IMORTAIS GUERREIROS

ETERNIZANDO OS IDEAIS DE LIBERDADE

OBAMA - TUDO O QUE A MÍDIA BRASILEIRA OMITIU DE VOCÊ, LEITOR

OBAMA - TUDO O QUE A MÍDIA BRASILEIRA OMITIU DE VOCÊ, LEITOR

Eu deveria começar esta página falando sobre a vitória de Obama nas eleições presidenciais dos Eua de 2008. Mas, não o farei, porque, ao longo da leitura, o leitor irá tomar conhecimento dos inúmeros mistérios e casos mal contados que cercam o próprio Obama e as eleições - tudo o que foi omitido dos brasileiros, pela mídia, aqui, e dos norte-americanos, lá.

Na verdade, a única mídia que conseguiu levar informação verdadeira ao público sobre as eleições presidenciais dos EUA foi a internética. Infelizmente, talvez por não saber 'inglês', muitos leitores/telespectadores/internautas, não ficaram sabendo 'da missa a metade' sobre o que esteve por trás destas eleições. Eu mesma, ao estudar e acompanhar o assunto, cada vez mais me surpreendia com como as técnicas de enganação do povo, de ludibriação dos eleitores, de dominação de 'terreno', de corrupção, de ascensão ao poder a qualquer preço (e com as piores das intenções, diga-se) estão se homogeneizando a passos largos e a olhos vistos pelo mundo.

Muito me lembrava, a toda hora, do que o PT, o Lula, os seus 'companheiros', a falsa oposição e a mídia cooptada (por ideologia, por chantagem ou por questão de sobrevivência) fizeram, fazem e ainda farão por aqui.

Digo uma coisa para o leitor: ‘mensalão’ é brincadeira de criança perto do que encontrei. Relações perigosas de Obama com terroristas e com ditadores; suspeita de corrupção na compra da mansão de Obama; mentiras deslavadamente contadas e reemendadas por Obama, em rede nacional; recusa de apresentar documentos necessários para um candidato à presidência dos EUA por parte de Obama e de seu comitê eleitoral; processos contra o candidato que foram omitidos do público; patrocínio de Obama e dos democratas ao crescimento da ‘bolha de crédito’ que desencadeou a mais nova e grave crise econômica mundial (informação deliberadamente sonegada ao público eleitor); indicações inegáveis da fé muçulmana de Obama (que ele renega em público, apesar de todas as evidências); o pagamento, por parte de um muçulmano radical, da faculdade cursada por Obama (Harvard). Tudo isso e mais um pouco são informações que foram sonegadas ao mundo e a muitos dos próprios eleitores americanos – não só pelos democratas e por Obama; mas, pior, muitas delas pela própria oposição republicana.

Selecionei o texto (que vem logo após a essa pequena introdução - abaixo) de Olavo de Carvalho por resumir muito bem o que o leitor irá encontrar ao longo de todas as publicações desta página. É, eu tive que abrir uma página só para falar de eleições americanas e de Obama, porque não caberiam todas na 'Voz dos Guerreiros' e corriam o risco de se perder (o fio da meada) entre outros assuntos de igual gravidade.

Por que só agora publico essas coisas?

Muitos já sabem que nossos sites e blogs sofreram alguns revezes provocados por ataques de vírus virtuais, bem como nossos PC(s). Todos os problemas foram sanados e nada se perdeu. Mas, para colocar tudo em dia e novamente bem organizado, perdemos inacreditáveis quase dois meses - e ainda não está tudo ok. Isso fez com que material importante deixasse de ser publicado na hora em que deveria ter circulado. Mas, alguns são tão importantes - como é o caso desse material todo sobre Obama e sobre as eleições presidenciais dos EUA -, que, mesmo com um pouco de atraso, vale a pena publicar e chamar a todos para que leiam e para que reflitam.

Matando a Constituição

Matando a Constituição

Por Alan Keyes e John Haskins

Internacional - Estados Unidos

18 Março 2009 - Artigo originalmente publicado em 20 de janeiro

http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_content&view=article&id=43:matando-a-constituicao&catid=52:estados-unidos&Itemid=17

 

Alan Keyes - Alto diplomata da era Reagan e líder de longa data do movimento conservador. É um conhecido defensor da vida e um advogado eloqüente em prol do restabelecimento do respeito pelos fundamentos morais da América e pela proteção constitucional dos direitos divinos e inalienáveis à vida e à liberdade para todos. Promove contínuos esforços em favor da restauração da soberania erodida do povo americano, por meio da proteção das fronteiras, da abolição do imposto de renda federal e da limitação constitucional dos poderes do Judiciário. Deixou formalmente sua filiação partidária republicana em abril de 2008 e se tornou o candidato presidencial do Partido Independente da América. Mais informações e links úteis podem ser encontrados em www.alankeyes.com, www.aipnews.com ou www.selfgovernment.us.

John Haskins - Editor do site www.UndergroundJournal.net, escritor, editor e ex-executivo de mídia. Entrevistou o prêmio Nobel da paz e herói anti-comunista Lech Walesa e o Primeiro-Ministro Tadeusz Mazowiecki, o primeiro  da Polônia na era pós-comunismo. Atuou também como repórter nos campos de refugiados albaneses durante a guerra dos Bálcãs. Já escreveu artigos para as revistas American Spectator, Insigth e World, bem como para o site WorldNetDaily e para vários outros meios de comunicação, sobre temas mundiais, questões constitucionais, direitos dos pais e os rumos da sociedade americana.
 
Sobe agora aos palcos da história mundial um homem bastante consciente, ao que tudo indica, de que a Lei Suprema dos Estados Unidos o impede de ser presidente do país.

Afinal, que outro motivo levaria alguém a contratar advogados e gastar milhões de dólares somente para não ter de apresentar uma certidão de nascimento que custa 12,50 dólares e que provaria sua elegibilidade, nos termos da Constituição? Em meio aos cantos ritmados de uma mídia delirante e servil, o esplendor da posse substituirá a simples prova de que os Estados Unidos contarão com um presidente legitimamente constituído.

Se Obama não é legalmente elegível, os Estados Unidos não terão um presidente. Um usurpador exercerá um poder que poucos homens tiveram no passado, ainda que destituído de um mandado constitucional. Por mais que seja adorado pela mídia ou pelos grupos raciais, e independentemente do apoio público, Obama será um tirano, no sentido original da palavra (do grego tyrannos, alguém que exerce um poder que não lhe cabe de direito). Quando enviar jovens soldados para morrer, a mera sugestão de usurpação dos poderes presidenciais constituirá um insulto ao sacrifício deles e uma afronta à Constituição pela qual dão tudo de si. Mesmo que pronuncie o juramento solene com a mão sobre a Bíblia de Lincoln, ele o estará traindo e, em vez de cumprir os ditames da Constituição, em vez de protegê-la e defendê-la, estará subvertendo seus princípios.

As elites insistem em que devemos fingir que nos convencemos depois da apresentação na internet do “certificado” do hospital, no qual faltam, porém, as informações requeridas pela Constituição. Com base nisso nos deixaremos levar pela fé cega e arriscaremos as conseqüências de uma usurpação inconstitucional da presidência?

“Ponha sua fé nos homens, mas amarre-os com as correntes da constituição”, advertiu-nos Thomas Jefferson. Júlio César alçou-se ao poder sobre as paixões dos homens e assassinou uma república. Napoleão fez o mesmo. Hitler também, com forte apoio da elite secularizada e educada. Mas as elites, agora, aprovam quando Obama desdenha a Constituição, da mesma forma que fizeram quando Mitt Romney atirou ao lixo a Constituição que jurara cumprir. Vêem a Lei Suprema dos Estados Unidos como letra morta, “viva e respirando”, claro, o que em seu linguajar significa morta e enterrada.

Do mesmo modo que as elites educadas e sofisticadas de Weimar, na Alemanha, as elites de hoje anseiam por viver sob o que será, acreditam, uma ditadura benevolente. Uma ditadura, contudo, distinta: suave, agradável, em harmonia com o sempre cambiante consenso da classe falante. Assim foi sempre na história humana, até que a Declaração de Independência fez nascer as constituições federal e estadual, agora nada mais do que platitudes arcaicas para moldar jovens inocentes, nas aulas de história, como sujeitos dóceis de uma tirania burocrática.

Não seria difícil esclarecer a questão da elegibilidade de Obama para ser presidente. A Constituição criou todo um setor do governo com o fim de solucionar controvérsias constitucionais. Os magistrados, porém, reuniram várias “regras” ao longo dos anos, que utilizam como pretexto para violar a constituição e como desculpa quando deixam de cumpri-la. Essas mesmas regras lhes servem agora para afirmar que os americanos não possuem  capacidade jurídica para solicitar às cortes um julgamento de valor exigido por nossa Lei Suprema. Desconhecem processos que solicitam apenas que os juízes respeitem seus juramentos e obedeçam à Constituição. Será que os juramentos solenes perderam todo sentido?

Seja por incompetência, covardia ou cinismo calculado, o desconhecimento de processos válidos constitui uma subversão voluntária da Constituição, resultado inevitável de uma educação legal que substitui a autoridade das leis e constituições por decretos judiciais.

“Liberdade” para violar seu próprio juramento?

Um artigo na Michigan Law Review adianta o palavreado legal empregado para obscurecer um tema muito simples e que se resume no seguinte: as leis enunciadas na Constituição a tornam inaplicável. Mas que tipo de anti-lógica permite que uma Constituição torne a si mesma inaplicável?

Não há dúvida de que os juramentos solenes de obediência à Lei Suprema dos Estados Unidos perderam todo sentido. “Lavamos nossas mãos”, proclamam os magistrados. Os políticos, acrescentam, se encontram agora submetidos ao sistema da honra.

Mas, entre os que sustentam que considerações “prudentes” ou “discricionárias” prevalecem sobre juramentos solenes e não-discricionários, a honra se tornou um conceito fora de moda. Só resta, assim, a lei da selva, adornada por um jargão jurídico. Agora é cada um por si, os mais fortes contra os mais fracos.

O artigo da Michigan Law Review se fundamenta nas premissas ocultas e no raciocínio circular que juízes e advogados costumam utilizar nos regimes totalitários. Vejam um exemplo de situação em que os cidadãos não têm “capacidade” de demandar que a lei seja cumprida:

“Os três requisitos relativos ao Artigo 3o estão bem consolidados”.

O fato de o autor se referir de passagem ao Artigo 3o da Constituição nada mais é do que um subterfúgio. Não por outra razão ele se vê forçado a recorrer imediatamente ao que dizem os magistrados (àquilo que os advogados contemporâneos chamam pretensiosamente de “precedente jurídico”) em vez de à Constituição mesma:

“De acordo com os precedentes jurídicos existentes, nos casos que colocam em cheque a elegibilidade de candidatos presidenciais, é provável que falte ao reclamante capacidade jurídica. Com efeito, pode-se questionar se alguém teria capacidade jurídica para tanto... na Justiça federal, inicialmente, em função de prudentes limitações à capacidade jurídica... Em primeiro lugar, conforme descrito em Lujan v. Defenders of Wildlife e em outros casos ... disse a Corte. Em Allen x Wright, por exemplo, a Corte sustentou...

O vocabulário empregado e o dogma oculto não fariam sequer sentido para os que escreveram ou ratificaram a Constituição: “precedentes jurídicos existentes”; “bem consolidados”; “é provável que falte ... capacidade jurídica”; “pode-se questionar”; “prudentes limitações”; “disse a Corte”; “a Corte sustentou”. Tudo se resume à opinião de magistrados, as quais, com o passar dos anos, produziram múltiplas camadas de auto-contradição.

Quaisquer tentativas de comparar a moderna ficção do “direito” criado pelos juízes com o antigo sistema da Common Law são ineficazes ou desonestas. Aqueles que criaram nossa forma de governo não deixaram nenhuma margem para que o conceito de opiniões de magistrados pudesse ser transformado em lei. A Constituição de Massachusetts é ainda mais explícita do que a maioria: “O povo ... não pode ser regido por nenhuma outra lei a não ser aquelas que tenham sido aprovadas pelo corpo representativo constitucional”  (Parte I, Artigo 10).

O termo “jurisprudência” não existia e nem poderia existir porque era uma negação da Declaração de Independência, da Constituição e dos próprios Estados Unidos enquanto país. O termo teve então que ser inventado muito mais tarde por juristas, para esconder o roubo do poder do povo. Apresentar a opinião dos juízes como a própria lei significa condenar a Constituição ao esquecimento – mesmo quando ela é o tema da controvérsia. Mas não temam. As opiniões dos juízes a respeito da Constituição são ainda melhores do que a coisa real.

Ironicamente, a incapacidade dos juízes de cumprir seus juramentos e de respeitar a Constituição acaba por destruir a argumentação que fundamenta seu papel como “guardiães da Constituição”. Como escreveu Alexander Hamilton, um dos “Founding Fathers”:

“A interpretação das leis constitui matéria própria e peculiar às cortes. A constituição é na verdade uma lei fundamental e assim deve ser considerada pelos magistrados. Cabe-lhes, pois, determinar seu significado, assim como o significado de qualquer ato particular do corpo legislativo. Em caso de diferença irreconciliável entre ambos, deve-se dar preferência ao que tenha validade e obrigação superiores; ou, em outras palavras, a Constituição deve sobrepor-se ao estatuto, a intenção do povo à intenção de seus agentes”. (Os papéis federalistas, no 78).

Hamilton tornou claros princípios vinculantes do direito e do governo norte-americanos, à época universalmente compreendidos e constantes, de modo implícito ou explícito, em nossas Constituições:

O dever dos magistrados de defender com toda fé a intenção original da lei fundamental dos Estados Unidos jamais pode ser discricionário, porém sempre obrigatório;

É um dever interpretar, não gerar leis;

A jurisprudência é a jurisprudência da intenção original, caso contrário não constitui jurisprudência alguma;

A Constituição é fundamental, o que em inglês claro significa simplesmente que, quando não se interpreta ou não se aplica honestamente, os fundamentos mesmos do governo são solapados;

Alguns gritam que “uma eleição” não pode ser revertida, respeite ou não a Constituição. Isto é irracional e representa o caminho para a tirania.

O mero voto da maioria em favor de qualquer presidente em particular não pode jamais opor-se às normas fundamentais estabelecidas pelo povo como um todo: a Constituição devidamente ratificada, que é a Lei Suprema dos Estados Unidos. Nela se encontram as regras de acordo com as quais a simples pluralidade de eleitores pode impor legalmente à outra parte da população um presidente pelo qual esta não deseja ser governada.

O ato soberano coletivo que deu origem à Constituição determina a legitimidade de todo ato subseqüente praticado sob sua autoridade, incluindo as eleições conduzidas pelo povo. Se a Suprema Lei, que estabelece as normas e os limites das eleições e do governo, é suspensa, a legitimidade do próprio governo é posta em cheque. Se qualquer maioria passageira pode utilizar uma eleição ordinária para passar por cima da Constituição, então não existe mais Constituição, mas tão-só a tirania da maioria. Os magistrados são obrigados, pelo juramento solene de posse, a declarar ilegais os atos que violem a Constituição.

A legitimidade do governo não vem a ser um mero conceito abstrato. As leis são mais facilmente aplicadas, com menos violência e conflito, quando o governo conta com o respeito e a lealdade do povo. Sob governos despóticos, que se apóiam no medo, no culto da personalidade e na distribuição de botins, o poder constitui o instrumento pessoal dos governantes (res private). Sob governos constitucionais, o poder pertence ao povo (res publica), cuja vontade e intenção a Constituição representa. A lealdade à Constituição se impõe à fidelidade pessoal como aspecto nuclear do respeito à lei. Quando funcionários públicos mostram desprezo pela Constituição, abrem caminho para uma emprego crescente da força como instrumento da lei; e para a irrupção de conflitos civis.

Ao longo da história dos Estados Unidos, a queda de outras nações (França, Itália, Alemanha, Espanha, Índia, China, Sudão, etc.) em estado de anarquia, violência e ditadura fez recordar aos lideres conscientes na América que inculcar respeito e amor pela Constituição era questão de sobrevivência nacional. O interesse próprio iluminado tornou o Judiciário um dos principais promotores e guardiães dessa percepção essencial. Assim, elementos públicos da elite americana foram suficientemente prudentes para temer as conseqüências de um governo que seguisse padrões de legitimidade decrescente, os quais tendem a produzir ciclos históricos de repressão, violência e conflito perpétuo, como já se viu em tantas partes do mundo.

Hoje em dia,  os avanços tecnológicos e a imensa expansão das empresas corporativas levaram a auto-satisfação e a arrogância das elites a cumes inimagináveis. Através da realidade virtual da mídia informativa e da manipulação econômica, elas moldam a percepção, a consciência e o comportamento, dispensando, acreditam, a necessidade prática de uma liderança moral e da educação que promove o caráter. Elas desprezam o caráter como fundamento do auto-governo e, em seu lugar, colocam a ilusão poderosa de sua infalível competência técnica e econômica. Por enquanto, ainda preservam a fachada de respeitabilidade perante o povo, mas à medida que as técnicas modernas de despotismo forem surtindo efeito, já não necessitarão da máscara processualística constitucional para ocultar o fim da era do governo baseado no consenso dos governados.

Não é à toa que, mal pôs as mãos nas alavancas do poder, Barack Obama já se sente seguro a ponto de se recusar a mostrar uma obediência pública completa aos ditames da Constituição. Afinal de contas, entre os que fazem seus juramentos solenes, a honra é algo ultrapassado. O desrespeito sem medida pela Constituição e pela autoridade do Povo soberano que a ratificou indica a iminência do abandono da própria garantia de nossa liberdade pela elite detentora do poder.

Como o cão que não latiu na história de Sherlock Holmes, a cumplicidade silenciosa das elites americanas, incluindo juízes, representantes eleitos e outros que juraram respeitar a Constituição, revela a quem ainda se encontra desperto, ou ainda não se deixou cegar pela ambição egoísta, que o brilho refulgente da liberdade vai sendo extinto pelos próprios guardiães da sua flama.

Segredos e mentiras sem fim

Segredos e mentiras sem fim

 

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 4 de novembro de 2008

 

O juiz federal Richard Barclay Surrick rejeitou o pedido do advogado democrata Philip J. Berg para que intimasse Barack Hussein Obama a apresentar sua certidão de nascimento original. A sentença baseou-se em dois argumentos: (1) pela lei americana, nada autoriza o simples eleitor a questionar a elegibilidade de um candidato presidencial; (2) Berg peticionou como simples eleitor, não como vítima, já que não comprovou qualquer dano pessoal sofrido em razão da candidatura Obama.

 

A Constituição americana determina que só cidadãos americanos natos têm o direito de concorrer à presidência, mas esse permanece um direito sem garantia nenhuma: por incrível que pareça, não há nenhuma instituição incumbida de exigir prova de nacionalidade dos candidatos. Se ao simples eleitor é também negado esse direito, aquele artigo da Constituição está virtualmente revogado.

 

Berg anunciou que vai recorrer à Suprema Corte: “O que está em questão é saber quem tem legitimidade para impor a obediência à Constituição. Se eu não tenho, se você não tem, se o seu vizinho não tem legitimidade para questionar a elegibilidade de um indivíduo à presidência dos EUA, então quem tem? Assim qualquer um pode simplesmente se afirmar elegível para o Congresso ou para a presidência sem que ninguém possa questionar o seu estatuto legal, a sua idade ou a sua cidadania.”

 

Enquanto isso, todos os canais possíveis para se averiguar a nacionalidade de Obama estão meticulosamente bloqueados. A governadora do Havaí, Linda Lingle, colocou a certidão de nascimento dele sob guarda do Estado, para que ninguém tivesse acesso ao documento sem autorização do próprio Obama ou de seus familiares. O mesmo fez o governo do Quênia com todo e qualquer documento referente a Obama, logo após expulsar do território queniano o repórter Jerome Corsi que estava ali investigando as atividades do candidato em prol do genocida Raila Odinga.

 

Obama pessoalmente proibiu que todas as entidades detentoras de seus documentos os divulgassem sob qualquer maneira que fosse. Eis a lista dos papéis que permanecem secretos (v. NewsMax.com):

 

1) Registros médicos.

 

2) Correspondência enviada e recebida pelo seu gabinete no Senado.

 

3) Agenda dos encontros e demais compromissos atendidos por ele no Senado.

 

4) Lista dos clientes do seu escritorio de advocacia e recibos dos respectivos pagamentos.

 

5) Histórico escolar do Occidental College, onde ele estudou por dois anos.

 

6) Histórico de seus estudos na Columbia University.

 

7) Histórico de seus estudos na Faculdade de Direito de Harvard.

 

8) Sua tese de doutoramento em Columbia.

 

9) Seu comprovante de registro na Ordem dos Advogados de Illinois.

 

10) Lista dos clientes que ele representou como advogado na firma Davis, Miner, Barnhill & Gallard (solicitado a apresentá-la, Obama forneceu em vez disso a lista de todos os clientes da firma, tornando impossível saber quais ele representava pessoalmente).

 

11) Lista das contribuições de menos de duzentos dólares oferecidas à sua campanha (essas contribuições somam mais de 63 milhões de dólares e, segundo repórteres que puderam espiar por instantes algumas páginas da lista no escritório de Obama, incluem doadores como Fred Simpson, Mickey Mouse e Family Guy).

 

12) Certidão de nascimento original ou cópia autenticada.

 

Não é preciso dizer que nenhum outro candidato presidencial jamais negou ao público os documentos equivalentes. O bloqueio torna-se ainda mais suspeito porque vários pontos essenciais da biografia de Obama estão cheios de contradições.

 

1) Sua avó paterna assegura que estava presente na sala de parto quando ele nasceu num hospital em Mombasa, Quênia. Ele assegura que nasceu em Honolulu, Havaí, mas ele e sua irmã dão os nomes de dois hospitais diferentes onde isso teria acontecido.

 

2) Ele viajou para o Paquistão quando a entrada de americanos era proibida nesse país. Usou portanto um passaporte estrangeiro, quase certamente o da Indonésia, onde ele viveu e estudou numa época em que, estando o país em guerra, só crianças de nacionalidade indonésia eram aceitas nas escolas. Mais ainda, a lei indonésia não aceitava dupla nacionalidade, de modo que para Obama tornar-se cidadão indonésio ele teve de renunciar (por meio de seu pai) à nacionalidade americana, só podendo portanto voltar aos EUA como imigrante.

 

3) Obama afirmou várias vezes que jamais pertencera a um partido socialista. Os documentos do New Party provam que ele mentiu (v. AmericanThinker.com).

 

4) Obama disse que não tinha qualquer ligação com a Acorn, ONG responsável pela maior derrama de títulos de eleitor falsos já ocorrida nos EUA. Documentos e vídeos da Acorn provam que ele mentiu (v. NationalReview.com, www.youtube.com/watch?v=8vJcVgJhNaU e www.youtube.com/watch?v=7NmaZIdz6Vo).

 

5) Obama disse que não tivera nenhuma conexão política com o terrorista William Ayers. Documentos liberados pela Universidade de Illinois provam que ambos trabalharam juntos em projetos destinados a subsidiar organizações esquerdistas (v. MichelleMalkin.com).

 

6) Ele disse que jamais soubera das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas como é possível ouvir todas as semanas durante vinte anos as pregações de um pastor que praticamente só fala de política, sem ficar sabendo do que ele pensa a respeito?

 

Além das mentiras patentes, há os fatos nebulosos e mal explicados. Como Obama conseguiu viajar para o Paquistão quando a entrada de americanos era proibida no país? Por que ele jamais contou que é primo de Raila Odinga nem admite divulgar os documentos das atividades que desempenhou em favor desse assassino? Por que o agitador racista Khalid al-Mansour pagou os estudos de Obama em Harvard? Como pode Obama afirmar que não foi educado numa família muçulmana, se os documentos mostram que até numa escola católica, na Indonésia, ele se registrou como muçulmano? Por que, ao saber que alguém abrira um processo no Havaí solicitando a divulgação da sua certidão de nascimento, Obama repentinamente se lembrou de que sua avó estava doente em Honolulu – uma semana depois de ela ter saído do hospital – e, correndo para visitá-la sob a alegação de que talvez fosse sua última oportunidade de encontrá-la com vida, não levou junto a mulher e os filhos, mas uma equipe de advogados?

 

Para completar, há uma quantidade estonteante de pequenas mentiras, todas proferidas com aquela desenvoltura que, nos mitômanos, substitui a sinceridade, às vezes com vantagem: a história do tio que libertou os prisioneiros de Auschwitz (as tropas americanas nunca entraram lá), o pai pastor de cabras (só se as criou no escritório onde trabalhava), a balela de que jamais aceitou contribuições de companhias de petróleo (esqueceu a Exxon e a Shell), a conversa mole de que foi membro do Comitê de Bancos do Senado (jamais esteve lá), etc. etc. A coisa não tem mais fim. É alucinante (v. http://theobamafile.com/ObamaLies.htm).

 

São só alguns exemplos, colhidos a esmo entre centenas. Nenhum desses fatos foi jamais eficazmente contestado, nem as perguntas daí decorrentes respondidas por quem quer que fosse. No entanto, qualquer dúvida quanto à nacionalidade de Obama ou à autenticidade da sua biografia de campanha é instantaneamente rotulada de “teoria da conspiração” e impugnada como absurda pela grande mídia em peso, como se esta mesma não ignorasse as respostas tanto quanto as ignora o resto da população.

 

Jamais, na história americana, um candidato presidencial com uma conduta tão nebulosa, extravagante e suspeita teve segredos tão bem guardados quanto os de Barack Obama, nem tanta gente importante empenhada em resguardar seu direito de guardá-los. A privacidade de Obama – a privacidade de um homem público – está acima da própria Constituição americana. Acreditar em Obama sem provas tornou-se obrigação incontornável, e questionar essa obrigação é sinal de racismo.

 

Tal como no Brasil uma gigantesca operação-sumiço elegeu e reelegeu Lula impedindo que a população soubesse de suas atividades no Foro de São Paulo, um esquema de ocultação mais vasto ainda foi montado para eleger Barack Obama. Com notável hipocrisia os esquerdistas de ambos os países clamam contra a “crescente concentração da mídia”, na verdade uma bênção para eles, sem qual jamais teriam podido bloquear o acesso às notícias que vão contra o seu interesse.

 

No caso de Obama, o quadro da mais notável fraude eleitoral de todos os tempos é completado pela chantagem racial, pela distribuição maciça de títulos de eleitor falsos e pelo uso generalizado da intimidação e da agressão moral e física que transforma esta eleição americana numa palhaçada de Terceiro Mundo (vejam: TimesOnline, Breitbart.tv, HeraldOnline.com, InYork e WorldNetDaily.com).

AFINAL, QUEM É BARACK OBAMA?

AFINAL, QUEM É BARACK OBAMA?

 

Por Rebecca Santoro

 

É impressionante! É incrível como a mídia nacional – e até a internacional – está omitindo de todos nós o fato de o candidato do partido Democrata, Barak Hussein Obama II (seu nome oficial, atualmente, pois ele possui mais quatro outros, outrora usados, dependendo da época de sua vida), simplesmente poder não ter condições legais para se candidatar à presidência dos Estados Unidos da América. A pura e simples cogitação dessa possibilidade já caberia nos noticiários internacionais e nacionais – muito mais ainda caberia, como é o caso, se essa cogitação fosse feita por um congressista norte-americano, do mesmo partido do candidato Obama e perante à Suprema Corte de Justiça dos EUA. Não dar um pio sequer a respeito desse assunto para os milhões de leitores, ouvintes e telespectadores brasileiros passa a ser, portanto, outro fato digno de se tornar notícia.

 

A defesa de Barac Obama no processo movido contra ele pelo congressista Philip J. Berg democrata solicitou extensão de prazo para provar a existência da certidão de nascimento do candidato à presidência dos EUA. Porém, as eleições começaram, terminaram com a vitória de Obama e nada de certidão de nascimento! O processo de "ausência de qualificação para servir como presidente" foi solicitado à Corte de Lafayette Hills, Pennsylvania, pelo advogado Phillip J. Berg, ex-promotor público do Estado da Pennsylvania e, hoje, Deputado por aquele Estado, PELO PARTIDO DEMOCRATA – como já disse, o mesmo de Obama. Foi durante a última audiência sobre o tal processo que a defesa de Obama solicitou alongamento de prazo. É tanta dificuldade para apresentar um registro de nascimento verdadeiro (depois do falso que apresentou e que foi descoberto), que parece que Obama teria nascido realmente no Kenya, onde, aliás, até hoje, vive um meio-irmão seu, na miséria (*).

 

Semana passada, Berg trouxe a público a informação de que, depois de o Partido e do próprio Obama terem se recusado, seguidamente, a apresentar um documento impresso oficial - ou seja, a certidão de nascimento - do candidato do partido à presidência que pudesse confirmar sua elegibilidade como presidente dos EUA, não haveria outra alternativa senão a de cancelar a sua candidatura. Isso não aconteceu. Porém, antes mesmo de ser iniciado o processo da votação, Berg entrou com mais duas ações na Justiça requerendo que a Corte ceda julgamento sumário à sua ação anterior – que pede que Barack Hussein Obama, ou Barry Hussein Obama, ou Barack Dunham ou Barry Dunham, ou Barack Soetoro, ou Barry Soetoro (os vários nomes de Obama) apresente documento que comprove sua naturalidade americana.

 

No vídeo abaixo (não traduzido e sem legendas - alguém se candidata a fazer esse trabalho? Eu publico) está uma entrevista com Berg, na qual todo o processo é esclarecido.

 

 

 

Cópias do processo contra Obama foram emitidas para o DNC (Democratic National Committee) e para o FEC (Federal Election Commission – uma agência regulatória ‘independente’), em agosto. Nenhuma providência foi tomada e nenhuma investigação foi realizada! De acordo com informações do FBI, uma vez que uma pessoa já tivesse sido eleita para o Congresso, não seria preciso investigar mais nada em relação à sua elegibilidade, inclusive para presidente dos EUA. Ou seja, ‘independência zero’. Um absurdo sem lógica nenhuma – uma coisa é ser um congressista, deputado ou senador e outra completamente diferente é ser o presidente da maior potência mundial.

 

Vamos a uma Pequena Biografia de Obama. Stanley Ann Dunham Obama Soetoro (November 29, 1942 - November 7, 1995), também conhecida como Ann Dunham ou Stanley Ann Dunham – a mãe de Barak Obama - era uma antropóloga e ativista de esquerda. Ela nasceu em Fort Leavenworth, Kansas, filha de Stanley e de Madelyn Dunham. Seu pai trabalhava numa loja em que vendia móveis e sua mãe num banco.

 

A família mudou-se para Mercer Island, Washington, em 1956, quando Ann tinha 13 anos. Lá, ela participou de grêmios estudantis e se formou na High School, em 1960. A escola era um recinto cheio de professores marxistas. Dois deles, Val Foubert e Jim Wichterman, marxistas da Escola de Frankfurt, ensinavam Toeria Crítica para os estudantes – o que incluía, entre outras coisas, rejeição às normas sociais, ataques ao cristianismo e à família tradicional e leitura de textos de Karl Marx.

 

Do Kansas, a família mudou-se para o Havaí, onde a jovem Ann foi cursar antropologia na Universidade do Havaí, em Manoa. Radical de esquerda, a moça era adepta racional das relações amorosas inter-raciais, como forma de atacar e de escandalizar a sociedade. Ann jamais se relacionou (ou namorou) com rapazes brancos e foi lá na universidade que conheceu Barack Obama (o pai) – um queniano que estudava a língua russa na mesma classe de Ann.

 

Da relação, nasceu Barack Obama Júnior, em agosto de 1961. Na verdade, Obama teria nascido em Mombosa, no Quênia, como já revelou sua avó paterna, que declarou ter estado presente ao parto do neto. Como está na Lei dos EUA, para poder se candidatar à presidência do país, a pessoa precisa ter nascido em solo americano – pode ter até nascido fora do país, desde que filho de cidadãos norte-americanos e que tenha sido registrado nas embaixadas norte-americanas ou nas bases militares dos EUA pelo mundo, mas não pode, por exemplo, ser naturalizado.

 

A avó de Obama bem como seus meio-irmãos por parte de pai garantem que o menino tenha nascido no Quênia, em 1961, no Kenya Maternity Hospital. É que sua mãe viajou para aquele país durante a gravidez, e, quando quis retornar para ter o bebê nos EUA, por já estar nos últimos meses de gravidez, não teria podido voltar. Assim, Obama teria nascido no Quênia. Em junho de 2008, o jornalista do Online Journal, Wayne Madsen, viajou para Mombassa, no Kenya, e localizou um certificado de nascimento de Barak Obama Jr. Entretanto, o próprio Obama afirma ter nascido em Honolulu, no Havaí, porém ser conseguir precisar em que hospital teria nascido – se no Queens ou no Kapiolani.

 

Nos autos do processo Berg vs. Obama, consta o testemunho assinado (clique na figura ao lado) e sob pena da lei em caso de perjúrio, de Kweli Shuhubia (queniana, 18 anos), uma professora, que serve à Igreja Batista como tradutora dos dialetos locais para o inglês e vice-versa. Por isso, a moça tem contato com muitos pastores americanos – pessoalmente e/ou por telefone. No depoimento, Kweli diz ter presenciado, no dia 16 de outubro de 2008, a avó paterna de Obama, Sarah Obama, dizer que o famoso neto havia nascido no Quênia e que ela estivera presente ao parto.  Na ocasião Kweli estava na própria casa de Sarah, a qual estava sob forte proteção policial. Durante a conversa com Sarah, Kweli telefonou para o pastor norte-americano, Bispo McRae, que estava nos EUA. A conversa que mantiveram pôde ser ouvida por várias pessoas, pois estava sendo travada através do recurso viva-voz. Por duas vezes, perguntada pelo Bispo McRae, se havia estado presente ao nascimento do neto Obama, Sarah confirmou que sim. Uma cópia da transcrição dessa conversa telefônica também consta dos autos do precesso Berg VS. Obama. Kweli foi até o hospital de Mombasa - cidade na qual Obama teria nascido – e ouviu de autoridades que existem registros oficiais do nascimento de Obama naquela cidade, mas que, porém, todos estes documentos estariam sob a proteção de classificação Confidencial (ela não foi a única a receber esta resposta, que foi a mesma dada a vários jornalistas americanos).

 

O embaixador do Quênia também admitiu, em entrevista à uma rádio de Detroid (USA) que Obama não somente nasceu no Quênia, como também o local onde ele nasceu se tornou um marco no país - histórico e turístico, provavelmente. A parte da entrevista em que o embaixador fala sobre isso, no vídeo abaixo, é depois dos 12:33 minutos de conversa gravada. Infelizmente, o filme não está traduzido e nem possui legendas (aceito, se alguém tiver tempo e interesse em traduzir a entrevista, para que eu publique - não disponho de tempo para isso, uma vez que, como já falaei na primeira postagem desta página, estamos correndo contra o tempo para colocar o site em dia).

 

 

Kenyan Ambassador Admits Obama Born There - Birthplace "Already Well Known" / Audio Recording

 

 

 

 

Continuando com a biografia. Em 1963, quando Obama Jr. tinha 2 anos, Barack (o pai) largou a família para cursar Economia, em Harvard, Boston, de onde retornou definitivamente para o Quênia, em 1965, para trabalhar no governo. Ele morreu, em 1982, num acidente de carro.

 

Quando Obama tinha 5 anos, a mãe de Obama casou-se com Lolo Soetoro, um empresário indonésio muçulmano que ela também conhecera na universidade. Em 1967, ela e Obama, então, mudaram-se para Jacarta, na Indonésia, onde Ann foi trabalhar na Embaixada norte-americana, dando aulas de inglês. A meia-irmã de Obama, Maya Soetoro nasceu na Indonésia. Obama teve que se naturalizar para poder ter os direitos de cidadão indonésio, como, por exemplo, o de estudar em escolas públicas. Dessa forma, como na Indonésia não havia a possibilidade de dupla-nacionalidade, o pequeno Obama perdeu sua cidadania norte-americana.

 

Como se sabe, um dos nomes de Obama é Barry Soetoro. Como Barry, Obama estudou na escola pública Fransiskus Assisi School, em Jakarta. No registro escolar estava escrito que Obama teria nascido no Havaí, mas que já era cidadão indonésio - uma vez que naturalizado -, e que sua religião era a muçulmana. Dessa forma, ao ter retornado aos EUA, quando tinha 10 anos, para lá viver, longe da mãe e da irmã, e sendo criado pelos avós maternos, Obama deveria ter requerido junto aos órgãos competentes sua naturalização como cidadão norte-americano. O que não aconteceu.Como havia se transformado em cidadão indonésio, para readquirir a cidadania norte-americana, a mãe de Obama teria que ter entrado com pedido legal para que ele tivesse vindo a receber uma Certidão de Cidadania. Mas, isso não aconteceu, uma vez que ela teria ficado na Indonésia. Ao que tudo indica, mesmo depois de ter se separado do marido e de ter retornado aos EUA, a mãe não teria providenciado para que Obama tivesse readquido sua cidadania norte-americana.

 

Um dos motivos para que se acredite que assim tenha sido é o fato de que, quando tinha seus 20 anos, em 1981, Obama tenha estado visitando a Índia, o Paquistão e a Indonésia. Naquela época as relações entre a Índia e o Paquistão eram extremamente tensas. Este último estava a abrigar milhares de refugiados afegãos, além de estar recrutando terroristas muçulmanos radicais por todo o mundo. O país estava tão perigoso que havia sido banido da lista de países para os quais cidadãos norte-americanos poderiam viajar. Visitantes não-muçulmanos não eram nada bem-vindos ao país, a não ser por expressa recomendação de suas respectivas embaixadas e por motivos de negócios. Entretanto, um muçulmano indonésio, com passaporte indonésio, não teria tido nenhum problema para circular entre aqueles três países. É o que se acha que tenha sido o caso de Obama.

 

Ann Dunham divorciou-se de Soetoro no final dos anos 70 e passou a viajar pelo mundo coordenando projetos rurais (assentamentos) em Gana, na Índia, na Tailândia, na Indonésia, no Nepal, em Bangladesh e, finalmente, no Paquistão. Em 1992, já de volta aos EUA, ela tirou PHd em Antropologia, na Universidade do Havaí. Sua tese de doutorado “Peasant blacksmithing in Indonesia: Survivi ng and Thriving Against All Odds” tinha 1067 páginas. Depois, Ann trabalhou para a Fundação Ford promovendo a pequena agricultura (vamos ser práticos: reforma revolucionária-agrária). Antes de morrer, em 1995, Ann Dunham tentou adotar um bebê mestiço coreano, filho de um negro Americano que vivia na Coréia do Sul. Não conseguiu. Ela morreu no Havaí, por causa de câncer no ovário e no útero. O filho, Obama, não estava lá.

 

Voltando aos dias atuais. Como se sabe, o Comitê Eleitoral de Obama apresentou a cópia de um documento no site oficial do candidato como sendo o tal certificado de registro de nascimento de Obama. Um estudo minucioso (em inglês) sobre o documento apresentado pelo partido mostrou que se tratava de uma fraude. Phillip Berg, então, entrou na Justiça, pela Pensylvania, exigindo que o candidato democrata apresentasse documentos ao povo americano. Mesmo sem provas e sem que Obama apresentasse seu registro verdadeiro, o processo foi desqualificado. Berg não desistiu e recorreu à Suprema Côrte. Ontem, 14 de dezembro de 2008, esgotados todos os prazos - mais do que prorrogados pelos advogados de Obama - nenhum documento verdadeiro chegou à Suprema Corte, que, agora, terá que dar um veredito sobre o caso. Aguarde-se.

 

Nesse meio tempo, o caso da morte da avó materna de Obama, em circunstâncias nebulosíssimas, só vem a colocar mais mistério e mais gravidade no caso. Ao que consta dos registros hospitalares, Madelyn Dunham - esse é o nome da avó materna de Obama - deu entrada no Hospital do Havaí por causa de uma costela quebrada. A mídia e o comitê eleitoral de Obama divulgaram que Madelyn estaria internada para tratar de câncer; mas não há registros nem de exames e nem de tratamento específico para câncer em nome de Madelyn (nem com seu número de seguro social). Para complicar mais ainda, Obama teria 'interrompido' sua campanha, já na reta final, para visitar a avó moribunda. Entretanto, ao invés de levar consigo a família, foi ao Havaí (e ao Hospital) acompanhado por nada menos do que por 8 advogados. Para que? Ao que parece, Madelyn teria alguns documentos de Obama (registros escolares, certidões, certificados) em seu poder e que representariam uma ameaça à candidatura do neto. Será? O fato é que, Madelyn teria vindo a falecer dois dias antes do resultado das eleições e logo após a visita do neto. Entretanto, pasmem, não há atestados de óbito e nem registro de enterro. A senhora, digamos, desapareceu do mapa. Leiam tudo sobre isso no blog A Língua.

 

Tem mais. O Clube Nacional de Imprensa se reuniu para uma coletiva na qual estiveram presentes repórteres de todas as grandes redes de TV americanas e de todos os grandes jornais. O objetivo foi fazer uma sabatina em todos os envolvidos nos casos de processo e de denúncias contra Barack Obama (assistam ao vídeo abaixo - em inglês e sem legendas). Uma das depoentes e inquiridas é uma advogada naturalizada americana, nascida na antiga União Soviètica. Esta mulher se debruçou sobre as investigações em relação a Obama, cofessou ela, simplesmente porque viu a mídia americana se portar, segundo suas próprias palavras, de maneira pior do que a que se vê na Rússia de hoje (manipulada e dependente do governo) e, é claro, da que se via na antiga URSS. Ela faz outra denúncia impressionante: diz que há vários voluntários no grupo em que trabalha que ligaram para todos os hospitais do Havaí, para procurar registros da passagem de Ann Dunhan (a mãe de Obama) e do próprio Obama pelos mesmos, com a intenção de encontrar um possível documento referente ao registro de nascimento de Obama. Nada, nenhum registro da passagem nem de Ann e nem de Obama foi encontrado. Acontece que, como se sabe constar em reportagens e no próprio livro de Obama, Ann Dunhan Soetoro teria morrido de câncer no Havaí. Dessa forma, ao menos de Ann haveria que haver registro em algum dos hospitais, ainda que não fosse de internação, mas de tratamento somente. Não há. Também não há registro nem de óbito e nem de funeral. Pior: existe uma pessoa, com o mesmo número de seguro social da mãe de Obama, vivíssima, trabalhando em dois endereços que constam como sendo os de uns dos da Fundação Ford - justamente a fundação para qual a mãe de Obama já trabalhou e que doou milhares de dólares para a campanha de Obama.

 

 

 

(*) George Hussein Onyango Obama, o irmão "esquecido" do candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama, foi encontrado pela edição italiana da revista "Vanity Fair" vivendo em uma favela no Quênia. "Aqui vivemos com menos de um dólar por dia", disse ele à publicação, enquanto mostrava o barraco de seis metros quadrados em que vive na periferia de Nairóbi, capital do Quênia. Segundo antecipou a revista, nas paredes da casa se vê um calendário velho, camisetas de futebol e dois pôsteres: um do Milan e outro da Inter, além de um recorte de jornal local com uma grande foto do irmão famoso. O pai de Barack Hussein Obama, era muçulmano e teve oito filhos com quatro mulheres. Os irmãos do senador já haviam sido procurados pela imprensa e somente o mais novo, George, 26, não havia aparecido. "Vivo como um ermitão, ninguém sabe que eu existo. Se alguém me pergunta se Obama é meu parente, eu digo que não, tenho vergonha", disse George, que se lembra de ter encontrado o irmão somente duas vezes. Na primeira vez em que se viram, George tinha cinco anos e a última vez aconteceu há dois anos: "Foi um encontro rápido, nos falamos. Foi tão curioso como encontrar um estranho", disse ele.

 

 

Quer saber mais? Leia (e clique nos links):

 

Checando biografias

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio (editorial)

11 de setembro de 2008

 

Enquanto nos EUA, no Brasil e no mundo a grande mídia esquerdista (desculpem a redundância) vasculha a biografia de Sarah Palin nos seus mínimos detalhes, trazendo ao público as revelações chocantes de que ela pertence à Igreja Pentecostal, de que sua filha transou com o namorado e de que (acrescenta a pérfida Ann Coulter) seu cabelereiro teve uma multa de trânsito em 1978, nada, absolutamente nada aí se conta a ninguém sobre alguns episódios da vida de Barack Hussein Obama, decerto irrisórios e desprovidos de qualquer alcance político, não é mesmo? Eis oito exemplos:

 

1. Ele foi admirador e companheiro de protestos do pastor Louis Farrakhan, aquele segundo o qual “o judaísmo é a religião do esgoto”. Isso faz tempo, mas depois de eleito senador ele deu 225 mil dólares em verbas federais à igreja de seu amigo Michael Pfleger, onde Farrakhan é um dos mais freqüentes e aplaudidos pregadores convidados.

 

· Pfleger elogia Farrakhan: http://sweetness-light.com/archive/from-obamas-church-pfleger-on-farrakhan

 

· Colaboração Pfleger-Farrakhan: http://dallassouthblog.com/2007/05/30/min-louis-farrakhan-visits-father-michael-pfleger-and-st-sabina/

 

· Pfleger, ainda mais radical que Jeremiah Wright: http://www.youtube.com/watch?v=LjJlsGrlbUs

 

· Obama-Farrakhan: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/01/14/AR2008011402083.html

 

· Obama-Farrakhan: http://www.newsmax.com/kessler/obama_farrakhan/2008/03/05/77971.html

 

2. No Quênia, ele deu apoio eleitoral a um agitador que depois organizou a destruição de trezentos templos cristãos e o assassinato de mais de mil fiéis, cinqüenta deles queimados vivos numa igreja, sem que Obama viesse a dizer uma só palavra contra essa gentil criatura.

 

· Apoio ao terrorista Raila Odinga: http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=71383

 

3. Ele disse que o terrorista William Ayers (da quadrilha do “Homem do Tempo”) era apenas um seu vizinho com quem jamais conversava de política, mas depois se descobriu que ele e Ayers dirigiram juntos uma ONG que coletou 72 milhões de dólares para movimentos de esquerda, sendo um interessante exercício intelectual conjeturar como puderam fazer isso sem falar de política.

 

· Colaboração Obama-Ayers: http://noquarterusa.net/blog/2008/08/12/the-obama-ayers-top-ten-highlights-of-the-20-year-obama-ayers-connection/

 

4. Neste preciso momento ele responde na Pensilvânia a um processo de falsidade ideológica, por ter apresentado a seus eleitores uma certidão de nascimento obviamente forjada. A verdadeira, se existe, até hoje não apareceu, e o beautiful people da mídia não releva o menor interesse em conhecê-la.

 

· Processo contra Obama: www.obamacrimes.com

 

5. Embora ele diga que sempre foi cristão, todos os seus colegas e professores de escola primária, bem como seu meio-irmão e sua meia-irmã, afirmam que ele era muçulmano na época em que ali estudava.

 

6. Por duas décadas ele freqüentou semanalmente uma igreja que alardeava a “teologia da libertação” mais escancaradamente comunista e anti-americana, e depois disse que não tinha a menor idéia do conteúdo do que ali se pregava.

 

7. Não é só sobre suas origens ou sobre sua religião que Obama cultiva segredos. Também não é só sua certidão de nascimento autêntica que continua inacessível. Embora gabando-se de sua carreira em Harvard, ele se recusa a mostrar o histórico de seus estudos universitários. Os fofoqueiros maldosos dizem que ele tem vergonha de mostrar suas notas baixas (talvez ainda mais baixas que as de George W. Bush, Al Gore e John Kerry), mas agora se sabe que ele tem um motivo mais forte para encobrir os detalhes da sua passagem por Harvard: seus estudos ali foram pagos por Donald Warden, um americano que, islamizado sob o nome de Khalid Abdullah Tariq al-Mansour, veio a se tornar um dos mentores do grupo terrorista Panteras Negras, fund-raiser para a organização pró-terrorista African-American Association e autor de um livro segundo o qual o governo americano planeja matar todos os negros.

 

· O patrono de Barack Obama em Harvard: http://www.investors.com/editorial/editorialcontent.asp?status=article&id=305508174916939&secid=1501

 

8. Em cinco campanhas eleitorais, o mais ativo coletor de fundos para Obama foi o vigarista sírio Tony Rezko, condenado por dezesseis crimes. Uma vez no Senado, Obama retribuiu com dinheiro público a gentileza, convencendo vários prefeitos a investir um total de 14 milhões de dólares num projeto imobiliário do malandro.

 

· Obama-Rezko: http://abcnews.go.com/Blotter/Story?id=4111483

 

· Obama-Rezko: http://www.newsmax.com/smith/barack_obama_tony_rezko/2008/09/02/126890.html

 

Os brasileiros não saberão de nada disso assistindo ao “Jornal Nacional”, nem os americanos à CNN. Ante as acusações gerais de que John McCain não checou direito a biografia de Sarah Palin, o colunista Don Feder sugere que a de Obama, por sua vez, foi checada meticulosamente – por uma comissão integrada por Forrest Gump, o Inspetor Clouseau e o Agente 86, Maxwell Smart. E, quando Obama comete um lapsus linguae, dizendo “minha fé muçulmana” em vez de “minha fé cristã”, todas as almas santas do esquerdismo mundial se revoltam ante as insinuações, vindas de maldosos direitistas, de que isso possa significar alguma coisa. Eu mesmo sou tão perverso que cheguei a me perguntar se Obama não trocava os pés pelas mãos justamente por ser muito difícil, até para um ator tarimbado, exibir-se como um pavão no poleiro e ao mesmo tempo esconder-se como um rato na toca.

 

Mas Obama nem precisaria ser tão escrupuloso na camuflagem. A mídia esconde tudo por ele – para quê preocupar-se em vão ao ponto de ficar nervoso e atrapalhar-se no discurso? Afinal, que são os pequenos deslizes do candidato democrata em comparação com a gravidez solteira de Bristol Palin? Toda a esquerda chique, que sempre batalhou pela “liberação sexual da juventude”, está hoje escandalizada, chocada, perplexa ante essa semvergonhice incomum, sem dúvida um risco maior para a segurança dos EUA no caso de Sarah Palin chegar à vice-presidência. Com o detalhe especialmente elucidativo de que, uma vez desencadeada a campanha de ataques à devassidão abominável da família Palin, essa mesma onda é explicada retroativamente como fruto do moralismo reacionário dos americanos e assim transfigurada num argumento fulminante contra a eleição de candidatos conservadores.

 

Para terminar (ou para começar) assistam ao vídeo abaixo no qual o ditador líbio exalta a vitória de Obama. Leiam as legendas com bastante atenção. Reflitam...

 

 

“Mudando o mundo”

Mudando o mundo

 

Olavo de Carvalho


Diário do Comércio (editorial)

6 de novembro de 2008

 

Querem saber o que vai acontecer daqui a pouco nos EUA? Tal como sucedeu no Brasil com o Foro de São Paulo, às negações indignadas se seguirão as confissões cínicas, quando já não puderem trazer dano aos criminosos. No devido tempo, quando Barack Obama se sentir seguro na presidência, virá à tona a entrevista de sua avó declarando que ele nasceu no Quênia, a revelação de que ele sempre foi muçulmano, as provas da ajuda que prestou a seu primo genocida Raila Odinga, o financiamento de seus estudos em Harvard por um milionário pró-terrorista, a ajuda recebida de Tony Resko com o dinheiro de Saddam Hussein, a colaboração de William Ayers como ghost writer de Dreams of My Father, etc. etc.

 

Não são coisas que se possa esconder indefinidamente. O próprio Obama não tem ilusões a esse respeito. Tudo o que podia fazer era manter seus documentos essenciais fora do alcance do público até um pouco depois das eleições. Uma vez empossados os vencedores, com o Congresso totalmente dominado pelos seus partidários e a oposição republicana reduzida ao silêncio pelo controle estatal da opinião radiofônica (um velho e querido projeto dos democratas), já pouco haverá o que temer. O que um dia foi escondido como vergonha será alardeado como glória. Lembrem-se do vídeo do III Congresso do PT enaltecendo o Foro de São Paulo como coordenação estratégica da esquerda continental, dois anos depois de haver negado oficialmente que ele fosse isso. Se tiverem memória um pouco mais longa, lembrem-se de Fidel Castro proclamando “Sempre fomos e seremos marxistas-leninistas” depois de jurar “Nunca fomos comunistas.” Esses dribles são rotina na história do movimento revolucionário. O próprio Lênin, logo após tomar o poder, mandou espalhar entre os investidores europeus que não era comunista de maneira alguma, apenas um espertalhão que se fazia de comunista. Eles acreditaram e despejaram na Rússia um bocado de dinheiro, confirmando o dito leninista de que a burguesia tece a corda com que os comunistas a enforcam.

 

Que Obama é um revolucionário e vai fazer um governo revolucionário, é algo que seus militantes enfatizam uns para os outros e atenuam perante o público em geral, tal como o nosso PT sempre manteve um discurso duplo, aquecendo o lado de dentro e esfriando o de fora, pregando nos seus documentos internos precisamente o que negava na propaganda eleitoral.

 

Obama sabe perfeitamente bem que seu projeto de uma “Força Civil de Segurança Nacional” é uma militância armada de jovens bem doutrinados, em tudo semelhante às SA de Hitler ou à Juventude Comunista, que nada fará contra terroristas, narcotraficantes ou imigrantes ilegais, como ele deixa o público imaginar, mas se ocupará de perseguir “homofóbicos”, “extremistas de direita”, “fundamentalistas” e outras criaturas malvadíssimas. Ele já testou esse projeto na ONG Public Allies – dirigida primeiro por ele, depois por sua esposa Michele –, e uma de suas principais metas de governo é alocar uma verba anual de quinhentos bilhões de dólares – sim, quinhentos bilhões de dólares – para dar realidade a essa idéia sublime: “desmilitarizar a seguraça pública”... militarizando a juventude (v. http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=305420655186700 ). Mesmo que esse fosse o único projeto revolucionário de Obama, o advento dessa monstruosidade policial bastaria para alterar repentinamente e de uma vez para sempre a face da democracia americana, transformando-a na fachada de uma virtual ditadura, imposta, como a de Hitler e a de Hugo Chávez, por meios anestésicos e inteiramente legais.

 

Mas ele promete também “desmilitarizar o espaço” e “desacelerar a pesquisa nuclear norte-americana”. A primeira expressão significa simplesmente desmantelar o sistema de defesas aéreas montado por Ronald Reagan.Uma vez feito isso, nada poderá devolver aos EUA a sua condição de potência militar dominante. Quanto ao segundo ponto, ele dará à China a oportunidade de em breve tempo igualar-se aos EUA em capacidade nuclear agressiva, já que o establishment militar chinês se empenha cada vez mais em fazer o contrário do que Obama promete aos EUA: acelerar a pesquisa, acumular força.

 

Quando Obama diz “Vou mudar o mundo”, ele sabe do que está falando. Apenas, a mudança que ele promete não é nova: é a mesma de sempre, a destruição da democracia por meios democráticos, o aumento do controle estatal sobre a vida dos cidadãos, o enfraquecimento do capitalismo e a exaltação do socialismo. Em pleno curso de realização dessa desgraça, a chantagem psicológica que impôs aos cidadãos americanos a obrigação moral de votar em Obama sem perguntar quem ele era terá se tornado, em comparação, uma trapaça menor, quase inocente.”

NO OBA-OBA, OBAMA VENCEU... MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO... GOD BLESS AMERICA *

NO OBA-OBA, OBAMA VENCEU... MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO... GOD BLESS AMERICA *

 

Paulo Roberto Campos * *

 

SACRALIDADE

http://www.sacralidade.com/mundo2008/0053.obama.html

 

     Há quase um mês da vitória de Barack Hussein Obama, pode-se ficar com a impressão de que ele obteve uma vitória “avassaladora”, tal o bombardeio midiático a seu favor. Com essa impressão ficará quem tenha acompanhado as eleições americanas sem restrições à avalanche de informações veiculadas. Aquele que fizer uma análise fria dos resultados constatará que não foi uma vitória “consagradora”.

 

     O resultado: 53% X 46%. Ou seja, quase metade do eleitorado não foi na onda do “oba-oba” e, apesar de tudo, votou em John McCain. Se apenas 3% dos eleitores de Obama depositassem seu voto em McCain, teríamos um empate.

 

     O suspeitíssimo momento em que o tsunami econômico atingiu os EUA

 

     Por que afirmei “apesar de tudo”? Entre diversos fatores, cito dois.

 

     Muitos analistas acreditam que se não fosse a crise econômica, eclodida praticamente às vésperas das eleições, Obama não ocuparia a Casa Branca em hipótese alguma. Alguns chegam a levantar suspeita sobre o momento da eclosão da crise econômica.

 

     Kenneth Serbin, professor de História na Universidade de San Diego e autor de várias obras, afirma em seu artigo “Uma visão realista do vencedor”, publicado em “O Estado de S. Paulo” de 9-11-08:

 

     “Mais importante do que a cor de Obama, é como ele ganhou. Uma análise do Instituto Gallup afirmou que a disputa entre Barack Obama e John McCain ‘foi extremamente competitiva durante boa parte do ano’, e Obama esteve freqüentemente em ligeira vantagem. McCain passou à sua frente no início de setembro e pareceu ganhar impulso, mas depois da maciça crise do crédito e do colapso das Bolsas, Obama abriu uma vantagem substancial.

 

     O que chamou a atenção foi o relacionamento de Obama com entidades que ajudaram a provocar o pânico financeiro. Nos últimos dez anos, ele foi o segundo maior beneficiário de doações da Fannie Mae e do Freddie Mac, as corporações de crédito financeiro imobiliário que o governo encampou no início da crise. Obama recebeu US$ 126.349 em contribuições de campanha (McCain foi o 62º da lista, com US$ 21.550). O ex-presidente da Fannie Mae foi assessor de Obama até ser obrigado a renunciar ao cargo, em junho.

 

     O deputado Rahm Emanuel, que será o chefe de gabinete de Obama, recebeu US$ 51.750 da Fannie e do Freddie. Emanuel, funcionário do governo do presidente Bill Clinton, com fama de ser democrata da linha-dura, ganhou US$ 16 milhões como executivo de bancos de investimentos que cuidavam de fusões e de aquisições. O próprio New York Times, que é pró-Obama, observou que Emanuel ‘é criticado por ter se mostrado demasiadamente aliado de Wall Street, lembrando que não é absolutamente essa a imagem que os democratas querem cultivar hoje em dia’.”

 

     A suspeitíssima parcialidade da mídia

 

     Sobre o segundo fator não há necessidade de estender-me muito, pois ele ficou evidenciado aos olhos de todos: a hegemonia da mídia “obamalatra”. Sinteticamente, Diogo Mainardi, em sua famosa coluna na “Veja” do dia 5 p.p., escreve:

 

     “O ritmo de samba contaminou até mesmo a imprensa americana. Nas primeiras páginas dos jornais, Barack Obama recebeu 45% de cobertura positiva. John McCain, 6%.

 

     O New York Times comportou-se como o jornal de um senador maranhense, aderindo à campanha de seu candidato.

 

     Um jornal pode aderir à campanha do candidato que quiser. O que está errado é o empenho em abafar todos os fatos que possam criar-lhe algum tipo de constrangimento. Foi o que ocorreu neste ano nos Estados Unidos. Qualquer pergunta sobre Barack Obama foi caracterizada como uma forma de racismo, ou de asnice, ou de caipirice.”

 

     Se a esses dois fatores somarmos a bilionária campanha democrata e a cerrada exploração da impopularidade do atual governo republicano, poderíamos imaginar que Obama obteria uma vitória esmagadora. Não foi o que aconteceu.

 

     Oba! Oba! Obama salvará os EUA... salvará o planeta...

 

     O mote de campanha do presidente eleito foi “mudança”...Para onde? Para melhor? Para pior? Havia um clima oposto a quem levantasse tal pergunta. Este seria acusado de ser “um estraga festas”. Estragaria aquela empolgação emocional, veiculada “ad nauseam” pela mídia.

 

     Obama arrebatava as massas no momento de seus discursos. Entretanto, quem analisasse serenamente suas palavras, percebia a verborragia, o lengalenga de suas afirmações. Tudo vago, propostas inconsistentes e insípidas. Grande e inédito plano de governo? Grandes idéias? Nada! Mas a grande mídia se encarregava de interpretar tudo favoravelmente ao seu “eleito”, o “escolhido” pelos meios de comunicação esquerdistas para ser o novo “messias”, vindo da África para salvar a América.

 

     Que passado teve esse “redentor” para nele se depositar tamanha esperança? Baseado em que motivos? Em sua carreira, que feitos extraordinários ele realizou para justificar essa auréola messiânica? Que planos prodigiosos revelou ele para o futuro dos Estados Unidos? Quais suas propostas regeneradoras? Nada! Absolutamente nada! Mera propaganda. Bilionária propaganda!

 

     Vitória dos valores familiares na Califórnia, Arizona e Flórida

 

    Nem tudo está perdido! Afinal, apesar da “obamalatria”, não se pode dizer que a maioria dos norte-americanos votou segundo as idéias marxistas e anti-família manifestadas pelo ex-senador Obama, como a de empenhar-se em facilitar ainda mais a prática do aborto nos Estados Unidos, favorecer o “casamento” homossexual, aprovar a manipulação de células-tronco embrionárias.

 

     No mesmo dia 4 de novembro, em que os americanos escolheram seu novo presidente, ocorreram plebiscitos sobre a definição de matrimônio segundo a Constituição, na Califórnia, Arizona e Flórida. Nos três Estados, venceram as emendas constitucionais definindo o casamento como sendo unicamente entre um homem e uma mulher. O mesmo já havia ocorrido em 27 Estados — todos rejeitaram o pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aliás, uma questão tão óbvia que não se imaginaria que precisasse ser plebiscitada!

 

     Em todo caso, a definição evidente venceu. Na Califórnia por 52,5% dos votos, no Arizona por 56% e na Florida por 62%. Essas vitórias dos valores da instituição familiar comprovam que há uma sadia parcela da opinião pública americana que não abre mão desses valores. Boa parte dela, mesmo tendo votado em Obama — pelas razões expostas —, não é favorável aos projetos defendidos por ele no Senado.

 

     O tão repetido slogan “a mudança chegou” não obteve consentimento da maioria dos norte-americanos. Pelo contrário, ela como que afirmou: “não queremos mudanças que afetem os valores da família tradicionalmente constituída”.

 

     A respeito, transcrevo notícia do “La Gaceta” (Espanha), intitulada “Ganhou o 'Não' ao “matrimônio” homossexual na Califórnia”, do dia 18 p.p.:

 

     “O lobby homossexual sofreu um duro revés nas últimas eleições americanas. A eleição presidencial, com a vitória de Barack Obama, eclipsou as outras votações que se realizaram no mesmo dia. Entre outras, uma das mais importantes, a ocorrida no estado da Califórnia, ‘A Proposição 8’.” Trata-se do referendo a respeito da supressão do direito de pessoas do mesmo sexo contraírem matrimônio.

 

     "Assim foi inserida na Constituição do estado uma nova cláusula na qual se estabelece que 'somente o matrimonio entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido na Califórnia'.”

 

     No mesmo sentido noticiou o “La Repubblica” da Itália, no dia 6 p.p., com o seguinte título: “Choque na Califórnia, adeus ao matrimônio homossexual”. O articulista, Arturo Zammpaglione afirma: “malgrado a vitória de Barack Obama e de suas posições reformistas, uma boa parte dos Estados Unidos permanece ancorada nos valores conservadores”.

 

     Perguntar não ofende

 

     Encerro com uma questão que me deixa perplexo.

 

     Obama teria sido o eleito se a hierarquia eclesiástica tivesse se empenhado muito mais em pregar os valores morais ensinados pela Igreja Católica?

 

     Ou seja, se os bispos e sacerdotes tivessem alertado todos os eleitores católicos, pregando claramente que não se pode votar em candidato que defenda o aborto e/ou o “casamento” homossexual, Obama teria galgado o Poder na nação mais poderosa do Planeta? Uma vez que perguntar não ofende, registro aqui minha indagação.

 

     Deus salve a América!

 

   PS: Antes de postar este artigo, fiz uma releitura e fiquei com certa impressão de que poderia surgir alguém objetando que notou traços de racismo neste texto. Assim sendo, reafirmo que em minha posição não entra nenhuma gota de racismo. Se McCain fosse negro (continuando com seus princípios anti-marxistas) teria meu apoio; se Obama fosse branco (continuando com suas idéias marxistas), não teria meu apoio. Não é a cor da pele que orienta minha opinião, mas a “cor” da ideologia.

 

_________

     * God Bless America é uma canção patriótica americana, composta originalmente por Irving Berlin em 1918 e revista por ele em 1938, que tornou-se uma espécie de hino nacional não oficial.

 

     *  * Editor do Blog da Família Católica.

A Vitória de Obama

A Vitória de Obama


Rodrigo Constantino

Economista e escritor

http://rodrigoconstantino.blogspot. com

 

"Ninguém é mais dogmaticamente insistente na conformidade do que aqueles que advogam a 'diversidade' ". (Thomas Sowell)

 

Aquilo que a esquerda no mundo todo sonhava virou realidade: Barack Hussein Obama é o presidente dos Estados Unidos! Sua campanha bilionária foi mesmo de tirar o chapéu. Conseguiu mobilizar muita gente, conquistar através de seu carisma a emoção de milhões de eleitores cansados de um governo medíocre. O repetitivo uso das palavras "mudança" e "esperança" foi uma grande arma, que nos remete ao caso brasileiro nas eleições passadas. Não obstante o fato de que a mudança pode ser para pior, e que a esperança pode ser a "grande falsária da verdade", como nos ensinou Baltazar Gracian, resta questionar quais as verdadeiras qualidades de Obama que fizeram com que tanta gente ficasse tão empolgada com sua eleição.

 

Muitos repetem automaticamente a questão racial, comemorando que se trata do primeiro presidente negro americano. Besteira! Os negros já conquistaram inúmeros cargos importantes na política americana, e o simples fato de Obama ter disputado pelo maior partido americano, o Partido Democrata, já seria suficiente para mostrar que a cor da pele não é mais um impeditivo ao cargo máximo da política. Afinal, ele derrotou nas primárias a poderosa família Clinton! Um parêntese: Qualquer um com tanta sede pelo poder é a última pessoa que deveria ter poder. Além disso, aqueles que citam o aspecto racial parecem não notar que estão justamente aderindo ao racismo que dizem combater. Ora, por que devemos comemorar a eleição de alguém por causa da cor da pele? Isso é exatamente aquilo que Martin Luther King Jr. não queria! Seu sonho era uma nação onde as pessoas não fossem julgadas pela cor da pele, e sim pelo caráter. Qual o caráter de Obama? Algum empolgado defensor sabe? Quais são as grandes idéias de Obama? Algum emocionado defensor sabe? Pelo visto, querem Obama porque ele é negro, e isso é racismo puro, ainda que com sinal trocado.

 

Na verdade, a questão racial serviu desde o começo da campanha para blindar Obama contra críticas. A poderosa agenda "politicamente correta" vem ganhando mais espaço, e se alguém questiona a capacidade administrativa do candidato negro, é logo tachado de "racista". Os cariocas conhecem bem essa patrulha, usada quando a então governadora petista Benedita se envolveu em escândalo de uso indevido do dinheiro público. O racismo é sempre execrável, mas isso vale para os dois lados. Se alguém deixa de votar num candidato apenas por causa da cor da pele, isso é tão abominável quanto alguém votar num candidato apenas por causa da cor da pele. Infelizmente, creio que isso aconteceu em grande escala nessas eleições americanas. Afinal, quantos eleitores de Obama realmente conheciam suas principais idéias? Qual o grande currículo de Obama, cuja "profissão" na vida sempre foi ser político? Como disse Charles de Gaulle, "a política é um assunto sério demais para ficar nas mãos dos políticos".  Obama nunca quis gerar riqueza no setor privado. Pelo visto, ele tinha algo mais "nobre" em mente: usar a riqueza alheia para pregar a "justiça social". Não sei quanto ao leitor, mas eu admiro mais a trajetória de um Michael Bloomberg da vida...  

 

As idéias de Obama são claramente intervencionistas, alinhadas com a agenda "progressista" que condena o livre mercado. Qual a coerência da esquerda brasileira, que sempre acusou os americanos de pregar o liberalismo enquanto pratica o protecionismo em casa, em defender Obama? Ora, Obama é o candidato dos subsídios agrícolas, o candidato do protecionismo comercial, justamente tão atacado no Brasil – e com razão. Eu já não cobro coerência da esquerda faz muito tempo. Afinal, os mesmos que condenam esse protecionismo americano adoram quando o próprio governo adota medidas protecionistas, e ainda recebem o francês Bovè, ícone dos subsídios agrícolas da Europa, com tapete vermelho no Fórum Social Mundial. Ou então condenam o embargo americano a Cuba pela miséria da ilha-presídio, ao mesmo tempo em que chamam de "exploração" o comércio com os americanos. Está mais do que na hora da esquerda decidir se o livre comércio é algo bom ou ruim! E poderia aproveitar para resolver se é desejável que o governo tire dinheiro do pagador de impostos para dar aos banqueiros, pois o PROER foi motivo de fúria em nossa esquerda, enquanto hoje ela aprova os pacotes de ajuda do governo aos bancos. Melhor não tentar entender a "lógica" esquerdista...

 

Algo muito interessante nessa vitória de Obama foi o entusiasmado apoio que ele recebeu de tantos antiamericanos ferrenhos, os mais patológicos de todos. Será que Ahmadinejad, Raúl Castro, Lula e tantos outros que sempre destilaram seu ódio ao "império" americano e seu modus vivendi, repentinamente passaram a gostar dos Estados Unidos? Não parece estranho que os maiores inimigos dos Estados Unidos estavam do lado de Obama? Fora isso, ele recebeu amplo apoio dos maiores inimigos internos dos Estados Unidos também. Os fortes sindicatos, que tentam garantir privilégios à custa dos demais trabalhadores, doaram milhões para a campanha de Obama. A grande imprensa foi toda favorável a Obama. Os "intelectuais", que costumam ser bajuladores de ditaduras esquerdistas mundo afora, estavam todos com Obama. Os atores de Hollywood, sempre prontos para atacar os Estados Unidos e defender regimes nefastos, deram total apoio a Obama. Enfim, mesmo se não soubesse nada das idéias de Obama, já ficaria contra ele, somente pela lista assustadora de empolgados defensores de sua vitória.

 

Espero que o governo de Obama não seja um desastre para os Estados Unidos, como foi o governo de Bush. Mas acho difícil evitar um avanço ainda maior do governo nas liberdades individuais. Infelizmente, os pilares ideológicos dos "pais fundadores" da nação estão cada vez mais enterrados por lá também. A própria idolatria ao presidente, o culto ao "messias salvador", com inúmeras pessoas chorando de tanta emoção com a crença de que os males serão solucionados através da magia estatal, demonstra como o país se afastou dos princípios liberais de seus fundadores. Estes enxergavam com enorme desconfiança o governo, visto como um "mal necessário", cuja função básica era apenas preservar as liberdades e o direito de propriedade privada. Algo muito diferente da imagem que muitos têm do governo atualmente, uma espécie de Deus capaz de criar riqueza num estalo de dedos. E Obama é seu mais novo profeta, o representante do próprio Deus na Terra.

 

O que a vitória de Obama realmente representa é isso: a crescente tendência de aumento do governo e concomitante redução da liberdade individual; a vitória da agenda "politicamente correta" que prega a "diversidade" enquanto é totalmente intolerante com certas diferenças; a vitória dos dogmáticos que pregam a "mudança" enquanto desejam apenas mudar os outros; e, por fim, o uso inadequado da questão racial, que não passa de racismo com sinal trocado.  

Os palhaços

Os palhaços

 

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio

4 de dezembro de 2008

 

O Estadão e o UOL são alguns dos órgãos de mídia brasileiros que caíram no engodo talvez voluntário de noticiar, com mal disfarçada satisfação, o processo movido contra o vice-presidente americano Dick Cheney pelo promotor do condado de Willacy, Texas, Juan Angel Guerra. O promotor acusava Cheney de “crime organizado” associado ao mau tratamento de prisioneiros em penitenciárias federais. Para os odiadores de Dick Cheney, que incluem praticamente a totalidade da classe jornalística de uns vinte países, mais a galeria inteira das figuras do show business e do ativismo acadêmico, era uma oportunidade de ouro.

 

Logo que essa onda começou, avisei, pelo meu programa “True Outspeak”, que era tudo uma farsa boboca. Juan Angel Guerra, já nos últimos dias do seu mandato de promotor, após uma derrota eleitoral acachapante, é famoso no Texas por ter cumprido pena duas vezes por crime de roubo – sim, isso mesmo, roubo. Desde que esmurrou a mesa de um juiz e se dirigiu ao magistrado aos berros, passaram a achar que ele não estava bom da cabeça. A suspeita foi integralmente confirmada quando ele moveu cinco processos nos quais era ele mesmo a vítima, a testemunha e o promotor.

 

Fiel ao seu estilo pitoresco, Guerra deu ao inquérito anti-Cheney o título de “Operação Golias”, atribuindo nomes bíblicos a cada um dos personagens citados. O dele próprio, quem diria, era “Davi”. Adivinhem quem era Golias.

 

Normalmente a mídia pensaria duas vezes antes de dar espaço à ação judicial aberta por um personagem tão extravagante. Mas, sabem como é - contra Dick Cheney vale tudo. O problema maior, que nenhum jornal ou noticiário de TV pareceu notar, era o seguinte: a única ligação que o promotor conseguiu encontrar entre o acusado e o sistema penitenciário federal foi que o vice-presidente tinha ações de uma companhia que, por sua vez, possuía ações de outra companhia que administrava algumas prisões. Era como processar um qualquer dentre milhares de acionistas de uma indústria farmacêutica porque alguém morreu de overdose de analgésicos.

 

Como sempre, meus colegas de mídia ignoraram minhas advertências, preferindo seguir suas próprias luzes.

 

Pois bem, no último dia 2 de dezembro o juiz do condado, Manual Banales, não só rejeitou o processo, mas advertiu ao promotor que parasse com essas bobagens e que se comportasse melhor nesse seu finzinho de mandato, antes de arrumar alguma encrenca séria. Li a notícia no San Francisco Chronicle. Não saiu uma só linha a respeito na mídia nacional.

 

Em compensação, a enxurrada de processos contra Barack Hussein Obama, um caso mortalmente sério baseado em provas sólidas (tão sólidas que até agora o réu só tem escapado delas pela via de formalismos processuais), vem sendo tratada pelos jornalistas brasileiros com o mesmo desprezo postiço, forçado, fingidamente blasé, com que ainda ontem recusavam averiguar o Foro de São Paulo, proclamando-o, a priori, inexistente ou irrelevante e, ainda por cima, acusando-me – a mim, porca miséria! – de ser um dogmático cheio de certezas, tão diferente deles, cultores da dúvida metódica e da investigação objetiva...

 

Esse pessoal não aprende com a experiência. Cegamente confiante na autoridade da campanha obamista, que chamou os processos de “palhaçadas”, a mídia nacional optou por ignorar que a Suprema Corte dos EUA - decerto um bando de desocupados, em comparação com os atarefadíssimos jornalistas brasileiros - levou as queixas a sério o bastante para dedicar o dia 5 deste mês a uma sessão secreta convocada para averiguá-las.

 

No caso do Foro de São Paulo, o tempo encarregou-se de mostrar quem era o investigador e quem eram os palhaços inflados de certezas. Mostrará novamente.

Dória Vigaristinha e seu devoto seguidor

Dória Vigaristinha e seu devoto seguidor

 

Olavo de Carvalho

http://www.olavodecarvalho.org/semana/081206.html

6 de dezembro de 2008

 

Alguém me envia artigo de um tal Pedro Dória, que promete a seus leitores desmascarar a “lógica primária” (sic) daquilo que tenho dito e escrito sobre Barack Hussein Obama.

 

Não sabendo quem era Pedro Dória, fui averiguar no seu blog e descobri que é um jornalista cuja maior realização, no seu próprio julgamento, foi ter descoberto e divulgado Bruna Surfistinha, ex-prostituta autora de revelações de bordel que talvez provocassem um frisson nos anos 50, mas que hoje em dia soam como uma sessão nostalgia para leitores de Carlos Zéfiro.

 

A respeito do atestado de nascimento publicado pela campanha de Obama e confirmado como “autêntico” pelo site FactCheck.org, que se alardeia “organização apartidária”, o que afirmei foram três coisas principais e uma secundária:

 

1. O documento não é uma cópia da certidão de nascimento original (com a assinatura do médico e o nome do hospital), mas um atestado posterior, sem nenhum valor jurídico.

 

2. Além disso, havia razões para suspeitar que o documento fosse materialmente falso (v. http://www.worldnetdaily.com/index.php?pageId=82503).

 

3. Factcheck acrescentou a isso uma segunda falsificação: as fotos que exibiu para comprovar a “autenticidade” do documento publicado pela campanha de Obama mostravam um atestado assinado em 2007, mas num formulário impresso em 2008.

 

4. FactCheck não é uma organização “apartidária”, uma vez que pertence à ONG Chicago Annenberg Challenge, que contribuiu para a campanha de Obama.

 

Pedro Dória esquiva-se de discutir as três primeiras afirmações, mal chegando a citá-las de passagem (veja adiante), e concentra seu ataque na quarta, dando a entender que foi dela, sem nenhuma outra base factual, que deduzi tudo o que estou afirmando sobre o documento de Obama. Daí ele conclui, muito naturalmente, que faço uso daqueles métodos de difamação por associação de casualidades, tão característico dos filmes de Michael Moore. Já eu não posso dizer o mesmo de Pedro Dória. Michael Moore jamais usaria o método de difamação dele, porque tem QI superior a 12.

 

Isso não impede, no entanto, que Dória tenha discípulos. Un sot a toujours un plus sot qui l’admire. Um cidadão que se assina Leonardo Bernardes, em cujo currículo não consta sequer alguma realização comparável à de Dória no campo da proxenetagem literária, jura tomar seu artigo como fonte de inspiração e entra no picadeiro brandindo-o contra meus “fervosos preponentes” (sic, juro). Imaginem as reservas de caridade que precisei mover para continuar lendo a coisa depois desse início triunfal.

 

Em todo caso, eis o parágrafo de Dória que encorajou o menino a proclamar a minha absoluta nulidade intellectual:

 

Alguém diz que o Obama não apresenta documentos, aí ele apresenta. Então dizem que o documento é falso porque não tem selo. Aí alguém vai lá, vê o selo, fotografa o selo. Então dizem que não basta que nem era um documento apenas um comprovante de que o documento existe. Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.”

Nessas linhas imortais, Dória não informa onde foi que usei essa seqüência de deduções. Ele nem poderia fazê-lo, porque jamais a usei.

 

O que ele faz é falar genericamente dos adversários de Obama e deixar no ar uma vaga insinuação de que sou culpado do que quer que eles façam. Bernardes, extasiado, acha que isso é uma demonstração científica irrefutável, porque não consegue distinguir entre método científico e fofoca de puteiro (o único ramo erudito, vale recordar, no qual Dória se orgulha de ter realizado alguma coisa).

 

Em todo caso, é claro que nem mesmo a campanha anti-obamista seguiu o trajeto lógico que Dória lhe imputou. O primeiro – não o segundo ou o terceiro – argumento que se alegou contra a certidão de nascimento publicada pela campanha de Obama foi o mais óbvio e imediato: ela não era uma certidão de nascimento. Qualquer cidadão americano que tenha tentado tirar um passaporte ou uma carteira de motorista com documento semelhante sabe disso: mandam que volte para casa e traga uma cópia da certidão original.

 

Os exames técnicos que sugeriram a falsidade do atestado vieram depois, motivados justamente pela estranheza de que Obama quisesse impingir aquela coisinha como certidão de nascimento em vez de mostrar logo a certidão original. Dória inverte a seqüência dos fatos, em seguida transfigura essa ordem invertida num suposto “método de argumentação” e o atribui primeiro aos adversários de Obama e depois a mim, como se ele próprio não fosse o seu único e exclusivo inventor. Seu discípulo é ainda mais explícito, proclamando que a narrativa invertida criada pelo seu mestre desmascara o método de “retrocesso lógico” usado pelos anti-obamistas – e, naturalmente, por mim – na nossa ânsia de provar retroativamente uma tese escolhida de antemão.

 

Mas a maior realização de Dória no domínio dos métodos lógicos vem na frase seguinte. Procurando enfatizar a teimosia psicótica do anti-obamismo, ele exclama: “Aí sugere-se que, se ele não fosse elegível nos EUA, seus adversários teriam investigado isso – e este argumento não vale como argumento.” Ou seja: vocês não podem denunciar Obama como inelegível porque se ele fosse inelegível vocês o denunciariam. E Dória ainda fica indignado de que esse argumento não seja aceito!

Confiante no rigor exemplar das demonstrações dorianas, seu devoto exegeta proclama a minha total ignorância do método científico. Para maior ilustração da platéia, ele expõe em seguida um dos elementos essenciais do referido método tal como ele o concebe:

 

No lastro da ciência há uma noção de comunidade científica, isto é, de um grupo que inserido em contextos não apenas científicos mas políticos, decide sobre a forma como os enunciados científicos irão moldar o mundo.”

 

A comunidade científica, portanto, é algo assim como um coletivo do MST, que, em assembléia, decide quais os enunciados científicos convenientes e inconvenientes aos seu projeto de “transformação do mundo”, aprovando os primeiros e rejeitando os segundos como barbaramente anticientíficos.

 

Bernardes não cita um único exemplo de descoberta científica efetuada por esse método. Nem poderia. Mas eu posso citar dois: a embriologia fraudulenta de Ernest Haeckel e a falsa genética de Lyssenko, a primeira aprovada pelo coletivo nazista, a segunda pelo comunista. Ninguém pode negar que “transformaram o mundo”. A primeira levou um bocado de gente para Auschwitz, a segunda para o Gulag.

 

Dória e Bernardes escrevem muitas outras tolices infames nos seus respectivos artigos, mas as que assinalei já bastam para mostrar que, intelectualmente, aquele é um vigarista pé-de-chinelo e este um aspirante a ser Pedro Dória quando crescer. Nem eu nem meus “fervosos preponentes” nos sentimos nem um pouco ofendidos por gente que cospe para cima. Também não rimos deles mais do que a caridade permite.

 

Tudo o que sentimos é uma humilhação profunda por termos nascido num país onde os Dórias e Bernardes, reproduzindo-se aos milhares e aos milhões como memes ou vírus de computador, dão o tom dos debates ditos intelectuais e decidem, no aconchegante uniformismo mental do seu coletivo, “sobre os instrumentos de verificação e refutação, sobre os meios pelos quais conversar, concordar e discordar”. Deve ser por isso que há décadas a ciência e a tecnologia, no mundo, não avançam um passo sem as contribuições da universidade brasileira...

 

Só mais um ponto tem de ser mencionado, porque é difamação porca de um grande artista falecido. Bernardes diz que “Bruno Tolentino só se ergue mediante ataques a Augusto e Haroldo de Campos, ou a Giannotti, ou cantando loas ao próprio Olavo.” Tolentino, quando chegou ao Brasil, já era reconhecido como um dos maiores poetas do mundo por Jean Starobinsky, W. H. Auden, Geoffrey Hill, Giuseppe Ungaretti e Elizabeth Bishop, entre outros inumeráveis. Imaginar que ele precisasse “se erguer” depois disso, e que a tanto se destinassem suas denúncias contra o charlatanismo dos Campos ou a inépcia de José Arthur Gianotti, é coisa de uma mesquinharia tão doente e de uma estupidez tão abissal, que só poderia vir mesmo de um membro mirim do “coletivo” brasileiro.

 

P. S. – Ao contrário do que afirma Pedro Dória, a inutilidade legal do atestado publicado pela campanha de Obama não é um “argumento dos adversários”. É um simples fato da lei americana. O próprio Governo do Havaí não aceita esse documento como prova de nacionalidade. O site oficial do registro imobiliário do Governo havaiano (Department of Hawaiian Home Lands, DHHL) explica a diferença entre a Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth) e o mero atestado (Certification):

 

“Certidão de Nascimento (Certificate of Live Birth)... é um registro mais completo do seu nascimento do que o Atestado (Certification) gerado por computador. Apresentar a Certidão de Nascimento poupará tempo e dinheiro, pois o Atestado requer verificação adicional pelo DHHL. Ao solicitar uma cópia autenticada ao Departamento de Saúde (DOH, Department of Health), informe ao funcionário que você a está requerendo ‘para fins da DHHL’ e que você precisa de uma cópia da Certidão de Nascimento original de nascimento, e não do Atestado gerado por computador.” (V. http://hawaii.gov/dhhl/applicants/Loaa%20Ka%20Aina%20Hoopulapula.pdf.)

 

Em suma: Obama não poderia comprar uma casa, um apartamento, um lote de terra, uma kitchenette no Havaí só com aquela porcaria de atestado que ele impingiu aos eleitores como prova cabal da sua elegibilidade à Presidência dos EUA. Todos os candidatos à presidência sempre apresentaram cópias de suas certidões originais. Obama poderia receber a sua em casa, pelo correio, preenchendo um formulário de menos de uma página e pagando uma taxa de dez dólares.

 

No próprio Estado onde ele se elegeu senador – Illinois – Obama não poderia tirar sequer uma carteira de motorista só com aquele atestado. O DMV (Department of Motor Vehicles) de Illinois exige ou uma cópia autenticada da certidão original ou qualquer outro documento, de uma lista de dezenove – por exemplo histórico escolar, cartão de residente temporário, etc. – que não inclui a tal Certification. Em suma, esta vale menos, como prova de nacionalidade, do que um histórico escolar (mas Obama também não mostra o histórico escolar, porca miséria). Confira em http://www.dmv-department-of-motor-vehicles.com/IL_Illinois_dmv_department_of_motor_vehicles.htm

Andando na lua

Andando na lua

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 8 de dezembro de 2008

http://www.olavodecarvalho.org/semana/081208dc.html

 

A ciência histórica, dizia Leopold von Ranke, é "contar as coisas como efetivamente se passaram". Tal é também, em escala mais modesta, a missão do jornalismo. As dificuldades para cumpri-la são muitas. A principal é que cada personagem envolvido na trama tem sua própria versão dos acontecimentos, não raro concebida de antemão para produzi-los no sentido desejado, o que inclui forçosamente a dose de camuflagem necessária para que o público não apreenda o que está acontecendo, mas se limite a decorar e recitar a sua parte num enredo cujo nexo com os fatos lhe escapará por completo. Tal é a diferença entre "acontecimentos" e "narrativa".

 

A narrativa pode rastrear os acontecimentos depois que sucederam, mas pode também substituir-se a eles, antecipadamente, para ao mesmo tempo gerá-los e encobri-los. Para este último fim ela tem de ser mais atraente e parecer mais natural, mais fácil de acreditar do que os fatos que encobre. A primeira condição obtém-se amoldando-a às esperanças, sonhos, temores e ódios do público; a segunda, repetindo-a com insistência e por uma variedade muito grande de canais, dando uma impressão de testemunho universal convergente de tal modo que suspeitar da veracidade da coisa pareça um sinal de demência pura e simples.

 

Distinguir entre narrativa e acontecimentos é questão de inteligência. A mais decisiva operação da inteligência é distinguir entre o essencial e o acessório, ou, como dizia Aristóteles, entre a substância e o acidente. A substância é a "diferença específica" que destaca uma coisa daquelas que se lhe assemelham. Uma narrativa astuta pode trazer um elemento acidental e secundário para o centro da trama, bloqueando a percepção do essencial, de modo que este se realize discretamente enquanto todos estão olhando para o outro lado.

 

A narrativa da vitória de Barack Obama já estava pronta muitos meses antes das eleições: era o "presidente negro" que vencera a "herança racista" da nação americana, marcando "uma mudança histórica". Tal era o discurso de propaganda, repetido, como traslado puro da realidade, por todas as grandes empresas de mídia, cujos proprietários e controladores aliás eram, eles próprios, adeptos e contribuintes do candidato.

 

No entanto, basta um pouco de inteligência para perceber que a cor da pele de Obama não é sua diferença específica, essencial: é apenas a sua diferença mais vistosa. Examinando sua história, sua formação, suas ligações políticas e sua conduta de campanha, verifica-se acima de qualquer dúvida possível que, como político, ele difere imensamente mais de todos os candidatos anteriores à presidência americana do que um negro difere de um branco ou um esquimó difere de um negro. Não há, afinal, grande originalidade em um negro eleger-se presidente dos EUA. Pela lei das probabilidades, isso acabaria acontecendo mais cedo ou mais tarde. E, ao contrário do que alardeia a narrativa forjada com base num estereótipo de cinco décadas atrás, as resistências à presença de negros nos altos postos são hoje praticamente nulas na sociedade americana; ao contrário, essa presença é aplaudida quase unanimemente, mesmo quando o personagem incumbido de personificá-la não é dos mais talentosos. Dos eleitores, apenas a sexta parte declarou que a raça foi importante na escolha do seu candidato e, desses, a quase totalidade votou em Obama. Por que então declarar, como o fez o candidato contra todo o senso das proporções, que sua vitória é um feito tão grandioso quanto o desembarque do primeiro homem na Lua? É fácil demais atribuir essa declaração à megalomania narcisista (que Obama tem, mas um pouco abaixo da dose demencial requerida para dizer uma coisa dessas).

 

Obama tem razões para dizer o que disse: ele sabe que traz consigo uma diferença específica mais discreta, porém infinitamente mais significativa do que a cor da sua pele, e que essa diferença, ela sim, faz do seu acesso à presidência um acontecimento mais que espetacular, um acontecimento de proporções quase apocalípticas. Não é uma diferença totalmente invisível. As pessoas só não a enxergam porque a mídia não a aponta e porque, ao contrário do que acontece com a diferença epidérmica, ela não é animadora e sim temível, temível em grau maior do que a média dos seres humanos é capaz de suportar.

 

A diferença a que me refiro salta aos olhos mediante o simples cotejo de três ordens de fatos bem comprovados:

 

(1) Desde ontem, Obama, como presidente eleito, passou a receber os relatórios reservados dos serviços de inteligência, tendo acesso a todos os segredos de Estado da nação americana.

 

(2) Ao mesmo tempo, continua severamente bloqueado ao público, à mídia e aos investigadores em geral todo acesso aos documentos do próprio Obama, seja referentes à sua biografia pessoal, seja à sua carreira política. Ninguém pode examinar sua certidão original de nascimento, seu histórico escolar, seus registros médicos, sua tese de doutoramento, sua agenda de audiências no Senado, a lista dos clientes do seu escritório de advocacia ou mesmo o rol completo de seus contribuintes de campanha. A vida de Obama é mais secreta do que os mais altos segredos de Estado. Nada se pode saber dela, exceto na versão aprovada por ele. É um privilégio que nem os imperadores da antigüidade ou os tiranos mais prepotentes da modernidade jamais desfrutaram. Lênin, Stálin, Hitler e Mussolini jamais fizeram de seus históricos escolares um segredo de Estado. As vidas de Vladimir Putin, de Fidel Castro, de Hugo Chávez, são muito mais transparentes que a de Barack Hussein Obama. O homem mais visível do universo é ao mesmo tempo o mais opaco, o mais incognoscível.

 

(3) Para completar, a biografia "oficial" de Obama é tão cheia de inconsistências e contradições que só um público reduzido à infantilidade mental pode aceitá-la sem perguntas. Ele diz que nasceu num lugar, sua avó diz que ele nasceu em outro. Ele diz que nasceu no Havaí quando sua mãe estudava e morava em Seattle, a duas mil milhas de distância. Não existe a mais mínima prova de que seu pai estivesse no Havaí – e muito menos em Seattle – na época em que Obama teria sido gerado. Nenhum dos colegas de universidade de sua mãe, em Seattle ou no Havaí, se lembra de tê-la visto grávida. Ele disse que só conhecera William Ayers de vista, mas os documentos provam que trabalharam juntos por muito tempo, que Ayers o indicou para diretor da ONG Chicago Annenberg Challenge e que muito provavelmente foi o ghost-writer da sua autobiografia. Ele disse que não foi favorecido na compra da sua casa com dinheiro do vigarista sírio Tony Resko (recebido de Sadam Hussein, by the way), mas o recibo prova que pagou 300 mil dólares abaixo do preço. Ele disse que nunca trabalhou na Acorn, mas aparece em fotos dando aulas para os militantes da organização. Ele negou qualquer ligação política com Raila Odinga, mas as fotos o mostram no palanque, fazendo comício na campanha presidencial do genocida. Ele disse que não sabia das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas passou vinte anos ouvindo todas as semanas os sermões dele, que só falavam de política.

 

E ainda restam algumas perguntas vitais: Por que tantos árabes – um príncipe saudita, um vigarista sírio e dois famosos agitadores pró-terroristas estão na lista – decidiram, sem mais nem menos, pagar todos os estudos de um jovem negro americano que não tivera até então nenhuma atuação pública digna de atenção? Como o conheceram? Por que decidiram ajudá-lo a subir na vida? São perguntas que até um candidato a sargento de polícia teria de responder obrigatoriamente. Dispensar delas um presidente da República, ao mesmo tempo que se desvelam diante dos seus olhos os mais altos segredos de Estado, é dar a ele o privilégio de tudo saber sem ser conhecido por ninguém, mesmo sendo ele um personagem que dá razões de sobra para ser investigado, um tipo suspeito que, se não foi plantado no posto mais alto da República americana pelos inimigos da nação, ao menos consentiu que eles lhe pagassem para chegar lá – um tipo que, se não é o "candidato da Manchúria", é o que já houve de mais parecido com ele na realidade.

 

Pela primeira vez na história da humanidade a nação mais poderosa que já houve no mundo entrega seu comando e seus segredos de Estado a um completo desconhecido, envolto em segredos e mentiras como jamais um governante foi, mesmo nas ditaduras mais tenebrosas.

 

Perto dessa diferença abissal e imensurável, perto dessa originalidade inédita e absoluta, ser um candidato negro é, a rigor, um detalhe irrelevante, exceto no sentido de que a diferença epidérmica é usada justamente para encobrir a diferença profunda, tanto mais decisiva quanto mais proibida e inacessível. Se isso não é como andar na Lua, é pelo menos reinar na Terra sobre um eleitorado perdido no mundo da Lua, alienado da realidade pela sedução da narrativa.

O LADO NEGRO DE OBAMA

O LADO NEGRO DE OBAMA

 

Rogério da Costa Pereira

 

Como John McCain andou falando da ligação entre Barack Obama e o terrorista William Ayers, foi ele imediatamente acusado pela grande mídia de instigar o ódio ao candidato democrata e até de expor o pobrezinho ao risco de ser assassinado.

 

Mas o verdadeiro pecado de McCain foi o de ater-se a esse episódio menor e omitir os pontos altos da carreira de um dos políticos mais perigosos (para os EUA e para o mundo) de todos os tempos:

 

1.    Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos “o maior banho de sangue de toda a História” e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de setembro como um 'castigo divino'. Confiram em: www.newsmax.com/timmerman/obama_harvard_/2008/09/23/133199.html).

 

2.    Obama, embora o negue com veemência, foi comprovadamente instrutor de ativistas na Association of Community Organizations for Reform Now (ACORN). A principal atividade da ACORN era intimidar bancos para forçá-los a dar empréstimos a seus militantes, em geral insolventes, plantando assim as sementes da crise bancária que eclodiu semanas atrás. A ACORN retribuiu os serviços prestados, distribuindo milhares de títulos de eleitor falsos, para fortalecer a votação de Obama. Confiram em: www.clevelandleader.com/node/7203, www.lvrj.com/news/30613864.html e http://news.yahoo.com/s/ap/20081009/ap_on_el_ge/voter_fraud).

 

3.    Várias vezes, a presidência da República americana pediu ao Congresso uma lei que parasse a farra dos empréstimos na empresa Fannie Mae. Obama foi contra. Agora, depois que a ‘crise’ provocada pela bolha de crédito eclodiu, Obama e dos democratas culpam a administração de Bush. Veio a recompensa: Obama recebeu mais de cem mil dólares de contribuições de Fannie Mae, cujo executivo Franklin Raines, demitido por desvio de verbas, é hoje seu assessor econômico. O deputado obamista Harry Reid diz que mencionar esses fatos é racismo. Confiram em: http://nmorton.wordpress.com/2008/09/16/barack-obama-fannie-mae-lobbyists-second-favorite-senator).

 

4.    Entre 2006 e 2007, Obama fez campanha, nos EUA e no Quênia, em favor do candidato presidencial queniano Raila Odinga, e continuou a apoiá-lo mesmo depois que Odinga, derrotado, mandou matar mais de mil de seus adversários e queimar oitocentas igrejas cristãs, pelo menos uma delas, com gente dentro. A carnificina só estancou depois que um acordo nomeou Odinga primeiro-ministro. O repórter do WorldNetDaily, Jerome Corsi, enviado ao Quênia para estudar o episódio, foi preso pela polícia local e forçado a voltar aos EUA. Qualquer semelhança com 'operação-abafa' aqui no Brasil NÃO é mera coincidência. Confiram em:  www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77877).

 

5.    A campanha de Obama recebeu mais de TRÊS MILHÕES DE DÓLARES em contribuições ilegais do exterior. Enquanto McCain publicou meticulosamente todas as quantias recebidas, seu adversário não publicou nada, nem uma linha. Confiram em: http://apnews.myway.com/article/20081008/D93M0K5G0.html).

 

6.    Mas a maior fraude de Obama talvez seja a sua própria candidatura, que já recolheu 450 milhões de dólares em contribuições, um recorde histórico. Intimado pelo advogado Philip Berg, de Filadélfia, a mostrar o original da sua certidão de nascimento para provar que é cidadão nativo dos EUA (condição sine qua non para poder candidatar-se à presidência e até estar ocupando a cadeira de Senador), Obama, por duas vezes, preferiu esquivar-se mediante complexos artifícios jurídicos, confirmando indiretamente a suspeita de que não tem mesmo o documento. Para piorar as coisas, o candidato também se omite em mostrar seus registros médicos e seu histórico escolar, enquanto McCain fornece na hora todos os documentos solicitados. Berg, que tem 31 anos de militância democrata e já foi procurador do Estado da Pensilvânia, assegura que a cópia eletrônica da certidão de Obama, reproduzida no site oficial da campanha, é falsa (e, aliás, parece mesmo). A avó do candidato assegura que ele não nasceu no Havaí como diz, e sim no Quênia, onde ela mora. Vejam tudo na página de Berg, 25 milhões de pessoas já viram, e mais dia menos dia o escândalo, trabalhosamente abafado até agora, vai estourar.  Confiram em: www.obamacrimes.com

 

Vocês não leram nada disso na Folha, no Estadão e no Globo, não é? Eu também não.

OBAMA E ODINGA - LIGAÇÕES PERIGOSAS 1

OBAMA E ODINGA - LIGAÇÕES PERIGOSAS 1

 

Por Rebecca Santoro

Baseado em publicações do worldnetdaily

 

As ligações de Obama com o líder radical muçulmano do Quênia, atual primeiro ministro daquele país, Raila Odinga, são conhecidas por todos aqueles que procuram se informar além das fronteiras da mídia de massas, tanto aqui como nos EUA. O fundo de financiamento de campanhas do senador Barack Obama (Friends of Senator BO) doou 66 milhões de schillings quenianos, cerca de US$ 950 mil para campanha presidencial de Odinga, em 2007, junto com o filho do líder radical  e ditador líbio Muammar Kadafi, que doou outros cerca de US$ 765 mil (confiram aqui). As somas que vieram dos fundos de levantamentos de recursos para campanhas de Obama foram levantadas quando Odinga esteve visitando os EUA, em 2006.

 

Obama esteve no Quênia durante e defendeu a eleição de Odinga, pessoalmente. Depois, deixou o companheiro Mark Leppert encarregado das ligações com Odinga e das estratégias de ajuda à campanha eleitoral do candidato do Quênia. Em outras palavras, Obama usou o dinheiro doado por norte-americanos para suas campanhas ao senado e à presidência dos EUA para financiar a candidatura de um queniano, não nos EUA, se isso fosse possível, mas lá no Quênia. Cadê a imprensa mundial massacrando o 'império' por financiar a intromissão na política de outros países? Não, isso só seria possível se se tratasse de tentativa de financiar o fim de ditaduras comunistas e/ou islamistas. Como não foi o caso, fica como ajuda humanitária, democrática ou seja lá o nome falso qualquer que queiram dar ao financiamento internacional do comunismo

 

ASSISTAM AOS VÍDEOS ABAIXO:

 

Mesmo assim, por uma diferença de 200 mil votos, o eleito foi Mwai Kibaki. Entretanto, depois dos resultados eleitorais, Odinga promoveu uma convulsão social que resultou na morte de mais de mil pessoas, em centenas de desabrigados e em 800 igrejas cristãs destruídas. Desse modo, vejam só, Odinga acabou sendo nomeado Primeiro Ministro, com plenos poderes de governante compartilhados com o presidente eleito, através de acordo homologado pelo secretário geral da ONU, Kofi Anan e pela Secretária de Estado dos EUA, Condolesa Rise.

 

Isso mesmo: o candidato de Obama conseguiu o poder no Quênia, à força, na violência, no terrorismo e contra os cristãos. E a ONU deu guarida. E o protetor universal dos direitos ‘democráticos’ também – a parte internacionalista do governo norte-americano (que governa para a ONU e não para os EUA). Você sabia, leitor, que, depois desse precedente histórico, isso pode acontecer bem aí na porta de sua casa? Essa é a garantia que a ONU nos dá de defesa da democracia, entenderam? Assim se baseará o Direito Internacional institucionalizado pela ONU.

 

E quais são as intenções de Odinga no Quênia? Não dá pra citar todas, mas, duas delas já podem dar uma idéia de quais sejam ou em que se baseiam. Ele assinou, em agosto de 2007, um acordo com o presidente do Fórum Nacional dos Líderes Muçulmanos do Quênia, Sheik Abdullahi Abdi, que, entre outras coisas, continha a promessa de transformar aquele país num estado muçulmano institucional, com a reforma da Constituição. Isso significa que os cristãos seriam perseguidos e ‘devidamente enquadrados’ nas novas condições constitucionais, prometia Odinga, num prazo de seis meses após a sua posse, caso viesse a ser eleito presidente do Quênia.

 

O Jornalista e escritor norte-americano  Jerome Corsi foi expulso do Quênia e impedido de realizar uma conferência à imprensa queniana sobre o seu livro "The Obama Nation: Leftist Politics and the Cult of Personality" (“A Nação Obama: Políticas de Esquerda e Culto à Personalidade”, Best-seller, em Nova York, EUA), pela qual estava de visita a aquele país, no dia 7 de outubro de 2008. No capítulo 4, Corsi trata das ligações entre Obama e Odinga.

 

 

ASSISTAM A UM DOS VÍDEOS, ABAIXO (PORQUE HÁ VÁRIOS DELES À DISPOSIÇÃO NO YOUTUBE, PARA QUEM ESTIVER INTERESSADO):

 

 

Espancada e riscada com faca no rosto por portar um botton de McCain no carro

Espancada e riscada com faca no rosto por portar um botton de McCain no carro

 

Mais curiosidades obâmicas

Olavo de Carvalho

Jornal do Brasil

25 de setembro de 2008

 

'B' de Barack no rosto da moça...

 

By Jill King Greenwood

TRIBUNE-REVIEW
http://www.pittsburghlive.com/x/pittsburghtrib/news/breaking/s_594853.html
Thursday, October 23, 2008


Um homem armado com uma faca assaltou uma mulher cujo carro tinha um adesivo da camapnha de McCain. O fato foi registrado pela polícia de Pittsburgh: “O ladrão batia na moça, sem parar, dizendo que iria lhe ensinar uma boa lição por apoiar McCain”, relatou o delegado Nate Harper.

OBAMA E WILLIAM AYERS – LIGAÇÕES PERIGOSAS 2

OBAMA E WILLIAM AYERS – LIGAÇÕES PERIGOSAS 2

 

Em 21 de dezembro de 1997, o Chicago Tribune, na coluna em que pessoas famosas apontavam seus livros favoritos na atualidade (da época, é claro), chamada "Mark My Word”, publicou uma resenha de recomendação escrita por Obama - e que endossava, por assim dizer, o livro de um ex-terrorista norte-americano - quando ainda era apenas um recém eleito senador. O companheiro de ideologias, que agiu dentro dos EUA, em grupos radicais de esquerda, nos anos 60 e 70, chama-se Bill Ayers, que, atualmente é professor na Universidade de Illinois. O livro em questão era "A Kind and Just Parent: Children of Juvenile Court" (Amáveis e Justos Pais: Crianças do Juizado (o que equivaleria, aqui no Brasil, a chamar de Febem).

 

“Um duro e oportuno relato do sistema de nosso juizado de menores e a coragem de pessoas que resgatam a esperança daqueles jovens desesperados”, disse sobre a obra literária de Ayers, o então jovem senador Obama.

 

Quem é o corajoso amigo de Obama?! Ora, é o homem que explodiu vários prédios onde funcionavam ou ainda hoje funcionam órgãos federais, como o Capitólio (Pentágono), por exemplo. Isso aconteceu nos anos 60 e 70 e o grupo terrorista ao qual Ayers pertencia era o Weather Underground.

 

Obama, entretanto, nega qualquer proximidade com o terrorista. Diz que era apenas um colega na universidade onde ambos trabalhavam, e com o qual teria feito somente alguns trabalhos profissionais relativos a temas universitários. Só isso e nenhuma ligação mais íntima.

 

No livro, Ayers escreveu: “Nossos vizinhos (companheiros, no caso) incluem Muhammad Ali, o prefeito Eugene Sawyer, os poetas Gwendolyn Brooks e Elizabeth Alexander e o escritor Barack Obama. O Pastor Louis Farrakhan mora a uma quadra de nossa casa; e, todos eles, pensamos nós, dão uma dimensão da idéia do que temos, seguramente, observado ao redor: os frutos do Islã, sua força de segurança, tem os olhos no que está se passando, 24 horas por dia”.

 

Para complicar a versão de Obama, jornalistas descobriram, na universidade de Illinois cerca de 140 caixas cheia de documentos que provam que Obama esteve, sim, envolvido com Ayers, mais especificamente nas atividades do Chicago Annenberg Challenge, um grupo que tratava de ‘políticas’ educacionais e no qual Obama ocupou um dos cargos de diretor. O grupo se formou através da doação de US$ 42,2 milhões dólares da fundação Annenberg, e pretendia colocar a ‘comunidade’ (palavrinha batida essa!) em posição atuante dentro das escolas. Obama trabalhou oficialmente neste grupo, de 1999 a 2002, recebendo cerca de US$ 6 mil por ano.

 

Um destes documentos, divulgados pela FOX News, revelava, por exemplo, que, numa das reuniões do tal grupo, Obama fez a apresentação e Ayers encarregou-se do ‘briefing’ (uma espécie de resumo prévio das atividades que serão trabalhadas). Um outro documento mostra que, em outubro de 1966, em outra reunião, Obama incentivava o grupo a ser mais ‘atrevido’ em suas propostas de reforma.

 

O WND trouxe matéria falando sobre um debate promovido por Michelle Obama, a esposa do candidate democrata, em novembro de 1997, sobre a menoridade penal eno qual Oama e Ayers compareceram para defender que os jovens não deveriam ser tratados como adultos. Ou seja, conheciam-se muito bem. Na época, Michelle era diretora do Centro de Serviço Comunitário da universidade de Illinois.

 

Also in 1995, the first organizing meeting for Obama's state senatorial campaign reportedly was held in Ayers's apartment.

 

A esposa de Ayers, Bernadine Dohrn, que também participava do mesmo grupo escolar de Obama, já foi considerada como uma das mulheres mais perigosas dos EUA, nos tempos em que militava no grupo radical Weathermen. Ela e Ayers acabaram por ficar responsáveis pela criação do filho de outra terrorista – Kathy Boudin, que foi para a prisão, depois de participar de um roubo no qual 4 pessoas foram assassinadas, em 1981. Em 1970, Boudin construiu e colocou uma bomba  que matou um policial em São Francisco.

 

Ou seja, Obama mentiu, mais uma vez, ao negar uma relação mais próxima com Ayers, a despeito da diferença de idade entre os dois. Trabalharam juntos, em atividades extra-curriculares, publicamente financiadas, e que tratavam de políticas escolares ideológicas.

 

Você, leitor, certamente já ouviu falar no mensalão. Pois é, lá em Chicago, a fundação criada por Ayers, da qual Obama foi um dos diretores, comprou votos – através de doações milionárias a pastores de igrejas ‘politizadas’ mais do que propriamente religiosas – e políticos/lobistas. Obama chegou ao Senado, não chegou? Uma pena que eu não tenha tempo para traduzir todos os vídeos aqui postados nessa página. Abaixo, segue mais um deles, em inglês, e sem tradução, que trata de mais outro episódio ‘confuso’ da carreira de Obama. Ele mente: nega e admite, em seguida, contradizendo-se parcialmente, sobre muitos fatos que cercam sua vida. Isso nos é muito familiar, eu diria...

 

 

(1) O dono do Blog Zombietime encontrou a material com a foto de Obama em microfilme e fotografou para publicar em seu site, pois, na época em que a mesma saiu, o Chcago Tribune ainda não havia, como quase todo mundo, entrado na era digital da internet.

"I had seen mentions of the existence of this review in a very few media outlets, including CNN, National Review, American Spectator, and a handful of others. But because the review was published before the Chicago Tribune began digitizing and archiving its articles online, there was no direct Web link to the review itself — only citations of it. So, out of curiosity, I took it upon myself to visit a library in San Francisco, and using the library's Lexis-Nexis access and its archive of microfilm versions of major newspapers, including the Chicago Tribune, I finally tracked down a copy of the actual review itself," Zombietime said.

OBAMA PRESIDENTE

OBAMA PRESIDENTE

 

Diário Las Américas

Armando Valladares

04.10.2008

Tradução: André F. Falleiro Garcia

http://www.sacralidade.com/mundo2008/0033.obama.html

 

...“minhas idéias mudam a cada dia, mas não o meu coração”

(Barack Obama)

 

     As próximas eleições serão únicas na história dos Estados Unidos. Não se trata de uma simples disputa entre o Partido Democrata e o Republicano. Pela primeira vez estão em jogo os valores, os princípios, os ideais que formaram esta grande nação.

 

     Destruir os fundamentos deste país foi o velho sonho das ideologias totalitárias, dos líderes fracassados. Karl Marx recomendava encher as ruas da América com drogas e pornografia para aviltar e debilitar a juventude.

 

     Os muçulmanos, sem exceção, vêem os Estados Unidos como infiéis que devem ser exterminados, e crêem que com o terrorismo o conseguirão. Outros, com um enfoque mais “civilizado”, pensam minar por dentro nossas estruturas morais, sociais e políticas.

 

     O que está acontecendo com o candidato à presidência, Barack Hussein Obama, faz-me lembrar, inevitavelmente, o que aconteceu com Fidel Castro, e o que depois sucedeu com Chávez. Quando advertimos nossos amigos venezuelanos que o preço da “mudança” poderiam pagar com a privação da liberdade, nos acusaram de ver ameaças até dentro de um prato de sopa... Tínhamos razão, mas já era tarde demais...

 

     Para Obama, os fins justificam os meios, basta recordar algumas de suas atuações e declarações. No início, disse que isso era uma hipocrisia, quando lhe perguntaram por que não levava uma bandeira americana na lapela. Mas no primeiro debate com o candidato republicano McCain, Obama tinha a bandeira americana na lapela. Prova irrefutável de sua inconsistência e de seu oportunismo. A moral de Obama está subordinada aos seus interesses políticos.

 

     Se Obama fosse eleito presidente, nossa sociedade estaria mais do que nunca em grande perigo. Um dos seus objetivos é a dissolução da família e dos seus valores. Ele apóia a união civil entre os de mesmo sexo. Quer introduzi-la na Constituição. Está a favor da adoção de crianças pelos casais homossexuais. Diz não, para a oração nos colégios; mas sim, para a distribuição de preservativos.

 

     Quanto ao aborto, votou em todas as ocasiões a favor de todo tipo e em qualquer circunstância. É favorável a que não se comunique aos pais se suas filhas de 13 ou 14 anos decidem abortar. Quer descriminalizar o ato de levar menores de idade de um estado a outro para a realização do aborto.

 

     Creio que não há crime mais abominável do que o aborto parcial, que consiste em extrair o bebê até metade de seu corpo fora do útero, para poderem alegar que não nasceu. Pratica-se no final da gravidez, o recém-nascido está vivo, mas lhe perfuram o crânio e com um aspirador de sucção lhe extraem o cérebro. Só verdadeiros criminosos desalmados podem aprovar esses assassinatos da mais débil das criaturas: o bebê. Obama é o mais fervoroso defensor desses crimes. Seus seguidores agora estão dizendo que ele não apóia o aborto. Mas os registros de suas votações no Congresso desmentem essa farsa.

 

     Se Obama se tornar presidente, como dois dos magistrados da Suprema Corte têm muitas possibilidades de se aposentar, ele escolheria os seus substitutos, que teriam que pensar como ele pensa sobre o aborto, a homossexualidade e outros temas.

 

     Mas o mais grave é a apologia que faz dos terroristas. William “Bill” Ayers foi um dos fundadores da organização esquerdista The Weathermen. Foram eles que puseram a bomba no quartel da polícia de Nova York em 1970. E a bomba no Capitólio de Washington em 1971, como também a do Pentágono em 1972, entre outros atos terroristas.

 

     Ayers declarou em 1995: “sou um radical esquerdista, pequeno comunista” (sic). Aliado do movimento negro de libertação, visava a destruição do imperialismo norte-americano. Em junho de 1974 o movimento “Weather underground” redigiu um documento que afirmava: Nós somos uma organização de guerrilheiros, somos homens e mulheres comunistas, embora na clandestinidade...” (sic).

 

     Há mais. Obama e Ayers atuaram juntos em uma organização de extrema-esquerda, Woods Fund Board, de 1999 a 2002. Ayers apresentou-o para os seus amigos terroristas, e com eles organizou eventos em sua casa para angariar dinheiro para a primeira campanha do candidato ao Senado em Illinois, o seu amigo Obama. Juntos apareceram muitas vezes em conferências públicas e em painéis. Ayers foi doador da campanha de Obama em 2001.

 

     Ayers agora é um celebrado professor da Universidade de Illinois em Chicago. Leciona Justiça Social, reforma da educação, reforma sexual etc. etc. Se Obama se tornar presidente, Ayers terá um cargo importante na administração. Porque Obama disse em 1993 que Ayers era "uma pessoa respeitável" e que estava "orgulhoso de sua amizade”.

 

     Obama pertenceu a uma igreja racista, a Trinity United Church of Christ, que defende a Teologia da Libertação, inspirada no livro de James H. Cone, “Blacks Power and Black Theology”. Como não lhe convinha, mais uma vez subordinou sua “moral” às suas ambições políticas, e afastou-se dessa igreja, mas seu coração continuou com ela... Obama jurou os 12 preceitos ou mandamentos dela, depois negou-os, mas seu guia espiritual, o racista Jeremiah Wright, o desmentiu. “Nós somos africanos e devemos ser leais a nossa terra nativa, o Continente Mãe (África), o berço da civilização”.

 

     A lealdade de Obama pertence à África, e é por isto que se nega a saudar a bandeira e a colocar sua mão no coração quando é tocado o Hino Nacional Norte-Americano. Por isso não queria colocar a bandeira na sua lapela; por esse motivo mandou apagar a bandeira americana na cauda do avião de campanha, conforme lhe ditava seu coração...

 

     Para Obama, a máxima marxista de “o fim justifica os meios” é um recurso que emprega continuamente: engana, se tiver que enganar; mente, se tiver que mentir, como faz no dia-a-dia. E num auge de cinismo declarou o seguinte: “Minhas idéias mudam a cada dia, mas não o meu coração...”[1], e então colocou a bandeirinha na lapela.

 

NOTAS:

1- Artigo de Paula Neal Mooney, 25 de outubro de 2006.

Neoliberalismo com uma "face humana"

Neoliberalismo com uma "face humana"

 

COMENTÁRIO:

 

O neo-liberalismo sempre foi nada mais nada menos do que uma fase de preparação para a Estatização/Monopolização da economia mundial, para concentrar as finanças e os bens de produção nas mãos de um mega conglomerado de organizações financeiras/empresarias que, por sua vez, controlam o mundo, controlando seus governos. Financiam o caos e as vacinas contra o caos. Dividem o mundo em blocos com funções predeterminadas – e trabalham incansavelmente para transformar essa idéia que tem do mundo em realidade. Para isso, precisam de robôs – pessoas robotizadas -, que não saibam cultivar idéias próprias e nem exercer a liberdade, mesmo que pensem que assim o estejam fazendo ao aderir a campanhas universais como as propostas pelo ambientalismo, por exemplo. Precisam de pessoas que não acreditem terem nascido livres e para a liberdade; pessoas que acreditem ser o produto do acaso sideral – que do pó tenham vindo e que a ele retornarão, independentemente do que quer que tenham feito durante suas vidas. Pessoas escravizadas pela ignorância. O neo-liberalismo é a preparação para o neo-comunismo – ou seja, para o grande capitalismo de Estado; Estados estes que nas mãos dos megaconglomerados empresarias estará.


O original encontra-se em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10860 .

Traduzido por João Camargo.

09/Novembro/2008

 

Estará Obama empenhado em "domar a Wall Street" e "desarmar os mercados financeiros"?

‘Ironicamente’, foi sob a administração Clinton que estas políticas da "ganância e da irresponsabilidade" foram adotadas.


O Acto de Modernização dos Serviços Financeiros (Financial Services Modernization Act, FSMA) de 1999 conduziu à revogação da Lei Glass-Steagall de 1933. Um pilar do "New Deal" do Presidente Roosevelt, esta Lei Glass-Steagall foi implementada em resposta ao clima de corrupção, manipulação financeira e "comércio de iniciados" ("insider trading") de que resultaram mais de 5000 bancarrotas de bancos na seqüência do crash da Wall Street em 1929.

 

Com esta lei, o controle efectivo sobre toda a indústria de serviços financeiros dos EUA (incluindo companhias de seguros, fundos de pensões, companhias de securities, etc) foi transferido para um punhado de conglomerados financeiros e os seus hedge funds associados.


Quem são os arquitetos desta derrocada?


Numa amarga ‘ironia’, os engenheiros do desastre financeiro estão agora a ser considerados pela equipa de transição do presidente eleito Barack Obama para o posto de secretário do Tesouro:

 

 

 

- Paul Volker: era presidente da Reserva Federal nos anos 80, durante a era Reagan. Desempenhou um papel central na implementação da primeira fase da desregulação financeira, que conduziu a bancarrotas em massa, fusões e aquisições até a crise financeira de 1987.


- Timothy Geithner: é o diretor do Federal Reserve Bank of New York, que é a mais ponderosa instituição financeira privada na América. Também trabalhou como funcionário do Tesouro na administração Clinton. Tem trabalhado para a Kissinger Associates e mantém uma posição elevada no FMI. O FRBNY (Federal Reserve Bank of New York) desempenha um papel importante atrás do palco na definição das políticas financeiras. Geithner trabalha em nome de financeiros poderosos que estão atrás do FRBNY. É ainda membro do Conselho para as Relações Exteriores (CFR).

- Jon Corzine: é atualmente governador de Nova Jersey e antigo diretor da Goldman Sachs.

 

- Lawrence Summers: desempenhou um papel chave ao fazer lobby junto ao Congresso para o repúdio do Glass Steagall Act.  A sua conveniente nomeação pelo presidente Clinton em 1999 como secretário do Tesouro lançou as bases para a adoção do Ato de Modernização dos Serviços Financeiros em Novembro de 1999. Ao completar o seu mandato ao leme do Tesouro dos EUA, tornou-se presidente da Universidade de Harvard (2001-2006).

 

À altura da escrita deste artigo, o favorito de Obama para a posição de secretário do Tesouro é Larry Summers. O professor de Economia da Universidade de Harvard Lawrence Summers trabalhou como Economista chefe para o Banco Mundial (1991-1993).  Contribuiu para moldar as reformas macroeconômicas impostas a numerosos países em desenvolvimento endividados. Os impactos sociais e econômicos dessas reformas sob o programa conjunto do FMI e do Banco Mundial para ajustamentos estruturais foram devastadores, provocando pobreza massiva.


A estadia de Larry Summer no Banco Mundial coincidiu com o colapso da União Soviética e a imposição da mortal "medicina econômica" do FMI e do Banco Mundial no leste da Europa, antigas repúblicas soviéticas e Bálcãs.

 

Em 1993, Summers foi para o Tesouro americano. Inicialmente ocupou a posição de subsecretário do Tesouro para os assuntos internacionais e mais tarde secretário adjunto. Em ligação com os seus antigos colegas dos FMI e do Banco Mundial, desempenhou um papel crítico na criação dos pacotes de "terapia de choque" econômica impostos no pico da crise asiática de 1997 na Coréia do Sul, Tailândia e Indonésia.

 

Larry Summers tornou-se secretário do Tesouro em Julho de 1999. É um protegido de David Rockefeller. Esteve entre os grandes arquitetos da infame Lei de Modernização dos Serviços Financeiros (Financial Services Modernization Act), que deu legitimidade ao comércio de iniciados e à manipulação financeira sem rodeios.


"Pondo a raposa a tomar conta do galinheiro"


Summers é atualmente consultor da Goldman Sachs e administrador de um hedge fund, a
D.E. Shaw Group. Como gestor de um hedge fund, os seus contatos no Tesouro e na Wall Street fornecem-lhe valiosa informação interna quanto aos movimentos dos mercados financeiros.


Colocar um gestor de um Hedge Fund (com ligações com o "establishment" financeiro de Wall Street) a tomar conta do Tesouro é o equivalente a pôr uma raposa a tomar conta de um galinheiro.


O Consenso de Washington:


Summers, Geithner, Corzine, Volker, Fischer, Phil Gramm, Bernanke, Hank Paulson, Rubin, sem mencionar Alan Greenspan, etc. são "compadres": jogam golfe juntos, têm ligações com o Council on Foreign Relations e com o grupo de Bilderberg; agem constantemente de acordo com os interesses de Wall Street; encontram-se a portas fechadas; estão no mesmo comprimento de onda, são Democratas e Republicanos.


Embora possam discordar em alguns pontos, estão firmemente empenhados no Consenso Washington – Wall Street. São implacáveis na sua gestão de processos econômicos e financeiros. As suas ações guiam-se pela produção de lucro.  Exceto pelo seu estreito interesse na "eficiência" de "mercados", têm pouco interesse em "seres humanos vivos".


As vidas das pessoas
são afectadas pela gama mortal de reformas macroeconômicas e financeiras que estão liderar sectores inteiros de actividade económico até à bancarrota.

As razões econômicas em que se baseia o discurso económico neoliberal são por vezes cínicas e desprezíveis. Neste aspecto, o discurso económico de Lawrence Summers destaca-se. É conhecido entre os ambientalistas por ter proposto despejar lixo tóxico em países do Terceiro Mundo, porque as pessoas nos países pobres têm vidas mais curtas e os custos do trabalho são abissalmente baixos, o que essencialmente significa que o valor de mercado das pessoas do Terceiro Mundo é muito inferior. De acordo com Summers, isto faz com que seja muito mais "vantajoso em termos de custos" "cost effective" exportar materiais tóxicos para países empobrecidos.

 

A Crise Asiática de 1997:  Treino para o que aí vinha

 

Durante 1997, a especulação monetária instrumentada pelas grandes instituições financeiras foi dirigida contra a Tailândia, Indonésia e Coréia do Sul, conduzindo ao colapso das respectivas moedas nacionais e à transferência de milhares de milhões de dólares das reservas dos bancos centrais para as mãos da finança privada.  Muitos observadores apontaram para a manipulação deliberada de mercados de divisas e de ações pelos bancos de investimentos e pelas firmas de corretores.


Enquanto os acordos de ajuda estavam a ser formalmente negociados pelo FMI, os principais bancos comerciais de Wall Street (incluindo o Chase, o Bank of America, o Citigroup e o J. P. Morgan), assim como os "cinco grandes" "bancos mercantis" (Goldman Sachs, Lehman Brothers, Morgan Stanley e Salomon Smith Barney) foram "consultados" acerca das cláusulas que seriam incluídas nos acordos de ajuda asiáticos.

O Tesouro Americano em ligação com a Wall Street e as instituições de Bretton Woods desempenharam um papel central na negociação dos acordos de ajuda asiáticos. Larry Summers e Timothy Geithner estiveram ativamente envolvidos em nome do Tesouro Americano no salvamento de 1997 da Coréia do Sul.

 

O que aconteceu na Coréia sob os conselhos do secretário adjunto do Tesouro Summers, nada tinha a ver com "ajuda financeira". O país foi literalmente saqueado. O vice-secretário do Tesouro, David Lipton, foi enviado para Seul no início de Dezembro de 1997. As negociações secretas foram iniciadas. Washington exigia a demissão do ministro das Finanças coreano e a aceitação incondicional do socorro do FMI.

Um novo ministro das Finanças, que ‘calhou’ ser antigo funcionário do FMI e do Banco Mundial, foi nomeado e, imediatamente, enviado para Washington para "conversações" com o seu antigo colega do FMI, o vice-diretor administrativo Stanley Fischer. E, à meia-noite da noite de Natal, após receber luz verde dos bancos, o FMI foi autorizado a adiantar um bilhão de dólares para Seul para cumprir a avalanche de dívidas de curto prazo em maturação.


Os cofres do Banco Central da Coréia haviam sido saqueados. Credores e especuladores esperavam ansiosamente para recolher o saque. As mesmas instituições que tinham antes especulado contra os coreanos estavam agora a receber o dinheiro das ajudas do FMI.  Foi um calote.
(Ver Michel Chossudovsky, The Recolonization of Korea  - A recolonização da Coréia -, subseqüentemente publicada como capítulo em The Globalization of Poverty and the New World Order, Global Research, Montreal, 2003.)

 

"Medicina econômica forte" é a receita do Consenso de Washington. "Dor de curto prazo para um ganho de longo prazo" foi o lema no Banco Mundial durante o mandato de Lawrence Summers como Economista chefe do Banco Mundial. (Ver IMF, World Bank Reforms Leave Poor Behind, Bank Economist Finds, Bloomberg, 7 de Novembro de 2000). Estamos a lidar com uma "rede de bons rapazes", funcionários e conselheiros no Tesouro, na Reserva Federal, no FMI, Banco Mundial, os "Think Tanks" de Washington, que estão em permanente ligação com os líderes financeiros da Wall Street (e da City de Londres, não nos esqueçamos – todos internacionalistas apátridas, somente interessados em poder, controle e riqueza).


Quem quer que seja escolhido pela equipa de transição de Obama pertencerá ao Consenso de Washington.


O Acto de Modernização dos Serviços Financeiros de 1999


O que aconteceu em Outubro de 1999 é crucial. No fim de longas negociações, a portas fechadas, em salas de conferência da Wall Street, nas quais Larry Summers desempenhou um papel central, as restrições regulamentares aos poderosos conglomerados bancários da Wall Street foram revogadas "com um golpe de caneta".

 

Larry Summers trabalhou junto ao senador Phil Gramm (1985-2002), presidente do comitê da banca no Senado, que foi o arquiteto legislativo da Lei Gramm-Leach-Bliley de Modernização dos Serviços Financeiros, aprovada a 12 de Novembro de 1999 (ver foto de grupo acima). (Para o texto completo clique US Congress: Pub.L. 106-102). O senador Phil Gramm, do Texas, estava intimamente ligado à Enron.


Em Dezembro de 2000, muito próximo do fim do mandato Clinton, Gramm introduziu um segundo diploma legislativo, o chamado Gramm-Lugar Commodity Futures Modernization Act), que abriu o caminho para o ataque especulativo sobre bens primários, incluindo petróleo e alimentos básicos. "O ato", declarou, asseguraria que "nem a Securities Exchange Comission (SEC) nem a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) entrariam na atividade de regulamentar novos produtos financeiros chamados swaps” – e assim "protegeriam as instituições financeiras da sobre-regulamentação" e "posicionariam as indústrias de serviços financeiros como líderes mundiais no novo século”.  (Ver David Corn,
Foreclosure Phil , Mother Jones, Julho e Agosto de 2008)

 

Phil Gramm era a primeira escolha de McCain para secretário do Tesouro.


Sobre as novas regras do FSMA (Acto Gramm-Leach-Bliley) – ratificadas pelo Senado norte-americano em Outubro de 1999 e aprovadas pelo presidente Clinton – bancos comerciais, firmas de corretagem, hedge funds, investidores institucionais, fundos de pensões e companhias de seguros puderam investir livremente nos negócios uns dos outros, assim como integrar plenamente as suas operações financeiras.


Um "supermercado financeiro global"  tinha sido criado, estabelecendo o palco para uma concentração massiva de poder financeiro. Uma das figuras chave atrás deste projeto foi o secretário do Tesouro Larry Summers, em conluio com David Rockefeller.  Summers descreveu o FSMA como "a fundação legislativa do sistema financeiro do século XXI".  Essa fundação legislativa está entre as principais causas da derrocada financeira de 2008.


Desarmamento Financeiro


Não pode haver uma solução significativa para a crise, a não ser que haja uma grande reforma na arquitetura financeira, implicando inter alia o congelamento da troca especulativa e o "desarmamento dos mercados financeiros".  O projeto de desarmar os mercados financeiros foi anunciado inicialmente por John Maynard Keynes, nos anos 40, como um meio para o estabelecimento de um sistema monetário internacional multipolar.  
(Ver J.M. Keynes, Activities 1940-1944, Shaping the Post-War World: The Clearing Union, The Collected Writings of John Maynard Keynes, Royal Economic Society, Macmillan and Cambridge University Press, Vol. XXV, London 1980, p. 57).


Main Street versus Wall Street


Onde estão os nomeados da Main Street de Obama? Em particular indivíduos que respondam aos interesses das pessoas da América. Não existem líderes do trabalho nem de comunidades na lista de Obama para as posições chave.


O presidente eleito está a nomear os arquitetos da desregulamentação financeira. Reformas significativas da finança não podem ser adotadas por funcionários nomeados pela Wall Street e que agem em nome da Wall Street.(e da city de Londres, devo insistir).


Aqueles que incendiaram o sistema financeiro em 1999 foram novamente chamados para apagar o fogo.

A "solução" proposta para a crise na forma de salvamento é a causa de colapso económico ainda maior.


Não existem soluções de política no horizonte.


Os conglomerados financeiros tomam as decisões. Decidem a composição da administração Obama.  Também decidem a agenda da Cimeira Financeira de Washington (15 de Novembro de 2008) que se prevê vir a estabelecer as bases para o estabelecimento de uma nova "arquitetura global financeira". A planta estrutural já foi discutida a portas fechadas: a agenda secreta consiste em estabelecer um sistema monetário internacional unipolar, dominado pelo poder financeiro dos mega conglomerados financeiros mundiais.

 

Não existem indicações de que Obama quebrará os seus laços como os seus patrocinadores de Wall Street, que em grande escala financiaram a sua campanha eleitoral. Goldman Sachs, J. P. Morgan Chase, Citigroup e a Microsoft de Bill Gates estão entre os maiores contribuintes da sua campanha. Warren Buffett, um dos indivíduos mais ricos do mundo, não só apoiou a eleição de Barak Obama como é um dos membros da sua equipa de transição, que desempenha um papel chave na decisão da composição do seu gabinete. A não ser que haja uma grande reviravolta no sistema de nomeações políticas para as posições chave, uma agenda econômica de Obama apontada na direção da redução da pobreza e da criação de emprego é altamente improvável. Estamos a assistir à continuidade. Obama dá uma "face humana" ao status quo.  Esta face humana serve para enganar os americanos quanto à natureza dos processos econômicos e políticos. As reformas econômicas neoliberais continuam intactas. A substância destas reformas, incluindo o salvamento das maiores instituições financeiras americanas destrói a economia real, enquanto inicia o ataque às áreas de produção e empurra as economias de serviços para a bancarrota.

A eleição de Obama favorece o avanço do socialismo no continente

A eleição de Obama favorece o avanço do socialismo no continente

 

     Se uma pessoa levar em consideração esses fatos, ela perceberá que por meio de uma massiva nacionalização dos bancos nos Estados Unidos e na Europa, como também através de eleições que estabelecem governos esquerdistas na América Latina, o socialismo está tomando conta do Ocidente.

 

     Não é difícil conjeturar que a eleição de um candidato pró-socialista para a Casa Branca dará extraordinário ímpeto para uma crescente nacionalização da economia americana. Parece que o Ocidente pode se tornar de modo irreversível socialista se, na eleição que está próxima, os Estados Unidos escolherem um candidato que está voltado para o socialismo. Eu espero e rezo para que isso não aconteça e os Estados Unidos continuem a ser o baluarte mundial contra o comunismo e o socialismo.

 

     Eu também rezo para que os excessivamente escrupulosos líderes católicos tradicionalistas não desempenhem o papel de traidores neste delicado momento fornecendo conselhos inoportunos. Sei que alguns desses líderes estão de modo inoportuno levantando objeções de consciência sobre esta ou aquela matéria moral, aconselhando os católicos tradicionalistas a se abster de votar ou a lançar um voto nulo de protesto. Isto é um conselho errado! Isto apenas enfraquece o voto anti-socialista e favorece a causa pró-socialista.

 

     Apenas uma questão está em pauta: os Estados Unidos se tornarão um país socialista ou não? Outras matérias de moral podem ser deixadas para depois das eleições, cada uma no seu devido tempo e lugar, como agora estamos fazendo na luta contra o “casamento gay” na Califórnia e o suicídio assistido em Washington. Não há pecado mortal em votar contra o socialismo. Os que afirmam que haja, aplicam de modo errado os princípios da teologia moral. [1]

 

     _________

     NOTAS:

    

     1 - O Autor depois publicou em seu site este esclarecimento:

 

     "Nós já apresentamos nossa opinião, de que o tema principal que está em jogo na eleição é o socialismo. Nós também concordamos com o argumento pró-vida, que considera o aborto uma matéria crucial depois das eleições. Nós queremos encorajar nossos leitores a votar e auxiliá-los a fazer a melhor escolha para a glória de Deus e a preservação dos valores conservadores que os Estados Unidos ainda representam perante o mundo."

     _________

     * Publicado no site norte-americano Tradition in Action:

     http://www.traditioninaction.org/bev/103bev10-29-2008.htm

     * * Editor do site Tradition in Action.

Lula, obamania e ditadores

Lula, obamania e ditadores

 

José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Radar da mídia

19 de Novembro de 2008

 

Três dias antes da eleição presidencial norte-americana, Lula foi, uma vez mais, a Cuba.

 

A viagem teve um fim claro: lançar a corda ao regime dos irmãos Castro (Fidel e Raul), que afunda a olhos vistos.

 

Atualmente o empenho do presidente e da diplomacia "companheira" é salvar o regime ditatorial de Cuba. A ajuda não visa dar bem estar à população, mas preservar do soçobro o regime comunista que há décadas oprime os cubanos: "A presença de Lula em Cuba é um importante sinal político para Raúl Castro, que enfrenta o pior momento de sua gestão", afirmou a Folha de S. Paulo (29.out.2008).

 

Notem que os apelos dirigidos pelo presidente brasileiro a Barack Obama são para que este acabe com o bloqueio econômico ao regime, que Lula considera inaceitável. Inaceitável não é o regime comunista ditatorial, inaceitável é o bloqueio norte-americano! Por que Lula não pede a Raul Castro que acabe com o regime ditatorial e dê plena liberdade, inclusive econômica, a Cuba?

 

Indisfarçável afinidade com o ditador

 

Diante de um grande mural com a figura do guerrilheiro Che Guevara, Lula manifestou sua indisfarçável alegria com a visita à Ilha-prisão. Ao lado de Raul Castro (carrasco de tantos opositores) Lula brincou e riu desbragadamente, demonstrando a grande afinidade de idéias, de convicções e de propósitos.

 

Fez ainda uma visita de duas horas ao ditador Fidel Castro, a quem uma vez mais cobriu de rasgados elogios. O presidente parece sentir uma recorrente necessidade de haurir algum misterioso eflúvio da personalidade do ditador cubano, além de seus sombrios conselhos políticos. Há uma indisfarçável afinidade entre Lula e Fidel.

 

Presidente negro: ganho extraordinário

 

Já prestes a sair de Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de Raul Castro, manifestou sua torcida pela vitória do democrata Barack Obama: "Da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia, um índio, a Venezuela, o Chávez, e o Paraguai, um bispo, seria um ganho extraordinário se a maior economia do mundo elegesse um negro". A preferência de Lula foi, posteriormente, elogiada pelo próprio Fidel.

 

A viagem de Lula, como sua declaração sobre a preferência por Obama, são esclarecedoras. E muito!

 

Obamania, ditadura e racismo

 

Em primeiro lugar demonstram como o apreço de Lula pela democracia é relativo. Lula é cúmplice, admirador e defensor de ditadores, como Fidel.

 

Nunca é demais insistir: Lula e o PT não acreditam no regime de liberdades democráticas. Aproveitam-se dele para atuar, governar e, se possível, acabar com a democracia. Suas práticas de governo e a orientação da atual diplomacia do Brasil, são provas disso.

 

Em segundo lugar, ao comparar Obama a Evo Morales e Chávez, Lula pretendeu elogiar o primeiro e deixou ver quem são as figuras políticas que admira e acha exponenciais. Ou seja, dois protoditadores, que aos poucos vão implantando, nos respectivos países, regimes autoritários, com desrespeito aberto às instituições do Estado de Direito, à lei e às liberdades.

 

Além disso, sua declaração teve conotação profundamente racista: o ganho extraordinário é a eleição de um negro! Já tive a oportunidade de comentar como é racista o anti-racismo de muitas esquerdas: o essencial da figura de Obama é sua cor e não sua agenda política.

 

Mas a manifestação de preferência de Lula também é reveladora do cariz da chamada Obamania. Comparar Obama a Evo Morales e a Chávez, é esclarecedor do que muitos adeptos desta onda esperam do novo presidente norte-americano.

 

É claro que Barack Obama não pode ser responsabilizado pelas declarações do presidente Lula. Mas também é verdade que muitos dos obamaníacos, pelo mundo, alimentam esperanças semelhantes às de Lula.

 

Lula-aqui, Evo-ali, Obama-lá

 

A propósito das declarações de Lula e da natureza da obamania, o escritor Augusto de Franco, publicou na Folha de S. Paulo (17.nov.2008) um contundente artigo, intitulado Lula-aqui, Evo-ali, Obama-lá.

 

"Em parte por concepção, em parte por esperteza, Lula resolveu contrair a obamania. Nas vésperas da eleição americana, ele declarou: "Da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia, um índio, a Venezuela, o Chávez, e o Paraguai, um bispo, seria um ganho extraordinário se a maior economia do mundo elegesse um negro". É ruim.

 

Salva-se nessa lista de admirações só o próprio Obama. Os outros são ou serão protoditadores ou ditadores, com exceção de Lula, que é apenas um líder neopopulista manipulador. É ruim também. Mas é menos pior.

 

A esperteza de Lula é usar a obamania para legitimar a lulomania. Ou a evomania. Ou a chavezmania. São manias de não gostar da democracia. (...)

 

Para entender, é preciso ver que Lula não quer ser chefe de governo. Nunca quis.

 

Ele quer ser condutor de rebanhos, guia de povos. Quer palanques extraordinários, não a ordinária rotina das tarefas administrativas. (...) Quem gosta de conduzir o povo pela mão são os sociopatas (e genocidas, como Mao, o "guia genial dos povos") e os vigaristas (como certos pastores e palanqueiros).

 

A democracia não precisa de líderes extraordinários, superhomens, caudilhos carismáticos que eletrizam as multidões e arrebatam as massas em nome de um porvir radiante. (...)

 

Mas Lula, significativamente, tem especial predileção pela palavra: assim como a vitória de Obama seria "extraordinária", aquele seu primeiro ministério, detonado pelas suspeitas e acusações formais de crime, roubo e formação de quadrilha, ele também o qualificava como "extraordinário".

 

Quem precisa de coisas extraordinárias, mitos fundantes (líderes ungidos, predestinados a cumprir um papel redentor), utopias fantásticas (reinos milenares de seres superiores ou regimes universais de abundância) são autocracias, não democracias.

 

Quase dois terços dos americanos não foram votar no mulato Obama. Dos que foram votar, quase a metade preferiu o macho branco caucasiano McCain. (...) [Obama] nem vai governar o tempo todo lembrando a sua condição extraordinária de negro. Se fizesse isso, seria um negro de araque.

 

Já Evo é um índio de araque, nesse particular, igualzinho a Lula, um metalúrgico de araque. Sim, ele o foi, mas não é mais. Há muito tempo. Aliás, já passou mais tempo como profissional do palanque (...).

 

Quem pode viver disso não é a política (democrática), mas aquela ideologia sociológica que pretendia encontrar na extração social alguma razão para explicar e legitimar o comportamento do agente. (...)

 

A empulhação se generalizou, em parte baseada na visão equivocada de que a origem de classe ou de raça ou cor tem alguma coisa a ver com a democracia. (...) Uma pessoa deve ser escolhida pelas suas opiniões, não por sua extração, origem, identificação antropológica.

 

Lula-aqui, Evo-ali e Obama-lá são movimentos regressivos. Obama não tem culpa. Ao contrário de Lula e de Evo, ele está convertido à democracia. Mas a obamania, assim como a lulomania e a evomania, aborrece a democracia."

 

Após a leitura deste excelente artigo, concluo. Se bem que ninguém tenha ouvido a Barack Obama declarações de cumplicidade com ditadores, uma pergunta não quer calar: por que a eleição de Obama despertou esperanças tão nefastas em ditadores, protoditadores ou simpatizantes de ditadores?

Para o PC dos EUA, eleição de Obama marca ''virada estratégica''

Para o PC dos EUA, eleição de Obama marca ''virada estratégica''

 

COMENTÁRIO DESTE SITE:

 

Fala sério, leitor, você não sabia que nos EUA tinha havido terrorismo armado nos anos 60 e 70 (com direiro a atentados a bomba e assaltos a bancos) e nem que, ainda nos dias de hoje, existisse um partido comunista estruturado por lá. Mas houve o terrorismo interno explícito no passado, assim como há um partido comunista atuante por lá. E, como aconteceu com todos os terroristas e comunistas espalahdos pelo mundo, o partido comunista norte-americano também comemorou a vitória de Obama nas eleições presidenciais dos EUA. Se Obama fosse um legítimo representante do povo americano e de seus ideais essa comemoração toda teria lugar? Acho que não. Ademais, Obama foi eleito por pouco mais da metade dos americanos que foram votar, além de não ter conseguido compor maioria no Congresso. A notícia abaixo trata de declarações do líder do PC dos EUA sobre o 'novo momento americano' e foram feitas aqui mesmo no Brasil, durante reunião, em São Paulo, no mês passado, dos partido comunistas do mundo todo. E tem gente que ainda é capaz de ridicularizar alguém que se atreva a dizer que o comunismo jamais tenha morrido e que a Perestroika tenha sido uma farsa dos russos para ganhar tempo para evoluir em sua capacidade bélico-nuclear - de ataque e de defesa - e para espalhar o 'neo-comunismo' pelos quatro cantos do planeta, sob quase nenhuma resistência (como se sabe, ninguém luta contra algo que supõe não existir, não é mesmo?)

 

Foto: Mauricio Morais

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=47098

Clique aqui e saiba mais sobre o encontro

 

A eleição de Barack Obama ''marca um ponto de virada estratégica'', opinou Libero Della Piana, presidente do Partido Comunista dos Estados Unidos em Nova York e membro do Comitê Nacional desse partido, no Encontro dos PCs que começou nesta sexta-feira (21) em São Paulo. Em um evento onde vários oradores se referiram a este resultado, ora acentuando suas potencialidades, ora suas limitações, a opinião do PC-EUA foi uma das mais otimistas. Veja o trecho da fala de Della Piana que aborda este tema.

 

''A crise não é o único elemento histórico deste momento político. O resultado de nossa recente eleição presidencial é um repúdio à política da administração de George W. Bush. Reflete uma virada política do povo dos EUA em uma direção progressista. Representa uma histórica derrota da ideologia e das instituições do racismo, que tem sido o principal instrumento de divisão da classe trabalhadora dos EUA através da nossa história, desde a escravidão. É a culminação da maior mobilização política das forças do trabalho na história dos EUA.  Para o povo americano, esta eleição encerrará o pesadelo de oito anos de extremismo antidemocrático da administração Bush. Abrirá as portas para a recuperação de muitas vitórias duramente alcançadas pela classe trabalhadora, nas épocas do New Deal, dos Direitos Civis, etc. A luta continua, mas continua em um patamar mais elevado”. 

 

O Caminho para o Socialismo – programa do Partido Comunista dos EUA  –, identifica como desafio estratégico da classe trabalhadora e do povo derrotar o segmento mais reacionário e ultra direitista das corporações transnacionais, que dominou a vida política americana durante três décadas. O programa afirma: ''Um derradeiro e grande golpe na ultra direita, vibrado por uma frente de todo o povo, representará uma mudança qualitativa na correlação de forças interna''

 

Acreditamos que esta eleição marca (sic) um ponto de virada nessa luta estratégica, e que iniciamos uma transição para um novo período estratégico, o da restrição dos monopólios como um todo. Neste período de transição objetivamos abrir as possibilidades para novas lutas e demandas de caráter antimonopolista e a possibilidade de estabelecer políticas que restrinjam severamente o poder dos monopólios como um todo, tais como a nacionalização dos bancos ou da indústria automobilística, o estabelecimento de um sistema nacional de saúde, manter o dinheiro grosso fora da política e assim por diante”. 

 

A despeito das distorções da mídia e das mentiras da direita, os eleitores do país, de todas as cores e raças, votaram em Obama. Como descendente de escravos, eu não posso dizer que pensava assistir pessoalmente um negro ser eleito para a Casa Branca. A própria Casa Branca, residência dos presidentes dos EUA, foi construída com trabalho escravo.  Esta eleição mostra que a longamente acalentada crença de nosso partido, em uma crescente maioria anti-racista, provou ser uma verdade. Ela representa um momento de derrota dos fundamentos da ideologia racista – os conceitos da supremacia dos brancos e da inferioridade dos negros”. 

 

Por certo, a vitória de Obama não representa uma mudança revolucionária ou uma revolução socialista. Os únicos que o proclamaram eram os deslavados ideólogos da ultra direita e os comentaristas da Fox News, que também insistiam que Obama era muçulmano. Mas ela representa uma decisiva vitória para o povo dos EUA e os povos do mundo. Muda a arena da luta em uma direção favorável; cria aberturas para os movimentos populares afirmarem sua agenda e alcançarem vitórias''.  

 

Ipas convoca o presidente eleito dos Estados Unidos a ser um líder mundial na defesa dos direitos das mulheres

Ipas convoca o presidente eleito dos Estados Unidos a ser um líder mundial na defesa dos direitos das mulheres

 

06 de Novembro 2008

http://www.ipas.org.br/noticias.html#EUA

English-http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Ipas_calls_on_U.S._president_elect_to_be_global_leader_for_womens_rights.aspx

 

IPAS, principal provedor de máquinas de sucção para abortos precoces, que constitui a segunda ONG mais poderosa do mundo depois da Cruz Vermelha Internacional, e que tem como finalidade a implantação no mundo em desenvolvimento da contracepção, esterilização, aborto e o treinamento de profissionais da área da saúde para a aceitação destas práticas, convoca o Presidente Obama para liderar mundialmente a promoção do aborto.


Ipas dá as boas-vindas a Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos. Sob a liderança do presidente eleito Obama, a nova administração poderá recolocar os Estados Unidos na vanguarda do movimento global para promover a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres. O Ipas invoca a nova administração a empreender ações imediatas no sentido de revogar a Lei Global da Mordaça, eliminar a proibição ao financiamento de programas voltados ao abortamento e cumprir nossos compromissos internacionais relacionados à proteção da saúde das mulheres.


"Mais de 500.000 mulheres morreram por complicações decorrentes de abortamentos inseguros durante o período de oito anos do governo de Bush, devido à falta de acesso à atenção integral à saúde reprodutiva", disse Elizabeth Maguire, presidente e Diretora Executiva do Ipas. "O presidente eleito Barack Obama tem a oportunidade - e acreditamos que também o entusiasmo e o comprometimento - de fazer uma enorme diferença para a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres".


Há algumas medidas que o presidente eleito Obama pode tomar quase imediatamente após a sua posse para melhorar a saúde das mulheres:


1. Revogar a Lei Global da Mordaça. A Lei Global da Mordaça inabilita as organizações privadas nos países em desenvolvimento para receber financiamento dos Estados Unidos se elas se envolverem com algum trabalho relacionado ao abortamento. A eliminação desta proibição possibilitará que os programas de planejamento familiar expandam seu trabalho evitando gestações não desejadas e abortamentos inseguros, que clínicas e serviços ambulatoriais sejam reabertos e especialistas da área da atenção à saúde possam participar livremente de debates com o objetivo de melhorar as políticas de saúde para as mulheres.


2. Eliminar a proibição ao financiamento pelos Estados Unidos de programas e serviços de atenção ao abortamento. Uma lei de 1973, chamada pelo nome do Senador Jesse Helms, impede que o auxílio financeiro dos Estados Unidos a outros países seja usado para assistência, encaminhamento e militância relacionados ao abortamento - atividades que são legais nos Estados Unidos e praticamente em todos os países receptores. Esta proibição limita severamente os esforços para reduzir a mortalidade materna em países como o Nepal. Em 2002, o Nepal legalizou o abortamento com o objetivo de mitigar o enorme impacto de sua restritiva lei para o abortamento sobre seu índice de mortalidade materna. Sem a emenda de Helms, o auxílio financeiro dos Estados Unidos a outros países poderia desempenhar um papel importante, ajudando a treinar e equipar provedores de saúde para o fornecimento de atenção ao abortamento seguro, salvando dezenas de milhares de vidas e reduzindo drasticamente o número de gestações não planejadas. Na última década, outros 15 países expandiram as condições para o abortamento legal; os Estados Unidos deveriam apoiar os esforços destes países para evitar mortes e danos decorrentes de abortamentos inseguros.


3. Reunir-se com a comunidade global e apoiar os esforços internacionais para ampliar o acesso das mulheres a serviços de planejamento familiar e atenção ao abortamento seguro. Antes do governo de Bush, os Estados Unidos ajudaram a desenvolver acordos internacionais essenciais para a saúde e os direitos das mulheres, e que eram consistentes com valores fundamentais e princípios constitucionais americanos. O presidente eleito Barack Obama pode demonstrar seu compromisso com a cooperação internacional reabilitando o financiamento para o UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, com o intuito de apoiar o importante trabalho que esta agência realiza para promover o planejamento familiar voluntário e a saúde materna em 150 países. Além disso, convocamos o presidente eleito Obama a trabalhar com parceiros mundiais para transformar os acordos internacionais que os Estados Unidos elaboraram e assinaram no passado em melhorias práticas para a saúde e os direitos das mulheres.


"Os parceiros e colegas do Ipas em todo o mundo - mulheres, provedores de saúde e formuladores de políticas - estão ansiosos por nova liderança dos Estados Unidos", disse Maguire. "Nos próximos anos, estamos confiantes de que o novo governo fornecerá esta liderança. A vida de milhões de mulheres e adolescentes, bem como de suas famílias, está em jogo".

Quem representará a Câmara Federal na posse de Barack Obama?

Quem representará a Câmara Federal na posse de Barack Obama?

 

Coluna Carlos Brickmann

26 de novembro

 

Já foi decidido: uma delegação de deputados negros. É difícil imaginar um caso tão explícito de racismo: só se leva em conta, em Obama, a cor da pele. Mas esta é uma tradição brasileira. No Governo de Jânio Quadros, há quase 50 anos, o Brasil abriu sua primeira Embaixada na África. Jânio escolheu um negro para embaixador: o bicampeão olímpico de salto triplo, Ademar Ferreira da Silva. Uma pessoa magnífica, um atleta exemplar, mas que nada entendia de diplomacia.

MAIS UM UFOLOGISTA NA EQUIPE DE OBAMA

MAIS UM UFOLOGISTA NA EQUIPE DE OBAMA

 

Informações do blog Magonia, em espanhol.

 

Mais um secretário do presidente eleito dos EUA Barak Obama está notoriamente envolvido com ufologia. Bill Richardson, nomeado secretario de Comércio do governo de Barack Obama, é conhecido por muitos aficionados em ufologia por todo o mundo. Desde que foi eleito governador do Novo México em 2002, Richardson tem propiciado a exploração turística do suposto incidente de Roswell, ocorrido em 1947 naquele estado. Diversos simpatizantes e pesquisadores de Ufologia acreditam que uma nave extraterrestre teria sofrido uma queda naquela região. A mesma e seus tripulantes teriam sido recolhidos em uma operação secreta do governo dos EUA. O governo da época nega o caso e informou que houve sim, a queda de um balão meteorológico e não de uma nave ET.

 

Bill Richardson mantém uma postura ambígua ante os UFOs: sustenta publicamente que não crê neles, mas ao mesmo tempo, cobra do governo estadunidense toda a verdade sobre o caso Roswell. Quando se postulou como possível candidato à Presidência, anunciou que, se chegasse à Casa Branca desclassificaria todas as informações secretas sobre Roswell. Não foi eleito presidente, mas agora será um dos membros do novo governo. Provavelmente ele não deverá avançar na linha de transparência sobre o Caso Roswell, sobretudo, porque o caso está fechado faz mais de dez anos.

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