que por milagre a se impor), não me parece que ninguém tenha saído lucrando com a decisão do STF. Os não-índios e produtores rurais, por motivos óbvios. Mas, os índios, por sua vez, ficarão com aquela inimaginável imensidão de terras para nelas só poderem habitar, basicamente, como seres condenados à estagnação evolutiva natural dos grupos humanos. Não podem usar as riquezas minerais da terra, principalmente para exploração comercial; não podem estabelecer relações com outros estados como se estados fossem,; não podem receber a visita de quem quer que seja, a menos que autorizada pela Funai e, acredite quem quiser, não poderão impedir a circulação de forças militares federais nem a instalação de bases; também não poderão impedir a instalação de estradas e de hidrelétricas, por exemplo, e não poderão cobrar pedágio nem taxas para sua utilização.

 

Ou seja, ou nada disso pretende realmente ser cumprido por tribo indígena nenhuma – e muito menos fiscalizada por governo nenhum - ou de nada adiantou a tomada das terras, porque não foi para viver como seres primitivos isolados que os índios lutaram (com a ajuda biliardária de poderosas Ongs internacionais) para ficar com uma imensidão de terras riquíssimas como as que compõem o solo da Raposa – Serra do Sol.

 

Uma coisa é certa: se alguma das nefastas previsões para a região se concretizar – seja a da desgraça da fome, da separação das famílias compostas por índios e não-índios, seja a de ocupação da região por guerrilhas, seja a instalação do roubo sistemático de riquezas de diversas naturezas; de quem irão os brasileiros cobrar explicações e justiça? Dos ministros do STF, na porta de suas casas? Das autoridades máximas do Executivo, na porta de suas casas? Na porta dos quartéis das FFAA? Quando tudo é uma farsa; quando a Justiça é uma farsa, a quem ou a o quê mais se pode recorrer?

Os 19 critérios que definem o processo demarcatório da reserva Raposa/Serra do Sol e que deverá servir como referência para outras ações.

Os 19 critérios que definem o processo demarcatório da reserva Raposa/Serra do Sol e que deverá servir como referência para outras ações.

 

1 - O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser suplantado de maneira genérica sempre que houver como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição);

 

2 - O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

 

3 - O usufruto dos índios não abrange a pesquisa e das riquezas naturais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional;

 

4 - O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, dependendo-se o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

 

5 - O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional, à instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai. É o livre transito das Forças Armadas e o resguardo das fronteiras;

 

6 - A atuação das Forças Armadas da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

 

7 - O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

 

8 - O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação, ou seja uma dupla afetação --ambiental e indígena-- fica sob supervisão e responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

 

9 - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, ouvidas as comunidades indígenas --levando em conta usos, tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

 

10 - O trânsito de visitantes e pesquisadores não índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

11 - Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

 

12 - O ingresso, trânsito e a permanência de não índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

 

13 - A cobrança (de pedágios) de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

 

14 - É vedado negócio jurídico relacionado a terras indígenas, assim como qualquer ato que restrinja o pleno exercício da posse direta pela comunidade jurídica ou pelos indígenas;

 

15 - É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

 

16 - Os bens do patrimônio indígena, isto é, as terras pertencentes ao domínio dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, 16, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena isenção tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

 

17 - É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada. Se for para a Raposa/Serra do Sol, a medida é válida, mas para outras reservas, o tema deve ser submetido a discussões jurídicas;

 

18 - Os direitos dos índios relacionados às suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis;

 

19 - Assegurada a efetiva participação de todos os entes da Federação.

DEPOIS DA 'DIARRÉIA', UM 'SIFU' E MILAGROSA APROVAÇÃO 'POPULAR'

DEPOIS DA 'DIARRÉIA', UM 'SIFU' E MILAGROSA APROVAÇÃO 'POPULAR'

 

COMENTÁRIOS

 

Eu sei que você, leitor, pensou que já tivéssemos visto chegar ao limite a estupidez e a falta de postura de estadista do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do país. Enganou-se. Depois de falar em 'diarréia', utilizando o termo nada elegante como figura de linguagem para mais uma de suas comparações estapafúrdias, dessas que já estamos acostumados a ouvir, o presidente conseguiu a inimaginável proeza de se superar. Ele soltou um claro e retumbante "sifu" (que, mesmo sendo um palavrão que se refira jocosamente ao ato sexual, significa, na verdade, 'se deu mal'). Quem é que poderia imaginar que um presidente da república pudesse dizer um palavrão como esse numa fala oficial? É mais um 'nunca na história desse país' para a coleção memorável de Lula.

 

Como se não bastasse a linguagem de baixo calão do presidente, a coisa que mais nos pode deixar surpresos é a naturalidade com que Lula fala dos problemas do país, como se tivesse tomado posse, para exercer seu primeiro mandato, logo ali há, no máximo, um ano.

 

E, para fechar com chave de ouro, sai, hoje, mais uma pesquisa do Datafolha mostrando, novamente, que o governo, misteriosa e milagrosamente, é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros. Aprovação é a maior que um presidente já teve, desde 1990 - ou seja, desde de FHC.

 

Senhoras e senhores, o poço ainda é mais fundo do que se pensava que era ou que poderia ser.

 

Rebecca Santoro

 

O HOMEM DO “SÍFU”

 

Por Reinaldo Azevedo

 

Lula só pode ter voltado a abusar da água mineral. Não há outra explicação. No discurso em que, na prática, ficou tentando encontrar culpados para as dificuldades que a economia brasileira já começou a enfrentar, ele começou dizendo que é um Dom Quixote. Tá. Inteligente ele é, já afirmei aqui umas 500 vezes. Mas é de uma ignorância oceânica. A único traço de caráter apreciável da personagem de Cervantes era a inocência. No mais, bem..., era um desastre. E Lula não tem a metade da inocência daquele. Ademais, o que, naquele, era loucura, neste, é puro método. Se ele é mesmo um Dom Quixote, o desfecho será o pior possível. Adiante.

 


Encantado com o som da própria voz — um dos males que amiúde o acometem —, disse que o mercado financeiro é como um filho adolescente rebelde, que não quer saber do pai e da mãe... E foi adiante, vermelho, falando alto: “Quando o mercado tem uma dor de barriga, e, nesse caso, foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos". Entenderam? O Estado é o pai e a mãe da sociedade. Santo Deus!


Era pouco? Era pouco! Explicando por que prega tanto otimismo, Lula aí se comparou a um médico que estivesse atendendo a um doente. E indagou: “O que você fala? Dos avanços da medicina ou olha pra ele e diz ‘SÍFU’?” Sim, Lula empregou a palavra “SÍFU” num discurso oficial.


Bem: “SÍFU”, vocês devem saber, é uma forma sincopada da versão vulgar do verbo “copular”, mas numa estranha e improvável forma reflexiva. O “si” vem do “SE”, e o “FU”, da primeira sílaba do sinônimo de “copular”, mas trocando o “O” pelo “U”, entendem? E, na forma reflexiva, aquele sinônimo perde toda a carga positiva. Quem "sífu" está estrepado.


Isso é Lula, é normal. O seu gosto pelo tabuísmo é notório e conhecido. Mas o mais interessante é outra coisa. Recuperando-se o contexto da sua fala, fica claro que, para o “médico” Lula, o paciente Brasil “sífu”.


O país, muito melhor do que seus políticos, vai resistir. Ainda bem! Mas, sob muitos pontos de vista, o que se vê aí é o fundo do poço. Vamos torcer para que a economia mundial se recupere logo.

LULA TEME VER RUIR O MITO

 

Lula sabe que o mito do presidente competente e pé-quente, criado pelo PT e por seus marqueteiros, tinha uma base de sustentação: a expansão da economia mundial. Era o efeito do tal “neoliberalismo”, vocês sabem, que ele odeia tanto. Essa expansão trouxe muitos benefícios para o Brasil: elevação do preço das commodities, crescimento das exportações, aumento do emprego com carteira assinada... Tudo isso que está na raiz da popularidade do Apedeuta. Afinal, ele não é aprovado pela maioria dos brasileiros por causa da oratória apenas...


Pois é. Se Lula era o responsável por tudo aquilo, não a conjuntura internacional, que importa que esta mude? Lula tem de continuar a fazer milagres, certo? Acontece que ele não faz. Espertíssimo, o homem que sempre correu para o abraço quando a economia crescia a mais de 5%, já começa a tirar o corpo fora. Está em busca de culpados.

Os primeiros que entraram na sua alça de mira fomos nós, o conjunto dos brasileiros. Lula diz que, se a gente não sair comprando, vai haver desemprego. E, como o desemprego vai mesmo aumentar, os responsáveis já estão identificados. “Mas por que ele não culpa a crise internacional e pronto?” Porque seria forçoso admitir que, não podendo ele interferir no que acontece de mau no mundo, também não interferia no que acontecia de bom.


Em seguida, Lula mirou no Banco Central, que está, segundo diz, cobrando uma taxa de juros injustificável. E, hoje, mandou ver contra os bancos. Também eles não estão facilitando o crédito. E eu? Estou dizendo que a culpa é de Lula? Não! Como também nunca atribuí a ele o bom desempenho de antes da economia.


Quanto à referência que fez a Obama, dizer o quê? Era uma questão de dias ele sentir uma certa ponta de inveja, de ressentimento até. O mundo — e também o Brasil — descobriu um novo milagreiro: mais poderoso do que Lula, mais articulado do que Lula e, como direi?, ainda mais “minoria” do que Lula. E isso é demais pra sua vaidade.

 

 

Lula critica bancos de montadoras por dificultarem compra de carro

04/12/2008

CIRILO JUNIOR

Folha Online

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que, apesar de o governo ter disponibilizado mais crédito para os bancos das montadoras, está mais difícil comprar carro no país. Lula culpou essas financeiras que, segundo ele, vem encurtando os prazos das prestações diante da crise.

 

"Quando nós disponibilizamos dinheiro para as financiadoras das empresas automobilísticas venderem carro, o que aconteceu? Aumentou a entrada do carro de 20% para 30%, diminui o número de prestações, de 70, 72, para 36. Ou seja, ao invés de se facilitar, se dificultou a compra do carro", afirmou, durante lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Rio.

 

Segundo divulgou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) hoje, a produção de veículos recuou 28,6% em novembro deste ano ante o mesmo período de 2007, e as vendas, 25% na mesma base de comparação, com o impacto da crise de crédito internacional.

 

De acordo com o presidente da entidade, Jackson Schneider, o estoque ao final de novembro representava 56 dias, sendo 25 na indústria e outros 31 nas concessionárias.

 

O governo anunciou no início de novembro a liberação de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil para os bancos das montadoras, para irrigar o crédito do setor. Na mesma seguinte, a Nossa Caixa, do governo do Estado de São Paulo, também liberou outros R$ 4 bilhões com o mesmo objetivo.

 

Lula destacou que, em época de crise, os governos têm de optar em fazer os gastos necessários, que resultem em geração de emprego e renda para o povo. Diante disso, disse que o governo não vai deixar de investir "nenhum centavo" dos R$ 504 bilhões previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

"O que nós precisamos é tomar a decisão de não investirmos nenhum centavo em custeio enquanto tiver dificuldades, mas vamos investir todos os centavos possíveis em coisas produtivas, em coisas que possam gerar emprego, distribuição de renda, salário e poder de compra do povo brasileiro", salientou.

Lula minimizou a promessa do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de criar 2,5 milhões de empregos. Criticando parte da elite brasileira, que para Lula, é "colonizada intelectualmente", ele destacou que o país criou, este ano, número semelhante de novas vagas no mercado de trabalho.

 

"Quando o Obama propôs criar 2 milhões de empregos, foi uma coisa fantástica. (...) Este ano, no Brasil, criamos até agora, 2,149 milhões de empregos de carteira profissional assinada. E certamente que não mereceu 10% do destaque dos 2 milhões do Obama até 2011".

 

No fim do discurso, o presidente disse não ligar para as piadas que fazem em relação a ele. Descartando ser preconceituoso, Lula afirmou que gosta de brincadeiras politicamente incorretas.

 

"Acho que o mundo ficou chato depois que proibiu e está exigindo piadas politicamente corretas. Piada só é boa quando é escrachada. De qualquer forma, como sou apenas um, me submeto ao politicamente correto", concluiu.

 

Lula criticou a política adotada pela Vale de investir apenas na produção de minério de ferro, ao invés de apostar em outros produtos da cadeia, com maior valor agregado. Lula disse que ligou para o presidente da mineradora, Roger Agnelli, para questionar as 1.300 demissões anunciadas ontem, e, com críticas à imprensa, se resumiu a exaltar as contratações que a empresa havia feito antes do agravamento da crise.

 

"Liguei para o Roger [Agnelli] e disse: Quero saber por quê você mandou 1.300 trabalhadores embora? Qual é a crise? Ele disse: 'Ah presidente, mandei embora 400 que estavam no Canadá, as pessoas foram dispensadas pela inovação tecnológica da empresa, e dispensamos muita gente que trabalhava no escritório'. Mas uma coisa que a imprensa não diz é que esse ano a Vale contratou 6.200 funcionários. Se a gente mostra apenas uma cor, a gente não permite que o mundo tem um colorido além daquela cor apresentada às pessoas", afirmou, durante lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Rio.

 

Lula acrescentou que voltou a falar com o "companheiro Roger" sobre a necessidade de a Vale investir em outros produtos da cadeia do minério de ferro. Para o presidente, está provado que é melhor fazer o processo de transformação do produto no Brasil do que simplesmente vender a matéria-prima para outros países.

 

"Porque você vende 1 tonelada de bauxita por US$ 30, 1 tonelada de alumínio por US$ 500 e 1 tonelada de alumínio por US$ 3 mil. (..) Está provado que é muito melhor a gente fazer o processo de transformação aqui dentro e, ao invés de ficar vendendo minério e mais minério para a China, para eles produzirem mais aço e mais aço para vender para nós, vamos nós produzir aqui dentro. Vamos gerar os empregos necessários. Vamos gerar o desenvolvimento tecnológico desse país", completou.

 

Diante do anúncio de demissões em grandes empresas, como a da Vale do Rio Doce, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é importante que não se entre em clima de desespero, visto que o país - na visão de dele - está muito diferente, "no melhor momento econômico da história".

 

Lula afirmou ter certeza que o Brasil é o país mais preparado para enfrentar a crise entre os integrantes do G20 (grupo das principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo). Lula reafirmou que ainda o Brasil não vai quebrar diante da turbulência no mercado financeiro internacional.

 

O presidente, que já comparou a crise a uma marola, disse que o atual cenário, possivelmente, seja pior do que o observado na crise de 1929. Ele ressaltou que a turbulência nos mercados surgiu no momento de maior respeitabilidade do Brasil no cenário internacional.

 

Ainda sobre o tamanho da crise, Lula lembrou que nas crises da Rússia, do México e dos países asiáticos foram injetados US$ 200 bilhões no mercado. Na crise atual, foram US$ 4 trilhões, segundo o presidente. Lula disse ainda que apesar do PIB mundial somar US$ 65 trilhões, o dinheiro que circulava no mercado chegava a ser dez vezes maior e sumiu, resultando na falta de crédito no mercado.

 

"Esse dinheiro que desapareceu, fico me perguntando se está todo nas Ilhas Cayman. É tanto dinheiro que se estivesse lá, ele tinha afundado. É tanto dinheiro que na minha cabeça, não cabe. Eu, talvez, não tenha todos os neurônios para compreender o que significa US$ 600 trilhões. Se fosse de real eu ainda sabia, mas de dólares, é tanta coisa que não consigo saber".

Nova Estratégia Nacional de Defesa quer politizar e 'colocar cabresto na Escola Superior de Guerra (ESG)

Nova Estratégia Nacional de Defesa quer politizar e 'colocar cabresto na Escola Superior de Guerra (ESG)

 

Introdução deste site

 

No artigo que segue, que é longo mas precisa ser lido, o Cel. Celente diz tudo sobre a pretensão estabelecida no novo plano nacional estratégico de defesa de transferir a ESG para Brasília.

 

Eu adoro Brasília, como cidade para viver porque a qualidade de vida por aqui é uma das melhores do Brasil – simplesmente porque a violência e o stress do trânsito são incomparavelmente menores do que nas outras grandes cidades do país e porque os serviços públicos, em sua maioria, realmente funcionam. É uma cidade que está em constante e visível desenvolvimento e embelezamento e proporciona um ambiente mais tranqüilo para se criar os filhos, além de possuir excelentes unidades de ensino, inclusive contando com uma das melhores universidades do país – a UNB (que não se sabe como ficará, agora, com metade de seus alunos vindos das ‘excelentes’ escolas públicas que o Brasil possui – no que Brasília, apesar de estar em vantagem em relação a outras cidades brasileiras, não é exceção).

 

De todas as razões possíveis para transferir uma escola de excelência e de tradição como a ESG para a capital federal, portanto, as únicas que eu consideraria ‘de peso’ seriam justamente as que mais me agradam em Brasília: a facilidade de locomoção, de estacionamento e os níveis de violência incomparavelmente menores do que os do Rio de Janeiro e, portanto, ainda toleráveis. Quaisquer outras razões além destas não têm a menor justificativa e estão, sim, por trás de intenções duvidosas – como assim o está todo o novo plano estratégico de defesa (em minúscula mesmo) diga-se de passagem. Plano este, aliás, do qual, do papel, só sairá mesmo o que convier aos planos petistas (e aqui leia-se os planos da URSAL – união das repúblicas socialistas da américa-latina, ou seja lá o nome que se queira dar aos países formadores do bloco latino do novo socialismo do século XXI) e não o fortalecimento de nossas atuais Forças Armadas, como se iludem alguns de seus atuais membros mais importantes.

 

A transferência da ESG para Brasília, nesse contexto, portanto, certamente poderá ocorrer – e rapidamente. Já a renovação de nossos armamentos, isso fica sendo feito aos poucos, de modo que, lá para 2030, 2050, quando não existir mais Brasil (pelo menos não como o conhecemos hoje), aí, sim, teremos nossas Forças Armadas dignas de um país continental como o Brasil... Me engana que eu gosto...

 

Rebecca Santoro

 

 

EM DEFESA DO ÚLTIMO BASTIÃO DO NACIONALISMO

– A Escola Superior de Guerra –

 

Por ANTONIO CELENTE VIDEIRA – Cel. Int. R1 Aer

e-mail: acelente@terra.com.br

 

NESTA CASA, ESTUDA-SE O DESTINO DO BRASIL, PARA MELHOR SERVI-LO.

(Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco)

 

        

Os  meus deslocamentos para Brasília, a serviço, deixaram-me estupefato diante dos comentários desairosos sobre a nossa Escola Superior de Guerra (ESG).

 

         Dentre os absurdos, segundo a minha ótica, destaco:

 

- a ESG está ultrapassada e não serve para mais nada;

- o Método de Planejamento Estratégico da ESG parou no tempo e no espaço;

- a ESG no Rio de Janeiro está deslocada. Urge a sua transferência para Brasília, a fim dos políticos fazerem seus cursos.

 

         Paro por aqui para não me alongar, mas digo que são produções infundadas, não se sustentando com cinco minutos de diálogo, se confrontadas com as reflexões dos que conhecem e vivem a ESG e pensam diferente. É lógico que num embate como este não pode influir o peso de posições funcionais elevadas, pois estas não estão permitindo ainda vozes sensatas manifestarem-se contrariamente.

 

            No dizer da jornalista política Christina Fontenelle, no seu brilhante artigo intitulado “Quem é o inimigo?”, publicado no exemplar de n.º 26, JAN/ABR2008, de IDÉIAS EM DESTAQUE, publicação do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), “o esconderijo da incompetência é o melindre... os incompetentes e os culpados escondem-se atrás da suscetibilidade... porém, os mais inteligentes são sempre vistos como ríspidos, arrogantes e agressivos”. Eu complementaria as palavras da socióloga dizendo que os mais sensatos, atualmente, estão sendo vistos como “contrários ao progresso”.

           

         Aliás, hoje, por se estar engolfado no mundo da informação, o verdadeiro chefe ou o gestor está diante de um dilema: ele deve desenvolver talento para perceber a nítida fronteira entre o novo, que nada vai acrescentar à otimização finalística de um determinado processo, e o assessoramento correto e leal, a partir de pessoas mais antigas com experiências e especialistas sobre um determinado saber. Estas últimas, normalmente, em organizações “apinhadas” de aventureiros e de levianos, são classificadas como retrógradas ou reacionárias. Eis aí o grande desafio que os verdadeiros líderes desta “sociedade em rede” devem identificar.

 

         Voltando à nossa ESG, fiquei constrangido quando alguém me disse que com a ESG vindo para Brasília, nossos políticos voltariam a fazer parte do seu Corpo de Estagiários. Esta é uma afirmação tão infantil que dá para perceber a falta de largueza perceptiva.

 

         Onde já se viu o político atual deixar de participar da “festinha junina” do interior do seu estado no Norte ou no Nordeste para assistir aulas de Cratologia (estudo do Poder) ministrada pela ESG? Se Brasília é hoje local para sediar a ESG, por que, aproximadamente, há dez anos, não acontecem Ciclos de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) na Delegacia da ADESG da Capital Federal? Por que o GETRAM (Gerência Executiva de Transporte e Mobilização), um excelente Curso de Logística de Transporte, ministrado pelo Exército Brasileiro, em parceria com a Faculdade da Terra, não foi para frente? Qual o motivo que influenciou a não permanência do antigo Curso Intensivo de Mobilização Nacional (hoje Curso de Logística e Mobilização Nacional – CLMN) em Brasília, funcionando naquela cidade no curto período de 1982 a 1986, a retornar para a ESG em 1993? 

 

         Essas são questões que não se calam e não podem ficar fora do estudo do processo decisório (se é que vai haver) sério para remoção de uma Escola como a nossa.

 

         Apresento um quadro abaixo, demonstrando que os homens públicos de outrora, quando cursaram a ESG, eram pessoas inexpressivas na vida nacional.

 

NOME

QUALIFICAÇÃO QUANDO CURSOU

Ernesto Geisel

Coronel de Artilharia

Lauro Sodré Neto

Engenheiro

Humberto de A. Castelo Branco

Gen. de Brigada

Sylvio Frota

Ten. Cel. Cav.

Tancredo Neves

Bacharel

Délio Jardim de Matos

Ten. Cel. Av.

Mario Andreaza

Maj. Inf.

Antônio de Arruda

Desembargador

João Figueiredo

Ten. Cel. Cav.

Saturnino Braga

Procurador

Celso Sucokow da Fonseca

Engenheiro

Theophilo de Azevedo

Professor

Mario Amato

Industrial

Golbery do Couto e Silva

Ten. Cel.

Diogo de Figueiredo

Cel. Cav.

Omar Fontana

Bacharel

Arnaldo Niskier

Professor

Luis Fernando Furlan

Engenheiro

 

         Percebe-se que a falácia de que autoridades constituídas cursaram a ESG é de uma infantilidade inigualável, não sendo, portanto, justificativa para o quadro de estagiários, se em Brasília, fosse constituído de autoridades.

 

         Por outro lado, quer queira ou não, o Rio de Janeiro é ainda o Centro Cultural do Brasil, gozando a ESG o privilégio de estar nas proximidades da Academia, isto é, recebendo conferencistas de universidades no próprio Rio de Janeiro, Minas gerais, São Paulo e, até mesmo, de Brasília, a menos de uma hora e meia de vôo.

 

Em contrapartida, Brasília, uma cidade altamente politizada, vai desconfigurar o último ”bastião” onde se estuda o Brasil, entre civis e militares, de forma isenta e imparcial. A Escola de Estado vai se transformar em Escola de Governo.  Substituir-se-á um aprazível local, com tradição, nascedouro do Rio de Janeiro, com a chegada de Estácio de Sá, por instalações frias, ilhadas pelo sentimento público fantasioso que não retrata, graças a Deus, os verdadeiros anseios do povo brasileiro. Em suma, trocar-se-á a cidade maravilhosa, decorada com os encantos da natureza, pelo arrroubo da urbe empedrada, contendo, na intangibilidade de suas linhas arquitetônicas, a insipidez dos interesses grupais.

 

         Se a ADESG de Brasília não promove CEPEs há dez anos, a ESG, “sediada no Rio de Janeiro”, projeta o seu braço na Capital Federal, através do Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), produzindo elevados elogios, a partir de oficiais das três Forças Singulares e civis de repartições públicas que tiveram o privilégio de freqüentarem suas aulas e palestras por prestarem serviço em Brasília. O fato do CGERD estar dando certo em Brasília é porque, no seu bojo, guarda a mística do método de ensino da ESG forjado por ícones como os Marchais Oswaldo Cordeiro de Farias, Juarez Távora, César Obino, Desembargador Antonio de Arruda e tantos outros abnegados pela causa “esguiana”.

 

         A evolução desse método, em sincronia com o comportamento do mundo atual, deve-se à dedicação do seu Corpo Permanente, ao qual tenho a honra de pertencer e que, sem alardes, pesquisa e se atualiza, procurando fazer o melhor, não obstante os óbices naturais da Administração Pública.

 

         Quanto ao inconsistente argumento sobre a desatualização do conteúdo programático, não sei de onde isto está vindo. A ESG é parceira da COPPEAD, quando todos os seus cursos têm professores, além dos brilhantes membros do Corpo Permanente, os daquela Instituição, cujo posicionamento é destaque em excelência de Gestão Estratégica no Brasil e no mundo. A COPPEAD, desde 2001, por seis vezes, no Ranking Anual do Financial Times, está classificada entre os 100 melhores programas de MBA do mundo e posiciona-se entre os 12 programas de pós-graduação em Administração da América Latina, segundo a revista chilena América Economia.

 

         Com a Universidade Federal Fluminense (UFF), está-se buscando uma parceria, em fase final de concretização, na área de Defesa. Aliás, no Segundo Simpósio de Defesa, realizado no período de 15 a 18 de julho do corrente, pela Associação Brasileira de Estudo de Defesa (ABED), na UFF, com a participação das escolas militares de Altos Estudos, de Aperfeiçoamento e de Formação das três Forças Singulares, além de diversas universidades do Brasil, representadas por professores e mestrandos, lá estava a ESG, com alguns de seus professores, todos também doutores e mestres, formados por centros de excelências em pesquisa. Suas apresentações temáticas foram alvo dos mais efusivos elogios proferidos por oficiais da Aeronáutica, todos meus ex-cadetes, destacando-se esses professores como superiores, em profundidade e em objetividade, em relação aos demais que lá naquele simpósio também se apresentavam.   

          

         Por conseguinte, não consigo entender por que flui a conversa de termos um Corpo Permanente despreparado. Se forem levantadas as qualificações dos membros do Corpo Permanente, verificar-se-á que a grande maioria possui mestrado e doutorado, reconhecidos pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Além disso, existe uma intensa produção de artigos em periódicos diversos e participação em simpósios e congressos, denotando a ESG ser possuidora de excelente “capital intelectual”.

 

         Se este que está escrevendo estas linhas fala isso, é porque vive esse momento também. Participa de certames no mundo acadêmico com a elaboração de artigos publicados em anais e periódicos científicos e técnicos, que circulam no mundo universitário e no meio empresarial. Quem não vive intensamente as atividades da ESG e da ADESG, ouvindo distorções ou então se contentando com “leituras na diagonal”, permanecendo na superficialidade das questões, mas, por estar em função de decisão, acha que pode desmantelar obras intangíveis, como as produzidas pela Escola, junto às nossas elites.

 

         Outra parceria que a ESG tem é com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), cujos beneficiários são os estagiários dos Cursos de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), Logística e Mobilização Nacional (CLMN) e Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE). Afora isso, existe forte relacionamento com escolas congêneres à nossa, através de protocolos de intenções e de cooperações, com países como China, África do Sul, Angola, Chile, Estados Unidos, Colômbia, Namíbia, Peru, Portugal, Uruguai e Espanha, além de receber comitivas de nações como França, Inglaterra, Singapura, Coréia do Sul e tantas outras e lá também comparecendo com as nossas, travando intensa troca de experiências com o mundo, de uma maneira geral, em assuntos de estudos relacionados à geoestratégia, defesa, segurança, economia e outros. Então, não vejo onde estar deslocado em relação aos demais Institutos de Altos Estudos espalhados pelo mundo.

 

         Por fim, é vergonhoso falar que o nosso Método de Planejamento Estratégico está ultrapassado. Cabe aqui mencionar, como algo interessante nesta discussão, que não se faz qualquer tipo de crítica quanto ao Estudo de Estado-Maior ou ao Exame de Situação, ambos ministrados nas três Escolas de Altos Estudos das nossas Forças Singulares.

 

         Mas, quanto ao nosso Método, não - este seria antiquado. Ora, além do Estudo de Estado-Maior e do Exame de Situação, tive a oportunidade de estudar outros, quando fiz o Mestrado em Gestão e Tecnologia. A análise SWOT (Strengths-Força; Weaknesses-Fraqueza; Opportunities-Oportunidade; Threats-Ameaças), o método Analytic Hierarchy Process (AHP), a Pesquisa Operacional (PO), a Decision Support System (DSS), o Jogo de Empresa, a Análise Multicritério, utilizando, em alguns casos, o aplicativo informatizado “promoden”, como uma ferramenta de simulação, indicando soluções ótimas, tudo em cima de autores como Michael Pidd, Tamio Shimizu, Max H. Bazerman, Luiz Flávio Autran Monteiro Gomes e outros expoentes do estudo da Propedêutica e da Heurística.

 

Em nenhum momento, percebi inferioridade no Método de Planejamento Estratégico da ESG. Pelo contrário, o nosso Método, com o auxílio da ferramenta PUMA, é, sobremaneira, objetivo, elucidativo e amigável diante das incertezas do decisor e superior aos mencionados acima, na configuração de cenários prospectivos.

 

         Logo, são inconcebíveis determinadas afirmações, em relação à nossa ESG, cujo teor ainda não percebi a qual fim se quer chegar.

 

         Diante da inverdade maldosa, produzi um documento ao Comando, sendo imediatamente tomadas providências, como por exemplo, a designação de um Grupo de Trabalho (GT), utilizando-se das inteligências de alguns membros do Corpo Permanente, com o objetivo de demonstrar o quanto custará de negativo, para o País, essa medida unilateral (de transferência da ESG).

 

         Esse GT produziu um documento de abordagem profunda, a partir da pluralidade de reflexões de seus componentes, afastando decisões unilaterais e autoritárias, nefastas às soluções sensatas e efetivas.

 

         A transferência da ESG para Brasília, perdoem-me, não pode se concretizar sem uma análise das Linhas de Ações Preliminares (LAP) estabelecidas por esse GT. Se isso acontecer, a decisão não será técnica, mas levará a concluir que estará eivada de um viés dúbio.  

 

         Nesta contextualização, o Curso de Logística e Mobilização Nacional (CLMN) está também com os seus dias contados. Existe um documento, sem qualquer estudo prévio, tentando levá-lo para Brasília, como ocorreu há 15 (quinze) anos, sem resultado satisfatório - o que fê-lo retornar à ESG em 1993, no Comando do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Pedro Ivo Seixas.

 

         Esse Curso é um dos mais elogiados, gozando de elevado nível de excelência, principalmente agora com a participação da COPPEAD, que ministra dentro  do mesmo um módulo especializado em Logística Empresarial. A ESG, para salvaguardar a continuidade do CLMN em suas instalações, também instituiu um Grupo de Trabalho, cuja conclusão foi a manutenção do mesmo no Rio de Janeiro, com a reativação dos Estágios Intensivos de Mobilização Nacional (EIMN), com duração de uma ou duas semanas, trazendo frutos alvissareiros, em termos de recursos humanos voltados à Mobilização Nacional, no período de 2004 a 2007, mas que, infelizmente, sofreu interrupção por determinação do Ministério da Defesa.  

 

         O que se percebe é que os atores, com expertises no assunto, que deveriam estar sendo consultados para assessoramentos sobre mudanças de políticas de ensino de responsabilidade da ESG, não o são, mas passam a compor grupos de trabalho designados pelo Comando, com o fim de justificar o óbvio, diante de tentativas de usurpação de uma competência acadêmica desta Escola, já consagrada há mais de meio século. Está-se diante do dilema de que “o verdadeiro cego é o que vê, mas não enxerga, porém o surdo calculista é aquele que ouve e finge, maliciosamente, não escutar”. É por isso que a conquista dos objetivos de “cegos” e de “surdos”, por conveniência, pisoteiam as mais sensatas respostas, diante de iminentes absurdos a serem instalados. A História da humanidade está repleta de registros desta natureza.

 

         Com a divulgação da Estratégia Nacional de Defesa, no dia 07 de setembro, tendo no seu bojo, em um de seus parágrafos, a transferência da ESG para Brasília, bem como o pronunciamento do Exm. Sr. Ministro da Defesa,  no VIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), no dia 07 de novembro, na Universidade da Força Aérea (UNIFA) e a conseqüente publicação de suas palavras no jornal O Dia, de 08 de novembro, elucidou-se a   incógnita da equação, fazendo-nos entender que a “cantilena” do demérito e a inversão dos fatos sobre a ESG, previamente tão enfatizada, visa sensibilizar o Congresso Nacional a  aprovar a Estratégia Nacional de Defesa, com a transferência da ESG para Brasília.

 

         Percebe-se um arranjo velado e o que está em jogo é a manutenção ou não de um centro que estuda desenvolvimento, defesa e segurança, mas, muito mais do que isso, discutem-se os valores morais de uma nação, diante das crises nacionais dos últimos tempos, principalmente junto às nossas elites, “estraçalhando” o que é mais relevante na contextualização de um povo: a justiça.

 

         Eu me pergunto: Por que essa investida contra a ESG? Será que prevalece ainda o mito fantasioso e revanchista de que a Revolução de 1964 nasceu no interior de suas instalações? Qual o motivo de tentar-se acabar com a ESG, nos anos de 2004 e 2005, não indo à frente, e agora surgir uma nova proposta traduzida na sua transferência para Brasília? O que a Escola cometeu de errado, em termos de cumprimento da sua missão-fim, para ser assediada subliminarmente? Não seria mais sensato apontar, com embasamento, as possíveis falhas e solicitar e/ou conjuntamente executar as devidas correções? Será que é proposital a notícia-surpresa, objetivando impactar nefastamente, em termos psicológicos, a todos da Escola e, com isso, obstruir a difusão do nosso Pensamento Estratégico à Sociedade Brasileira? 

 

         Essas questões geradoras de controvérsias fazem-me insistir, portanto, que “o País não vive o instante de se transferir escolas, mas sim o instante de se construir escolas”. O sentimento de Defesa só se amalgamará em nossa gente com multiplicação de centros de estudos análogos à ESG  e não transferindo-a para uma Cidade sem vocação ao culto do Nacionalismo, descaracterizando, portanto, o único Centro de Altos Estudos que reúne civis e militares, em torno de projetos desenvolvimentistas de interesses para o Brasil.     

       

         Olho para trás e vejo aqueles que deixaram o legado da ESG às Elites Brasileiras, envolverem-se nas questões nacionais do passado, posicionando-se contra desmandos de oportunistas que queriam desestabilizar a Pátria. Nunca passaram, pelas cabeças daqueles líderes, nas situações difíceis que vivenciaram, até onde eu sei, interferência onde deveria ficar aquele ou este estabelecimento de ensino. Suas preocupações corajosas eram visando à ordem social, traduzida nos objetivos fundamentais constantes na nossa Constituição.

 

         Ao invés de retirar a Escola do Rio, por que não identificar as dificuldades existentes no sistema ESG/ADESG? Será que os mentores dessa idéia sabem como funciona o fluxo da informação pedagógica ESG/ADESG?

 

         Talvez a ADESG tenha sido a primeira organização em rede, hoje tão comum nas cadeias empresariais. Nos anos 50, quando a comunicação era através de telefonia à manivela, a ADESG levava a todos os rincões do País a palavra da ESG, funcionando como uma malha processual planificada, tudo porque havia vontade política por parte daqueles homens de visão que conceberam o sistema.

 

         Nas atuais megas empresas, que possuem conexão informatizada, tecnologia de rastreamento e telefonia celular, isso é comum.

 

         Por que então não investir neste sistema tão carente nos dias de hoje? O atual Diretor-Presidente da ADESG Nacional, sem querer desmerecer, mas, pelo contrário, enaltecendo a sua dedicação pela causa, está de “pires nas mãos” pedindo computadores à Receita Federal, a fim de mobiliar as delegacias mais carentes. Todos os meses, nos almoços de confraternização, no Clube de Aeronáutica, aquele nobre Presidente convida alguém da mídia, visando o bom relacionamento e a conseqüente divulgação dos trabalhos da ADESG nos meios de comunicações, já que a instituição não possui recursos para pagar uma propaganda produzida.

 

         Por que os custos que advirão com a transferência da ESG para Brasília não podem ser aplicados na aquisição de computadores e na divulgação da ADESG na mídia? Estudo criterioso constante do já citado GT da ESG, considerando o preço do metro quadrado da construção civil, fornecido pela Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM), aponta, em uma das Linhas de Ações Preliminares (LAP), o custo superior a 43 milhões de reais para a transferência da ESG para Brasília. Acho que a Nação, diante de orçamentos cada vez mais restritos, não pode ser onerada, simplesmente, para atender vontades que querem mexer em algo que funciona bem. A Sociedade Brasileira tem que saber os bastidores desses números.

  

         Ao iniciar este artigo, encontrava-me “enfurnado” em um hotel, em Londrina, em um belo domingo ensolarado, deixando para trás, no Rio de Janeiro, a minha família, com o meu neto adoentado, tudo para manter a presença da ESG na Delegacia e Representações da ADESG do Paraná. Na minha frente, ia um Professor, cujo sogro estava em um leito de um hospital no Rio de Janeiro, em fase terminal, vindo, logo a seguir, a falecer. Atrás de mim, vinha outro Professor que, depois, seguiria para outras localidades do País. Cada Membro do Corpo Permanente tem a sua história no cumprimento da missão, porém o denodo é o mesmo, cuja meta é levar o Pensamento da ESG aos diversos pontos do Território Nacional.

 

A Assessoria de Assuntos Externos da ESG, setor que apóia a ADESG com instrutores e professores, desdobra-se na efetivação do planejamento e designação dos palestrantes, já que o efetivo de docentes é mínimo, tudo para que não haja ruptura no sistema de ensino da ADESG e, o mais importante, sem custos de diárias.

 

         Por outro lado, nessas mesmas delegacias e representações o que se percebe é a demonstração de altruísmo por parte dos delegados e representantes, com os membros de suas respectivas equipes que, anonimamente, oferecendo tudo de si, colocando, muitas vezes, recursos financeiros seus, para que o sistema ESG/ADESG não entre em colapso e haja paralisação dos ciclos de estudos.

 

         Atitudes como essas são emblemáticas e trazem à tona o desprendimento de brasileiros, homens e mulheres, orgulhando-nos, mas que passam despercebidas por aqueles que ocupam posições tão distanciadas. Por desconhecê-las, desejam fazer mudanças radicais e onerosas, ao invés de traçarem um plano na distribuição de pequenos recursos financeiros, a fim de corrigir possíveis distorções.

 

         Por fim, por que os “teóricos de gabinetes” não iniciam uma campanha, junto ao Ministério da Educação, com o apoio do Ministério da Defesa  e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, visando a reintrodução das disciplinas de Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Estudos de Problemas Brasileiros (EPB), respectivamente nos currículos dos Ensinos Fundamental, Médio e Superior? Proposta como essa talvez vá transparecer uma mentalidade retrógrada e militarista, já que se desconhece que a disciplina de Moral e Cívica foi introduzida no Ensino Público e Privado nos anos vinte, no Governo do Presidente Rodrigues Alves e não, como a maioria pensa, nos Governos Militares. Somente com o sentimento exacerbado de cidadania é que se inicia o processo de solidificação de Defesa. Isso só pode ser feito através da difusão das autênticas regras de conduta, costume e cultura consagradas na ESG. 

  

         É, portanto, com tristeza e desconfiança que percebo um movimento maldoso e mentiroso em relação ao relevante papel da ESG no contexto nacional.

 

         Parece que a técnica subliminar de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Terceiro Reich, está se concretizando, naquilo que foi denominado “a grande mentira”. Afirmava, enfaticamente, aquela autoridade que “quanto maior a mentira e quanto mais fosse repetida - como é o caso da construção de que a ESG parou no tempo e no espaço -, mais facilmente será aceita pelas autoridades constituídas e pelas elites pensantes do País”.

 

         Não se quer aqui cultuar um passado improdutivo. O que se propõe é fidelidade para com a causa dos que nos antecederam. A Ordem Maçônica tem um ditado muito sábio, “tradição com evolução”. É isso que se deve buscar e é isso, com todo o ardor do meu coração que posso afirmar o que Corpo Permanente da ESG persegue.

 

           Indignado percebo todo um movimento ardiloso contra a ESG, não podendo, desta feita, como membro do Corpo Permanente e agora sendo guindado, no Instituto de Geografia e História Militar Brasileira (IGHMB), a tomar acento na cadeira de nº 61, cujo patrono é o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, silenciar-me e permitir que com uma “canetada”, em recinto fechado, sem um prévio e sério estudo, estabeleça-se o destino de uma causa que muito custou a verdadeiros idealistas. Estes jamais podem ser traídos por tudo que fizeram em prol de um “Santuário do Saber” que se chama Escola Superior de Guerra.

 

          Encerro essas minhas considerações externando que a pior coisa que pode acontecer à criatura envolta numa causa nacional “não é ser punida pela justiça dos homens, mas condenada, eternamente, pelo Tribunal da História”.

 

         Logo, em nossas mãos, está o destino desta Escola que muito tem feito pela Pátria.

A Batalha de Waterloo

A Batalha de Waterloo

 

Condensado de 'Descent Into Slavery', de Des Griffin, Cap. 5

 

À medida que a riqueza e o poder dos Rothschilds cresceram em tamanho e influência, assim também cresceu a rede de coleta de informações de inteligência. Eles tinham seus 'agentes' posicionados estrategicamente em todas as capitais e centros comerciais da Europa, coletando e desenvolvendo vários tipos de inteligência. Como a maioria dos negócios da família, ela era baseada em uma combinação de trabalho duro com pura esperteza.

 

O sistema de espionagem singular deles iniciou quando os 'meninos' começaram a enviar mensagens entre si por meio de uma rede de mensageiros. Ele logo se transformou em algo muito mais elaborado, eficiente e de maior alcance. Era uma rede de espionagem por excelência. Sua impressionante velocidade e eficiência deu aos Rothschilds uma clara vantagem em todas suas negociações em nível internacional.

 

"As carruagens dos Rothschilds percorriam velozmente as estradas; os barcos dos Rothschilds velejavam rapidamente pelo Canal da Mancha; os agentes dos Rothschilds eram sombras rápidas nas ruas. Eles transportavam dinheiro, ações, apólices de seguro, cartas e notícias. Acima de tudo, notícias - as mais recentes notícias exclusivas para serem vigorosamente processadas na Bolsa de Valores e na Bolsa de Mercadorias”.

 

"E não havia notícia mais preciosa do que o resultado da batalha de Waterloo..." (The Rothschilds, pg 94)

 

Da Batalha de Waterloo dependia o futuro do continente europeu. Se o Grande Exército de Napoleão emergisse vitorioso, a França seria a senhora de tudo o que tinha ocupado na frente européia. Se Napoleão fosse esmagado e levado a se submeter, a Inglaterra teria o poder na Europa, e estaria em condições de expandir grandemente sua esfera de influência.

 

O historiador John Reeves, um partidário de Rothschild, revela em seu livro, The Rothschilds: Financial Rulers of the Nations, 1887, pg 167, que "uma causa do sucesso de Natã foi o segredo com que ele ocultava e a tortuosa política com a qual enganava aqueles que o observavam bem de perto."

 

Havia vastas fortunas a serem feitas - e perdidas - dependendo do resultado da Batalha de Waterloo. A Bolsa de Valores em Londres fervilhava, à medida que os operadores aguardavam as notícias do resultado dessa batalha de gigantes. Se a Grã-Bretanha perdesse, os papéis ingleses mergulhariam em uma baixa sem precedentes. Se a Grã-Bretanha fosse vitoriosa, o valor dos papéis rapidamente atingiria as alturas.

 

À medida que os dois imensos exércitos se aproximavam para a batalha mortal, Natã Rothschild tinha seus agentes trabalhando freneticamente em ambos os lados da linha para coletar as informações mais exatas possíveis durante o transcorrer da batalha. Agentes adicionais dos Rothschilds estavam de plantão para levar os boletins da inteligência para um posto de comando localizado estrategicamente nas imediações. No fim da tarde de 15 de junho de 1815, um representante dos Rothschilds embarcou em um barco especialmente fretado e partiu apressadamente para o canal, em direção à costa inglesa. Em sua posse estava um relatório confidencial dos agentes do serviço secreto dos Rothschilds sobre o progresso da batalha crucial. Esse dado de inteligência seria indispensável para Natã tomar algumas decisões vitais.O agente especial foi recebido em Folkstone no amanhecer do dia seguinte pelo próprio Natã Rothschild. Após ler rapidamente os pontos principais do relatório, Rothschild novamente pegou a estrada, indo depressa para Londres e dirigindo-se à Bolsa de Valores.

 

O Golpe dos Golpes

 

Chegando à Bolsa de Valores entre uma frenética especulação sobre o resultado da batalha, Natã tomou sua posição habitual ao lado do famoso 'pilar do Rothschild'. Sem qualquer indício de emoção, sem a menor mudança na expressão facial, o chefe da Casa de Rothschild, com sua cara e olhos de pedra, deu um sinal predeterminado para seus agentes que estavam posicionados ali por perto.

 

Os agentes de Rothschild imediatamente começaram a vender os papéis no mercado. À medida que papéis no valor de centenas de milhares de dólares começaram a serem despejados no mercado, o valor deles começou a cair. Pouco tempo depois, o valor começou a afundar.

 

Natã continuava inclinado contra seu 'pilar'; impassível, sem qualquer expressão facial diferente. Ele continuou a vender, vender e vender. O valor dos papéis continuava caindo. Uma palavra começou a se espalhar pelo pregão da Bolsa de Valores: "Rothschild sabe; Rothschild sabe; Wellington foi derrotado em Waterloo."

 

A venda se transformou em pânico, à medida que os investidores se apressavam em se desfazer de seus papéis 'sem qualquer valor' e comprar ouro e prata, na esperança de reter pelo menos parte de sua riqueza. Os papéis continuavam em sua queda vertiginosa em direção ao pó. Após várias horas de fervilhante negociação, os papéis estavam em ruínas, sendo vendidos por aproximadamente cinco centavos a cada dólar do valor original.

 

Natã Rothschild, impassível como sempre, ainda estava inclinado contra seu pilar. Ele continuou a dar sinais sutis. Mas agora os sinais eram outros. Eram tão sutilmente diferentes que somente os agentes altamente treinados de Rothschild podiam detectar a mudança. Ao sinal de seu chefe, dezenas de agentes de Rothschild dirigiram-se aos balcões na Bolsa e compraram todos os papéis por apenas uma fração do valor original deles!

 

Pouco tempo depois, a notícia 'oficial' chegou à capital britânica. A Inglaterra era agora a mestra da cena européia. Em segundos, o valor dos papéis disparou para cima do valor original. À medida que o significado da vitória britânica começou a ser compreendido pela consciência popular, o valor dos papéis subiu ainda mais.

 

Napoleão tinha 'encontrado seu Waterloo'. Natã tinha obtido o controle da economia britânica. Da noite para o dia, sua já vasta fortuna tinha sido multiplicada por vinte.

Pensando Bem...

Pensando Bem...

 

Rebecca Santoro

28 de outubro de 2008

 

Depois do artigo que lemos acima - A Batalha de Waterloo – o artigo que se segue é de importância vital para que se possa entender quem são ‘os donos do mundo’, os ‘oligarcas’, os ‘iluminatti’ e alguns outros nomes pelos quais são tratados aqueles indivíduos (ou grupo de indivíduos e suas corporações) que não têm pátria e que desejam dominar os processos inteiros de produção, os homens, o mundo – tudo pelo controle, pela riqueza desmesurada e pelo poder. Há os que acreditem que quando se fale em ‘donos do mundo’ (internacionalistas, socialistas escravizadores, governo mundial) esteja-se tratando de ‘teorias de conspiração’.

 

No artigo abaixo, mostrar que talvez não se trate apenas de teoria fica mais fácil. Recebi o texto do Cel. Roberto Monteiro de Oliveira, que, “Tentando fazer uma pesquisa para decifrar o verdadeiro caos financeiro que se instalou no planeta”, encontrou o artigo “bem coerente para confirmar que tudo isso está dentro do grande esquema da Conspiração Mundial - como já nos alertou há muitos anos o Dr. Armindo Abreu, com o seu livro 'O Poder Secreto'”.

 

Ninguém será capaz de entender o mundo se não souber processar as informações abaixo contidas. Só não concordo com o finalzinho do texto (entre outras pequenas partes) que tende a resumir uma solução que passasse por enfrentamento entre ricos e pobres, fortes e fracos. Não, para mim, a luta é entre o Bem e o Mal, entre a liberdade e a escravidão – mas, não vou entrar nesse mérito agora. O mais importante, entretanto, é fazer com que um número cada vez maior de pessoas possa entender a diferença entre aqueles que dominam os Estados Unidos da América e aqueles que lutam pela liberdade daquele país (que já são muitos...).

 

Muitas vezes confundem-se os EUA com a se oligarquia anglo-saxônica que mantém o poder econômico sobre aquele país e sobre o mundo, esquecendo-se de que, embora os oligarcas americanos (no fundo, apátridas) estejam ligados em objetivos com os da Europa, não são eles a representatividade do Estado e da Nação norte-americana, e, sim, ao contrário, aqueles que querem a sua destruição e a sua submissão ao Governo Mundial.

 

Para terminar, reflexões do Sr. Nelson Antônio Prata, em discussão sobre o episódio da atual crise financeira que abala o mundo, com o Dr. Adriano Benayon – discussão esta compartilhada publicamente entre os contatos de ambos:

 

Após muitíssimas conjecturas, durante toda a minha vida e após leituras de inúmeros livros, dentre eles  O Capital, cheguei à conclusão de que a verdadeira revolução social e econômica mais recente foi a Revolução Francesa, cuja maior conseqüência foi a eclosão da revolução americana, que reputo como sendo mais exitosa que aquela, por ter conseguido a 1ª e mais importante derrota do Império Anglo-saxônico. Tanto é que os EUA são o único país de língua inglesa que não integra a Commonwealth, constituindo-se em verdadeiro "espinho" entalado na garganta dos ingleses. Mesmo o revés imposto por Mahatma Gandi, na Índia, foi menos danoso aos brios e ao orgulho britânicos que a perda das 13 colônias”.

 

A humanidade tem sido, na verdade, enganada por promessas ideológicas ulteriores, por propostas utópicas, propositalmente irrealizáveis, e que tiveram por objetivo afastar os intelectuais e as pessoas conscientes das idéias da revolução Franco-Americana (com objetivos claros e não utópicos), posto que visavam a queda do absolutismo monárquico, sem pretender suprimir as diferenças de classe ou as diferenças individuais. Revolução factível, como se provou, a partir de então. Porém, conseguido o objetivo primevo de derrubada da monarquia pelos "burgueses", numa espécie de reação em cadeia, trataram de engabelar o "povo" com idéias radicais de supressão das classes, em busca de um socialismo caracterizado pela sociedade dos comuns. Nesse ínterim trataram (os interessados em participar do PODER - ricos de toda a espécie e não possuidores de "sangue azul") de fincar o pé em suas novas e recentes posições conquistadas, através do imenso apoio popular obtido, pelas idéias de Charles de Secondat ou de Montesquieu. Hoje, a realeza capitulada, além de não representar nenhum perigo para os herdeiros (os donos do capital) das "posições conquistadas", acabou por se aliar a estes, compondo, assim, a "elite dominante" atual, também chamada de Poder Econômico”.

A Maior Fraude da História: A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008

A Maior Fraude da História: A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008

 

Por Nehemias Gueiros Jr.

Revista Jus Vigilantibus

http://jusvi.com/artigos/36376/2

12 de outubro de 2008

 

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis". Mayer Amschel [Bauer] Rothschild

 

"Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão". declaração do pres. americano James Garfield, 1881.

 

Poucas semanas após proferir estas palavras (da segunda citação), dirigidas aos moneychangers, o presidente Garfield foi assassinado. E não foi o único presidente norte-americano morto por eles, como veremos adiante. Para podermos entender melhor quem são os moneychangers (ou argentários), é necessário retornar no tempo até cerca de 200 A.C., quando pela primeira vez tem-se registro da "usura".

 

Entre as várias definições do Aurélio para usura encontramos juro exorbitante, exagerado, lucro exagerado, mesquinharia.

 

Dois imperadores romanos foram assassinados por terem pretendido implantar leis de reforma limitando a propriedade privada de terras ao máximo de 500 acres e liberando a cunhagem de moedas, que era feita pelos especuladores. Em 48 A.C., Júlio César recuperou o poder de emitir moeda, tornando-o disponível para qualquer um que possuísse ouro ou prata. Também acabou assassinado. Em seguida, as pessoas comuns perderam suas casas e seus bens, da mesma forma como temos assistido acontecer na crise americana das hipotecas.

 

Na época de Jesus, há dois mil anos, o Sanhedrin (a Suprema Corte da antiga Israel) controlava o povo através da cobrança de taxas representadas pelo pagamento de meio shekel. Vários historiadores estimam que os cofres dessa corte continham vários milhões de dólares em dinheiro de hoje. O povo judeu, totalmente oprimido e controlado pelo Sanhedrin, vivia escravizado pelos dogmas da religião imposta por esses líderes. Como todos sabemos, Jesus foi o primeiro a ousar desafiar esse poder e expor a conduta sacríleja de Israel e também acabou morto na cruz.

 

Nos séculos seguintes, os moneychangers continuaram a expandir a arte da usura em todos os segmentos da vida, criando expansões e contrações financeiras, de geração em geração enfrentando monarcas e líderes políticos que queriam erradicá-la. Sempre em vão. A cada bem-sucedida (e rara) tentativa de eliminá-la, a usura voltava com mais força ainda, respaldada pela ganância e pelo poder dos fortes e ricos contra os fracos e pobres.

 

Na Idade Média, o Vaticano proibiu a cobrança de juros sobre os empréstimos, com base nos ensinamentos e na doutrina eclesiástica de Aristóteles e de São Tomás de Aquino. Afirmou que "o propósito do dinheiro é servir à sociedade e facilitar a troca de bens necessária à condução da vida". De nada adiantou, eis que a própria Igreja conspirava com o Estado para acumular dinheiro e poder através dos séculos e controlar os oprimidos com os "castigos" e as "bênçãos" do Todo Poderoso. Os argentários usavam os juros para praticar a usura, que hoje é consagrada por lei através da prática bancária. Já naquela época, vários religiosos e teólogos condenavam a escravização econômica resultante da usura, mas, como podemos observar, a situação mudou muito pouco nos últimos 500 anos.

 

Na medida em que a usura foi se instalando em todas as camadas sociais, os moneychangers foram ficando cada vez mais ousados em suas manipulações financeiras e foi assim que surgiu o famigerado conceito do fractional reserve lending, ou "empréstimo baseado em reserva fracional" ou "empréstimo sem cobertura ou lastro". Embora de enunciado complexo, a prática é muito simples. Significa emprestar mais dinheiro do que se tem em caixa e transformou-se na maior fraude de todos os tempos - principal responsável pela vasta pobreza que assola o mundo até hoje e pela redução sistemática do valor do dinheiro.

 

A descrição dos economistas sobre os chamados "ciclos econômicos", nada mais é do que a identificação dos períodos de expansão e retração determinados pelos bancos em todo o mundo, através do fractional reserve lending. Eles simplesmente adotaram as regras do passado e continuaram a praticá-las até hoje.

 

A prática do "empréstimo sem lastro" continuou expandindo-se antes mesmo do surgimento dos bancos, alimentada pelos ourives e mercadores de ouro e de prata, que guardavam os metais nobres da população, em custódia, para não serem roubados. Logo, esses negociantes – na realidade meros agiotas – perceberam que a maioria das pessoas morria e não voltava para buscar seus bens, legando-os à herança familiar. Foi quando começaram a emprestar dinheiro a juros, geralmente em quantias muito superiores ao ouro e prata que possuíam guardados em custódia. O recibo da custódia foi provavelmente o primeiro embrião do dinheiro de papel que temos hoje, pois com ele, a pessoa podia adquirir mercadorias e bens no grande mercado.

 

Com a contínua expansão desse negócio ilícito e usurário, logo os moneychangers puderam abrir lojas específicas para empréstimos, advindo daí a origem dos bancos modernos. O primeiro banco central de um país a praticar o fractional reserve lending, ou FRL foi o Bank of England (Banco da Inglaterra), constituído em 1694 e de natureza privada. Era controlado por acionistas fraudulentos e mal-intencionados que utilizaram o mote "people's bank" (banco do povo), para praticar toda sorte de fraudes, visando unicamente o lucro. As dívidas com o Banco da Inglaterra de centenas de gerações posteriores, representadas, ou pela própria monarquia inglesa ou pelo governo, foram asseguradas através da criação de taxas impostas à população, que viriam a se transformar no Imposto de Renda como hoje o conhecemos. O modelo do Banco da Inglaterra rapidamente se transformou no modelo para os bancos centrais de todos os países no mundo atual.

 

Os agiotas descobriram que é muito mais lucrativo emprestar para monarcas e governos do que para cidadãos comuns. Através da dívida, tornavam-se literalmente credores e soberanos de nações inteiras. Em suma: os argentários colocavam um banco privado a cargo de todas as finanças e operações econômicas de um país, o que equivale a entregar a nação a uma organização mafiosa que controla a economia com a finalidade de lucro e assim mantém a população totalmente refém de suas políticas financeiras.

 

No início do século XVIII, cerca de 50 anos depois que o Banco da Inglaterra já estava operando, um alemão chamado Amshel Moses Bauer1, ourives e agiota que vivia em Frankfurt, na Alemanha, começou um negócio a que denominou de Rothschild, pois a insígnia na porta da loja era uma águia romana sobre um escudo vermelho. Rothschild significa "escudo vermelho" em alemão. O negócio prosperou e, em 1743, ele mudou seu próprio nome para Amshel Moses Rothschild.

 

Ele tinha cinco filhos e, ao atingirem a maioridade, ele enviou cada um a uma capital comercial da Europa para emprestar dinheiro a juros, principalmente às monarquias e reinos. O mais velho, Amshel, ficou em Frankfurt; Solomon foi para Viena; Nathan para Londres, Jacob para Paris e Carl para Nápoles. Assim foram plantadas as sementes que permitiram à mais poderosa e rica família da história do mundo reinar nos séculos seguintes da evolução da humanidade, com o único propósito de lucro e de poder, seja qual fosse o custo. Gerações seguidas dos Rothschild e seus correligionários exercem – e continuam exercendo – poder sobre a sociedade mundial, utilizando-se da antiga prática da usura e do fractional reserve lending.

 

Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus, os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por, indiretamente, causar a independência americana, quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims.

 

Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade do século XIX nos Estados Unidos, pelo menos três vezes, os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, entre eles os presidentes James Madison e Andrew Jackson, mas ele sempre ressurgia.

 

Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o seu mais bem-sucedido esforço nesse sentido. Judah Benjamin, principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados da América), era um agente dos Rothschild. A família plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou vender-lhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild. Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo figadal da família e acabando assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome jamais foi revelado, pois vários altos funcionários do governo americano eram membros.

 

O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de colocarem as mãos no sistema monetário dos Estados Unidos, como já faziam com a Inglaterra e com todos os países da Europa. Mas, apenas temporariamente.

 

Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque. Nascido em uma das casas dos Rothschild, em Frankfurt, ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada Kuhn & Loeb, uma famosa casa privada de financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a cooperação de "peixes grandes" do segmento bancário norte-americano. Tarefa difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt.

 

Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a indústria americana efetivamente começou a florescer para se transformar no colosso da atualidade. Com a decretação da paz e a expansão para o Oeste, havia estradas de ferro para construir, ligando as duas costas continentais do país, além da nascente prospecção petrolífera, das siderúrgicas e das empresas têxteis, para citar apenas algumas. Tudo requeria financiamento e não havia dinheiro suficiente no jovem país do Norte.

 

A Casa de Rothschild ponteava no cenário europeu e tinha recursos abundantes - resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos os centros comerciais da Europa nos 150 anos anteriores, emprestando dinheiro a monarcas, a governos e a parlamentares.

 

O jovem Schiff rapidamente se tornou padrinho de homens como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Edward Harriman. Com o dinheiro dos Rothschild, ele financiou a Standard Oil Company (hoje a poderosa ESSO, acrônimo das duas letras que formavam a abreviação da empresa em inglês: S.O. – leia-se ESS-O), as ferrovias Union Pacific Railroad e Southern Pacific Railroad e o império do aço de Carnegie, com sua Carnegie Steel Company, que consagrou a cidade de Pittsburgh, no estado americano da Pennsylvania, como a capital mundial do aço.

 

Foi apenas uma questão de tempo para Jacob Schiff detivesse o controle da comunidade bancária de Wall Street, em Nova Iorque, que já incluía os Lehman Brothers 2, Goldman-Sachs e outros grupos internacionais, até hoje atuantes no mercado financeiro - todos eles, desde àquela época, controlados pelos Rothschild.

 

É possível resumir a situação de forma bem simples: Schiff era o "chefe" do mercado financeiro de Nova Iorque e controlava o dinheiro dos Estados Unidos. Assim foi preparado o bote sobre o sistema financeiro americano.

 

Com seus cinco filhos firmemente encastelados em todos os centros financeiros da Europa, a família Rothschild logo ascendeu à posição de mais rica família do planeta. Esta situação persiste até hoje, embora eles professem uma postura de discrição, avessa à mídia e à divulgação. Nenhuma família ou grupo empresarial possui tanto poder e controle financeiro em todos os países do mundo como os Rothschild. E isto há 250 anos.

 

Sua fabulosa fortuna foi conseguida através da prática do fractional reserve lending ("empréstimo sem lastro"), que consistia em multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas pessoas em suas casas de custódia (brokerage and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse3.

 

Os moneychangers não se aliavam a determinado partido ou tendência política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum tempo, a família Rothschild tomou conta de todos os bancos centrais do mundo – voltados unicamente para o lucro e não para a administração da economia dos seus respectivos países – e com a inteligente operação de sua inesgotável fortuna tornaram-se agentes determinantes na criação dos Estados Unidos da América, que viria a se tornar o pais mais rico e poderoso do mundo. Não se trata de mera coincidência, pois foi a opressão inglesa sobre o Novo Mundo, com a cobrança de taxas pelo Banco da Inglaterra, que acabou por desencadear a revolução que criou os EUA.

 

Benjamim Franklin, inventor, cientista, político e diplomata do século XVIII, artífice da aliança com a França que auxiliou a independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da Inglaterra, que tencionava financiar a nova república americana através da estratégia da usura (fractional reserve lending): "É muito simples. Aqui nas colônias nós emitimos nossa própria moeda, que se chama Colonial Script 4. Emitimo-la na exata proporção das necessidades do comércio e da indústria, para tornar os produtos mais móveis entre os produtores e os consumidores. Desta forma, criando nosso próprio dinheiro de papel, controlamos o seu poder de compra e não precisamos pagar juros a ninguém".

 

O controle do sistema monetário dos EUA está totalmente investido no Congresso Americano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parlamentares a bypassar a Carta Magna estadunidense e passar esse controle aos moneychangers. Para que essa transição fosse integralmente bem-sucedida e a população do país não pudesse fazer nada a respeito, seria necessário que o congresso americano promulgasse uma peça de lei específica.

 

Como conseguir isso? Através de um presidente sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o projeto de lei.

 

Nos quase 200 anos que se passaram entre a independência americana e a criação do Federal Reserve Bank (Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como "Fed", várias vezes a família Rothschild tentou controlar a emissão de moeda nos EUA. Em cada tentativa, eles procuraram estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers.

 

O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se tornaram proprietários do Federal Reserve System. Criaram uma mastodôntica estrutura financeira internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. O sistema FED arrecada bilhões de dólares em juros anualmente e distribui os lucros aos seus acionistas. Some-se a isso o fato de que o congresso americano concedeu ao FED o direito de emitir moeda através do Tesouro Americano (Dept. of the Treasury) sem cobrança de juros. O FED imprime dinheiro sem lastro, sem qualquer cobertura, e empresta-o a todas as pessoas através da rede de bancos afiliados, cobrando juros por isso. A instituição também compra dívidas governamentais com dinheiro impresso sem lastro e cobra juros ao governo americano que acabam incidindo sobre as contas do cidadão comum pagador de impostos.

 

O Federal Reserve Bank (Banco Central Americano) é, na realidade, a ponta-líder de um conglomerado de bancos internacionais e pessoas físicas unicamente dedicados a perseguir o lucro, todos a seguir identificados, o que constituiu a revelação de um dos maiores segredos dos últimos 100 anos:

 

- Rothschild Bank of London

- Warburg Bank of Hamburg

- Rothschild Bank of Berlin

- Lehman Brothers of New York *

- Lazard Brothers of Paris

- Kuhn Loeb Bank of New York

- Israel Moses Seif Banks of Italy

- Goldman, Sachs of New York

- Warburg Bank of Amsterdam

- Chase Manhattan Bank of New York

- First National Bank of New York

- James Stillman

- National City Bank of New York

- Mary W. Harnman

- National Bank of Commerce, New York

- A.D. Jiullard

- Hanover National Bank, New York

- Jacob Schiff

- Chase National Bank, New York

- Thomas F. Ryan

- Paul Warburg

- William Rockefeller

- Levi P. Morton

- M.T. Pyne

- George F. Baker

- Percy Pyne

- Mrs. G.F. St. George

- J.W. Sterling

- Katherine St. George

- H.P. Davidson

- J.P. Morgan (Equitable Life/Mutual Life)

- Edith Brevour

- T. Baker

* a empresa Lehman Brothers pediu

concordata em setembro de 2008,

através da Seção Onze do U.S.

Bankruptcy Code (Chapter Eleven)

 

 

Veio o Vigésimo Século e os moneychangers, sempre representados pelos Rothschilds e seus áulicos, já estavam firmemente estabelecidos com seus bancos centrais e sua prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) em todas as grandes capitais européias. Era a hora de devotar atenção total aos Estados Unidos da América, a nova nação emergente do mundo. Ainda não existia um banco central americano, pois as várias tentativas de estabelecê-lo ao longo do século XIX tinham sido infrutíferas. Finalmente, em 23/12/1913, durante um recesso de Natal do congresso, em que apenas três senadores retornaram à capital, Washington, para votar, foi perpetrado um dos maiores atos de vilipêndio contra o povo americano de que se tem notícia: sob a presidência de Woodrow Wilson, um democrata que chegou ao cargo alardeando a bandeira de nunca permitir a criação de um banco central, foi promulgado o Federal Reserve Act (Ato da Reserva Federal), que instituiu um banco central privado, "disfarçado", não apenas para dominar a emissão de moeda, mas também para cobrar juros sobre essa emissão.

 

Nada mais do que a milenar prática da usura. Uma verdadeira quadrilha estava em ação naquela época, dedicada a alimentar o sucesso da prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro), que incluía J.P. Morgan (John Pierpont Morgan) 5 e que serviria de fundamento para a passagem tranqüila da legislação que criou o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos. Todos foram escolhidos a dedo pelos Rothschild e preparados para esse desfecho em 1913.

 

Já famoso e muito rico, J.P. Morgan, que circulava com desenvoltura em todos os altos escalões do governo americano, começou a procurar um futuro presidente que apoiasse as idéias dos moneychangers de criar um banco central privado, com a finalidade primígena de lucro. Foi assim que conheceu Woodrow Wilson, então reitor da universidade de Princeton, no estado de Nova Jérsei. O Federal Reserve System foi o desdobramento direto dessa aproximação de Morgan com Woodrow Wilson, mesmo diante das várias e infrutíferas tentativas de criar um banco central nos EUA ao longo do século XIX e que resultaram em pelo menos dois presidentes assassinados por se oporem a essa idéia.

 

O simples apoio de Wilson às idéias dos moneychangers constituiu um ato de alta traição. Um dos comentários públicos de Wilson sobre o assunto teria sido o seguinte: "Todos os nossos problemas econômicos seriam solucionados se apontássemos um comitê de seis ou sete figuras públicas e homens espirituosos como J.P. Morgan para cuidar dos assuntos de nosso país". Essa assertiva confirmou as circunstâncias da verdadeira usurpação que os moneychangers estavam prestes a praticar para adquirir o controle fiscal e monetário dos Estados Unidos.

 

O deputado republicano Charles A. Lindbergh, do estado de Minnesota, declarou: "Aqueles que não simpatizam com o poder financeiro dessa turma serão banidos dos negócios e a população será atemorizada com as mudanças nas leis bancárias e monetárias". Os inocentes cidadãos americanos foram mais uma vez tragados para a noção da criação de um banco central e a conseqüente escravização econômica.

 

O senador Nelson Aldrich, de Rhode Island, tornou-se o líder da National Monetary Commission, composta de moneychangers fiéis a J.P. Morgan. A finalidade desta comissão era estudar e recomendar ao congresso americano mudanças no sistema bancário do país para eliminar quaisquer problemas que surgissem da oposição à intenção primordial de lucro financeiro. O senador Aldrich era o porta-voz das mais abastadas famílias da América, estabelecidas na costa leste. Sua filha casou-se com John D. Rockefeller Junior e deles nasceram cinco filhos: John, Nelson (que se tornou vice-presidente em 1974), Lawrence, Winthrop e David, depois dono e chairman do Chase Manhattan Bank.

 

Assim que a comissão foi instalada, o senador Aldrich embarcou num tour de dois anos pela Europa, para consultas com os bancos centrais do velho continente (Inglaterra, França e Alemanha). Somente a viagem custou aos cofres públicos americanos cerca de US$ 300,000.00, uma soma fabulosa para aqueles tempos. Logo após seu retorno, em 1910, Aldrich reuniu-se com alguns dos mais ricos e poderosos homens americanos, em seu vagão ferroviário privativo, e todos partiram secretamente para uma ilha na costa do estado da Geórgia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um certo Paul Warburg, que recebia um salário de US$ 500,000.00 anuais pago pela empresa Kuhn, Loeb & Co. para conseguir a aprovação da lei de criação do banco central americano e que era sócio de ninguém menos do que do alemão Jacob Schiff, neto do homem que se associou à família Rothschild em Frankfurt.

 

 

Na época, Schiff estava envolvido na derrubada do czar russo, empreitada que custou uns US$ 20 milhões e iniciou a revolução bolchevique que desaguaria na União Soviética.

 

Essas três famílias financeiras européias, os Rothschilds, os Schiffs e os Warburgs estavam todas ligadas pelo matrimônio ao longo dos anos, assim como os Rockefellers, Morgans e Aldrichs nos EUA. O segredo desta reunião insular na Geórgia foi tão grande que os participantes foram instruídos a usar somente seus primeiros nomes para evitar que serviçais e criados descobrissem suas verdadeiras identidades.

 

Anos depois, um dos participantes dessa secretíssima reunião, Frank Vanderlip, presidente do National City Bank of New York e representante e protegé da família Rockefeller, confirmou a realização do evento. Citado numa reportagem do jornal Saturday Evening Post de 09.02.1935 ele disse: "Eu me portei secretamente e furtivamente como qualquer conspirador. Nós sabíamos que se vazasse qualquer informação de que estávamos impondo ao congresso americano uma nova legislação bancária não teríamos a menor chance de sua aprovação".

 

A idéia principal da reunião em Jekyll Island era desdobrar a intenção principal de reintroduzir um banco central privado para controlar o dinheiro dos Estados Unidos. Não para o povo americano, mas para os moneychangers da Europa e de Nova Iorque. A atração do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) era simplesmente irresistível para os gananciosos argentários.

 

Essa conspiração dos banqueiros privados americanos para seqüestrar a economia americana se tornava cada vez mais importante diante da competição dos pequenos bancos estatais do país.

 

Como o próprio senador Aldrich diria anos depois: "Antes da promulgação do Federal Reserve Act (em 1913) os banqueiros novaiorquinos dominavam apenas as reservas monetárias de Nova Iorque. Agora controlamos as reservas do país inteiro". John Rockefeller disse a respeito: "A competição é um pecado, temos que demovê-lo".

 

O crescimento da economia americana prosperou e as grandes corporações do país começaram a se expandir, a partir de seus fabulosos lucros. Como os moneychangers não possuíam voz ativa sobre essa expansão, que se processava em nível, corporativo longe de seus tentáculos - pois a indústria estava se tornando independente deles -, algo tinha que ser feito para mudar a situação.

 

O nome do banco central americano consagrado naquela reunião secreta de Jekyll Island, na Geórgia, Federal Reserve Bank, foi escolhido para dar a impressão de que a instituição era pública, sem fins lucrativos e para administrar a economia americana, em nome dos cidadãos contribuintes. Ledo engano. O nome foi apenas uma cortina de fumaça para esconder a intenção monopolista e opositora à concorrência da nova instituição, que tinha a exclusividade de imprimir as cédulas do dinheiro americano, criando dinheiro do nada, sem quaisquer lastro ou reservas e emprestando-o às pessoas sob juros.

 

Mas como é mesmo que o Fed cria dinheiro do nada?

 

Comecemos com os bonds, ou letras do tesouro. São promessas de pagamento (ou IOUs, no acrônimo em inglês, originado de I owe you, "eu devo a você"). As pessoas compram esses títulos para garantir uma taxa de juros segura no resgate futuro. Ao final do prazo do papel, o governo repaga o valor principal mais juros e o título é destruído. Atualmente, existem cerca de US$ 5 trilhões desses papéis em poder do público.

 

Agora, eis os quatro passos adotados pelo banco central americano para criar dinheiro do nada:

 

O Federal Open Market Committee (Comitê Federal do Mercado Aberto) aprova a compra de letras do Tesouro Americano no mercado aberto. Esses títulos são comprados pelo banco central americano, o Federal Reserve Bank. O Fed paga pelos títulos com créditos eletrônicos emitidos em favor do banco vendedor. Esses créditos não têm origem, não possuem qualquer lastro. O Fed simplesmente os cria e os bancos utilizam esses depósitos como reservas. Como, segundo a prática do fractional reserve banking 6 ou FRB, os bancos podem emprestar dez vezes mais do que o valor efetivo de suas reservas e sempre a juros, rapidamente eles conseguem produzir dinheiro do nada, quando os tomadores começam a pagar os seus empréstimos, que, por sua vez, surgiram do nada.

 

O sistema FRB permite aos bancos não ter lastro em caixa equivalente aos depósitos dos clientes - vale dizer, se todos os correntistas resolvessem sacar o seu dinheiro, o banco não teria como pagá-los, como aconteceu no crash da bolsa de Wall Street, em 1929, do qual, aliás, os moneychangers foram os únicos beneficiários, retomando todas as propriedades e os bens do povo americano, para revendê-los, nos anos seguintes, com grande lucro.

 

Desta forma, se o Fed adquirir, digamos, US$ 1 milhão em títulos, este valor se transformará automaticamente em US$ 10 milhões, do nada, sem qualquer lastro ou cobertura. O Fed simplesmente aciona sua gráfica e "imprime" os outros US$ 9 milhões e começa a emprestar o dinheiro a juros no mercado, através da rede bancária comercial. Assim, o banco central americano cria 10% do total desse dinheiro novo e os demais bancos criam os 90% restantes. Isto expande a quantidade de dinheiro em circulação e amplia o crédito e o consumo, levando as pessoas a comprarem mais e a gastarem mais, inflando as estatísticas de crescimento nacional.

 

Mas a verdadeira intenção desta operação é mais sinistra. Pretende o controle absoluto sobre a economia. Para reduzir a quantidade de moeda circulante e provocar uma recessão, o processo é simplesmente revertido. O Fed vende os títulos ao público e o dinheiro sai dos bancos dos adquirentes. Os empréstimos têm que ser reduzidos em dez vezes o valor da venda porque, como vimos, o Fed criou US$ 9 milhões do nada.

 

Mas, a duvida persiste: como estas operações deliberadas de inflação e deflação beneficiaram os grandes banqueiros privados que se reuniram secretamente em Jekyll Island para planejar a monopolização do sistema monetário americano e dominar a emissão de moeda? Simples, modificou radicalmente a reforma bancária realmente necessária para criar um sistema de financiamento público livre de dívidas, como os greenbacks 7 do pres. Abraham Lincoln, representados por papelmoeda impresso e emitido pelo governo americano durante a Guerra Civil americana (1861-1865), um conflito entre os estados do norte contra os do sul.

 

Lincoln, tal como seus antecessores, Jackson 8 e Madison 9, era radicalmente contra o estabelecimento de um banco central, pois já conhecia a estratégia dos moneychangers. Ele favorecia a emissão da moeda nacional diretamente pelo Tesouro, por um departamento cuja função era exatamente essa, a de atuar como administrador da corrência do país.

 

Quando o Tesouro emite moeda, cada dólar impresso vale exatamente isso: um dólar, pois nasce consagrado pela confiança da população e pela certeza de que o dinheiro está sendo emitido sem especulação, sem incidência de juros. O dinheiro emitido pelo Federal Reserve, por outro lado, é exatamente o oposto. Traz embutidos juros e tem a intenção firme de lucrar ao ser "emprestado" ao governo, pois é isso o que o banco central faz - empresta dinheiro ao governo americano a juros.

 

Em outras palavras, a tão propalada missão de "guardião da moeda", e "banco do povo", conceitos consagrados lá atrás, através da criação do Banco da Inglaterra, nada mais é do que lucrar a qualquer custo e ainda controlar a emissão de moeda de um país. A estrutura do banco central favorece a centralização da oferta de moeda nas mãos de algumas poucas pessoas, com pouquíssimo controle político exercido pelo governo estabelecido.

 

Desde a proclamação da independência americana que políticos sérios e comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar da população da América se insurgiram contra os moneychangers. Em carta dirigida ao secretário do Tesouro, Thomas Jefferson disse, em 1802: "Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que exércitos armados. Se o povo americano autorizar bancos privados a controlar a emissão de sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as grandes corporações que crescerão em volta deles, gradualmente, controlarão a vida econômica das pessoas, deprivando-as de todo o seu patrimônio, até o dia em que seus filhos acordem sem-teto, no continente que seus pais e avós conquistaram".

 

Basta examinarmos o sistema de indicação política do presidente do Fed, (atualmente Paul Bernanke). O chefe do Fed é indicado pelo presidente da república, mas, tem mandato de 14 anos, separado da autoridade eleita pelo povo, muitas vezes perpetuando-se no cargo. Notórios presidentes do banco como Paul Volcker e Alan Greenspan constituem os verdadeiros "xerifes" da economia americana, e, por conseguinte, exercem influência planetária.

 

A criação do Federal Reserve Bank em 1913, consolidou definitivamente o controle dos moneychangers sobre o sistema financeiro americano, impedindo o retorno de uma política monetária de financiamento público livre de dívidas como os greenbacks de Lincoln e permitindo aos banqueiros criar 90% do dinheiro dos Estados Unidos baseado apenas no conceito de fractional reserves (reservas fracionais, sem lastro que garantisse a totalidade dos recursos) e emprestá-lo a juros.

 

Menos de duas décadas após sua criação, a grande contração de crédito realizada pelo Fed no início dos anos 30 do século XX causaria a Grande Depressão de 1929. A independência do Banco Central americano só aumentou desde então, através da promulgação de inúmeras novas leis. A estratégia para enganar o público e fazê-lo pensar que o Fed era controlado pelo governo foi a criação de uma junta governante (board of governors) apontada pelo presidente do país e aprovada pelo senado. Os banqueiros tinham apenas que garantir que seus correligionários fossem os escolhidos para a junta, o que não era difícil, já que os banqueiros tinham dinheiro e dinheiro compra influência política em qualquer lugar do mundo.

 

Logo após a reunião secreta de Jekyll Island, teve lugar uma verdadeira blitz de relações públicas. Os grandes banqueiros de Nova Iorque criaram um fundo educacional de US$ 5 milhões para financiar professores em universidades americanas importantes, em troca de apoio ao novo banco central. O primeiro a ser cooptado foi justamente Woodrow Wilson, de Princeton, que viria a se tornar presidente dos EUA.

 

Uma das primeiras ações legislativas dos moneychangers com o novo Fed foi uma lei conhecida como Aldrich Bill ("lei Aldrich") que logo foi apelidada pelo público como Banker's Bill, pois beneficiava apenas as grandes instituições financeiras. O congressista Lindbergh, pai do famoso aviador Charles Lindbergh, que pela primeira vez cruzou o Atlântico sem escalas, em 1927, voando num monomotor, disse: "O plano de Aldrich é o plano de Wall Street. Significa novo pânico financeiro, se necessário, para intimidar a população. O político Aldrich, pago pelo governo americano para representar o povo no congresso, em vez disso, está propondo um plano para o grande capital".

 

A lei não foi aprovada. Os moneychangers então, através dos banqueiros novaiorquinos, financiaram Woodrow Wilson como o candidato democrata à presidência dos EUA. Coube ao filantropo e financista Bernard Baruch a tarefa de "doutrinar" Wilson nesse sentido, em 1912. Tudo estava pronto para o ataque final dos moneychangers europeus ao sistema financeiro do Novo Mundo.

 

Essa luta já vinha desde os tempos da presidência de Andrew Jackson, ferrenho opositor da idéia de um banco central privado. Mas a capacidade de manobra do dinheiro logo se revelaria determinante, quando William Jennings Bryan, assessor de Jackson e vigoroso obstáculo entre os moneychangers e seu objetivo, sem saber da doutrinação empreendida por Baruch, apoiou a candidatura democrata de Wilson. Logo seriam traídos. Durante a campanha presidencial, os democratas tiveram o cuidado de "fingir" que se oposicionavam à lei Aldrich. Vinte anos depois, o congressista Louis McFadden, democrata da Pennsylvania, diria: "A lei Aldrich foi abandonada no nascedouro quando Woodrow Wilson foi nomeado candidato à presidência americana. Os líderes democratas prometeram à população que se fossem guindados ao poder não estabeleceriam um banco central para controlar as finanças da nação. Treze meses depois, esta promessa foi quebrada e a nova administração do presidente eleito Wilson, sob a égide das sinistras figuras de Wall Street, estabeleceu a monárquica instituição do "banco do rei", nos mesmos moldes do Banco da Inglaterra, para controlar, integralmente, o sistema monetário dos Estados Unidos da América”.

 

Após a eleição de Wilson, os magnatas J.P. Morgan, Warburg e Baruch apresentaram um novo projeto de lei, que Warburg denominou de Federal Reserve System. O partido democrata ovacionou o projeto, apontando-o como radicalmente diferente da lei Aldrich. Na realidade, a lei era praticamente idêntica em quase todos os seus aspectos. E foi assim que, no dia 22 de dezembro de 1913, às 11h da manhã, com um quorum ínfimo de apenas três senadores, e apoiada pelo próprio presidente Woodrow Wilson, o Federal Reserve Act foi aprovado sem dissidências.

 

Naquele mesmo dia, o congressista Lindbergh alertava: "Essa lei estabelece um mastodôntico feudo monetário (money trust) na Terra. Quando o presidente assiná-la, um governo invisível representado pelo poder monetário será legalizado em nosso país. As pessoas podem não perceber imediatamente, mas a verdade virá à tona no futuro. O pior crime legislativo da História está sendo perpetrado por essa lei dos banqueiros".

 

Esse verdadeiro ato de ganância e traição ao povo americano foi o resultado de uma longa batalha entre os moneychangers da Europa e os políticos americanos honestos. O sistema de fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) seria para sempre o desejo dos mercadores, agiotas e usurários e efetivamente nunca mudou, desde o início do Renascimento, quando começou a ser praticado.

 

Outro ingrediente fundamental dessa equação era a taxação do povo e que foi consagrada na nova lei. A constituição americana, tal como foi redigida, não apenas precluía o governo de editar quaisquer leis (essa prerrogativa cabia somente ao congresso), como também vetava a imposição de quaisquer taxas sobre a população. Apenas os estados podiam criar taxas e emolumentos, como fora o desejo dos founding fathers.

 

A curiosa coincidência é que apenas semanas antes da promulgação do Federal Reserve Act, o congresso havia aprovado uma lei criando o imposto de renda. Até hoje, historiadores e estudiosos têm dúvidas se esta lei foi adequadamente ratificada antes de entrar em vigor.

 

O modelo de banco central criado pelos moneychangers nos Estados Unidos, com fundamento no pioneiro Bank of England, ganharia o mundo no século XX e hoje todos os países do planeta possuem um banco central igual ou similar, baseado num sistema de impostos como garantia do dinheiro que emprestam, a juros, aos governos de seus próprios países, literalmente mantendo esses governos e a população reféns de suas gananciosas políticas monetárias, expandindo e contraindo o crédito como melhor lhes apraz.

 

O líder inconteste dessa atividade é o Fed americano, que "dita as regras" para seus congêneres em redor do mundo, mas o mecanismo é exatamente esse. Como o Fed é um banco privado, sua intenção primordial é criar grandes dívidas junto ao governo e aplicar juros sobre elas e, como garantia de pagamento, precisa de um sistema de impostos à prova de erros. Desde os primórdios das atividades da família Rothschild na Europa que os moneychangers sabiam que a única garantia real de recuperar os seus empréstimos a reis, monarcas e governos era o direito do devedor de taxar a população.

 

Em 1895 a Suprema Corte americana considerou inconstitucional uma forma similar de taxação do público. Mais uma vez o senador Aldrich veio em socorro dos moneychangers e empreendeu vigoroso lobby no congresso para provar que a nova taxação era necessária. E sucedeu. Seus colegas congressistas acederam, sem se dar conta de que haviam votado o "elo perdido" do tabuleiro de xadrez dos moneychangers em sua jornada para dominar os Estados Unidos da América no século seguinte, bem como o resto do mundo, com seu conceito de "bancos centrais privados".

 

Em outubro de 1913 o senador Aldrich apresentou novo projeto de lei fiscal no congresso, dando ao governo federal o direito de cobrar impostos, o que era apenas permitido aos estados da união. Para os moneychangers era essencial que o governo federal pudesse taxar a população, sob pena de não conseguirem dar seguimento à estratégia de criação de dívidas crescentes com aplicação de juros. Essa estratégia foi repetida em todos os países do mundo durante o século XX até que todos se tornassem devedores de seus bancos centrais e garantissem os empréstimos através da cobrança de impostos ao público.

 

Revendo a história do Vigésimo Século e a dos Estados Unidos em particular, podemos observar claramente como a sombra gananciosa e sinistra dos poderosos moneychangers manipula a agenda planetária até hoje. A prática de financiar os dois lados de um conflito, por exemplo, tornou-se uma de suas atividades regulares, opondo o capitalismo ao comunismo e este ao socialismo, religiões contra religiões e raças contra raças.

 

Durante todo o século passado, os moneychangers, que não têm país, bandeira, hino ou deus, tiveram o controle em suas mãos. Eles financiavam um dos lados até que estivesse suficientemente forte e pronto para uma guerra; depois, financiavam o lado oposto e deixavam ambos se destruírem até ficarem sem recursos. A solução para ambos os oponentes saírem do fundo do poço em que se haviam atirado era criar mais e mais impostos para satisfazer a ganância e a usura dos argentários 10.

 

Não é difícil pintar o quadro real desta fraude. O risco que os moneychangers corriam era mínimo, pois os empréstimos que faziam eram apenas constituídos de cédulas de papel criadas do nada, através do sistema do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro). A prática se tornou até mais fácil com o advento dos computadores, que simplesmente adicionaram mais zeros às operações. Os cidadãos dos países devedores eram a garantia dos empréstimos enquanto continuavam a pagar seus impostos e estavam submetidos às diretrizes de seus governos estabelecidos.

 

Foi assim que os moneychangers europeus ganharam controle sobre as inocentes massas da civilização do planeta e continuam a detê-lo na atualidade.

 

Para termos uma idéia da ativa participação dos moneychangers na Primeira Grande Guerra (1914-1918), é preciso entender que o conflito era essencialmente entre a Rússia e a Alemanha. A França e a Inglaterra foram partícipes involuntários. Entretanto, ambos os países tinham membros da família Rothschild no controle de seus bancos centrais, mantendo-os reféns econômicos, juntamente com suas colônias ultramarinas.

 

Os moneychangers insuflaram a guerra sob o pretexto da defesa nacional, financiando todos os lados envolvidos, até à exaustão física e material. Depois de quatro anos de derramamento de sangue, os argentários reuniram-se com todos os envolvidos e desenvolveram um sistema de taxação para pagar as dívidas de guerra, que acabaria por desencadear o surgimento do nazismo e a eclosão da II Guerra Mundial, que funcionou da mesma forma.

 

A grande restrição creditícia imposta pelo Fed no início dos anos 30 causou a quebra da bolsa novaiorquina de 1929, com impacto em todo o mundo. O presidente Roosevelt acabou por falir a economia americana ao ceder a todos os mandamentos dos moneychangers, inclusive confiscando todo o ouro em poder do público e aplicando severas sanções a quem não o entregasse. Foi assim que surgiu Fort Knox, um dos grandes embustes americanos, famoso na literatura e no cinema por guardar uma imensa fortuna em barras de ouro, mas, que, na realidade, nunca foi auditado desde sua criação, há mais de seis décadas, e suspeita-se de que tenha pouco ou nenhum ouro guardado atualmente, que teria sido enviado aos bancos europeus como garantia de empréstimos feitos pelos argentários ao governo dos EUA.

 

Dez anos depois do crash, em 1939, todos os players, de um lado e de outro do Atlântico, estavam tão depauperados que uma nova guerra tornou-se iminente. Os moneychangers, principalmente através do Fed americano, financiaram todos os lados e aguardaram a eclosão do conflito. Até os nazistas receberam dinheiro deles. O projeto Manhattan, que deu aos Estados Unidos a bomba atômica, foi o coup de gras dos especuladores, viabilizando a emergência dos americanos como primeira potência mundial, mas também criou as condições essenciais para a Guerra Fria entre os americanos e a União Soviética - mais um projeto de alta lucratividade para os moneychangers nas décadas seguintes, com a corrida armamentista bipolar. A Guerra da Coréia (1950-1953) e do Vietnam (1959-1975) são exemplos das práticas do fractional reserve lending praticada pelos bancos centrais para prover os governos de recursos para custear os conflitos, então já sob controle global dos moneychangers.

 

O assassinato do presidente Kennedy, em Dallas, Texas, em 1963, é uma repetição das circunstâncias envolvendo a era de Jesus há 2.000 anos. No dia 30.06.1963, Kennedy promulgou a Ordem Executiva número 11.110, retirando do Fed o poder de emprestar dinheiro a juros ao governo federal norte-americano. Com uma canetada, o pres. Kennedy criou as condições para encerrar as atividades do Banco Central americano. Essa ordem restaurou ao Depto. do Tesouro o poder de emitir dinheiro, sem passar pelo Fed, e, portanto, sem cobrança de juros. O dólar deixou de ser nomeado Federal Reserve Note e passou a ser emitido como United States Note e não seria mais emprestado ao governo, seria impresso por ele, sem juros. Essa lei foi sua sentença de morte. Cinco meses depois, em 22.11.63, Kennedy foi assassinado por Lee Oswald, que, por sua vez, foi morto a tiros, por Jack Ruby, no dia em que daria seu primeiro depoimento público sobre o caso.

 

Jesus também confrontou os moneychangers e o tribunal Sanhedrin do templo judeu, revelando sua ganância monetária e acabou morto. Diante da possibilidade de perder o controle das massas e o direito de cobrar taxas e impostos, os moneychangers agem rápida e violentamente.

 

Alguém ainda tem dúvida sobre a origem da atual crise econômica que assola o planeta, iniciada com a retomada dos imóveis da categoria sub-prime e depois com o desmantelamento da "bolha" de investimentos de Wall Street, cujos efeitos irão impactar severamente todos os países do mundo, lamentavelmente os mais pobres com mais crueldade?

 

Fica fácil compreender o papel dos bancos centrais mundiais, liderados pelo Fed em todas essas crises. Quem é mesmo que está emprestando cerca de US$ 850 bilhões ao mercado nos EUA, injetando dinheiro nas empresas e nos bancos? Ele mesmo, o Fed. Desta forma, expandindo e contraindo o dinheiro em circulação no mercado, os bancos maiores retomam ativos e o patrimônio das pessoas por uma bagatela e os revendem a preços usurários. Milhões de pessoas e negócios vão à falência, perdem suas casas e até a roupa do corpo, enquanto os moneychangers continuam sua opulenta trajetória de acumulação de dinheiro e de poder.

 

Desconhecidas pela grande maioria das pessoas no planeta, essas informações estão a clamar uma decisão séria e definitiva da população diante desse cruel sistema de ganância e poder exercido por um pequeno grupo, há mais de 300 anos, em contrapartida aos ensinamentos de amor ao próximo, irmandade e temor a Deus professados pela religião. Será que somos suficientemente civilizados para tomar esta decisão de forma adequada, quer individual ou coletivamente, para as futuras gerações? Ou também nós, diante do dinheiro e de todas as oportunidades e do poder que ele oferece, seremos tomados pela ganância e pela usura?

 

Uma coisa é certa. A civilização contemporânea, tal como está estabelecida, não subsistirá por muito mais tempo. Os problemas gerados pela cultura do dinheiro, do lucro, da ganância e do individualismo já estão destruindo a natureza do planeta de forma irreversível para os nossos descendentes. Aí reside o cerne da delicada decisão que nossa civilização terá que adotar, mais cedo ou mais tarde.

 

Se não enfrentarmos vigorosamente o embate milenar entre fortes x fracos e ricos x pobres, buscando ascender a uma consciência coletiva mais humana e amorosa e suprimindo os valores argentários, estaremos certamente acelerando nosso caminho para o fim. É preciso que alcancemos sabedoria através de um renascimento espiritual, se quisermos deitar o pavimento para a sobrevivência das gerações futuras.

 

(Todas as citações deste artigo, quer no texto principal, quer nos rodapés, podem ser conferidas em livros e matérias atuais e da época ou diretamente pela Internet, através de ferramentas de busca como o Google e outros.)

 

NOTAS DE RODAPÉ E REFERÊNCIAS

1 Pai de Mayer Amschel [Bauer] Rothschild, autor da afirmação que abre o texto (acima).

2 Pela primeira vez em sua história, a empresa Lehman Brothers viu-se enredada em problemas especulativos e pediu concordata no início de setembro/2008 para evitar a falência.

3 A respeito, veja a história do conflito de Waterloo no Google, utilizando as palavras chave "Waterloo" + "Nathan Rothschild". É importante realizar a pesquisa com as aspas e o sinal de mais para atingir o resultado esperado.

4 Veja no Google, sempre entre aspas para "focar" a pesquisa.

5 Banqueiro, financista e colecionador de arte americano que dominou o financiamento corporativo e a consolidação industrial no século XIX, ele articulou a fusão das empresas Edison General Electric e Thompson-Houston Electric Company que se transformou na General Electric, a conhecida GE. Também participou ativamente da criação da United States Steel Corporation, fruto da união da Federal Steel Company com a Carnegie Steel Company, que se tornou uma das grandes siderúrgicas americanas. Doou grande parte de sua fabulosa coleção de arte ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.

6 Fractional Reserve Banking = Sistema Bancário de Reserva Fracional, em que apenas uma pequena fração (às vezes até nenhuma, zero) dos depósitos bancários tem lastro em moeda corrente disponível para saque dos depositantes.

7 Greenback = verso verde. Os dólares impressos por determinação do presidente Abraham Lincoln tinham o verso em cor verde, para diferenciá-los das demais cédulas da moeda americana.

8 Do presidente Andrew Jackson, ao expulsar uma delegação de banqueiros internacionais do Salão Oval da Casa Branca: "Vocês são um ninho de vespas e ladrões cuja única intenção é acampar em torno da administração federal americana com sua aristocracia monetária perigosa para as liberdades do país".

9 Do presidente James Madison (quarto presidente americano): "A história registra que os moneychangers se utilizaram de toda sorte de abusos, intrigas e de todos os meios violentos possíveis para manter o controle sobre governos através da emissão de moeda".

10 A propósito, leia sobre "A República de Weimar", período de inflação galopante na Alemanha entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, em que o poder de compra do marco alemão foi completamente pulverizado pela altas taxas cobradas dos países aliados vencedores do conflito.

RÚSSIA QUER PARTICIPAR DO CONSELHO DE DEFESA SULAMERICANO, MAS SÓ COMO OBSERVADORA...

ENTRETANTO, NÓS TEMOS MESMO É QUE TEMER  O IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO,  PORQUE OS RUSSOS SÃO BONS, DEMOCRATAS, PACÍFICOS E NOSSOS AMIGOS DESDE CRIANCINHA...NÃO É?

 

Rusia pide incorporarse como observadora al Consejo de Defensa de la UNASUR

© 1994-2008 Agence France-Presse

14 Oct 2008

 

El gobierno ruso solicitó la incorporación, en carácter de observador, al Consejo de Defensa Sudamericano (CDS) de la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur), informó este martes el ministerio de Defensa de Argentina en un comunicado de prensa.

 

La solicitud fue hecha por el secretario del Consejo de Seguridad ruso, Nikolay Patruscev, durante una reunión en Buenos Aires con la ministra de Defensa, Nilda Garré.

 

“La delegación rusa se mostró interesada en el desarrollo del Consejo de Defensa de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y de la Asociación Latinoamericana de Centros de entrenamiento para Operaciones de Paz (Alcopaz) y pidió la incorporación rusa a ambos organismos como observadores”, señaló la nota de prensa.

 

La Unasur se institucionalizó en mayo pasado en Brasilia y quedó conformada por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela.

 

En dicho encuentro, los países dieron su apoyo a la creación de un Consejo de Defensa Sudamericano, cuyos objetivos serán intercambiar experiencias en defensa, realizar ejercicios militares en conjunto con los países miembros y reforzar las misiones de paz entre las Fuerzas Armadas de la región.

 

El Consejo — que se encuentra en formación — no sería una alianza militar convencional, como la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), sino una instancia de diálogo entre los ministros de Defensa y los gobiernos para formar una política regional de defensa, según los organizadores.

 

En la reunión, Garré y Patruscev analizaron la posibilidad de incrementar la colaboración con Rusia en materia de Defensa y consideraron que el tema puede ser “un componente importantísimo” de la reunión entre los presidentes de ambos países, durante la visita de Cristina Kirchner a Moscú a fin de año.

 

Argentina y Rusia acordaron reunir a especialistas de defensa el 4 de noviembre en Buenos Aires, como preparación de la reunión de la Comisión Mixta de Cooperación Técnico-Militar que se realizará el 17 y 18 del mismo mes.

 

Otro de los temas examinados en la reunión fue la posibilidad de comprar helicópteros pesados rusos, especialmente valiosos para misiones antárticas, así como la eventual formación de aviadores argentinos como astronautas, según el comunicado.

Bolívia manda prender jornalista brasileiro

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CHICO ARAÚJO

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AGÊNCIA MAMAZÔNIA DE NOTÍCIAS

sábado, 11 de outubro de 2008

 

Jornalista Alexandre Lima, dono do jornal eletrônico O Alto Acre, teve prisão expedida por autoridades bolivianas.

 

BRASÍLIA — A instabilidade política que impera no Departamento (estado) de Pando, na Bolívia, região fronteiriça com o Acre, começa a ter reflexos do lado brasileiro.  Depois de prender o governador de Pando, Leopoldo Fernández, sob a acusação de genocídio, o Exército da Bolívia — que administra a cidade desde o dia 17 de setembro — agora também iniciou uma caçada a jornalistas brasileiros. Pando está sob estado de sítio desde o dia 12 de setembro.

 

Desta vez, o alvo do Exército boliviano é o jornalista Alexandre Lima, dono do jornal eletrônico  O Alto Acre. Lima mora na cidade de Brasiléia (AC), localizada na fronteira com a cidade de Pando, e separada da Bolívia pelo Rio Acre.   Desde o início desta semana, o jornalista começou a ser caçado por agentes da polícia militar do Exército do vizinho país.

 

“Após a decretação do estado de sitio, comecei a me precaver”, conta Lima, que já comunicou o fato ao Exército brasileiro, à Polícia Federal e à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Lima ficou sabendo que estava sendo procurado na manhã deste sábado, 11, ao telefonar para um colega jornalista em Cobija.  Lima procurava saber se, de fato, o presidente Bolívia, Evo Morales, faria uma visita à Província de Porto Rico (distante 80 km de Brasiléia) para inaugurar uma escola.

 

Ordem de prisão expedida

 

Durante o telefonema, Alexandre Lima manifestou ao colega boliviano o interesse de cobrir a visita de Morales e cruzar a fronteira, indo até a cidade de Pando. O colega, então, o aconselhou a não cruzar a fronteira.  Devido à ameaça, Lima diz estar temeroso pela sua segurança pessoal e da sua família. O jornalista é pai de dois filhos e tem negócios na fronteira com a Bolívia. As autoridades bolivianas silenciaram após o caso vir a público.

 

O jornalista boliviano contou a Alexandre Lima ter informações precisas de que as autoridades bolivianas haviam emitido um mandado de prisão contra ele. Ainda avisou que, se fosse preso, Lima seria levado para La Paz, onde seria julgado conforme as leis bolivianas, a exemplo do que ocorreu com o governador deposto Leopoldo Fernández.

 

Assustado com a notícia, Alexandre Lima quis saber os motivos da decretação de sua prisão pelo governo boliviano.  O motivo seria, confirme o colega, um contrato de publicidade que Lima tentou firmar com o governo de Pando, o que não se concretizou devido empecilhos da legislação boliviana.

 

Fernández foi deposto e, no dia 17 de setembro, preso a mando de Evo Morales. A partir da prisão do governador, Alexandre Lima também passou a ser alvo dos militares bolivianos pelo fato de ter boa relação com ele. “Fui informado, por exemplo, que os soldados têm em mãos minha foto para facilitar minha prisão”, contou Lima, via MSN, à Agência Amazônia.

 

Jornalistas bolivianos na mira

 

Alexandre Lima conta que, além dele, outros jornalistas — todos eles vivem em Cobija, capital de Pando — passaram também a ser procurados nos últimos dias pelo Exército boliviano. A caçada teve início, segundo ele, depois que o ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, mostrou em rede nacional uma lista de veículos de comunicação que, supostamente, estariam apoiando as ações de Leopoldo Fernández contra o cumprimento do estado de sítio em Pando. A lista inclui o jornal O Alto Acre.

 

No contato com a Agência Amazônia, o jornalista Alexandre Lima contou que passou a ser considerada “persona non grata” pelas autoridades da Bolívia a partir do instante que começou a divulgar os conflitos na cidade de Cobija, que começaram a pipocar há cerca de dois anos.  Os confrontos entre oposicionistas e grupo pró-Evo Morales acontecem desde 2006, ou seja, bem antes de Leopoldo Fernández ser eleito governador de Pando.

 

A irritação de Ramón e das autoridades pró-Evo Morales para com o jornalista Alexandre Lima chegou ao ápice quando ele, juntamente com o jornalista boliviano Carlos Valverde, da Rede PAT, denunciou os planos do ministro de tomada do chamado Oriente — a parte do território da Bolívia onde se concentram os governadores oposicionistas.  As denúncias abalaram seriamente a credibilidade do ministro.

 

 

Governo boliviano impõe lei do silêncio na imprensa e funcionários em Cobija Parte superior do formulário

 

 

Parte inferior do formulário

Por Alexandre Lima

11 de outubro de 2008

 

O Governo boliviano em um ato de imposição, ‘amordaça’ funcionários da Prefeitura (Governo) e a imprensa da capital de Pando, Cobija. O Ministro da Presidência, Juan Ramon Quintana, passou a ser o principal alvo da imprensa da Bolívia, desde que começou a perseguir os órgãos de comunicação e profissionais.


Nesta semana, foi ao ar em rede nacional, para fazer denúncias contra todos os meios de comunicação e profissionais de Cobija, dizendo que todos haviam sido cooptados pelo governador deposto, Leopoldo Fernandez, inclusive o jornal OALTOACRE.

Segundo informações, jornalistas estão escondidos pela cidade após o pronunciamento do Ministro e passaram a ser  procurados. Por telefone, um jornalista de Cobija, confirmou às ameaças que estão sofrendo.


Após a prisão do ex-governador Leopoldo Fernandez, o contra-almirante Landelino Rafael Bandeira Arze, assumiu o Palácio do Governo pandino e rege com mão-de-ferro, a atual administração.


Em uma reunião com os funcionários depois de duas semanas no poder, ‘puxou’ a orelha onde disse que, “estava ali para limpar a sujeira”. Desde então, qualquer funcionário ou pessoa que entre no prédio, é revistado tanto na entrada quanto na saída.

Todos os documentos do Governo estão sendo revisado folha por folha para que possam encontrar vestígios e de alguma forma, possam ser usados contra Leopoldo Fernandez. Os funcionários antigos passaram a ser vigiados e tratados de forma áspera e desconfiança por soldados da Marinha.


Os meios de comunicação: rádio, TVs, Produtoras e jornais impressos, passaram a ser subservientes ao Governo, caso não, poderão ter suas portas lacradas. Muitos radialistas brasileiros que trabalham no lado boliviano, estão apreensivos e alguns já pensam em mudar para outros estados no Brasil para poder sobreviver.

Homem leva tiro no Alvorada

Homem leva tiro no Alvorada

Invasão

Fonte: Correio Braziliense

06/10/2008

 

Invasor chegou a 500m da casa presidencial, mas foi atingido na perna por um tiro de arma calibre .12. O desconhecido passou por uma cirurgia vascular no Hospital de Base, onde ficará em observação.

 

A residência mais protegida do país, o Palácio da Alvorada, onde vivem o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, dona Marisa Letícia, foi alvo de uma tentativa de invasão no início da manhã de ontem. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), um homem, aparentando ter entre 25 e 30 anos, ignorou os avisos dos guardas presidenciais e pulou uma grade de proteção da área, ao lado do espelho d’água.


Ele conseguiu chegar ao jardim interno, que fica a aproximadamente 500m da residência, e só parou de andar em direção ao palácio quando um sentinela disparou uma arma calibre .12 contra sua perna direita. O homem se identificou como Denis, mas não portava nenhum documento que comprovasse a identidade.


O episódio teria ocorrido por volta das 7h, quando Denis, aparentando estar alcoolizado, tentou entrar na área, considerada de segurança nacional. De acordo com o GSI, o único guarda que fazia a segurança no portão cumpriu o protocolo e fez uma primeiramente um advertência verbal. Em seguida, deu um tiro para o alto. Só depois que os dois avisos foram ignorados, o sentinela disparou contra Denis, atingindo a panturrilha (ou barriga da perna).


O serviço médico do Palácio do Planalto prestou os primeiros atendimentos ao invasor, que logo depois foi encaminhado para o Hospital de Base, onde deu entrada no centro cirúrgico para a retirada da bala. O coronel Homero Zanotta, assessor de imprensa do GSI explicou que o guarda cumpriu todos os procedimentos indicados para a situação. “O pessoal de serviço tem a missão de impedir o acesso de pessoas não autorizadas ao Alvorada e o sentinela desempenhou seu dever impedindo a invasão”, disse.


Como a área que cerca a residência oficial é considerada de segurança nacional, o caso será investigado pela Polícia Federal, que esteve no local, ainda na manhã de ontem, para realizar a perícia. Serão instaurados dois inquéritos: um policial-militar, sob a responsabilidade do Exército, para investigar a ação do sentinela; e outro policial federal — para apurar as circunstâncias do episódio.


Atendimento


No HBDF, o chefe da equipe do pronto-socorro, Agenor Mousinho, informou que o tiro provocou uma lesão vascular na veia poplítea, responsável por carregar o sangue da articulação do joelho e músculos da coxa em direção ao coração. Ele foi submetido a uma cirurgia com um ortopedista e um cirurgião vascular, mas ainda não era possível prever o tempo de recuperação até o fechamento desta edição. “Acho que o ferimento não provocará seqüelas no paciente, mas ainda não podemos fazer uma previsão para ele receber alta e o tempo de recuperação porque problemas como infecções podem ocorrer durante a recuperação”, explicou.


Após a cirurgia, que durou mais de seis horas, foi montado esquema de segurança por agentes da PF na porta do centro. Segundo o chefe da equipe, o rapaz estava lúcido na hora do atendimento. Em relação às suspeitas de que o invasor estaria perturbado ou alcoolizado, o médico afirmou que foi feita coleta de material para exame que comprovará se houve uso de bebida alcoólica ou não por parte do paciente. A arma usada pelo guarda é considerada ideal para o uso policial, indicada para situações nas quais a confiabilidade seja fundamental para intimidar o oponente em razão de seu alto poder de fogo, da capacidade de armazenamento de cartuchos, bem como de sua rapidez de tiro.


Na hora da tentativa de invasão do Alvorada, o presidente Lula e a primeira-dama estavam em São Bernardo do Campo (SP), onde votaram nas eleições municipais. A identidade do invasor não havia sido divulgada pela polícia até o fechamento desta edição. Nenhum familiar procurou o desconhecido.

IVES GANDRA CONVERSA COM O PRESIDENTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA, JOÃO RICARDO MODERNO, E COM O CORONEL REFORMADO DA AERONÁUTICA, LUIS MAURO

IVES GANDRA CONVERSA COM O PRESIDENTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA, JOÃO RICARDO MODERNO, E COM O CORONEL REFORMADO DA AERONÁUTICA, LUIS MAURO

 

ENTRE OUTRAS COISAS, J.R.MODERNO FALA SOBRE REVELAÇÕES DO SERVIÇO SECRETO BRITÂNICO SOBRE O ENVOLVIMENTO DIRETO DE HUGO CHAVES COM O TRÁFICO DE DROGAS.

 

Chávez, novo chacal?

 

João Ricardo Moderno

Presidente da Academia Brasileira de Filosofia

 

11/08/2008

Rio - O venezuelano Ilich Ramirez Sánchez, ou Carlos, o Chacal, foi o maior terrorista do mundo antes de Bin Laden, seu amigo, e autor do livro “O Islã Revolucionário” (Mônaco, Éditions du Rocher, 2003). O discurso de Hugo Chávez na ONU tem uma frase do livro do Chacal: “estamos diante do Diabo” (p.191). A Revolução Bolivariana tem a sua matriz em Chacal, convertido ao islamismo em 1975: “O Islã e o marxismo-leninismo são as duas escolas nas quais eu extraí o melhor das minhas análises” (p. 199). E “eu sou e permaneço um combatente revolucionário. E, antes de tudo, a Revolução hoje é islâmica” (p. 23), afirma da prisão perpétua em Paris.

 

Chávez teria se convertido ao Islã, haja vista seu ódio ao biquíni e outras sandices. O acordo Venezuela-Irã explica muita coisa. Chacal era ligado a Fidel Castro, ao M19 da Colômbia e às Brigadas Vermelhas da Itália. Chávez tem como assessor o filósofo terrorista italiano Toni Negri, fundador das Brigadas Vermelhas. O dirigente máximo do grupo terrorista M19, Carlos Pizarro, fez carreira nas Farc. Chacal considera a Teologia da Libertação como aliada contra a decadência geral do Ocidente (p.207).


Chávez é acusado pelo Ministério da Defesa da Inglaterra e pelo Serviço Secreto Britânico de ser o maior traficante de cocaína da Grã-Bretanha, conforme relatório publicado na Revista Joseph Farah G2, fundador da WordNetDaily. Segundo o Serviço de Inteligência, cerca de 90% da cocaína da Grã-Bretanha supostamente seriam enviados por Chávez que a repassaria das Farc. Aeroportos militares da Venezuela enviariam para Guiné-Bissau, Senegal e Serra Leoa, daí para o norte da África, Espanha e toda a Europa. E o Brasil nisso tudo?

IVES GANDRA CONVERSA COM O PRESIDENTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA, JOÃO RICARDO MODERNO, E COM O CORONEL REFORMADO DA AERONÁUTICA, LUIS MAURO, NO PROGRAMA ‘CAMINHOS – DIREITO E ECONOMIA’ (16/09/2008), DA REDE VIDA. EM TRÊS BLOCOS, ELES FALAM SOBRE A IMPORTÂNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, SOBRE A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL E SOBRE AMÉRICA-LATINA. POR QUESTÃO DE EDIÇÃO, O PROGRAMA FICOU DIVIDIDO EM 4 PARTES E ALGUNS PEQUENOS TRECHOS FORAM CORTADOS, MAS, SEM PREJUÍZO DO CONTEÚDO.

 PARTE 1 

 

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4 

Você sabia que aquela introdução musical não cantada do Hino Nacional que estamos acostumados a ouvir tem uma letra?

Você sabia que aquela introdução musical não cantada do Hino Nacional que estamos acostumados a ouvir tem uma letra?

Um contato me mandou um link e eu fiz uma montagem com três vídeos para mostrar essa parte da letra de nosso Hino que quase ninguém conhece e também para mostrar a força que ele pode ter entre aqueles que amam sua pátria, seu país e seus irmãos. Confiram:

JORGE SERRÃO DO ALERTA TOTAL SOFRE AMEAÇA!

 
Recadinho ao Crime Organizado
Por Jorge Serrão
25/09/08
 
Fazer perguntas idiotas faz parte da minha atividade diária de jornalista há 25 anos. Faço uma, bem específica, aos representantes do Poder Judiciário e da Polícia Judiciária. Indago: Não é mais fácil trabalhar seriamente e desvendar crimes como o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel (cadáver politicamente insepulto da República Sindicalista no poder), em vez de usar mecanismos judiciais ou policialescos para tentar intimidar um simples jornalista que apenas combate o Governo Ideológico do Crime Organizado? De cara, vou logo avisando que nunca me curvei a intimidações, quaisquer que fossem. Segundo, deixo bem claro que não faço parte do partido político no poder, não trabalho para o governo formal em nenhum de seus poderes, não corroboro com a mídia amestrada e nem faço parte de máfias ou facções criminosas. Portanto, não faço parte do Governo Ideológico do Crime Organizado. Por isso, não devo ser importunado em minha vida privada, sendo investigado por supostos inquéritos, como se fosse um bandido. Não sou, nem nunca serei. Ainda mais por filhotes da dita-dura. Gente que aprendeu a trabalhar usando métodos truculentos, fora da legalidade, e que hoje aproveitam suas lições do passado para aplicar na nova ordem anti-democrática atual. O meu recado é pessoal e tem endereço certo. Se alguém ficou nervisinho ou com raivinha de algo que o Alerta Total publicou ou veiculou, pela lei, devia antes contactar o editor do blog e pedir uma eventual retratação ou direito de resposta. O Alerta Total dá na hora. Agir nos subterrâneos do poder policialesco, e usar o iludido Judiciário para intimidar a atividade jornalística, através de inquéritos e inquisições de bastidor, é crime contra a liberdade de expressão prevista na Constituição. Ou será que a constituição não vale mais?Para mim, vale! Leia também: Notícia velha é que dá polêmica boa II.