IMORTAIS GUERREIROS

ETERNIZANDO OS IDEAIS DE LIBERDADE

A MENTE ETÍLICA DE UM DESQUALIFICADO I e II

A MENTE ETÍLICA DE UM DESQUALIFICADO I e II

Geraldo Almendra

27 e 29/março/2009

 

O desqualificado etílico declarou que as pessoas brancas, loiras e de olhos azuis são as responsáveis pela crise mundial. Não sabíamos que os poderes públicos calhordas, que deixam de cumprir com suas obrigações de controlar e fiscalizar corretamente as atividades empresariais somente tem pessoas com essas características.

 

Não é o título ou o cargo que nos obriga ou nos faz respeitar uma pessoa.

A sociedade, ao permitir a propagação de uma candidatura de uma terrorista do tempo do regime militar para suceder o Retirante Pinóquio, já pode ser qualificada de absolutamente estúpida, do tipo roleta russa.

 

Ao lançar seu plano de construção de um milhão de moradias ao lado de sua candidata à sucessão presidencial, o Retirante Pinóquio demonstra ter perdido, se é que em alguma vez na sua vida apresentou essa preocupação, qualquer mínimo compromisso com a honestidade de propósitos, deixando claro que ninguém lhe peça prazos para a transformação em realidade mais esse projeto absurdamente comprador de votos dos menos favorecidos.

 

A canalhice pública avançou no método: continua sendo criativa, mas ressalta não ter prazo para que suas mentiras sejam comprovadas.

 

A simples esperança da massa de ignorantes de serem tratados com justiça social e dignidade por poderes públicos corruptos, corporativistas e prevaricadores, já trará grandes consequências eleitoreiras.

 

A criativa burocracia comunista para animar a festa promoverá o cadastramento dos interessados e colocará nas telas da TV Globo muitas propagandas para divulgação sustentada das promessas do desgoverno, que alimentarão o veio do real objetivo do Retirante Pinóquio, que é a descarada compra de votos para a candidata terrorista do tempo do regime militar.

 

Muito em breve teremos as primeiras inaugurações das moradias, construídas a toque de caixa e inauguradas com a presença da Estela, pois o importante é alimentar as esperanças dos menos favorecidos, que passam a vida elegendo esses canalhas, mas recebendo, no final das contas, apenas a xepa do desenvolvimento social.

 

Se construírem umas dez mil até o final do mandato do desqualificado etílico já terá sido suficiente, pois para a mente dos palhaços e imbecis dos eleitores desses patifes o importante não é receber o prometido, mas sim continuar acreditando que um dia a promessa vai ser cumprida.

 

Invariavelmente esses prostitutos da política petista declaram que o sucesso dos seus mirabolantes planos de investimentos, que não passam da mais pura e sórdida enganação eleitoreira, depende “também” da iniciativa privada, abrindo o caminho para as desculpas futuras da comprovação da leviandade da postura do poder público por meio de seus representantes.

 

Enquanto assistimos esse festival de hipocrisias, somos testemunhas: da falência do sistema de saúde; da degeneração das estradas federais com mais da metade esburacadas ou em péssimo estado de conservação; da degeneração do processo educacional, agora formador genérico de ignorantes e analfabetos funcionais, candidatos a pedintes do poder público, corruptos ou prevaricadores por excelência; de um padrão de segurança pública digno de um país comandado por bandidos e traficantes; das irresponsabilidades sistêmicas dos que cuidam do saneamento e da proteção ao meio ambiente; da falência da família, da degeneração do comportamento dos adolescentes e do recrudescimento formal dos preconceitos raça, cor e status social por decreto do Retirante Pinóquio.

 

Os princípios da desagregação social propostos por Vladimir Ilyich Ulyanov – Lênin – para garantir a tomada do poder pelo comunismo genocida não poderiam ser mais bem exemplificados do que na conduta do desgoverno petista, que está sendo liderado por esse desqualificado etílico.

 

Quais serão os benefícios que a TV Globo recebeu do desgoverno petista para apresentar no seu jornal matinal uma entrevista da candidata à sucessão presidencial para falar da absurda mentira desse projeto, mas sem exigir informações consistentes sobre sua viabilidade não eleitoreira? Mais financiamentos oficiais? Mais verbas de propaganda estatal? Refinanciamento de sua dívida bilionária com o BNDES?

 

É muito grave a crise econômica que o desgoverno petista tenta disfarçar de todas as maneiras, aumentando o assistencialismo clientelista, fazendo adjetivações absolutamente imbecis da realidade da crise econômica mundial, motivando o crescimento sem controle da bolha de crédito para gerar demanda sem aumento da renda, e criando projetos ridiculamente eleitoreiros tipo canalhice do PAC, o Projeto Um Milhão de Moradias entre tantos outros.

 

A propósito, uma das mais importantes construtoras participantes do PAC acaba de ser desmascarada pela Polícia Política do Petismo, como praticante de diversos crimes de sonegação e outras irregularidades.

 

O negócio do desgoverno petista sempre foi promover pelo marketing mentiroso e inescrupuloso a fajutice de uma administração assistencialista-clientelista, corrupta e prevaricadora, que sempre foi beneficiada com a demanda mundial de bens e serviços, e recebedora de investimentos – daqueles brancos e loiros que o presidente critica – remunerados com a maior taxa de juros do mundo, deixando para o contribuinte brasileiro de “outras cores” a responsabilidade do pagamento de todas as suas sacanagens políticas.

 

O mais importante, os investimentos nas bases estruturais da economia para possibilitar o desenvolvimento sustentado, não foram feitos durante todo o desgoverno petista, que fundamentalmente investiu na mentira, na falsidade e na leviandade da política e, principalmente, no aparelhamento dos poderes públicos e das empresas estatais pensando no seu projeto de poder perpétuo.

 

O país não foi absolutamente preparado para depender menos do que acontece fora de nossas fronteiras; em contrapartida o desgoverno petista promoveu o maior enriquecimento dos banqueiros e de seus acionistas, já registrado na história do país.

 

Os contribuintes que se explodam trabalhando mais de cinco meses por ano para bancar uma máquina pública horrorosamente corrupta e prevaricadora, e pagar todo mês a conta do superávit primário que, há décadas, enriquece os banqueiros e seus acionistas com a prática de juros extorsivos.

 

O mercado interno continua paralisado na sua capacidade de sustentar o país em uma crise econômica mundial e vive do consumo crescente sem aumento de renda compatível, mas somente motivado pela bolha do crédito e do suborno assistencialista clientelista a perder de vista, bancado com o dinheiro do contribuinte, levando os consumidores ao endividamento irresponsável, que acaba comprometendo a capacidade das famílias de arcarem com suas obrigações essenciais, o pagamento das despesas de moradia, saúde e educação.

 

Os tão propalados “fundamentos do crescimento econômico estável” e abusivamente repetidos nas bocas dos canalhas, cúmplices desse desgoverno mentiroso, leviano e hipócrita, simplesmente não existem.

 

Lembram daquele patife que declarou que “o Brasil estava pronto para navegar em céu de brigadeiro”? Pois é, sua verdadeira competência se restringiu em invadir a conta corrente de um cidadão que denunciou suas falcatruas e de seus cúmplices. É aquele mesmo que hoje goza do prestígio do presidente para se lançar candidato a governador de São Paulo. Tudo vinho da mesma pipa apodrecida.

 

As grandes “obras” dessa absurda mentira chamada de petismo tem sido o suborno incontrolável dos esclarecidos, a prática de um grotesco assistencialismo clientelista comprador de votos que estabelece uma relação de dependência definitiva da massa imbecilizada com o poder público, o aparelhamento incontrolável do Estado com milhares de militantes meliantes, e o apodrecimento moral e ético dos poderes da República e das relações públicas e privadas.

 

São todas “realizações” de um “gênio” etílico-desqualificado da prostituição da política, que está se aproveitando da covardia e da degeneração de valores das classes sociais que detêm o poder de conduzir mudanças políticas e sociais e que poderiam não permitir a consecução do seu projeto de poder perpétuo pelas mãos de uma terrorista do tempo do regime militar.

 

Até a data das próximas eleições continuaremos assistindo o lançamento de projetos de investimentos fantasiosos, festas de lançamentos de “pedras fundamentais” de obras que nunca serão iniciadas ou acabadas entre tantas outras maracutáias de um picareta da política prostituída que prometeu combater os outros picaretas, mas se mostrou muito pior do que todos eles, o ovo reprodutor da serpente da destruição do Estado de Direito Democrático.

 

Agora vale tudo o que for possível para colocar na presidência uma cúmplice do Retirante Pinóquio que fará o serviço sujo de jogar para debaixo do tapete toda a sujeira do desgoverno Lula até sua volta triunfal, que será festejada pelo imbecil coletivo e pelos esclarecidos apátridas que estão plantando as sementes para a destruição do futuro de seus filhos e de suas famílias.

 

PARTE II

 

Lula tem o dom de rebaixar o nível das platéias que o assistem na medida em que nada lhes ensina, mas as emburrece muito com seus perdigotos cerebrais. Assistimos esta semana Lula substituir a afabilidade tradicional brasileira para com seus visitantes, ilustres ou não, pela mais rasteira grosseria, e este comportamento servirá de parâmetro para todos aqueles que rezam por sua cartilha. Ao declarar que a crise econômica foi criada por brancos de olhos azuis, Lula fomentou uma infame discriminação racial, bem aos moldes da Alemanha nazista. É a onda de involução histórica que temos de, democraticamente, aturar e esperar passar... Para depois, tal como se fez com Hitler, jogá-la no lixo do tempo”. (Mara Montezuma Assaf).

 

Todos conhecem o filme Forrest Gump, que narra a história de um imbecil que sobe na vida, mas auxiliado por circunstâncias a ele absurdamente favoráveis... Pois nós temos aqui nosso Forrest Lula.” (Wagner Valenti)

 

A diferença é que as circunstâncias favoráveis se traduzem na falência da educação, na prostituição da política, na absurda corrupção, e no corporativismo prevaricador reinantes nos poderes públicos, condições alimentadoras da degeneração moral e ética das relações públicas e privadas durante os desgovernos civis.

 

Estava escrito na carta de um leitor publicada em um jornal de grande circulação: “... Lula desafiou os banqueiros...” fazendo referência à sua colocação racista sobre os “causadores” da crise mundial.

 

Deixemos de condescendências. Não foi uma gafe, como se costuma dizer para atenuar os desastrados gracejos do presidente da República. Foi uma estupidez. Pior. Foi crime de racismo, coroado pela gabação xenófoba de que aquela gente branca, irracional, de olhos azuis são uns ignorantes que não sabem nada. Lula da Silva deve achar que só ele entende das coisas, como seu alter ego, Hugo Chávez, igualmente populista e chibante.” (Maria Lucia Victor Barbosa)

 

É de estarrecer a imbecilidade desse tipo de cidadão que tenta enobrecer os coliformes mentais desse desqualificado etílico sem se tocar de que trabalha mais de cinco meses por ano para pagar a conta dos juros extorsivos – os maiores do mundo – com os quais o “desafiante dos banqueiros” remunera seus capitais e de seus acionistas. Porque o Retirante Pinóquio não pode ficar sem os investimentos dos seus “desafetos” que ainda sustentam a economia do país.

 

Diante de tanta ignorância das massas que conduz os canalhas ao poder público nos estelionatos eleitorais, temos o direito de colocar uma questão: será que se nosso país tivesse sido colonizado pelo grupo étnico alvo dos comentários racistas e idiotas do desqualificado etílico o Brasil teria uma sociedade imersa na degradação moral e ética, e que sustenta um poder público absolutamente corrupto e corporativista prevaricador, que trata os contribuintes como palhaços e imbecis?

 

O que nos faz respeitar alguém, principalmente, são suas qualidades morais, sua postura ética, sua honestidade de propósitos, sua sinceridade, sua dignidade e sua honra.

 

Esse conjunto de qualidades faz a diferença entre alguém que merece respeito e estima, ou alguém que se mostra desqualificado, isto é, no sentido que queremos dar à palavra - uma fraude de ser humano.

 

O cargo de presidente da República deveria, naturalmente, ser ocupado por alguém que tivesse alguma coisa a ver com um cidadão que não se apresentasse como essa fraude prostituta da política que nos causa enjôo cada vez que aparece nos palanques para distribuir seus coliformes fecais, mas sim com as citadas virtudes, além de precisar ser um nacionalista-patriota e rigoroso defensor da legalidade, da moralidade e da ética nas relações público-privadas.

 

Quando vemos – aqueles que não pertencem à canalha da corrupção e do corporativismo prevaricador, como agentes ou como cúmplices – a figura do presidente, a única coisa que podemos sentir é uma profunda vergonha perante o mundo, pelo fato do nosso país ter no seu posto mais importante um homem tão absurdamente desqualificado, que foi alçado ao poder pelo maior estelionato eleitoral de nossa história, tendo como marcas fundamentais de seu desgoverno: o marketing hipócrita, leviano e mentiroso; o corporativismo prevaricador protetor dos meliantes cúmplices da canalha petista; a prática coativa e covarde contra aqueles que questionam seu desgoverno; um grotesco movimento de aparelhamento do poder público e das empresas estatais; e o assistencialismo clientelista que transforma os menos favorecidos em dependentes definitivos do Estado.

 

Este “senhor” – o Retirante Pinóquio - transfigurou suas promessas de resgate moral e ético do poder público no maior embuste da política suja e prostituída reinante no país.

 

O resgate moral e ético prometido virou o resgate da falência do marxismo-leninismo que estava em estado de coma pelos genocídios causados em diversas partes do mundo pelos seus seguidores.

 

Esses canalhas dessa ideologia totalitária e ditatorial investiram durante décadas na humilhação e na agressão vingativa das Forças Armadas, assim como na degradação moral e ética das relações público-privadas em nosso país, trilhando o caminho aberto pela falência da educação e da cultura, e no apodrecimento do poder público, degenerado de forma sistêmica pela corrupção e pelo corporativismo prevaricador, que, durante os desgovernos civis, sempre foram os fundamentos comportamentais das oligarquias políticas prostituídas e de seus representantes no poder público, especialmente no Parlamento.

 

Esse desqualificado etílico, que somente se preocupa em fechar seu círculo de poder praticando um vergonhoso assistencialismo e um grotesco empreguismo estatal compradores de apoio político e de cumplicidades, e que já colocou mais de duzentos mil militantes-meliantes infiltrados no poder público e nas empresas estatais, não faz um discurso sequer sem tentar induzir a população a se colocar contra os que, por qualquer motivo vivam em uma situação social mais privilegiada, fomentando de forma criminosa o ranço entre as classes sociais.

 

O desgoverno petista com a liderança desse desqualificado etílico e seus cúmplices realizam uma administração pública que permite, entre muitas outras maracutáias, que se usem cartões de crédito corporativos de forma confidencial sob a desculpa de “segurança nacional”.

 

Durante sua gestão, sua maior obra social foi impor ao país um grotesco assistencialismo clientelista que não cria condições para que os assistidos possam ter oportunidades de lutar por educação e trabalho digno para deixar a dependência do Estado; todos ou quase todos acabam sendo deixados à mercê da manipulação política, no maior escândalo do mundo de um projeto de poder baseado no suborno da compra de votos em troca das bolsas-pobreza, da corrupção e do corporativismo prevaricador.

 

O que vier a acontecer com o país será de responsabilidade dos esclarecidos, dos empresários, dos acadêmicos, dos professores, dos artistas, dos jornalistas e de outros que se deixaram subornar pelo canto da sereia petista por pura deformação de caráter e falta de patriotismo que os conduz à parceira com um desqualificado etílico.

 

A massa imbecilizada ou ignorante se comporta seguindo os paradigmas da falência cultural e educacional que foram impostos depois do regime militar pelos desgovernos civis, por incompetência, por má fé e pela canalhice daqueles que transitaram ou que ainda estão no poder público servindo aos interesses de gente absolutamente desqualificada para servir à sociedade.

 

O hediondo pecado da traição ao país tem o mesmo peso para o subornado-corrompido como para o subornador-corrupto.

 

As Forças Armadas que detêm (?) o poder de intervenção quando o país se mostra entregue ao caos da degeneração moral e ética, também serão absolutamente responsáveis pela ruptura de nossas esperanças de vivermos em uma sociedade justa, digna e subordinada ao Estado de Direito Democrático, assim como pela entrega do país nas mãos do socialismo mentiroso, corrupto e corporativista-prevaricador.

 

As forças policiais civis e militares, enquanto travam uma guerra civil com as vítimas de um sistema de poder absolutamente corrupto, estão aceitando, junto com a Polícia Federal – Polícia Política do Petismo -, que os podres Poderes da República se apresentem sem o menor pudor como um covil de bandidos, absolutamente protegidos por jogo sujo de impunidades garantindo pelos Tribunais Superiores.

 

Enquanto isso o desqualificado etílico e seus cúmplices continuam fazendo o jogo sujo de alimentar cada vez mais uma luta de classes, criando espaços na sociedade para a demarcação formal criminosa das diferenças de raça, cor e status social, visando, descaradamente, à exploração calhorda da política suja para sustentar seu projeto de poder.

O ATO TERRORISTA DOS SEM-TERRA E OS OLHOS QUE SE NEGAM A VER O QUE VÊEM

O ATO TERRORISTA DOS SEM-TERRA E OS OLHOS QUE SE NEGAM A VER O QUE VÊEM

BRASIL ACIMA DE TUDO 

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6535&Itemid=1

(*) Fonte: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/04/o-ato-terrorista-dos-sem-terra-e-os.html

20 de abril de 2009

Por Reinaldo Azevedo

 

 O MST finalmente chegou lá. Optou por um ato abertamente terrorista: o uso de escudos humanos, a exemplo do que fazem Hezbollah e Hamas. PIOR: O JORNALISMO VÊ O FATO, FILMA O FATO, EXIBE O FATO, MAS TEM RECEIO DE CHAMAR AS COISAS PELO NOME. BOA PARTE DA IMPRENSA É HOJE PRISIONEIRA MENTAL E MORAL DE JOÃO PEDRO STEDILE. Chegarei a essa questão. Antes, algumas considerações.


Os métodos empregados pelos ditos sem-terra são por todos conhecidos. Os que se aventuram a lutar contra o movimento — OU MELHOR: EM FAVOR DA APLICAÇÃO DA LEI — acabam desistindo, moralmente atingidos por uma espécie de solidão. Logo se conjuram as forças do “progressismo” contra o “reacionário”. Foi o que aconteceu com o promotor de justiça do Rio Grande do Sul Gilberto Thums. Ele responsabilizou criminalmente invasores de terra, impediu invasões anunciadas, manteve os bandoleiros longe de terras produtivas etc. Mas cansou. Sua vida virou um inferno. Teve até conversas ao telefone gravadas clandestinamente. A VEJA desta semana traz uma reportagem a respeito e faz uma síntese dos males que o atingiram:

“Os ataques contra o promotor surgiram de todas as partes e seguiram os mais diversos métodos, da intimidação à ameaça. Em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, órgão do governo aparelhado pelo MST, enviou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público acusando a instituição de afrontar direitos fundamentais das crianças ao tentar extinguir as escolas do MST. Há duas semanas, ao participar de uma audiência pública, o promotor foi recebido por 200 crianças cantando o hino do movimento e com cópia do Estatuto da Criança e do Adolescente nas mãos. A claque o deixou constrangido. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da Igreja Católica que dá sustentação ao MST, atacou em outra frente. Pela internet, lançou uma campanha mundial que soterrou o correio eletrônico do promotor. Thums, descendente de austríacos, foi comparado a Adolf Hitler, para citar apenas as mensagens menos hostis.”

Pois bem: os sem-terra, que já ocupam uma área da Fazenda Castanhais, pertencente à Agropecuária Santa Bárbara, no Pará, decidiram invadir a sede da propriedade. Houve troca de tiros com os seguranças. Sim, os sem-terra estavam armados — agora é bala de verdade. Aí um Zé Mané poderia gritar: “Mas os seguranças também atiraram”. Se eles portavam armas legais, não cometeram nenhuma ilegalidade, embora se deva evitar esse tipo de confronto. Que abra a própria casa a invasores quem discordar. O direito de propriedade não foi abolido no país, ainda que muita gente possa achar isso estranho e considere propriedade — sempre a alheia —um papo reacionário...

Os escudos humanos do nosso Hamas, do nosso Hezbollah, eram jornalistas que cobriam o confronto. Foram feitos reféns pelo MST e postos na linha de tiro. Os líderes dos sem-terra buscavam o que sempre buscam: cadáveres para fertilizar o solo de suas mistificações. É a morte que alimenta a mística de que existe um problema agrário no Brasil. De fato, o setor, há muito, é só uma solução. Responde por boa parte das reservas que dão ao Brasil razoável segurança para enfrentar a crise. Os sem-terra não existem. São uma invenção política de João Pedro Stedile. Pode existir gente sem emprego, mas não sem-terra. Pode existir gente sem eira nem beira, mas não sem-terra. Pode até existir gente sem vergonha. Mas não sem-terra.

Olhos que vêem sem ver


Assisti ontem no Fantástico às cenas do confronto, filmadas por uma emissora afiliada da Rede Globo. O mais espantoso de tudo é que o repórter que cobria o conflito afirmou no ar algo como: “Os seguranças acusam os sem-terra de tentar invadir a sede da fazenda...”.


NÃO! DE JEITO NENHUM! NÃO SE TRATAVA DE UMA ACUSAÇÃO DOS SEGURANÇAS. AS IMAGENS MOSTRAVAM CLARAMENTE A TENTATIVA DE INVASÃO. NÃO CABIA, POIS, DIANTE DO QUE ERA EXIBIDO, ATRIBUIR A INFORMAÇÃO AOS SEGURANÇAS, COMO SE ALI ESTIVESSE UMA MATÉRIA CONTRAVERSA, SUJEITA A UMA OUTRA VISÃO. AQUILO ERA UMA INVASÃO, CONTIDA PELOS SEGURANÇAS, QUE CUMPRIAM SEU DEVER. O QUE SE TINHA ALI ERA UM FATO: OS SEM-TERRA, ARMADOS, TENTARAM INVADIR A SEDE DA FAZENDA.


Os olhos vêem, as câmeras filmam, mas o juízo se nega a fazer a devida ponderação (veja em post abaixo detalhes da violência). Os filmes do chamado “massacre de Eldorado dos Carajás” desapareceram do YouTube. Entendo. É preciso ficar a mística. É claro que os policiais se excederam naquele caso. É claro que deveriam ter dado a sua contribuição para evitar a tragédia. Mas o fato inequívoco é que os ditos sem-terra avançaram para cima dos soldados com paus e foices. É fato. Está no filme, agora banido da Internet. Ouvem-se os primeiros tiros, e eles não recuam. Ao contrário: avançam. Aí aconteceu o que já se sabe. Perderam, claro, as vítimas e suas famílias. Perdeu o estado do Pará, que assistiu ao horror. Perderam os policiais, tratados como bandidos. Mas o MST ganhou. No YouTube restam apenas filmetes de prosélitos e demagogos. Exibidas as imagens originais, não haveria tribunal no mundo que não considerasse que os policiais reagiram a um ataque — reação violenta, sim, mas reação. Basta ver.


Mas acontece que NÃO SE QUER VER. Uma nova tragédia poderia ter acontecido no mesmo Pará, na mesma região de Eldorado dos Carajás. Oito pessoas ficaram feridas, duas com gravidade — um segurança e um invasor. E, mais uma vez, o fato cede espaço à mistificação politicamente correta. Faço uma aposta: é bem possível que Tarso Genro, o ministro da Justiça, fale nesta segunda sobre o episódio. Deve pedir uma severa investigação para saber por que os seguranças da fazenda, uma propriedade privada e produtiva, estavam armados.


E tenho de lembrar, não? O MST é financiado com dinheiro público. A baderna havida no Pará neste fim de semana, com o uso de escudos humanos, é, pois, patrocinada pelo governo federal. Seus principais artífices são o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra.


Os sem-terra continuam no local e fazem novas ameaças. Dizem dispensar até mesmo a ajuda federal. Querem resolver tudo à sua maneira.


Quase me esqueço: a fazenda pertence a Daniel Dantas. Daniel Dantas, que é um legítimo Daniel Dantas, como se vê, serve para tudo. Serve para esconder outros Daniéis Dantas, talvez mais Dantas do que ele próprio, e como pretexto para ações terroristas.

Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC)

 Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC)

Internacional - América Latina

Carlos Azambuja

26 Março 2009

Fonte: Folha do Povo – Campo Grande/MS – 22 novembro 2005

http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_content&view=article&id=68:coordenadoria-latino-americana-de-organizacoes-do-campo-cloc&catid=101:america-latina&Itemid=87

 

Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST.

 

Os cursos de capacitação de militantes de base do Cone Sul são realizados, de forma periódica, a partir de uma parceria entre o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CLOC (Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo). Uma das versões desses cursos, o que foi realizado em 1999 na Chácara São Francisco em Sidrolândia, antigo seminário cuidado por dois padres capuchinhos, chegou a ser documentada em uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de São Paulo.

 

Uma característica comum a todos os cursos é o trabalho ideológico feito junto aos militantes. A ocupação da terra para nela trabalhar já não é a questão principal.

 

Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST. Esses itens foram tirados de uma das apostilas utilizadas no 5º curso de capacitação de militantes de base do Cone Sul, realizado entre os dias 20 de abril e 17 de maio de 2002 na Chácara dos Padres Palotinos, em Glória de Dourados. Os cursos são para militantes do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia. Os instrutores são brasileiros e estrangeiros.

 

As apostilas, todas elaboradas em espanhol pelo MST e pela CLOC, abrangem temas como relações internacionais, história da luta por terras em diversos países, introdução à filosofia, comunicação popular, economia política, entre outros.

 

Um dos assuntos do curso foi intitulado “Os desafios atuais do MST”, e na apostila se coloca a necessidade de ocupação de espaços cada vez maiores na sociedade como base de mudança estrutural. “A ocupação de espaço deixa de ser uma ação oportunista para se transformar em uma atitude revolucionária”, pode-se ler na introdução do tema.

 

Uma das indicações do curso é sobre a forma de ocupar espaços na sociedade. “A sociedade não é algo abstrato nem tampouco se compõe só de pessoas. A sociedade é algo concreto, que se organiza no tempo e no espaço, com pessoas, estruturas, normas, valores e culturas. Por isso quando falamos em ocupar espaços devemos especificar que lugar é esse e de que maneira se pode fazer isso sem ferir a sociedade. Primeiramente ganhando a sua simpatia e, num segundo momento, garantindo a sua participação”, afirmam os instrutores.

 

Quando se fala em guerrilha não existe exagero. Durante o curso os militantes aprendem que é necessário retomar a discussão sobre um “projeto nacional que se contraponha ao projeto de globalização, formule novas táticas para desenvolver a luta de classes no país e termine com a ilusão de democracia social de mudar as estruturas apenas com a via eleitoral”. O que está sendo proposto, na realidade, é a ruptura com o sistema democrático e mudanças através de um sistema revolucionário.

 

Uma das táticas aprendidas pelos militantes durante o curso são as formas de lutar para mudança ou alteração das leis. Segundo a apostila, uma das formas eficientes é a desobediência civil. “Quando as leis são feitas para garantir o privilégio de uma minoria... devem ser desobedecidas”. Para que isso possa acontecer o que se propõe são invasões para “garantir” a manutenção de direitos. São dados exemplos como o da educação. A proposta é: se não existem vagas numa determinada escola para todas as crianças, os pais devem ocupar a escola e só desocupá-la quando as vagas estiverem garantidas. O mesmo é proposto com relação à saúde, com a ocupação de postos de saúde.

 

Os militantes aprendem durante o curso que a população, pouco a pouco, deve se organizar, se transformar numa “força organizada” para atingir seus objetivos. “A composição dessa força se dará através da expressão orgânica que essa organização adquire, podendo se manifestar na forma de partido, organização política, exército ou frente de diversas forças que buscam os mesmos objetivos”.

 

Esses objetivos são detalhados um pouco mais adiante, na apostila. “O verdadeiro princípio das forças de transformação estão nas massas organizadas, que devem seguir e formular a teoria revolucionária para que esse grande movimento social possa realizar a revolução”.

 

Para que os militantes possam ter uma base melhor de entendimento dos preceitos ministrados pelos instrutores, uma das disciplinas do curso é denominada “Princípios da teoria revolucionária e científica”, onde se estuda, basicamente, a teoria marxista.

 

Na apostila eles deixam claro que “o marxismo é a ciência da história” e como tal se desenvolveu através de novas perspectivas criadas a partir dos acontecimentos verificados no último século. Eles citam três autores que teriam contribuído para a evolução do marxismo no Brasil: Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro e Paulo Freire.

 

Esses companheiros tiveram a coragem de avançar o marxismo de acordo com a nossa realidade no campo da sociologia, pedagogia e antropologia”, afirma.

 

A apostila é encerrada com um pensamento. “Se alguém disser que esses espaços não devem ser ocupados por nossa organização porque esses temas não nos competem, diremos, sem medo de nos equivocar: os audazes sempre prevalecem sobre os medrosos”.

 

Es justo en este momento que se hace elemental retomar la discusión sobre cuestión del proyecto nacional que se contraponga al proyecto globalizador formule nuevas tácticas para desarrollar la lucha de clases en el país y termine con la ilusión demócrata social de luchar por el cambio solo por vía electoral. La población debe acostumbrarse a ser desobediente, siempre que sienta que sus derechos están siendo amenazados o negados. Como ejemplo podemos citar la educación. El gobierno garantiza que la educación debe ser gratuita y obligatoria, pero los padres de familia no encuentran lugares en las escuelas”.
 

Para que os trabalhadores tenham um incentivo cada vez maior para as ações, o sentimento deve ultrapassar ao da própria necessidade de terra para trabalhar. O sentimento deve chegar a um ponto quase religioso. Para isso é trabalhada, durante os cursos, a questão da “mística” do MST. Ali aprenderam que, “na Mística, os símbolos desempenham o papel de guias que representam o esforço coletivo; não são mitos, são reais e, por isso, cantar o Hino (Nacional) com os punhos fechados não é um simples gesto, representa desobediência à ordem estabelecida”. A bandeira e a foice são os principais símbolos do MST e devem ser exibidos com orgulho e destaque nas caminhadas, ocupações de prédios públicos, marchas, acampamentos e invasões de terra. “A militância precisa de um templo que consolide seu caráter e o compromisso com os ideais de uma nova sociedade: a mística tem essa função!

 

Somados à CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ao Partido dos Trabalhadores (PT), e valendo-se do apoio de entidades religiosas “úteis” como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), da Igreja Católica, além de múltiplas ONGs (Organizações Não-Governamentais) nacionais e estrangeiras, dinheiro não é nem será problema para bloquear estradas, promover invasões, ocupações e acampamentos em todo o País, sob o comando da Coordenação–Geral. Dinheiro doado pelo próprio governo, a meta é a tomada do poder. Ou, como todos os documentos do MST são finalizados, “Até a vitória, sempre”.

Rival de Chávez busca asilo político

Rival de Chávez busca asilo político                                                               

BRASIL ACIMA DE TUDO

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6546&Itemid=1

21 de abril de 2009

(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090421/not_imp358074,0.php

Atualmente, 272 políticos, opositores ou dissidentes, estão impedidos pela Justiça venezuelana de participar de eleições por 15 anos e mais de 200 estudantes que participaram de protestos anti-Chávez foram proibidos de deixar a Venezuela. Desde 2002, 20 opositores e dissidentes ficaram detidos por até seis anos sem uma sentença judicial.

Principal líder da oposição, Rosales é ameaçado de prisão

AP, EFE E AFP

 

O prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, um dos principais líderes da oposição na Venezuela, decidiu pedir asilo político a um "país amigo" em vez de comparecer a um tribunal venezuelano para responder a um processo por corrupção. A informação foi divulgada ontem pelo partido de Rosales, Um Novo Tempo, que acusa o presidente Hugo Chávez de perseguí-lo por questões políticas.


"A entrega de Rosales não seria uma entrega à Justiça, mas a Chávez, que o está perseguindo", afirmou Omar Barboza, presidente do Um Novo Tempo. Segundo ele, o líder opositor está escondido em algum lugar na Venezuela desde março.


Há mais de 30 anos na política, Rosales já foi duas vezes governador de Zulia, Estado mais populoso e rico em petróleo do país. Nas eleições de 2006, ele concorreu à presidência contra Chávez, mas foi derrotado. No ano passado, começou a ser investigado por corrupção.


Durante a campanha para as eleições regionais de novembro, nas quais Rosales concorreu à prefeitura de Maracaibo (capital de Zulia), o presidente ameaçou prendê-lo e o chamou de "ladrão" e "mafioso". "Estou decidido a meter Rosales na cadeia", disse Chávez. "Um ladrão como ele não pode ficar livre, nem governar."

A promotoria venezuelana pediu a prisão de Rosales há um mês, acusando-o de enriquecer de forma ilícita entre 2002 e 2004, quando era governador de Zulia. Se for condenado, o opositor pode pegar de 3 a 10 anos de prisão.

 

Esperava-se que na audiência em que Rosales se recusou a aparecer, ontem, um tribunal venezuelano pudesse decidir se acataria ou não o pedido de prisão. Mas a sessão foi adiada para o dia 11, pois os advogados do opositor tampouco compareceram, alegando que receberam de um político dissidente a transcrição de uma sentença predeterminada da juíza responsável pelo caso.


"Rosales se apresentará aos tribunais quando houver estado de direito na Venezuela", afirmou Barboza. "Se ele for preso, se transformará num troféu do governo, que quer intimidar a oposição."


Em Zulia, estudantes declararam-se em "rebelião democrática" em apoio a Rosales. Diante de seguidores do líder opositor, a mulher de Rosales, Evelyn Trejo, prometeu "lutar" para que ele seja julgado por uma "Justiça transparente".


OFENSIVA

As ameaças de prisão fazem parte de uma série de ofensivas lançadas por Chávez contra a oposição após as eleições regionais. Na votação, os opositores venceram em cinco Estados que concentram 45% da população e 70% da atividade econômica venezuelana, além de nas duas principais cidades do país: Caracas e Maracaibo.


Desde então, foram abertos processos contra três dos cinco governadores opositores (um quarto governador já respondia a processo).


O presidente também vem adotando medidas para esvaziar o poder de líderes da oposição. Recentemente, por exemplo, ele nomeou, com base em uma nova lei, uma figura que terá poderes sobre o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.


Atualmente, 272 políticos, opositores ou dissidentes, estão impedidos pela Justiça venezuelana de participar de eleições por 15 anos e mais de 200 estudantes que participaram de protestos anti-Chávez foram proibidos de deixar a Venezuela. Desde 2002, 20 opositores e dissidentes ficaram detidos por até seis anos sem uma sentença judicial.

 

ROSALES APRESENTARÁ DEFESA DE ASILO A CHANCELARIA PERUANA

(ANSA): http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/200904241327344507/200904241327344507.html

24/04/2009  

LIMA, 24 ABR (ANSA) - A chancelaria do Peru citou para a próxima segunda-feira o político venezuelano Manuel Rosales, prefeito de Maracaibo e principal líder de oposição ao governo do presidente Hugo Chávez.

Rosales, que enfrenta em seu país um processo por enriquecimento ilícito quando era governador de Zulia (2000 e 2004), chegou ao Peru como turista e solicitou na última terça-feira o status de asilado político, sob o argumento de que está sendo vítima de uma perseguição política na Venezuela. O advogado do venezuelano, Javier Valle Riestra, afirmou que agora o prefeito sustentará seu pedido de asilo. "Calculo que tudo se resolverá na próxima semana", declarou.

O chefe da diplomacia de Lima, José Antonio García Belaunde, deverá se informar das diligências, analisando se o pedido de asilo possui fundamento, para, posteriormente, repassar ao presidente peruano, Alan García. O líder de oposição venezuelana defende que as acusações de corrupção que pesam contra ele são uma manobra política do governo. Rosales reforçou também que fugiu da Justiça de Caracas porque sua vida estava em perigo.

A Interpol (Polícia Internacional), por sua vez, divulgou ontem um mandado de prisão internacional do prefeito de Maracaibo. O diretor da Polícia Científica da Venezuela, Wilmer Flores, lembrou que Rosales "já tem alerta internacional e está tramitando o alerta vermelho para sua prisão".

A cúpula do crime na Cúpula

A cúpula do crime na Cúpula

Tradução: Graça Salgueiro

 

“Enquanto houver na América uma nação escrava,

a liberdade de todas as demais corre perigo”.

José Martí

 

Segundo recente informação Fidel Castro apóia Obama, mesmo quando acredita que fracassará em sua tentativa de modificar a política americana com respeito a Cuba. Não posso esconder a tristeza que me produz o êxito político e ético dos criminosos que tomaram o poder em Cuba em 1º de janeiro de 1959. O cinismo e a hipocrisia coletiva da chamada civilização ocidental frente à sofrida e sofredora realidade de um povo que se viu submetido ao regime criminoso que a Europa legou à humanidade, é realmente entristecedor.

 

Em suas palavras Castro diz que é Obama quem tem que dar o primeiro passo, pois foram os Estados Unidos que atacaram primeiro. Creio que é conveniente neste momento reler o que disse Earl T. Smith, embaixador de Cuba nessa época, em sua obra geralmente esquecida “El Cuarto Piso”. Ali Smith diz e explica: “Ninguém fez mais para derrocar Batista e colaborar com a democracia castrista do que o suposto imperialismo”.

 

Para se ter uma noção real de quem foi que começou o ataque, vale recordar um discurso que hoje parece esquecido: “Vou bem, Camilo?” Fidel chegou à Havana, se bem me lembro, em 7 de janeiro; os Reis Magos nos trouxeram o totalitarismo. Não posso esquecer suas palavras naquela noite e creio ser necessário lembrá-las. Ali ele disse: “Em 1898 quando no Morro deveria ter estado ondeando a bandeira da estrela solitária, flamejava a bandeira americana... Nós não estamos aqui pelo Pentágono senão contra o Pentágono... E vamos retirar a missão do exército americano atualmente em Cuba”.

 

Não passou muito tempo quando começaram as nacionalizações e as confiscações de todas as empresas privadas e particularmente dos Estados Unidos. Foi quando começou a Reforma Agrária, que significava a expropriação da terra pertencente aos engenhos que em aproximadamente 50% pertenciam a empresas americanas. Em seguida recomeçou a importação de petróleo da Rússia e a confiscação das empresas petroleiras. A primeira foi a Shell, supostamente por haver ajudado Batista a comprar tanques de guerra à Inglaterra, pois os Estados Unidos se negavam a fazê-lo.

 

Imediatamente se estabeleceu o controle de câmbios e se nacionalizou a Cubana de Aviación. Sair do país converteu-se em um processo interminável. Era necessário pagar as passagens para o exterior em dólares, porém a posse de dólares estava proibida. Pátria ou morte converteu-se no lema da chamada Revolução da Melancia (verde por fora e vermelha por dentro). Assim se instituiu a tapeação da soberania do povo para impor o totalitarismo comunista, e Fidel reconhecia publicamente que sempre havia sido marxista-leninista.

 

Não vou insistir no fato histórico da traição de Kennedy na Baía dos Porcos e na entrega de Cuba à órbita soviética em razão da crise dos mísseis, que significou o início da subversão marxista na América Latina, hoje praticamente esquecida em nome dos direitos humanos violados pelos governos militares. Porém, foi então que a suposta represália foi o embargo, cuja razão jurídica é decididamente válida, mas que lamentavelmente em termos políticos constituiu o fracasso dialético do imperialismo.

 

Desde o princípio me opus ao embargo, hoje repetidamente denominado bloqueio, o que é absolutamente falso. Se tivesse havido um bloqueio Fidel Castro não estaria em Cuba. Em algumas ocasiões em minhas aparições na rádio em Miami alguns ouvintes consideravam que eu estava a favor de Fidel Castro. Não estava e não estive nunca, porém considero sim e continuo considerando que o embargo é e tem sido a razão de ser do êxito político de Fidel Castro, pois a pobreza criada pelo sistema político vem sendo justificada como conseqüência do imperialismo.

 

Toda a retórica referente a Cuba hoje, na reunião da Cúpula das Américas, gira ao redor deste pressuposto falaz. Assim, as últimas decisões de Obama a respeito dos cubanos, aparecem como que finalmente os Estados Unidos hão de abandonar a posição imperialista que caracteriza sua política internacional. Vou repetir uma citação de Maquiavel que parece adequada à situação política criada pelo embargo e que diz: “O que não vai usar a adaga não deve mostrar a empunhadura”. O embargo, repetirei mil e uma vezes, foi a empunhadura de uma adaga que nunca se usou e que, pelo contrário, deu vigência política internacional ao criminoso psicopata mais sanguinário que este continente conheceu: Fidel Castro.

 

A chegada de Obama à Casa Branca fez o mundo acreditar, ou ao menos se tentou interpretar pelos porta-bandeiras do socialismo, como o fim da hegemonia americana, que é a mais recente denominação dada ao imperialismo. Assim se percebe igualmente o fim do capitalismo, para o qual a última crise financeira americana contribuiu. A América Latina concorrerá à cúpula dos governos democráticos que em grande parte constituem o que Jefferson denominou um despotismo. Até o Papa enviou o Cardeal Bertone para felicitar os Castro “por estar a favor dos pobres e da solidariedade”.

 

Levantar o embargo não deveria significar um diálogo político com os maiores representantes do crime político organizado. Da mesma maneira, por mais humano que pareça, a liberação das viagens a Cuba dos cubanos que vivem nos Estados Unidos. Isto entra em contradição com a atual política imigratória preferencial. Esta se deve precisamente a que os cubanos são considerados como exilados de um regime totalitário. Ocorre que esta decisão fará com que os que não vão poder entrar nos Estados Unidos serão os cubanos que consigam escapar. Não posso deixar de manifestar minha profunda tristeza por aquilo que considero uma hipocrisia frente ao crime, que ignora que os que sofrem são os cubanos a quem lhes tocou viver no paraíso comunista do Caribe que é o cárcere das Américas. E para terminar, permitam-me citar novamente Martí: “Ver alguém cometer um crime sem denunciá-lo, é cometê-lo”.

ONG ligada a PC do B leva R$ 8,5 mi

ONG ligada a PC do B leva R$ 8,5 mi                                                                 

BRASIL ACIMA DE TUDO

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6545&Itemid=1

(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090421/not_imp358037,0.php

 21 de abril de 2009

Ministério dos Esportes, que fez o repasse em 2008, tem como titular Orlando Silva, do mesmo partido

Por Tânia Monteiro, Felipe Recondo e Tatiana Fávaro

 

O Ministério dos Esportes repassou para a organização não-governamental Bola Pra Frente R$ 8,5 milhões em 2008, o terceiro maior volume de recursos transferidos pela pasta para "entidades privadas sem fins lucrativos". Os dados constam de relatório levantado pela ONG Contas Abertas, publicado pelo jornal Correio Braziliense. A Bola Pra Frente só perdeu no ranking de repasses para o Comitê Olímpico Brasileiro (R$ 28,7 milhões) e a Confederação Brasileira de Futebol de Salão (R$ 24,9 milhões), responsável pela organização do mundial da modalidade em Brasília e no Rio, no ano passado.


Localizada em Jaguariúna, no interior de São Paulo, a entidade é beneficiada pelos recursos milionários do programa Segundo Tempo, criado para "democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte". A ONG é dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, eleita vereadora em 2008 e filiada ao PC do B, partido do ministro dos Esportes, Orlando Silva, que admite ter pretensões políticas para 2010. O valor recebido pela Bola Pra Frente corresponde à metade do que recebeu todo o Estado de São Paulo e é maior do que a soma do que o ministério transferiu para outras 12 unidades da Federação no ano passado.


O repasse para ONGs pelo Ministério dos Esportes, especialmente do programa Segundo Tempo, já foi alvo de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU). Relatório aprovado pelo plenário do TCU no final de março alertava para a falta de critérios objetivos estabelecidos pela pasta para a escolha de entidades beneficiadas.


"A utilização de critérios não institucionalizados para seleção dos proponentes gera subjetividade na escolha das entidades que executarão o programa e representa risco de realização de convênios com instituições que não possuem capacidade técnica e administrativa para executá-lo", relatou o TCU.

 

Entre as irregularidades apontadas estão execução incompleta de convênio, repasse para entidades sem capacidade técnica e operacional para o cumprimento das metas acertadas e assinatura de convênio sem considerar as diretrizes operacionais do Segundo Tempo. As falhas evidenciam, segundo o TCU, a precariedade na análise por parte Ministério dos Esportes da capacidade técnica das entidades.


Apesar das críticas, a Bola Pra Frente foi elogiada em uma das análises do Tribunal de Contas, em 2006. Técnicos avaliavam a execução de propostas previstas no programa. E disseram ter como modelo o fornecimento de uniformes para crianças beneficiadas. "Uma boa prática foi observada nos núcleos do Bola Pra Frente - Escolinha de Basquete da Karina. Por meio de parcerias com empresas, foi possível disponibilizar o uniforme completo às crianças, com shorts, bonés e tênis", diz ata aprovada em plenário.


De sua sede no centro de Jaguariúna, que ocupa duas salas alugadas por R$ 900 ao mês, a ONG Pra Frente Brasil (cuja denominação social é Bola Pra Frente) lidera trabalhos para 18 mil jovens entre 7 e 18 anos, em ao menos 60 escolas e centros comunitários de 15 municípios no Estado - Artur Nogueira, Batatais, Ibaté, Iracemápolis, Itapira, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Marília, Morungaba, Osvaldo Cruz, Pedreira, Santo Antonio de Posse, Sumaré, Taboão da Serra e Tuiuti.


Coordenadora-geral da ONG, Karina informou que a entidade possui 350 empregados, é fiscalizada semestralmente pelo Ministério Público de São Paulo e recebe anualmente fiscais da Controladoria Geral da União (CGU) e do TCU. Além disso, presta contas à Receita Federal e ao Ministério da Justiça, por possuir título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). "Só a CGU ficou 23 dias acompanhando nosso trabalho e não fez nenhum apontamento de erro ou irregularidade", reagiu.


Segundo ela, o crescimento do repasse ocorreu gradualmente, em reconhecimento da qualidade do serviço prestado à sociedade. "Fomos reconhecidos como exemplo de transparência na CPI das ONGs."


Embora tenha sido eleita vereadora pelo PC do B e reconheça que o ministro Orlando Silva tem pretensões políticas para quando deixar o cargo, Karina disse que o trabalho é apartidário. "Temos prefeituras de todos os partidos políticos", afirmou. "Além disso, chegaram a dizer que tinha dinheiro da ONG na minha campanha. Não tinha. Eu joguei basquete 25 anos, se não tivesse dinheiro para fazer uma campanha para 642 votos seria demais." A campanha custou, segundo prestação de contas, R$ 28 mil.

DILMA - Uma família exemplar

 Uma família exemplar

Por Arlindo Montenegro é Apicultor.

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Postado por Alerta Total de Jorge Serrão  

http://www.alertatotal.blogspot.com

Um advogado, viúvo, membro do Partido Comunista da Bulgária, chegou ao Brasil em 1930. Para um comunista de nível superior abandonar a Europa, em plena efervescência revolucionária, pode-se inferir que cumpria uma “tarefa” do Partido da Internacional Comunista.

O Partido Comunista no Brasil era jovem, recém filiado ao organismo Internacional, que enviou para os trópicos inúmeros “agentes”, com a missão de informar Moscou sobre o cumprimento das rígidas, pétreas condições de atuação dos novos militantes comunistas crioulos.

Dentre as diretrizes impostas para ser um comunista internacionalista, estava escrito: defender sem reservas “todas as repúblicas soviéticas” e posicionar-se claramente contra “reformas políticas burguesas” pois a legalidade burguesa não merecia confiança. Outras normas indicavam o trabalho “sistemático e perseverante” entre as tropas (militares), a necessária agitação “racional” entre os camponeses, nos sindicatos, cooperativas e outras organizações das massas operárias.

Uma das 21 recomendações exigidas se destaca: “criar, em toda parte, um organismo clandestino paralelo à organização legal”. E outra: renunciar e denunciar o patriotismo e o pacifismo, considerados hipocrisia e falsidade. Hoje é fácil entender o PT legal e o Foro de São Paulo (clandestino) escondido da opinião publicada. A parte obscura comanda, a parte que aparenta legalidade executa as “palavras de ordem”.

Os sindicatos, cooperativas, organizações de massa, grupos confusos como o MST e outras “ongs” atuam como “vanguardas” políticas e militares mantendo a “agitação racional”. Tudo para cumprir os objetivos táticos da estratégia do comunismo internacional. Por ser internacional, sem pátria, desprezando os anseios pacifistas, justificam-se os passos de destruição sistemática das instituições (Constituição, Poder Legislativo, Poder Executivo, Forças Armadas) adotados pelo Partido que comanda o Poder Executivo.

O Brasil está sob o comando do mais cruel, do mais guerreiro e assassino movimento político internacional, globalizado, sem bandeira, que sempre contou com recursos financeiros ilimitados, espalhando guerras civis, esmagando culturas nacionais e concentrando cada dia mais o produto do trabalho e riqueza das nações nas mãos de uns poucos potentados globais.

Voltando à vaca fria, aquele Advogado que veio da Bulgária, casou com uma mineira. Trabalhou para a Mannesman, construiu casas, gostava de jogar, fumava muito e apreciava as mesas fartas. Sua filha foi bem educada para ser uma boa comunista, no lar ateu. Como secundarista já estudava marxismo. Casou somente no civil com um companheiro também comunista.

Aderiu à luta armada. Teve aulas sobre “armamentos, tiro ao alvo, explosivos e enfrentamentos com a polícia” e dedicou a vida à organização dos “focos de guerrilha” para implantar a guerra civil e facilitar a tomada do poder pelos comunistas no Brasil. Guardava embaixo da cama um monte de armas e bombas. Militou nos mais agressivos e sanguinários grupos terroristas combatidos durante cinco anos pelos governos militares. A moça formou-se como notável dirigente comunista. Esteve presa, sofreu torturas e entregou alguns “companheiros”. Foi solta pelos “ditadores”, entrou para o PDT de Leonel Brizola e depois para o PT.

Dona Dilma apareceu lendo uma epístola numa missa católica oficiada por um padre estelar. Para uma militante comunista com sua formação é mangação com a fé cristã! É genuína hipocrisia! É passar diploma de jegue, besta de carga, pra todos os que prezam a fé cristã.

Agora estão dizendo que a ministra Dilma vai aproximar-se dos “movimentos sociais” camponeses, liderados pelo MST (legalmente inexistente) que recebe dinheiro dos cofres públicos através de ongs legalizadas mas que não prestam contas. É querer tapar o sol com a peneira dizer que existe conflito entre a ministra e os que espalham o terrorismo no campo. Afinal é centenária a orientação do comunismo internacional: a agitação “racional”, isto é controlada, entre os camponeses.

A história mascarada do Brasil, omite as origens da desordem fabricada para facilitar a “socialização” (termo light para implantação do comunismo totalitário de um só partido) que se alastra pela América Latina. Os “caras” dos ministérios e a companheira Dilma, estão cumprindo direitinho as ordens dos financiadores e estrategistas construtores da globalização capimunista.

Os recursos produzidos pelo trabalho humano em todos os quadrantes da terra estão agora mais centralizados do que nunca. Implantam-se as bases do governo total mundial, onde a segurança e bem estar será privilégio dos que forem acolhidos como legisladores, juízes e executivos do poder central global. O resto que fique à mercê dos narcotraficantes, sem tempo de protestar, agir ou organizar-se contra a bandidagem governante.

Assim se prenuncia a negação da pátria, dos costumes, das tradições, das culturas nacionais, da soberania sobre o território. Prenuncia-se a eliminação da família, das religiões, da propriedade privada. Bem no roteiro da escravidão desejada pelo programa do Comunismo Internacional há mais de um século.

Dona Dilma está no comando. Acompanham-na os mesmos estudantes, operários, militares que foram enrolados nas guerrilhas. Acompanham-na os mesmos desinformados, desesperados, inocentes úteis que recebem diariamente a ração da droga do marxismo a que servem como nova religião. Uma religião de fanáticos que desprezam o saber, que desprezam a nação, que desprezam a si mesmos.

E nós, os idealistas, românticos, democratas, cristãos tradicionais, conservadores, piedosos, caridosos, perdoadores, amantes da verdade e da liberdade... "tamos ferrados" e designados para o eito mais duro, ou a morte numa prisão política!

(Quem desejar mais detalhes sobre a trajetória de dona Dilma, é recomendada a leitura da Revista Piauí, edição 31, de 9 de Abril/09)

Consolidar o Poder Civil na Defesa

Consolidar o Poder Civil na Defesa

Marcelo Hecksher

Cel.-aviador (reformado)

5 de Abril 2009  

 

O título do Correio Brasiliense (leia matéria logo abaixo desta) é: “Hora de consolidar o poder civil na área da Defesa”. O tema não é entendido por quem desconhece o que vem a ser “Poder Civil”.
 
Seria essa uma divisão da sociedade brasileira, tipo a de brancos com olhos azuis, índios e negros?
 
Dizem as teorias geopolíticas que o Poder Nacional se estrutura em fundamentos (homem, terra e instituições), em fatores (elementos dinâmicos que influem sobre os fundamentos do poder) e em expressões, de um Poder uno e indivisível. Para efeito didático de estudo do Poder Nacional, estão catalogadas as seguintes expressões: a expressão política, a econômica, a psicossocial, a militar e a ciência e tecnologia.
 
A existência de uma expressão militar do Poder Nacional, não significa “brasileiros fardados preocupados em impor suas idéias”, uma vez que a administração militar sempre esteve subordinada à administração do Poder Executivo da República e à Corte Imperial. Sendo o Poder Nacional uno e indivisível, contem não só o MD como os demais.
 
A preocupação em “fardar” o Ministro da Defesa é de quem acredita que uso de farda, por si só, possa significar competência.
 
A competência não se relaciona com envergar ou não um símbolo de espírito de corpo. Se assim fosse, a chamada Força Nacional de Segurança seria um primor de competência operacional com suas boinas vermelhas, do estilo Brigada Pára-quedista. Se as insígnias indicadoras de cursos operacionais realizados forem “grudadas a cuspe” na vestimenta, nada valerão. Se, ao contrário, forem o reconhecimento do duro aprendizado intelectual, do árduo melhoramento da condição física e da assimilação de preceitos morais pelo exemplo e competência dos comandantes, as insígnias poderão ser exibidas com orgulho de ser cidadão capaz de, também, exemplarmente, executar suas tarefas.
 
Não existe nas Forças Armadas “reação de duros” contra a política de consolidação do Ministério da Defesa. Existe muita preocupação quanto à estratégia dessa consolidação. Preocupação justificada pelas palavras do próprio Ministro Mangabeira Ünger, quando em 07 de setembro de 2007, em um pronunciamento, disse que “dos civis o que se espera é que saldem a maior dívida da nação para com as Forças Armadas. A dívida da desatenção”. Desatenção que significa não considerar, desprezar, dar pouca importância. Aos desatentos agora se atribui o conhecimento para fazer o que nunca consideraram necessário. Essa é a razão da preocupação.
 
Da mesma forma que o “malcaratismo” não é privilégio de classe social, também a honestidade, a ética e o patriotismo não são privilégio de profissionais de uma determinada carreira.
 
Já a competência profissional se relaciona com o conhecimento com a experiência. Atribuir aos desatentos dos bancos escolares o conhecimento é privilegiar a incompetência, o pouco esforço.
 
Aqueles militares e civis competentes que labutam no Ministério da Defesa conhecem, igualmente, os incompetentes. Por uma questão lógica, há de haver, no Ministério da Defesa, um maior número de militares com conhecimento da área da defesa do que de civis, uma vez que os militares labutam há séculos nessas atividades e, por outro lado, os civis foram desatentos, por décadas, para com as mesmas atividades.
 
Essa é a questão que deve ser levada em consideração quando da designação de recursos humanos para preenchimento dos cargos no Ministério da Defesa: competência, com base em preenchimento de requisitos estabelecidos para os cargos.
 
Aos “duros” referidos pela reportagem, quase que como indisciplinados, deve-se reconhecer a competência, o conhecimento, a experiência que agrega, que orienta, assim como o estudo da história não pode ser desconsiderado nos planejamentos para o futuro. Se indisciplina existe, todos, militares e civis, conhecem as leis e regulamentos que regem a vida de um militar. Contudo, alguns desconhecem, por não terem vivência e experiência, que a disciplina e a hierarquia possuem amparo maior que o das leis e regulamentos: a força do exemplo. Sem a força do exemplo, só com a letra da lei, a disciplina pode ser mantida, mas a hierarquia torna-se acachapante.
 

Por isso não pode deixar de ser considerada a verdadeira liderança, com base no exemplo e não na insígnia elaborada em um gabinete, como fator de escolha para os cargos de chefia na área da defesa.

Hora de consolidar poder civil na área da Defesa

Hora de consolidar poder civil na área da Defesa

Luiz Carlos Azedo

Correio Braziliense

5 de abril de 2009

 

Lula quer resolver de vez divergências entre militares e organizações de direitos humanos. Quem criar problemas deverá ser escanteado. O ministro Nelson Jobim tem a ordem de não tolerar insubordinações em relação à abertura dos arquivos e à recuperação de documentos.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aproveitar o excelente relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o novo patamar alcançado pelo Brasil no plano internacional, para consolidar o Ministério da Defesa como poder civil, ao qual estarão subordinados os comandos militares.

 

Considera muito importante para o Brasil, que tem ambições em relação a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, demonstrar ao mundo que os militares brasileiros hoje são profissionais comprometidos com a democracia, que aceitam o mando político dos civis e estão em condições de cumprir missões de paz em qualquer lugar. Recentemente, Jobim ganhou de Lula o poder de estabelecer novas regras para as cerimônias e ritos militares, inclusive uma insígnia própria para o uniforme de ministro da Defesa, o que é muito simbólico.

 

Para isso, Lula decidiu com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que quem criar problemas em relação à implantação da Estratégia Nacional de Defesa será escanteado, com perda de comandos e de promoções.

 

Por exemplo, não vai tolerar insubordinações em relação às normas que estão sendo elaboradas pela Presidência da República para abertura dos arquivos secretos e recuperação dos documentos sobre a atuação dos órgãos de repressão, bem como a apuração dos casos dos desaparecidos. No Ministério da Defesa, sob orientação direta de Jobim, está sendo feito um levantamento da atuação dos órgãos de repressão durante o regime militar — cruzando informações de entrevistas, livros e documentos divulgados por ex-militares — para reconstituir os fatos relacionados aos desaparecidos, ainda que os documentos originais tenham sido de fato destruídos, como afirmam os comandantes militares.

 

Lula quer resolver definitivamente esse contencioso entre os militares e as organizações de defesa dos direitos humanos, sem revanchismos. Para o governo, qualquer interpretação nova sobre a Lei da Anistia é assunto para o Supremo Tribunal federal (STF).Porém, Lula está preocupado com o fato de que a crise econômica mundial pode ter repercussões ainda maiores no Brasil e o governo não pode correr o risco de insubordinações militares por causa da falta de recursos no orçamento e pedidos de aumentos salariais. O presidente da República avalia que chegou a hora de isolar os recalcitrantes, como o chefe do Departamento de Pessoal do Exército, general Santa Rosa, o único remanescente da antiga linha-dura no Alto Comando do Exército. O general, que foi ligado aos órgãos de segurança do regime militar, desafiou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, com um documento contestando as diretrizes do Plano Nacional de Defesa. Critica, principalmente, a subordinação dos comandos das forças ao Estado Maior Conjunto e a centralização das compras para o reaparelhamento das Forças Armadas. Santa Rosa não pretende deixar a caserna antes de completar 12 anos no posto e resiste à orientação de Jobim.

 

Divergências

 

O ministro da Defesa, porém, está ganhando a queda de braço com esses setores remanescentes da linha-dura. Nos últimos meses, houve troca de oficiais de unidades importantes do Exército. O general Luiz Cesário da Silveira Filho, ex-comandante militar do Leste, recentemente reformado, vestiu o pijama como quem vai para a frente combate. Num duro artigo, que teve muita repercussão entre os colegas, reiterou suas divergências com os rumos do Ministério da Defesa e fez a apologia do regime militar. Seu sucessor no comando do Leste, general Rui Catão, na terça-feira passada, participou das comemorações dos 45 anos da deposição do presidente João Goulart, no Clube Militar do Rio de Janeiro, mas evitou comentários sobre o evento, dedicado aos militares e civis mortos em confrontos com as organizações de esquerda que adotaram a luta armada. Conciliador, o general tentou agradar aos velhos colegas reformados, sem afrontar o ministro da Defesa. O general Heleno Augusto, ex-comandante da Amazônia, agora chefia o Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa. Carismático, protagonizou as resistências militares à demarcação contínua da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, mas apóia a Estratégia Nacional de Defesa.

 

A principal divergência dos militares com Jobim está no item 7 da Estratégia Nacional de Defesa, que supostamente reduz o poder dos comandantes das três Forças. A indicação do chefe do Estado-Maior Conjunto ficará a cargo do ministro da Defesa, o que na prática o transforma numa espécie de ministro-adjunto, acima dos demais colegas. A criação de comandos regionais conjuntos reforçariam ainda mais o poder do Ministério da Defesa. Finalmente, a autonomia financeira dos comandos militares ficará restrita às despesas de custeio. Os investimentos seriam definidos pelo Ministério da Fazenda, que aprovaria os projetos de acordo com as prioridades do Plano Nacional de Defesa. A aquisição de novos equipamentos passaria a ser feita pela Secretaria de Compras do Ministério da Defesa, cargo ocupado por civis. Com a crise econômica, o orçamento militar já sofreu contingenciamento, embora o governo não pretenda sustar investimentos de grande monta, como a construção do submarino nuclear e a aquisição de aviões de caça de última geração para a Força Aérea. Essas duas prioridades, por exemplo, drenam recursos que em outras circunstâncias iriam para o Exército, cujo efetivo de recrutas acaba de ser reduzido por Jobim de 80 para 40 mil homens.

 

LINHA DE COMANDO

 

Hoje, pelo menos três generais são principais protagonistas dos debates entre as Forças Armadas e o ministro da Defesa, Nelson Jobim. São eles:

 

Luiz Cesário da Silveira Filho — Um dos últimos da linha dura, foi transferido para a reserva e continua gerando polêmica com Jobim.

 

Santa Rosa — Um dos poucos da linha dura que continua na ativa, mas que poderá ser um dos próximos a se aposentar.

 

Heleno Augusto — Joga em duas posições: prestigia os colegas, mas sem atingir Jobim. Além de tudo é considerado conciliador.

 

Análise da notícia

 

Comemoração diminui

 

O 45º aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964 mostrou que poucos militares ainda comemoram a data. A cada dia a revolução, como os militares consideram o episódio, deixa de ser motivo de júbilo dos oficiais graduados para se tornar apenas um momento da história do Brasil. Este ano, por exemplo, apenas o Clube Militar, formado por generais da reserva, fez solenidades lembrando o golpe. Com a ida de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa, acabaram as antigas ordens do dia, que eram lidas para as tropas em formatura solene. A diminuição das comemorações justifica-se pela aposentadoria de vários generais, que são os mesmos que lideravam uma corrente dentro do Ministério da Defesa contrária à ida de um civil para a chefia da pasta. Só este ano, dois deles deixaram a caserna: Luiz Cesário Silveira Filho e Paulo César Cunha, que entrou para a reserva no mesmo dia em que o golpe militar completou 45 anos. (Edson Luiz)

Sai o cacique da Amazônia... Para assumir a burocracia em Brasília

Sai o cacique da Amazônia... Para assumir a burocracia em Brasília

José Maria dos Santos - 11/3/2009 - 23h45

http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?canal=38&materia=12686

O General Augusto Heleno Ribeiro Pereira (esq.) acaba de ser transferido do Comando da Amazônia para o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, sediado em Brasília. Ele desmente a suspeita de motivações políticas na medida.

Aos 61 anos, faltando apenas dois para entrar na reserva, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira acaba de ser transferido do Comando da Amazônia para o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, sediado em Brasília. Ele desmente a suspeita de motivações políticas na medida, mas reafirma nesta entrevista a necessidade de o País lançar um olhar mais atento para a região.

Diário do Comércio - O senhor, como chefe do Comando da Amazônia, levantou no ano passado importante debate sobre problemas essenciais da região, inclusive a polêmica demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol, com críticas à política indigenista oficial, que teve grande repercussão. A transferência para um posto em Brasília teria a ver com essas manifestações?

General Augusto Heleno - A transferência faz parte dos movimentos naturais dentro do Exército. Já são dois anos de Amazônia. No entanto, quero ressaltar que a Reserva Raposa do Sol é apenas uma das preocupações. Nossa preocupação principal é uma presença maior do Estado Brasileiro na Amazônia. Não que não tenham ocorrido ações nesse sentido. Mas no nosso entender foram em um grau modesto. Elas deveriam ser mais freqüentes, mais intensas e de maior vulto.

DC - Quais são as bases de informações que justificam esse pleito?

General Heleno - Além de estudos variados, temos nossa própria experiência e também depoimentos de gente do IBAMA, Polícia Federal, Receita Federal e Funai. Essas pessoas se queixam da falta de efetivos. A região tem dimensões continentais e há grande dificuldade de transporte e de comunicação. Esta situação favorece variados ilícitos transnacionais em prejuízo do Brasil.

DC - É público e notório que temos sérios problemas com o narcotráfico, com o contrabando...

General Heleno - Estes são realmente os ilícitos mais sérios. Talvez a população brasileira não tenha noção exata da dimensão dessa ameaça em razão do isolamento da região. Nós temos 11.500 km de fronteira. Os Estados Unidos têm apenas 3 mil km de fronteira com o México e apesar dos modernos recursos que possuem, sofrem invasões constantes. Por esse dado, podemos imaginar o que acontece conosco. Acresce que temos 22 mil km de rios navegáveis, utilizados pelos criminosos transnacionais, eventualmente com auxílio de habitantes locais. A vulnerabilidade então é grande.

DC - Esse apoio de moradores ao qual o senhor se refere levanta a velha questão da segurança na região. Como o senhor vê o problema?

General Heleno - Nos últimos 22 anos, o Exército fixou mais de 20 mil militares na Amazônia, sem que tenha aumentado o efetivo. Três brigadas – duas do Rio e outra do Rio Grande do Sul – foram transferidas para cá. Mas é importante dizer que os defensores da Amazônia devem ser os próprios amazônidas, os habitantes da região, no sentido de não serem cooptados pelos criminosos transnacionais. Daí a importância da promoção da saúde, da educação e das oportunidades de crescimento junto a essa população.

DC - O senhor acha que falta uma espécie de plano diretor para a Amazônia?

General Heleno - Existem programas para a ocupação e desenvolvimento da Amazônia. Mas a minha experiência demonstrou que falta trabalhar as especificidades nesse manejo. A Amazônia da foz do rio nada tem a ver com o sul do Pará, que nada tem a ver com a área conhecida como "Cabeça de Cachorro". Vou dar um exemplo tomando a preservação da floresta como referência. A Amazônia Oriental está desmatada, enquanto a Ocidental está preservada. A Oriental já tem uma rede de rodovias e de estradas vicinais; a ocidental tem ligações extremamente precárias. Cada situação exige políticas próprias, específicas.

DC - E os índios? Como o senhor os vê dentro de um programa de desenvolvimento sustentável da Amazônia?

General Heleno - Os índios da região devem ter a melhor perspectiva de vida possível. Até porque são brasileiros índios; 80% do efetivo do Exército na Amazônia tem origem indígena. Temos batalhões inteiros formados por índios. O V Batalhão de Infantaria da Selva tem 23 etnias e ali, fora oficiais e sargentos, todos são índios. O prefeito da cidade de São Gabriel da Cachoeira, no sul do Amazonas, é índio.

Do Comando Militar da Amazônia para o Departamento de Ciência e Tecnologia

Por Carlos Ossamu

O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o militar brasileiro hoje com maior experiência em combate, tem pela frente um novo desafio: deixar o fuzil de lado e armar-se de um caneta. O general foi transferido do Comando Militar da Amazônia (CMA) para um cargo burocrático no Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, em Brasília. Aparentemente (veja entrevista acima), os motivos foram as diversas críticas que o militar vem fazendo à política indigenista do governo Lula, em particular à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU com voto favorável do Brasil.

O general Augusto Heleno assumiu o comando do CMA no dia 7 de julho de 2007. O seu currículo é longo. Graduou-se pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) como oficial de cavalaria, em 1969. Quando coronel foi adjunto da Casa Militar da Presidência da República; comandante da Escola Preparatória de Cadetes do Exército e Adido Militar na Embaixada do Brasil, na França e na Bélgica. Como oficial general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada do Centro de Capacitação Física do Exército e chefe do Centro de Comunicação Social do Exército. Ganhou notoriedade por ser o primeiro comandante, por um ano e três meses, da Força da Paz da Minustah, no Haiti. Antes de ser nomeado comandante Militar da Amazônia, desempenhava a função de chefe do gabinete do Comandante do Exército.

Dentre as condecorações que possui, destacam-se: Medalha da Ordem do Mérito Militar - Grande Oficial; Medalha da Ordem do Rio Branco - Grande Oficial; Medalha da Ordem Mérito Judiciário Militar Distinção; Medalha Militar de Ouro como Passador de Platina; Medalha do Pacificador; Medalha do Mérito Naval; Medalha do Mérito Aeronáutico; Medalha Marechal Hermes de Prata Dourada; Medalha da Ordem do Mérito da Forças Armadas-Cavaleiro; Medalha da Ordem da Defesa-Comendador.

No ano passado, durante o seminário "Brasil, Ameaças à Sua Soberania”, realizado no Clube Militar do Rio de Janeiro, o general afirmou que a política indigenista brasileira está na contramão da sociedade, conduzida à luz de pessoas e ONGs estrangeiras. O general também criticou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU com voto favorável do Brasil, que garante aos índios a posse e o controle autônomo de territórios por eles ocupados. "Segundo essa disposição, se um chefe ianomâmi resolver proclamar-se imperador, já que pode escolher o regime político, vamos ter de acatar sua decisão", ironizou o general, na ocasião.

Essa declaração foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 13 de setembro de 2007 sem a aprovação de alguns países, entre eles os EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Alguns se abstiveram, como Colômbia e Argentina, mas o Brasil deu voto favorável. Por aqui, essa declaração ainda precisa ser ratificada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O texto prevê que os povos indígenas têm direito à livre determinação, à autonomia e ao autogoverno; que toda a pessoa indígena tem direito a uma nacionalidade, que não necessariamente a brasileira; que os povos indígenas têm direito a uma comunidade ou uma nação indígena.

Segundo o general Augusto Heleno, a declaração diz que os povos indígenas têm o direito de possuir, utilizar, desenvolver e controlar terras, territórios e recursos naturais, que não são mais do Estado brasileiro, e sim das comunidades indígenas, da nação indígena. São delas o solo, o subsolo e no futuro até o ar, pois se diz recursos, sem definir quais são.

A situação fica mais preocupante ao se olhar alguns números: 12% do território brasileiro pertence à comunidade indígena nacional, que representa apenas 0,2% da população brasileira; e 83% dessas terras estão nos Estados amazônicos.

Quase 22% do Estado do Amazonas são terras indígenas, quase 20% do Pará e 47% de Roraima também são ocupadas por reservas indígenas. A região da Amazônia é o maior banco genético do planeta, possui uma imensa biodiversidade, abriga 1/5 da disponibilidade da água, 1/3 das florestas e tem uma imensa riqueza em seu subsolo. Além disso, tem como característica o imenso vazio demográfico, com algumas regiões apresentando de zero a um habitante por quilômetro quadrado.

Com a demarcação contínua de terras indígenas, onde só é possível entrar com autorização, esse problema permanecerá, com especial preocupação para áreas que fazem divisas com outros países.

O maior exemplo é a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, na fronteira com a Venezuela e a Guiana, uma área de 1,78 milhões de hectares – 12 cidades de São Paulo cabem nesta área – para em torno de 15 mil índios.

"As terras indígenas nas faixas de fronteira, se não forem convenientemente tratadas, poderão representar um risco para a soberania nacional. Estamos cada vez mais aumentando a extensão de terras indígenas na faixa de fronteira", disse o general.

Para ele, há indícios de que algumas ONGs estão por trás da questão indígena, pois muitos índios não têm condições de formular reivindicações que fazem.

No Brasil, estima-se que estejam atuando mais de 280 mil ONGs, das quais 100 mil na Amazônia. Não há controle sobre as atividades dessas organizações e nem se sabe de onde elas recebem recursos para sobreviverem.

RAPOSA SERRA DO SOL - Ai dos vencidos!

Ai dos vencidos!

http://gpsdoagronegocio.blogspot.com/2009/03/vae-victis.html

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

No ano 390 a.C., o rei Breno dos gauleses atacou e venceu o exército romano em Allia, e, em seguida, saqueou Roma. E tripudiando sobre os derrotados teria exclamado: Vae victis, isto é, ai dos vencidos!

Hoje, no Brasil, 2.399 anos depois, o aparelhamento estatal que concede todas as regalias aos subversivos do MST e congêneres atacou os produtores de arroz da Raposa/Serra do Sol, em Roraima, e os esmagou. E imitando o legendário rei gaulês, o governo tripudia igualmente sobre os derrotados e repete o escárnio do Vae victis sobre eles.

Com efeito, veja, julgue e tire suas conclusões caro leitor: O IBAMA afirma ter detectado 8.578 hectares de terras usadas ilegalmente pelos arrozeiros (já derrotados) e acaba de lhes aplicar uma multa de R$ 42 milhões por explorar áreas não licenciadas e de proteção ambiental.... Apenas a fazenda de Paulo César Quartiero, o líder dos arrozeiros, recebeu R$ 21 milhões de multa, por enquanto...

A única saída agora é me prenderem, para eu comer [arroz] às custas do governo, disse um vencido plantador de arroz.

Convenhamos... É demais para um coração brasileiro!!!

Diante de tamanho escárnio, é aguardar que Deus faça a sua justiça sobre os tripudiadores de hoje e lhes apostrofe amanhã com as palavras de vida eterna: Vae victis!!!

Família centenária desocupa Lago Caracaranã

fonte. folhabv.com.br

folhabv.com.br

WILLAME SOUSA 


O lago era um dos principais pontos turísticos de Roraima

 

Seis sacos com areia e algumas garrafas pet com água foram os únicos objetos que Joaquim Correia de Melo, 86, pediu para trazer para Boa Vista, ao sair pela última vez, anteontem, do Lago Caracaranã, município de Normandia, na terra indígena Raposa Serra do Sol. As lembranças de uma vida inteira também vieram com o homem que nasceu, criou-se e construiu uma vida na propriedade rural voltada para o turismo, que por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) agora será definitivamente entregue aos índios.

 

Melo completará, em 14 de maio, 86 anos. No entanto, a data não será celebrada na fazenda, como o foi por diversas vezes. Apaixonado pelo lugar, uma região bonita e explorada turisticamente, este cidadão deixou para trás, por volta das 15h de sábado, parte de uma história que começou a ser construída há mais de um século, pelos seus pais. Cansado de lutar pela posse da terra, ele não quis esperar até 30 de abril, data estipulada pelo STF para os não-índios deixarem a terra indígena.

 

O antigo proprietário também fez questão de desmontar a capela em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também com mais de um século de existência. As imagens foram retiradas, uma a uma, e trazidas para a Capital, onde ficarão na casa de uma de suas filhas, até que ele decida onde vai morar, a partir de agora.

 

As portas da casa foram chaveadas, a porteira foi fechada e os três caminhões com cadeiras, mesas e demais móveis centenários e pertences pessoais partiram rumo a Boa Vista, no entanto, Melo não pôde ver a partida dos únicos bens que retirou do local. Os familiares queriam preservá-lo e, por isso, o trouxeram antes. Primeiro Melo seguiu para a fazenda de uma filha, no município do Cantá, e, por fim, chegou, ontem, a Boa Vista. Agora, o próximo passo é uma adaptação ao calor que, conforme a afilhada Telina Coelho, ele não suporta, além de não gostar da vida em Boa Vista.

 

A casa da fazenda, um galpão, um bar, um restaurante, cerca de nove chalés e outras benfeitorias ficaram para trás. O corpo da mãe de Melo também ficou enterrado na reserva, uma tristeza para o filho que não poderá mais visitar seu túmulo.

 

“Ele está muito triste, mas demonstra força, pois é o esteio da família e não se abate fácil”, conta. Joaquim Melo é viúvo há cerca de quatro anos, tem cinco filhos, muitos netos, bisnetos e tataranetos. Segundo ela, o padrinho decidiu sair antes do fim do prazo seguindo um dos seus mais rigorosos ensinamentos transmitidos aos filhos: a obediência. “Desde a decisão final do STF, no último dia 19, ele não recebeu mais turistas que iam tomar banho no Lago”, informa.

 

CHAVES - A afilhada teme agora pela saúde do padrinho e não sabe como a vida dele seguirá depois da despedida da terra, que há mais de cem anos era ocupada pela família Correia Melo. Contudo, ainda resta um procedimento final para sacramentar a saída do Lago. As chaves da propriedade ainda serão entregues à Fundação Nacional do Índio (Funai). O dia e horário ainda serão definidos pela família, mas a previsão é que ocorra nesta quarta-feira. Quanto à indenização, Telina diz que o valor está depositado em juízo, contudo, Melo nunca quis sacar, pois sempre relutou em deixar as terras e benfeitorias.

 

Antes de deixar o lago, familiares pediram para incendiar as benfeitorias construídas na propriedade, mas Melo não aceitou. Ele confiou o local a um casal indígena que há anos trabalhava no local. “Ele não guarda rancor contra os índios. Ao contrário, tem uma relação muito boa com os índios da Sociedade dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur)”, relata.

 

A Folha tentou conversar ontem com Joaquim Melo, mas a família preferiu atender à sua vontade. Ele estava cansado e, em virtude dos últimos acontecimentos, preferiu não falar com jornalistas. Ele também não decidiu se vai morar em Boa Vista. A fazenda no Cantá é uma alternativa, uma vez que ele não gosta da cidade. A única certeza é que para onde for, levará consigo as garrafas com a água do lago e os sacos cheios da areia branca da praia. “Ele disse que a água é para recordar do lago e a areia, para levar dentro de seu caixão”, contou Telina.

O FIM DE UMA FARSA QUE DUROU 10 ANOS: JUSTIÇA ABSOLVE COMANDANTES DA PRIVATIZAÇÃO E PUXA A ORELHA DOS PETISTAS

O FIM DE UMA FARSA QUE DUROU 10 ANOS: JUSTIÇA ABSOLVE COMANDANTES DA PRIVATIZAÇÃO E PUXA A ORELHA DOS PETISTAS

Reinaldo Azevedo

Quinta-feira, Março 12, 2009

A República do grampo — a teia dos canalhas que não nos permite hoje pedir por telefone uma pizza “com bastante orégano” sem que explicitemos, ao terceiro ouvido, que o orégano é mesmo aquele condimento, não a erva do diabo — tem o seu marco zero midiático: as escutas telefônicas ilegais que buscaram melar a privatização da Telebras e jogar no lixo a reputação de gente honesta, de gente decente, de gente que atuou em benefício dos brasileiros — e, pois, do Brasil.

Os benefícios da privatização da Telebras são de todos conhecidos. O Brasil era um Sudão telefônico; tem hoje um dos sistemas mais avançados do mundo. A privatização e o mercado levaram democracia aos lares.

HOUVE PRIVATIZAÇÃO MESMO, NÃO PRIVATARIA.

No pé deste texto, segue trecho de reportagem de Juliano Basile, do Valor Econômico, com detalhes do caso. A sentença é particularmente esclarecedora no caso de Luiz Carlos Mendonça de Barros. O juiz foi explícito. De posse de todas as ditas provas apresentadas pelos acusadores do PT, o magistrado não teve dúvida: Mendonça de Barros atuou PARA PROMOVER A CONCORRÊNCIA E ELEVAR O PREÇO DO BEM PÚBLICO, CUMPRINDO A SUA FUNÇÃO, NÃO O CONTRÁRIO. E assim atuaram todos os outros envolvidos.

Mais ainda: o juiz Moacir Ferreira Ramos dá um puxão de orelhas nos petistas que entraram com a ação, liderados pelo agora senador Aloizio Mercadante e pelo presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini. Escreve ele: “Penso ser importante enfatizar que esta ação foi promovida em decorrência de representação feita por alguns políticos que, à época das privatizações do setor de telefonia, ostentavam notória oposição ao governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que então administrava o país (...) Ora, se havia a preocupação com a apuração destes fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual, ao qual têm dado suporte, para que fosse feita, a fundo, a investigação dessas denúncias - sérias, enfatize-se - que apontaram na representação?”.

DEZ ANOS!!!

DEZ ANOS SUBMETIDOS AO CORREDOR POLONÊS!!!

DEZ ANOS DE ACUSAÇÕES E SUSPEIÇÕES INFUNDADAS!!!

Que destaque merecerá a sentença na grande imprensa?

O trecho da sentença acima transcrito termina com uma indagação: por que, então, aqueles que fizeram as acusações, uma vez no poder, não foram a fundo nas supostas irregularidades?

Dou a resposta que o magistrado não poderia dar nem que quisesse: porque tudo não passava de mera luta política, de mera disputa pelo poder. Não havia, como restou provado, irregularidade nenhuma. É que os petistas jamais reconheceram e ainda não reconhecem limites na sua atuação. O vale-tudo é parte do seu DNA político.

Ademais, vamos convir: de politização da telefonia, o PT entende, não é mesmo? Imaginem se Mendonça de Barros ou qualquer outro tivessem mudado a legislação do setor com o fito único de beneficiar uma só empresa; imaginem se os tucanos tivessem MUDADO UMA LEI PARA TORNAR LEGAL UMA OPERAÇÃO ILEGAL DE COMPRA JÁ REALIZADA.

Foi o que Lula fez ao mudar o texto legal para LEGALIZAR a compra da Brasil Telecom pela Oi. A ação dos agentes da privatização buscava, como agora está provado, valorizar as ações da Telebras dentro dos marcos legais da privatização.

ERA UM NEGÓCIO FEITO DE ACORDO COM AS LEIS. COM O PETISMO É DIFERENTE: AS LEIS SÃO FEITAS DE ACORDO COM OS NEGÓCIOS.

ESTE É O PT: NATURALIZA COMO COISA LEGÍTIMA OS PRÓPRIOS ESCÂNDALOS E ESCANDALIZA AS AÇÕES LEGAIS DOS ADVERSÁRIOS. EMBORA TARDE, A VERDADE VEIO À TONA. COMO ELA VIRÁ UM DIA, REVELANDO A REAL FACE DO GOVERNO LULA.

QUE NÃO SEJA TARDE DEMAIS!

Segue texto do Valor:

A Justiça Federal absolveu integrantes do alto escalão do governo Fernando Henrique Cardoso da acusação de terem privilegiado o Banco Opportunity e outras empresas durante o leilão de venda da Telebrás, em julho de 1998. A decisão foi tomada pelo juiz titular da 17ª Vara Federal de Brasília, Moacir Ferreira Ramos, no último dia 4, dez anos depois do início da tramitação do processo.

O caso envolveu a suposta concessão de privilégios do Ministério das Comunicações, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a participantes do leilão de privatização. Então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros foi acusado de utilizar sua influência para que fundos de pensão, como a Previ e a Funcef, e seguradoras ligadas ao Banco do Brasil investissem no consórcio Telemar. Dois ex-presidentes do BNDES (André Lara Rezende e José Pio Borges) também figuram como réus na ação, assim como o ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro. O BNDES foi acusado de fornecer empréstimo de quase meio bilhão de reais para três empresas que participaram da venda da Telebrás: a construtora Andrade Gutierrez, a Macal Investimento e Participações e a Inepar Indústria e Construções.

Todos foram inocentados pela Justiça. A conclusão é que eles não atuaram para interferir na concorrência de modo a favorecer alguns participantes do leilão. Segundo o juiz aconteceu justamente o contrário: eles teriam é viabilizado o certame. As empresas também não sofreram qualquer advertência por parte do juiz. “Foi uma luta de dez anos, mas conseguimos comprovar que foi um processo isento e competitivo”, afirmou o advogado Alexandre Wald, que atuou para várias empresas citadas no processo.

O juiz Ramos fundamentou a sua conclusão num parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) que analisou as denúncias de interferência no leilão da Telebrás. Esse parecer concluiu que os atos praticados pelos réus “não resultaram em dano ao Erário posto que não restringiram o caráter competitivo da licitação e tampouco a isonomia do certame”.

Há trechos do relatório do TCU que eximem explicitamente Mendonça de Barros de qualquer culpa. O ministro sofreu a ação de escutas telefônicas durante o leilão, fato que fez com que ele fosse convocado para dar explicações no Senado e contribuiu para a sua saída do governo. O TCU concluiu que a atuação de Mendonça de Barros teve o objetivo de “favorecer, e não frustrar, a competição no leilão da Tele Norte Leste (que, depois, passou a se chamar Telemar e, hoje é a Oi)”.

Já os integrantes do PT que entraram com representação para que o Ministério Público ingressasse com a ação - uma lista encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini - tomaram um puxão de orelha do juiz. Ele considerou que os integrantes do PT poderiam ter contribuído com as investigações quando o partido assumiu o governo, em 2003. Mas isso não aconteceu. Assim, houve uma dificuldade em produzir novas provas no caso e, daí, a sentença pela improcedência das acusações.

“Penso ser importante enfatizar que esta ação foi promovida em decorrência de representação feita por alguns políticos que, à época das privatizações do setor de telefonia, ostentavam notória oposição ao governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que então administrava o país”, escreveu o juiz. Ele citou nominalmente: Mercadante, Berzoini, Vicente de Paula da Silva (deputado pelo PT-SP) e João Vaccari Neto (filiado ao PT e presidente do Sindicato dos Bancários). “Sobreveio o governo do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva”, continuou o juiz. “Ora, se havia a preocupação com a apuração destes fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual, ao qual têm dado suporte, para que fosse feita, a fundo, a investigação dessas denúncias - sérias, enfatize-se - que apontaram na representação?”, questionou o juiz.

Para ler a íntegra da sentença, clique aqui

TRAFICANTE APARECE EM LISTA DA FORBES

Traficante aparece em lista da "Forbes"                                                                                     

BRASIL ACIMA DE TUDO - 13 de março de 2009

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6275&Itemid=221

(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090313/not_imp338139,0.php

 

OS BRASILEIROS NA LISTA

NOMES

US$ - bilhões

NO RANKING

Eike Batista

7,5

61.º

Joseph Safra

7

62.º

Jorge Paulo Lemann

5,4

92.º

Aloysio de Andrade Faria

3,1

196.º

Dorothea Steinbruch e família

3

205.ª

Antonio Ermirio de Moraes e família

2,8

224.º

Marcel Hermann Telles

2,4

285.º

Moise Safra

2,1

318.º

Carlos Alberto Sicupira

2,1

318.º

Abilio dos Santos Diniz

1,5

468.º

Guilherme Peirão Leal

1,2

601.º

Antonio Luiz Seabra

1,2

601.º

Julio Bozano

1,1

647.º


Mr. Da Silva deve estar muito orgulhoso com as privilegiadas posições dos amigos Joseph e Moise.


Inclusão de "El Chapo" no ranking das maiores fortunas irrita México

 

AFP e AP, CIDADE DO MÉXICO (*)

 

A inclusão do mais procurado narcotraficante mexicano na lista das pessoas mais ricas do mundo da revista americana Forbes irritou ontem o governo mexicano.


Joaquín Guzmán, o chefão do poderoso Cartel de Sinaloa, aparece no 701º lugar do ranking da revista, com uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão.


"Agora até as revistas não só se dedicam a atacar, a mentir sobre a situação no México, mas também a exaltar criminosos, no que aqui consideramos um crime: a apologia à criminalidade", queixou-se o presidente mexicano, Felipe Calderón.


Em resposta, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Robert Wood, negou que houvesse uma campanha contra o governo mexicano. "Temos preocupações com a violência na fronteira. Mas o governo do México já está tomando medidas para deter essa violência", disse Wood.


O governo americano oferece uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Guzmán, também conhecido como El Chapo ("O Baixinho"). Ele está foragido desde 2001, quando escapou de uma prisão de segurança máxima escondido num carrinho de lavanderia, dias antes de ser extraditado para os EUA.

"Em 2008, traficantes mexicanos e colombianos "lavaram" entre US$ 18 bilhões e US$ 39 bilhões, obtidos em carregamentos (de droga) enviados para os EUA", diz a Forbes. "Acredita-se que tenham passado pelas mãos de El Chapo algo entre um terço e a metade dessa quantia nos últimos oito anos."

Guzmán não é o primeiro narcotraficante a ser incluído na lista da Forbes. Em 1989, o colombiano Pablo Escobar foi apontado como o 7º homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 25 bilhões.

GUERRA ÀS DROGAS


No ano passado, o número de mortos no México em conflitos entre narcotraficantes e tiroteios com a polícia foi de 5.400, o dobro do registrado em 2007. O aumento da violência relacionada aos cartéis da droga alimentou nos EUA o medo do contágio.


Em fevereiro, o governo americano anunciou que 755 pessoas foram presas e mais de 20 toneladas de drogas, apreendidas em 21 meses, numa operação para frear as operações do Cartel de Sinaloa em seu território.


Pouco antes, um relatório do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA havia defendido que, por causa do tráfico, o México deveria ser monitorado juntamente com o Paquistão - qualificando os dois países de "Estados falidos e à beira do colapso". O relatório irritou Calderón.

Ao assumir o poder, em 2006, o presidente mexicano pôs em marcha um ambicioso projeto de combate ao narcotráfico enviando 45 mil homens para Estados onde a situação é crítica. Segundo sua versão, a violência é o efeito colateral dessa ação contra os cartéis.

O FIM DO ESTADO-BABÁ

O FIM DO ESTADO-BABÁ

Nivaldo Cordeiro

Economista e empresário livreiro

22.03.2009

Mídia sem Máscara

Artigos - Economia

 

A crise econômica veio acabar com tudo isso. A Era do Estado Total chegou à exaustão. A presente situação não pode ser mantida e a volta à normalidade exigirá o restabelecimento do Direito Natural como o entendiam os teóricos clássicos do liberalismo. “Eu vos digo: de toda palavra vã que se proferir há de se prestar conta, no dia do juízo. Por causa das tuas palavras serás considerado justo; e por causa das tuas palavras serás condenado”. Mateus, 12, 36-37.  A imprensa internacional informou: a França ontem (19/03) foi paralisada por greves e manifestações contra a crise mundial, a segunda em menos de dois meses. Mais de três milhões de pessoas marcharam pelas ruas gritando slogans conta o capitalismo.  O primeiro-ministro francês, François Fillon, declarou que o “governo tem que ser responsável”, como se precisasse fazê-lo, enfatizando que o déficit da França dobrou com o conjunto de pacotes anti-crise e não há como o Estado fazer mais.

 

Caro leitor, essas manifestações na França são o prelúdio do que está por vir. A terra de Flaubert é sempre a primigênia quando se trata de fazer a rebelião das massas e quero comentar esse momento importante. Veja que ainda estamos nos albores da crise, cujo epicentro está nos EUA e a mobilização das massas já começou a acontecer de forma maciça do outro lado do Atlântico. O que esperar daqui a seis meses, com o aprofundamento inevitável da crise? A mobilização permanente, e não apenas na França, mas em todos os países. O processo produtivo, já anêmico com os efeitos naturais da crise, poderá ser desorganizado pelas paralisações freqüentes e irracionais provocadas pelos líderes sindicais populistas e pelos partidos revolucionários, sempre a postos para tirar proveito da situação, sempre vista na ótica do quanto pior, melhor.

 

É necessário sublinhar a estupidez dos manifestantes, ao atribuir ao capitalismo de per si a causa última da crise. Quem tem acompanhado o que eu escrevo está bem informado e sabe que a raiz da crise não é o livre mercado, mas o próprio Estado. Tenho demonstrado que a exorbitância estatal e o surgimento do chamado capitalismo de fundo de pensão (Peter Drucker) são as causas da crise, de tal forma que o sistema de livre empresa está sendo praticamente destruído. É essa a origem de tudo. Para piorar, as políticas econômicas de praticamente todos os Estados são de corte keynesiano, de sorte que tendem a aprofundar e a agravar os desequilíbrios econômicos. A crise foi levada ao paroxismo precisamente pela insana tentativa de se tentar superar seus efeitos sem tocar nas causas (a exorbitância do Estado), basicamente usando os instrumentos da emissão de moeda e da ampliação da dívida pública.

 

O fato é que as massas marcharam na França contra a ameaça do fim do privilégio de se trabalhar pouco ou nada, em um sistema de remuneração do ócio que contraria a lei natural. E mais todos os falsos e insustentáveis direitos à Saúde, Educação, Habitação e Aposentadoria. Esse sistema de privilégios pôde se manter enquanto a massa de desocupados remunerados era relativamente pequena em relação ao total daqueles que trabalhavam para pagar a conta. A generalização de “direitos” (na verdade, de privilégios contra pagadores de impostos) levou o sistema à bancarrota. O Estado não tem poderes para debelar a crise e não tem meios de manter os privilégios indignos usufruídos pelas massas desocupadas.

 

A crise econômica veio acabar com tudo isso. A Era do Estado Total chegou à exaustão. A presente situação não pode ser mantida e a volta à normalidade exigirá o restabelecimento do Direito Natural como o entendiam os teóricos clássicos do liberalismo. Lembremos que os tais direitos humanos que esses teóricos defendiam, embora teoricamente errados em face da boa ciência política aristotélico-tomista, jamais podem ser confundidos com as aberrações que foram feitas em seu nome desde o século XX. Os direitos humanos de que falavam os liberais clássicos eram basicamente o direito à vida, á liberdade e à propriedade, ou seja, um limite claro para que o Leviatã estatal não invadisse a esfera privada. Portanto, esses direitos eram limitadores da exorbitância natural do poder de Estado.

 

No século passado esse conceito de Direito Natural foi prostituído, de sorte que foram multiplicados. A contrapartida desses novos direitos não foi a diminuição do poder de Estado, como ocorreu originalmente no século XVIII, mas o seu agigantamento, pressupondo que os capitalistas, os ricos e a classe média, deveriam ser os pagadores da conta dos privilégios das massas bestificadas. A nova classe política dirigente que emergiu, como Obama e Lula, é composta de exemplares acabados de aduladores dessa massa faminta de privilégios. A generalização do sufrágio universal facilitou a vida desses populistas irresponsáveis. Vivemos a plena rebelião das massas.

 

O mundo está em perigo. A cada estágio de agravamento da crise veremos mais e mais multidões nas ruas, a bradar contra o capitalismo. Mais greves para manter privilégios que não poderão ser mantidos. Os desempregados serão multiplicados aos milhões, em todo o mundo. Essa multidão não sabe o que diz, não tem descortino algum da realidade, vive mergulhada na Segunda Realidade. Como zumbis, repetirão os chavões dos revolucionários inescrupulosos. Uma explosão de violência caótica é perfeitamente previsível e a chegada ao poder de líderes carismáticos e messiânicos, bradando contra o livre mercado, é fato ainda mais esperado. Não podemos nos esquecer do que houve com a Alemanha em 1933 e na Rússia em 1917.

 

Quem viver verá.

 

COMENTÁRIO DE UM LEITOR:

Do excelente artigo do excelente Nivaldo destaco a frase: “A nova classe política dirigente que emergiu, como Obama e Lula, é composta de exemplares acabados de aduladores dessa massa faminta de privilégios. A generalização do sufrágio universal facilitou a vida desses populistas irresponsáveis. Vivemos a plena rebelião das massas”. Esta frase resume tudo. O problema é que a França - como de resto toda a Europa e o mundo - foi salva duas vezes pelos Estados Unidos da sanha alemã. Só que desta vez o Tio Sam parece não ter disposição e nem recursos para salvar a França e a Europa novamente porque estão muito ocupados em se auto-salvar da enrascada em que se meteram. Concordo com Nivaldo: "Quem viver, verá”... Muito sangue... Destruição... Morte... Quem escapar verá. Será o processo natural de evolução onde apenas os bons escaparão e continuarão o processo.

 

Otacilio Guimarães

 

ANTES DESTE ARTIGO ACIMA, NIVALDO CORDEIRO JÁ HAVIA ESCRITO OUTRO, CHAMANDO A ATENÇÃO SOBRE A QUESTÃO DA FALSIDADE DE SE COLOCAR A CULPA DA CRISE NA INICIATIVA PRIVADA E NÃO NO INTERVENCIONISMO CRESCENTE E INSPORTÁVEL DO ESTADO "PAI, MÃE, DOADOR, PROVEDOR ETC."

 

O TRIUNFO DO ESTADO TOTAL

Fonte do artigo: http://www.nivaldocordeiro.net/

16/10/2008

Meu caro leitor, a conseqüência mais inesperada e importante da catastrófica crise que se instalou nas economias ditas ricas (merecem esse qualificativo porque viviam a crédito, dinheiro falso, não eram tão ricas assim) é separar o trigo do joio ideológico. Está muito claro que a raiz da crise é a exorbitância do Estado. O Estado gastou demais, incentivou o surgimento de créditos “podres”, gerou déficits orçamentários inadministráveis, o mesmo se dando no balanço de pagamentos. Todos os desequilíbrios agora aflorados são de responsabilidade exclusiva do Estado.

Mais especificamente: todos os desequilíbrios originam-se de políticas estatais de inspiração socialista. Então atribuir ao mercado – ou, pela variante, à ausência de regulação estatal sobre o mercado – a origem da crise é simples mentira, falsificação dos fatos. Mas é isso que eu tenho lido nos artigos daqueles que professam a fé socialista: que a crise é uma crise do mercado, do neoliberalismo.

O que mais me espanta não é que os defensores das doutrinas socialistas continuem na sua crença infernal. Quem adora Satanás por escolha que o faça! E o fazem, eles que controlam a maioria dos governos pelo mundo. A reação foi instantânea: para se combater os males causados pelo Estado receitam maior agigantamento da Besta. E tome estatizar bancos, emitir moeda, regular tudo. Mais do mesmo. Vale o bordão: é apagar fogo com gasolina. A conseqüência é que vivemos no momento o mais alto grau de estatização fora daquela verificada nas economias centralmente planificadas de toda a História.

O que me espanta mesmo é ver liberais doutrinários, de boa fé, receitando e aceitando esse crescimento da Besta estatal, como se ele fosse solução para os males do mundo. Configura-se um trágico engano, não apenas ideológico, mas científico. A ciência econômica tem a sua utilidade e a principal é demonstrar a superioridade da economia de mercado sobre as economias socialistas. Outra, não menos importante, é demonstrar que confiar no agigantamento Estado é trilhar caminho da servidão, que bem sabemos onde vai dar: no totalitarismo.

A crise vai cobrar seu preço em empresas falidas, em empregos destruídos, em desordem política e social, em algum grau. Faça o que fizer a besta estatal não escaparemos à purgação. Agora, na ilusão de que o Estado teria o poder de eliminar essa “destruição criadora”, permitir que a Besta cresça e esmague os indivíduos é mais do que cegueira, é suicídio. Vimos que o crescimento do Estado é secularmente irreversível, como bem o demonstra a participação da carga tributária no PIB.

A atitude certa agora é aceitar os fatos. Quem quebrar, quebrou, como fazemos quando acorre o falecimento de alguém querido: quem morreu, morreu. É fato irreversível. O Estado não tem o poder da ressurreição econômica, como não tem o poder de fazer nenhum defunto retornar à vida. Essa é a grande mentira socialista que engana as multidões, mas que não deveria enganar aqueles que tiveram a luz da ciência econômica. O Estado só tem o poder de gerar injustiça, ao custo de roubar os que trabalham.

Até o momento a vitória ideológica dos partidários do socialismo – os sacerdotes da Besta – foi total. A quantidade de pessoas que percebem a realidade como ela é, a de que o Estado é o grande perigo, na verdade o único grande perigo para a humanidade é cada vez menor. O caminho da servidão está pavimentado, em uma ida sem volta, em escala mundial. Não é só nos aspectos econômicos que os tempos atuais lembram os anos Trinta: é também na subserviência à Besta estatal e na crença irracional de que dele possa vir o Bem.

O altar no holocausto está posto e falta apenas riscar o fósforo. Quem viver verá.

A IMPRENSA PRECISA SER LIVRE, POREM OS MINISTROS DO STF MARCO AURÉLIO GARCIA e GILMAR MENDES ESTÃO COM A RAZÃO!

A IMPRENSA PRECISA SER LIVRE, POREM OS MINISTROS DO STF MARCO AURÉLIO GARCIA e GILMAR MENDES ESTÃO COM A RAZÃO!

ESTADÃO

OPINIÃO

Lei de Imprensa

 

Ao iniciar o julgamento de mérito da ação proposta pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) contra a Lei de Imprensa, sob a justificativa de que ela cerceia a liberdade dos órgãos de comunicação e é incompatível com o regime democrático, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, defendeu a revogação sumária de todos seus 77 artigos. Em março de 2008, ele já havia concedido liminar suspendendo a vigência de 20 artigos.

 

Além de defender a revogação da Lei de Imprensa, Britto propôs que os juízes passem a aplicar as normas do Código Penal ao julgar crimes de imprensa. Seu parecer foi endossado pelo primeiro ministro a votar, Eros Grau. O julgamento acabou sendo suspenso pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, e será retomado na primeira reunião plenária da Corte depois da Semana Santa.

 

Em seu parecer, o ministro Ayres Britto fez uma candente defesa da liberdade de expressão e do direito de opinião. "Em matéria de imprensa, não há espaço para meio-termo ou para contemporização. Ou ela é inteiramente livre ou dela já não se pode cogitar senão como simples jogo de aparência jurídica. A imprensa é o espaço institucional que melhor se disponibiliza para o uso articulado do pensamento e do sentimento humano como fatores de defesa e promoção do indivíduo, tanto quanto da organização do Estado e da sociedade", disse ele.

 

Britto afirmou ainda que, por ter sido concebida num período autoritário, a Lei de Imprensa reserva aos jornalistas um tratamento diferenciado e mais rigoroso, quando comparado ao que as leis cíveis e criminais em vigor preveem para os demais cidadãos. No regime democrático, afirmou Britto, "a lei penal não pode distinguir entre pessoas comuns e jornalistas para desfavorecer penalmente estes últimos".

 

Embora nos debates da primeira sessão de julgamento os ministros do STF tenham endossado a defesa da liberdade de expressão e do direito de crítica feita pelo relator, a proposta de revogação total da Lei de Imprensa deve enfrentar resistências. Em apartes, pelo menos dois ministros - Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes - já deram a entender que votarão contra. Eles temem que a revogação da Lei de Imprensa acabe provocando um perigoso vácuo jurídico, uma vez que o Código Penal é omisso em determinados aspectos dos crimes de imprensa, chegando a possibilitar que, por meio de sentenças judiciais, se exerça censura prévia, o que é expressamente proibido pela Constituição.

 

É esse o caso, por exemplo, do direito de resposta. "Não se pode entregar a qualquer juiz ou tribunal a construção jurisprudencial do que é direito de resposta", diz o presidente do STF. O mesmo temor também foi expresso pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ), pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e por entidades da sociedade civil. Todos se manifestaram favoráveis a uma revogação apenas parcial da Lei de Imprensa, com a supressão de resquícios antidemocráticos e dos artigos que são flagrantemente inconstitucionais. Os demais, sobre os quais já há entendimento pacífico nos tribunais, permaneceriam em vigor.

 

O próprio relator, cuja proposta só recebeu apoio da Associação Brasileira de Imprensa, reconheceu a gravidade do problema. Ele afirmou que, se a proposta de revogação total da Lei de Imprensa for aprovada pelo STF, o Congresso terá de legislar imediatamente sobre a questão, especialmente no que se refere ao direito de resposta e aos pedidos de indenização, que, sem regulamentação adequada, podem levar jornais e revistas ao fechamento.

 

Tudo isso justifica plenamente a existência de uma lei de imprensa que, refletindo os mandamentos constitucionais em vigor no Estado Democrático de Direito, na prática preserve o livre exercício do direito de expressão.

 

O problema é que a votação de uma nova Lei de Imprensa deve demorar. Como em 2010 o Congresso funcionará em regime de meio expediente, pois os parlamentares estarão em campanha para se reeleger, os trabalhos legislativos só serão retomados em 2011. Espera-se, portanto, que, quando retomar o julgamento do processo, o Supremo proceda com redobrada prudência.  

OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA

OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA

Percival Puggina

Arquiteto, empresário, escritor, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia.

Site www.puggina.org

A democracia brasileira está sob fogo cerrado. Ao contrário do que o leitor possa estar pensando, os inimigos da democracia não morreram de velhos, não. Renovam-se através das gerações e alteram as formas de agir, de modo a ganharem eficiência. Hoje, eles a atacam desde vários flancos. Do somatório de todos esses esforços surge uma força difícil de ser neutralizada. Duvida? Responda então, para si mesmo, as perguntas a seguir.

            1. São amigos da democracia os que agem no sentido de atribuir mais e mais recursos, mais e mais poderes, mais e mais prerrogativas ao Planalto, de onde sua excelência de cada quadriênio distribui favores e atrai fervores? Tal hegemonia, desequilíbrio da repartição dos poderes, desrespeito à Federação, peso a uma mesma e única caneta correspondem a uma forma desejável de democracia? Certamente não. No entanto, não são poucos nem desprovidos de influência os que vestem essa camiseta e jogam nesse time.

            2. São amigos da democracia os que a veem como um campo de batalha? Quantos, dentre os atores da cena política nacional, se enquadram na descrição a seguir? “Nós entramos no parlamento como forma de nos abastecer, com suas armas, no arsenal da democracia. Se a democracia é tão estúpida como para nos proporcionar meios e salários para este trabalho de urso, é problema dela. Nós não chegamos como amigos, nem como neutros. Nós chegamos como inimigos. Assim como o lobo salta sobre o rebanho, assim nós chegamos”. Não creio que estas palavras de Goebbels em seu “Der Angriff” sejam incongruentes com a conduta visível de muitos homens públicos, cuja ganância pelo poder se nutre da animosidade, do conflito e do desprezo às instituições da democracia.

            3. São amigos da democracia os que, agindo desde fora, tudo fazem para desacreditar a instituição parlamentar, escalando-a como passivo saco de suas pancadas? Bradam contra ela, como se todas as carências nacionais fossem causadas pelo R$ 7 bilhões gastos nas suas duas casas. No entanto, de cada mil reais do orçamento da União, o Congresso inteiro (com todas as suas mazelas, regalias e desperdícios!) gasta cinco! Não, leitor, não serve à democracia apontar apenas os descontroles do parlamento e fechar os olhos sobre o que ocorre noutros centros de custos muito mais vultosos, disponíveis nas mesmas fontes oficiais de informação.

            4. São amigos da democracia os que, dentro da instituição parlamentar, não se preocupam com promover uma reforma política que restaure as próprias atribuições, moralize as relações entre os poderes de Estado e reduza a influência dos interesses corporativos sobre as decisões nacionais? Serão amigos da democracia os que, quando tratam da necessária reforma política, se comprimem entre o faz de conta e o corpo mole?

Junte tudo, junte todos, e não sobrarão muitos democratas por aí. Todavia, saiba: esse Congresso, um dos piores da história republicana, ainda é o lugar onde bate – fraco e enfermo, mas bate – o coração da democracia. Ele é a representação da nação em sua pluralidade. Como a nação, precisa ser aprimorado, não condenado. Precisa ser preservado, não desmoralizado. Abra os olhos, faça as contas, e verá que os maiores problemas do Brasil estão no outro lado da Praça. Os inimigos da democracia, no entanto, sabem muito bem para onde assestar seus canhões.

CARTA DA MÉDICA PEDIATRA, DRA. MARIA ISABEL LEPSCH, AO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO - SERGIO CABRAL

CARTA DA MÉDICA PEDIATRA, DRA. MARIA ISABEL LEPSCH, AO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO - SERGIO CABRAL

LEIA E DIVULGUE. ATRAVÉS DA DIVULGAÇÃO É QUE PODEMOS TENTAR AJUDAR A DIMINUIR A DESASISTÊNCIA TOTAL DO GOVERNO AOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO BRASIL (CRITICA FORTE AOS DO RIO DE JANEIRO).

 

Sabe, governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes. Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada com as canalhices que estão acontecendo. Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha também. Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho tive a oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual. Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolas emergenciais em troca de leitos da dengue. Parece-me que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos Zona Sul...

 

Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneração em troca de aprendizado. Ao final do curso nova seleção, agora para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo. Sempre fui doutrinada a fazer o máximo com o mínimo.

 

Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor.

 

No início da década de noventa fui aprovada num concurso para ser médica da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. A melhor decisão da minha vida, da qual hoje mais do que nunca não me arrependo, foi abandonar este cargo.

 

Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro. Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho. Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema de saúde ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração.

 

Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com convicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.

 

É um deboche numa cidade como o Rio de Janeiro, num estado como o nosso assistir políticos como o senhor discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de lengalenga para salvar vidas. Que vidas, senhor governador? Nas UPAS? Tudo de fachada para engabelar o povão!!!!

 

Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico?

 

Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problema somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar a triste realidade do médico da SES para tentar resolver emergencialmente a omissão de anos.

 

A mídia planta terrorismo no coração das mães que desesperadas correm a qualquer sintoma inespecífico para as urgências. Não há pediatra neste momento que não esteja sobrecarregado. Mesmo na medicina privada há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. Todos em pânico.

 

E aí vem o senhor com a história do lengalenga.

 

Acorde governador!

Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão.

 

Faça a mudança. Execute.

 

"Lengalenga" é não mudar os hospitais e os salários. Quem sabe o senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho para cuidar de um filho doente. Venha preparado porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico.

 

Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo.

A responsabilidade é sua, governador.

 

Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador?

A China na armadilha do dólar

A China na armadilha do dólar

PAUL KRUGMAN

DO "NEW YORK TIMES"

PAUL KRUGMAN

Economista, colunista do "The New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA).

Tradução de PAULO MIGLIACCI

 

NOS ESTÁGIOS iniciais da crise financeira, os engraçadinhos brincavam que o comércio dos EUA com a China havia se provado realmente justo e proporcional. Os chineses vendiam brinquedos envenenados e frutos do mar estragados, e os norte-americanos lhes vendiam títulos fraudulentos. Mas hoje em dia os dois lados do negócio estão se desfazendo.


Na ponta de lá, o apetite mundial por bens chineses caiu acentuadamente. As exportações chinesas despencaram nos últimos meses e são agora 26% mais baixas do que há 12 meses. Na ponta americana, os chineses estão evidentemente começando a se sentir ansiosos quanto àqueles títulos.


Mas a China parece continuar mantendo expectativas pouco realistas. E isso é um problema para todos.


A grande notícia da semana passada foi um discurso de Zhou Xiaochuan, presidente do banco central chinês, que apelava para a criação de uma "nova moeda de reserva supranacional”. A ala paranóica do Partido Republicano imediatamente alertou sobre um vil complô para fazer com que os Estados Unidos abram mão do dólar.


Mas o discurso de Zhou foi, na verdade, uma admissão de fraqueza. Na prática, estava dizendo que a China se havia deixado apanhar na armadilha do dólar, e que nem pode sair sem ajuda nem mudar as políticas que a colocaram nessa posição.


Uma nota sobre os antecedentes: nos primeiros anos da década, a China começou a manter grandes superávits comerciais e também começou a atrair grandes influxos de capital estrangeiro.


Se a China tivesse uma taxa de câmbio livre, como o Canadá, isso teria resultado em uma alta no valor de sua moeda, o que por sua vez teria desacelerado o crescimento das exportações chinesas.


Paridade

 

Mas a China optou em lugar disso por manter mais ou menos fixa a paridade entre o yuan e o dólar. Para tanto, o governo tinha de comprar dólares à medida que estes inundavam o país. Com a passagem dos anos, os superávits comerciais continuaram subindo - e o mesmo aconteceu com a reserva chinesa de ativos estrangeiros.


É preciso ressaltar que a piada sobre os títulos é injusta. Excetuada uma incursão tardia e insensata às ações (no pico desse mercado), os chineses na verdade acumularam ativos muito seguros; notas do Tesouro norte-americano respondem por grande parte das reservas totais. Mas, embora essas notas estejam entre os ativos mais seguros do planeta no que tange a possíveis calotes, elas oferecem retornos muito baixos.


Será que havia uma estratégia profunda por trás desse acúmulo de ativos de baixo rendimento? Provavelmente não.


A China adquiriu sua imensa reserva de US$ 2 trilhões -o que transformou a República Popular em República dos Títulos- da mesma maneira que os britânicos adquiriram seu império: em um ataque de distração.


E não muito tempo atrás, ao que parece, os líderes chineses despertaram e compreenderam que tinham um problema. O baixo rendimento não parece incomodá-los muito, mesmo agora. Mas aparentemente o fato de que 70% desses ativos estão denominados em dólares os preocupa, porque qualquer queda futura do dólar poderia significar uma grande perda de capital para a China. Isso explica a proposta de Zhou quanto à criação de uma nova moeda de reserva, assemelhada aos DES (Direitos Especiais de Saque), a unidade monetária na qual o FMI (Fundo Monetário Internacional) mantém suas contas. Mas a situação é ao mesmo tempo menos e mais complicada do que parece.


Os DES não são dinheiro real. Representam uma unidade contábil cujo valor é definido por uma cesta de dólares, euros, ienes e libras esterlinas. E nada impede que a China diversifique suas reservas de forma a reduzir o peso do dólar; de fato, nada impede que ela componha sua reserva de maneira que se equipare à composição da cesta cambial dos DES - nada, quer dizer, a não ser o fato de que hoje os chineses detêm tantos dólares que é impossível vendê-los sem derrubar a cotação da moeda e deflagrar exatamente a perda de capital que os líderes do país temem.


Apelo


Assim, o que a proposta de Zhou significa na prática é um apelo para que alguém resgate a China das conseqüências de seus erros de investimento. Isso não vai acontecer. E essa invocação de uma solução mágica para o problema do excesso de dólares chinês sugere algo mais: que os líderes chineses ainda não aceitaram que as regras do jogo mudaram de maneira fundamental.


Dois anos atrás, vivíamos em um mundo no qual a China podia poupar muito mais do que investia e dispor da poupança excedente adquirindo ativos norte-americanos. Esse mundo acabou.


No entanto, um dia depois de seu discurso sobre a moeda de reserva, Zhou fez outro pronunciamento, no qual parecia asseverar que o índice extremamente elevado de poupança da China é imutável, pois resulta do confucionismo, que exalta a "antiextravagância". E, enquanto isso, "não é o momento certo" de os EUA pouparem mais. Em outras palavras: vamos deixar tudo como está.

 

O que tampouco vai acontecer. Em resumo, a China ainda não está disposta a encarar as dolorosas mudanças que serão necessárias para enfrentar a crise mundial.É claro que o mesmo poderia ser dito sobre os japoneses, sobre os europeus -e sobre os norte-americanos.


E esse fracasso em encarar as novas realidades é o principal motivo para que, a despeito de certo vislumbre de boas novas - a conferência de cúpula do Grupo dos 20 realizou mais do que eu imaginava possível-, a crise provavelmente dure anos.

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